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História A Borboleta Em Meio Aos Lobos - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Galeris, vcs não tem ideia da felicidade que estou, caramba vcs tem me apoiado tanto!
Gostaria de agradecer a @helwa pelas dicas, pelo comentário que me deixou pulando aqui, pelas mensagens trocadas pelo carinho no geral. Já te disse tantas vezes, mas obrigada mais uma vez! Espero que siga gostando.
Agradecer também a @Camelossaura, pela capa, pelas coisas que vai me ajudar visualmente com a fic e por sempre me apoiar! E acima de tudo por me convencer a postar, mano sério é uma coisa tão legal que eu realmente não esperava, obrigadinhaaa.
E também obrigada a todos que favoritaram, comentaram e mandaram para amiguinhos a fanfic!

Avisos do cap: Eu uso uma formatação um pouco diferente, para dar a entender o que é pensamentos, mensagens escritas e mensagens de texto, está bem?
Depois desse texto imenso, uma boa leitura!

Capítulo 3 - O laboratório


Fanfic / Fanfiction A Borboleta Em Meio Aos Lobos - Capítulo 3 - O laboratório

Aquela sacolinha de papel cinza era muito bem conhecida pela garota, sempre quis um celular dessa loja, entretanto nunca havia comprado nada da mesma, era caro demais. Mas como que aquilo estava em sua mesa de cabeceira? Ela se aproximou e espiou como quem não quer nada, esticando o dedo indicador e abrindo suavemente o pacote.

    — Ai meu deus....

    Suas pernas se afrouxaram com o que viu ali dentro, a caixa do modelo recém lançado, literalmente o melhor celular com apenas uma semana no mercado. 

    Isso é uma pegadinha. Lhe ocorreu mas céus precisavam abrir aquilo, estava em seu quarto se fosse de alguém — por algum motivo — ela iria dizer que qualquer ser humano em sua sã consciência iria abrir aquele pacote. 

    Rasgou o adesivo exclusivo que prendia o topo da sacola e esticou ambas as mãos para puxar a caixinha preta com um S e o número do modelo mais atual estampados bem ali na sua frente. Entretanto quando terminou de puxá-lo ela avistou um pequeno cartão no fundo, era de cor bege e um papel muito bonito com letras tão belas quanto e escritas a mão dizia:

    
    Hey doçura, espero que goste do presentinho.

    Este é meu presente de desculpas por ter engolido — acidentalmente — o seu celular antigo. Como não tenho uma lembrança clara de qual modelo era, decidi que lhe dar o melhor era o mínimo. 

    Bom proveito.

 

Não tinha nenhuma assinatura e a conotação era um tanto arrogante, e totalmente surreal. Afinal “desculpa por ter engolido seu celular antigo”. Quem quer que tenha mandado aquilo não poderia ser o lobo.

Certo?

Mesmo estando com muita vontade de sair usando o aparelho, que aparentemente era um presente, ela o deixou sobre a mesa com cuidado. Alguém havia entrado em seu dormitório, nenhum sinal de arrombamento e sua janela do último andar só tornava a escassez de teorias mais frustrante.

Definitivamente Nabi só poderia estar enlouquecendo.

Saiu porta afora, entretanto agora conferiu as fechaduras mais de uma vez. Se podiam entrar facilmente quando não estava, quem dirá quando estivesse no apartamento. Deveria conversar sobre isso com a segurança da faculdade. Adicionou isto ao papelzinho que kyungsoo lhe dera, anotando como se fosse uma pequena lista de afazeres. Isso e o fato de precisar arrumar um psicólogo pois estava ficando maluca se pensava que lobos gigantes poderiam ser reais.

Pegou o metrô da linha que cortava a cidade de ponta a ponta, de pronto não conseguiu lugar para se sentar, mas depois de passarem pelas estações mais movimentadas o vagão ficou bem vazio, dando um alívio para suas pernas que tinham que se manter esforçadas pelo balanço do carro. 

