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História À borda do fascínio - IwaOi - Capítulo 1


Escrita por: Starzu-

Notas do Autor


Enfim, estou eu aqui trazendo uma oneshot desses dois lindos 💜☕
Por algum motivo comecei a gostar mais deles do que gostava antes, o que aconteceu? kkk

E também, depois de um pequeno/longo tempo volto após um bloqueio criativo e devagar volto a escrever como antes kk

Espero que gostem, boa leitura anjos 😊


> essa capa linda foi feita pela @Amehi💜, muito obrigada mesmo anjo!

Capítulo 1 - Você me fascina


O primeiro floco de neve caiu no início de novembro em Miyagi, trazendo as baixas temperaturas e o início do inverno japonês.

As ruas brancas e gélidas, com pessoas agasalhadas em seus casacos felpudos e luvas quentinhas acompanhavam o passar da estação cinzenta.

― Iwa-chan!

E com ela, vinha o passatempo favorito de Iwaizumi.

― Oikawa…  ― Por pouco, muito pouco, Hajime conseguiu segurar a si mesmo na porta da casa quando o moreno se jogou em seus braços. ― Por que essa animação toda? Nós nos vimos há poucas horas. ― Sorriu, envolvendo Tooru em um abraço caloroso.

― Porque eu vou ganhar um cappuccino de graça. ― Iwaizumi arqueou uma das sobrancelhas, cruzando os braços ao fingir ficar chateado pela consideração do amigo. ― E claro, porque vou passar um tempo com meu Iwa-chan.

O sorriso amarelo de Oikawa era o motivo de Iwaizumi amar tanto aquele garoto.

Sim, porque o Tooru sempre que arrumava alguma confusão, tentava se safar com um "desculpa, Iwa-chan" e um sorriso tímido, esfregando a nuca com as próprias mãos. 

― Aonde vamos? ― Oikawa trancou a porta da própria casa, correndo então para alcançar Iwaizumi, que já estava na calçada.

― Onde mais iríamos? ― Esperou o moreno se aproximar o suficiente para envolver a mão na do outro, enlaçando seus dedos. ― No mesmo lugar de sempre.

Não era longe dali onde ficava uma pequena cafeteria que Oikawa e Iwaizumi descobriram por acaso após uma tarde de treinamento.

Entraram pela primeira vez naquele estabelecimento e ficaram encantados com o aconchego do local. Não era nada requintado, nem muito simples. A decoração era feita com pequenos bonsais e plantas decorativas, piso e mesas de madeira com almofadas bordô.

Oikawa e Iwaizumi andaram até uma mesa no canto do estabelecimento, próximo à parede de vidro que permitia a todos uma visão da rua.

― Oikawa, Iwaizumi, que bom vê-los novamente. ― Disse a garçonete, já conhecida por ambos. ― Vão querer o de sempre?

― Uma xícara de cappuccino, uma de café expresso e duas fatias de bolo de chocolate. ― Iwa contou nos dedos. ― Sim, o mesmo de sempre. ― Sorriu, recebendo o mesmo gesto de Oikawa

Anotando o pedido já conhecido no papel, a garota saiu caminhando até a cozinha, deixando ambos sozinhos na mesa.

― Iwa-chan~ ― A voz de Oikawa chamou a atenção de Iwaizumi. ― Quando terminarmos o lanche, podemos dar uma volta na praça?

Iwaizumi deu de ombros, fazendo Tooru sorrir. Isso significava mais um "sim" do que um "tanto faz" para o levantador.

Enquanto esperavam pelo lanche, Hajime escorou o queixo na mão, apoiada pelo braço com o cotovelo posicionado sobre a mesa, olhava pelo vidro os flocos de neve que começavam a cair do céu, parando no asfalto.

O barulho de algo riscando atraiu sua atenção até Tooru, que estava rabiscando um guardanapo para se distrair.

Ele era lindo, sim, mas não era esse o motivo que Iwaizumi se encontrava à borda do fascínio pelo moreno que desenhava um coelho no papel.

Na verdade, foi um termo que ele inventou para defini-lo

Ele não era perfeito, nem de longe. Seus olhos castanhos davam um ar inocente às expressões que Oikawa fazia e seu cabelo era macio de tocar.

Mas o que realmente deixava Iwaizumi admirado era o quanto Oikawa se esforçava.

Fosse na escola sendo reconhecido pelos professores, nas notas da sala quando sempre tira acima da média nas provas ou no vôlei quando dá o melhor de si para fazer todos os jogadores estarem com 100% de seu potencial máximo, Oikawa lutou muito para conseguir isso.