Ao chegar na estação que queria, foi como uma viagem até sua terra natal, talvez algo no ar, aquele cheiro meio industrial misturado a um ar pesado, lembrava muito sua infância. Quando foi subir as escadas se deparou com um monitor grande na lateral, enquanto a rolante se movia, ela assistiu a propaganda sem muito interesse, mas bastou uma palavrinha para seu cérebro despertar.

— Jimseong. A mais nova líder em melhoramento genético do país! — Uma voz de locutor anunciava enquanto imagens de pessoas felizes entravam em um complexo futurista. — Já pensou em mudar a cor dos seus olhos? Ter mais altura? E até mesmo definir o sexo do seu bebê…

A propaganda ficou inaudível quando os pés de Nabi alcançaram a rua. Seus olhos doeram um pouco devido ao dia claro, entretanto sua cabeça explodia por outros motivos. Aqueles caras eram doentios, brincavam com a vida desta maneira. Quando voltasse para o dormitório iria pesquisar mais sobre a empresa, tudo aquilo parecia extremamente errado, e mais, uma propaganda tão banal como se fosse de shampoo. 

— Jimseong! Mude a cor do seu cabelo com o novo shampoo de melhoramento genético — resmungou para si, imitando a voz do locutor, enquanto atravessava a faixa de pedestres algumas quadras depois. — E de quebra ganhe um tremendo volume!

Inventou mais alguns chamarizes enquanto percorria a distância. Infelizmente o destino era preciso e com senso de humor. Ao chegar em frente de uma construção que se destacava das demais, todas pareciam apenas alguns escritórios e galpões pequenos, mas não este. Jimseong era um tremendo prédio de pedra branca. A construção parecia tirada de um filme futurista, com uma grande placa de metal fosco, ela expunha a logo e o nome da maldita empresa. Nabi conferiu duas vezes o papel que trouxe só para constatar que o universo pregava peças.

Caminhou até a entrada, não possuía um pátio como o que apareceu na propaganda, então aparentemente eles possuíam filiais. O prédio tinha uma marquise, assim como grossas colunas retas ao longo da fachada. Quando chegou mais próximo da porta um segurança vestindo um terno azul e ostentando um ponto em seu ouvido direito lhe abriu a porta, dando-lhe um “bom dia” automático. Ela apenas seguiu o fluxo, se Kyungsoo falava que ali ela teria respostas então provavelmente teria.

— Bem vinda à Jimseong, onde a vida de fato começa — ou transmuta, Nabi completou para si, quando uma atendente, detrás do balcão de pedra polida falou. — Tem hora marcada?

— Ah, boa tarde… Não, não tenho. 

    A mulher que lhe recebeu ergueu as sobrancelhas como se desaprovasse, mas se voltou para o computador e digitou algo.

    — Gostaria de uma consulta? — Ela perguntou depois de conferir o monitor, ou talvez ela estivesse jogando paciência e Nabi jamais saberia, a tela estava de uma maneira que os visitantes não poderiam ver.

    Pensou antes de responder, e bem poderia fingir que estava ali para uma “consulta” e tentar entender mais um pouco daquela loucura, talvez a pessoa que a atendesse fosse quem seu amigo disse que lhe daria as respostas.

    — Ah sim, por favor — Apoiou os braços no balcão, seu casaco cinza deslizou pela superfície, quase fazendo com que desse de cara na pedra. Com um sorriso constrangido, ela tentou fingir que não estava lendo as papeladas ao lado da recepcionista. — Que tipo de consulta vocês fazem aqui?

    A mulher parou de digitar no computador e olhou para ela franzindo a testa. Levando a mão ao cabelo, o qual estava perfeitamente arrumado em um coque firme, ela disse;

    — O que você não gosta em você? 

    Nabi ficou desconcertada e retirou o braço que ainda estava sobre o balcão, quase recuando um passo. Como assim?

    — Altura — ela falou para se manter no papel que estava empenhando, e porque de fato se achava um pouco baixa demais, mas não que fosse desejar mudar isso a ponto de se submeter a algo não natural como eles aparentemente faziam naquele lugar. 

    — Nós podemos concertar — a mulher falou com naturalidade. — E para sua sorte estamos com um novo método que tem resultados ainda mais rápidos! Vou agendar você com o nosso especialista, Dr Cho.

    Concertar. 

    Eles estavam tratando características que as pessoas não gostavam como se fosse um problema. E caramba, Nabi duvidava que eles tivessem acompanhamento psicológico para seus clientes, afinal as próprias pessoas daquele lugar precisavam de umas consultas.

— Está bem… Dr. Cho? — Se voltou para a secretária. — Vai ser ainda hoje a consulta?

— Ah sim, sim — ela sorriu, logo se esticando para alcançar um folheto para a menina — Acreditamos muito na eficiência, afinal quanto mais pessoas podermos tratar, mais bonito o mundo vai ficar, não é mesmo? Daqui a quinze minutos vamos lhe chamar.

E pensar que às vezes seu lanche em uma cafeteria leva mais tempo. As empresas de fastfood precisavam ter umas aulas com esses caras. 

Nabi caminhou até um aglomerado de cadeiras azuis perto das janelas da entrada. O sol era barrado por um filtro escuro, entretanto o ambiente não ficava sombrio, era tudo tão claro ali, quase inteiro revestido com a mesma pedra do balcão, polido com alguns veios acinzentados, parecia mármore. Tinham plantas de verdade ao redor, em vasos de cimento queimado, e alguns quadros a óleo nas paredes etéreas. A jovem depois de analisar aguardou enquanto olhava para o pé direito alto, estava procurando teias de aranha ali, para provar o quão inútil é se ter um teto tão longe do chão, mas aparentemente eles eram eficazes na limpeza.

 Alguns instantes mais tarde, a mesma moça que lhe atendeu, se ergueu de trás do balcão e chamou seu nome. A acompanhou até um elevador que ficava em um canto discreto. Dentro da caixa de metal, Nabi estranhou a falta de música, no lugar daqueles batidas irritantes tocava um aúdio fazendo mais propaganda da empresa. Como se precisasse. Ela literalmente estava engaiolada com uma funcionária, indo para uma consulta, sabe-se lá com que profissional. É claro, se alguém chegasse até ali a última coisa de que iria precisar seria de mais propaganda.

    O painel com números eletrônicos anunciou quando chegaram ao quarto andar, e um corredor extenso com painéis de madeira clara adornavam entre uma fileira de portas. Ao lado de cada um havia o nome de um doutor, e sua especialidade, algumas repetiam os profissionais, como se alguns trabalhassem em mais de uma área. Ela soube qual era a porta que entraria, não só pelo nome “Cho” estar gravado, mas pois era a única aberta. 

    A atendente lhe deu um sorriso, indicando a porta e logo voltou para o elevador. Nabi caminhou até ali, e ao virar na entrada aquilo lembrava um consultório como qualquer outro. Uma mesa com tampo de vidro, um computador, impressora, maca, luz branca, quadros informacionais nas paredes e um cara com jaleco branco sorrindo amistosamente.

    Ele a olhou de cima a baixo, como se avaliasse possíveis outros “problemas”. Fez uma reverência e se apresentou, logo depois indicou a cadeira em frente a sua.

    — Fico feliz que tenha escolhido mudar de vida — ele lhe disse quando se sentaram. Certo, isso era muito estranho e assustador — Vou fazer algumas perguntas e depois vamos para a parte física, está bem?

    Perguntas como, altura, peso, o que não gostava em si e alguns quesitos médicos como complicações de saúde e se tinha alguma alergia a medicamentos, foram feitas. Nabi respondeu de forma automática mas se desviando de algumas respostas, dando umas informações falsas, até porque ela não estava ali para fazer aquilo de fato.

    Quando o Dr. Cho indicou a mesa de exames, ela suou frio, já não era muito fã de médicos quando estava doente, quem dirá esse que não parecia se preocupar muito com a vida mas sim com a beleza das pessoas. Então Nabi apoiou a mão sobre a mesa, chamando a atenção do mais velho.

    — Eu tenho algumas perguntinhas — sorriu para amenizar que não estava fazendo o que ele pediu. — Algum desses procedimentos já deu errado?