Ele não nasceu com talento, ele não é um prodígio e nem conseguiu acertar tudo de primeira.

Foi com muita força de vontade e determinação que Oikawa chegou onde chegou.

― Seus pedidos. ― O cappuccino foi posto na frente de Iwaizumi e o café próximo de Tooru, assim como os pedaços de bolo. ― Mais alguma coisa?

― Não. ― Oikawa disse, largando a caneta. ― Coloque na minha conta, ok?

― Fui eu quem te chamou para sair, Oikawa. 

― Mas eu decidi pagar. ― O moreno sorriu, vendo Iwaizumi bufar. 

Após a garçonete sair, ambos levaram as xícaras ao mesmo tempo, bebendo um gole de suas bebidas.

― O café está muito bom. ― Oikawa disse, pegando um pedaço do bolo com o garfo. ―  O bolo também.

― Sim. ― Hajime concordou, comendo também. 


Ambos andavam pela praça, de mãos dadas, sentindo a brisa noturna atingir-lhes a face. As maçãs do rosto de Oikawa coraram pelo frio e isso fez Iwaizumi sorrir internamente.

― Está sentindo frio? ― O Hajime questionou Tooru, que forçava os lábios numa tentativa de não tremer com o ar gélido.

Uma tentativa falha.

― N-não. Tá.. tu-do bem… 

Iwaizumi riu, ficando por trás dele e segurou suas mãos, enfiando-as no bolso do casaco de Oikawa. 

O moreno ainda escorou o queixo no ombro do capitão, obrigando-o a diminuir a passada que davam.

― Tsk, queria ver a lua, mas as nuvens não deixam. ― Outro sorriso de Iwa, mas dessa vez o hálito quente do moreno bateu no pescoço do outro, fazendo com que ele arrepiasse. ― Iwa-chan!

― Eu não disse nada.

Com um biquinho infantil nos lábios, Oikawa seguiu o caminho sem falar mais nada. Mas também, não precisava.

A presença do outro já era o suficiente para ambos.

― Está muito calmo desde cedo, Iwa-chan. Não tô com nenhum inchaço na cabeça! ― Oikawa se referiu às bolas que lhe eram lançadas pelo colega comumente.

― Apenas não quis fazer isso.

Mentira, na verdade ele quis muito, mas resolveu deixar para lá por causa do passeio que dariam de noite.

Não queria ter que aguentar um Oikawa reclamando de dor de cabeça, por mais que amasse o garoto.

― Você me fascina às vezes. ― O sussurro vindo dos lábios de Tooru chamaram a atenção de Iwaizumi. ― Por algum motivo você é o único que parece me entender, apesar de tudo. ― Hajime não havia percebido que já tinham chegado na casa de Oikawa, apenas quando o levantador tirou suas mãos do próprio agasalho. ― E isso me deixa feliz… sabe… saber que eu não estou sozinho apesar de tudo...

Iwaizumi sentiu seus dedos serem entrelaçados pelo garoto em sua frente.

― E você nunca estará sozinho. ― Acariciou as falanges geladas do outro, sorrindo gentilmente ao encarar seus olhos. ― Sabe que sempre pode contar comigo. ― Inclinou-se para alcançar a testa de Tooru e selá-la rapidamente, mas ao invés disso, encontrou os lábios dele uma vez que o levantador ergueu os pés minimamente.

Sob o beijo, Iwa sentiu a boca de Oikawa curvar-se em um sorriso travesso. 

Suas mãos foram então para os fios escuros, uma permissão silenciosa para aprofundar o beijo.

Permissão que lhe foi cedida.

O beijo de Oikawa tinha sabor de café e chocolate, embora a sensação na língua do Hajime fosse bem mais doce e estonteante que isso. E o formigamento veio ao ter seu lábio inferior mordido sutilmente pelo outro, acompanhado logo de uma risadinha e então eles se afastaram para retomar o ar.

― Iwa-chan~ ― Iwaizumi olhou para o colega. ― Obrigado pelo passeio, eu gostei. Consegui relaxar para o jogo de amanhã. ― Oikawa sorriu, recebendo um carinho rápido na bochecha e um selinho na mesma.

― De nada. Que tal sairmos semana que vem? 

― Não me parece uma má ideia. ― Tooru respondeu, soltando um suspiro cansado. ― Até amanhã, Iwa-chan~ 

Iwaizumi sorriu, sentindo um pequeno floco cair em seu nariz.

― Até amanhã, Oikawa.





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