    Ele a olhou desconfiado, parecia ter concluído que aquela não era uma consulta mesmo, entretanto voltou a se sentar atrás da mesa e respondeu de forma automática.

    — Todos nossos procedimentos são devidamente testados e só vêm para o público quando temos uma eficácia de 100 por cento — ele se desviou da resposta, todavia deixou uma brecha.

    — E esses testes, como são feitos? — ela se lembrou do imenso lobo. — Animais?

    O homem franziu os lábios e puxou algo de dentro de uma de suas gavetas. 

    — Temos o link para nosso site, onde todos os procedimentos, assim como referências e estudos estão colocados lá. — Agora podemos seguir com os exames? Só irei medir sua altura e anotar algumas coisas.

    — E lobos? — Questionou, não esperava que ele lhe desse uma resposta, mas pelo menos suas expressões faciais poderiam ser lidas. 

    Nada. Ele seguiu com um olhar imparcial. 

    — Senhorita, você é jornalista? — perguntou, por fim.

    — Não, apenas estou curiosa de como exatamente vocês chegaram a esses resultados e se é seguro para humanos, mesmo sem testes prévios.

    — Nós…

    Ele não concluiu, não por hesitação, mas sim porque um grito ecoou pelos corredores. Cho fechou os olhos como se soubesse o que estava acontecendo. Se ergueu novamente da cadeira, colocando uma das mãos no bolso do jaleco, enquanto já se dirigia para a saída ele se virou para a menina e avisou:

— Preciso conferir um paciente, já volto — Abriu a porta — Enquanto isso, por que não confere nosso site pelo smartphone? Temos a senha do Wi-Fi bem ali — Indicou uma plaquinha na parede.

Como alguém poderia se sentir à vontade em um lugar como aqueles? Olhar no site uma ova, ela se levantou e fuçou o computador do médico. A maioria das coisas precisava de senha para serem acessadas, mas para a sorte de Nabi ela achou uma aba de conversas aberta. 

 

Sheng

Os novos insumos chegarão por volta das 15h.

Você

Estou encarregado.

Enviaram também a nova cobaia?

Sheng

Não, o maldito fugiu…

Você

Já cuidaram disso? 

Sheng

Sehun vai dar um jeito.

Você

Ótimo.

 

    Insumos. Cobaia. Dar um jeito. 

Um arrepio percorreu a garota, ela queria sair dali o quanto antes, entretanto precisava de provas daquilo. O que estavam fazendo era errado, e ela poderia muito bem concluir de onde um lobo gigante havia surgido. Praguejou ao se dar conta que estava sem celular e que não conseguiria tirar uma foto daquela conversa, em uma ideia brilhante e arriscada ela tirou um print e mandou para a impressora que estava conectada ao computador, torceu para que fosse a mesma que estava na sala. 

Soltou um suspiro, aliviada quando o mecanismo começou a fazer barulho. Ela olhou para a porta que havia ficado aberta, não escutava passos nem vozes, todavia estava tensa de alguém a pegar. Olhou novamente para o papel, estava quase no fim e ela praticamente o arrancou, socou dentro de sua bolsa e saiu porta fora. Só para ser atropelada por algo, caindo com tudo no chão gelado.

Totalmente assustada ela olhou para cima e viu um garoto, deveria regular de idade com ela, tinha a pele levemente morena e os cabelos naturais eram castanhos, entretanto as pontas dos mesmos estavam descoloridas, tinha as madeixas grudadas sobre a testas com o suor e carregava um olhar assustado. 

Ambos se encarando em total choque, até que ele disse:


 

 

 


Notas Finais


E aí o que acharam?
Espero que não estejam achando o ritmo muito lento, mas acharia muito forçado já tacar os meninos logo de cara, então precisava situar vocês, agora que adentramos mais, a partir do próximo capítulo teremos muito Kai e muito Chanyeolzinho, tá?

Nos vemos nos comentários, e se quiserem interagir eu adoraria de trocar mensagens lá pelo TT que criei! @Rok3_fix


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