História A Bordo do Acaso - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Kooksroom

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Hoch, Jeongguk, Jikook, Jimin, Jimin!top, Jungkook, Transtorno, Transtorno De Fala, Transtorno Mental, Uke!queen
Visualizações 1.402
Palavras 2.194
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NOSSSAAAA
EU EXISTO AINDA, SABIA? NÃO PARE DE ME AMAR, POR FAVOR.
Ok, chega de berrar.

Jesus, esse é o penúltimo capítulo.
Tive ajuda do meu daddy: @ineedyoukook
Me perdoem a demora de *pensa* dois meses. DOIS FUCKING MESES!
Muito obrigada pelos quase 400 favs.

É um cap um tanto peculiar, cheio de... ah, lê ai.

Leiam escutando: Say You Won't Let Go - James Arthur / Enchanted - Taylor Swift

Capítulo 7 - A Rosa e o Plebeu


Fanfic / Fanfiction A Bordo do Acaso - Capítulo 7 - A Rosa e o Plebeu

O choque de adrenalina que correu por todas as veias de Jeongguk não fez diferença alguma para o mais velho, que soltou uma baixa risada mesmo que o pai do moleque estivesse à porta, pronto para entrar e vê-lo sobre a cama, em cima do próprio filho. Jimin achou fofa a expressão de desespero que adornava agora o rosto delicado. Tudo que fez foi beijar a ponta de seu nariz.

— Calma… — Sussurrou. Parecia óbvio em sua mente tola que o homem mais velho nunca entraria naquele quarto.

— O que é isso? — A voz grave e nervosa do pai de Jeon ecoou pelo quarto, assim como o som da porta batendo contra a parede após ser aberta tão brutamente. — Quem é você?

O ruivo se assustou, saindo rapidamente de cima do moreno, que o olhava com os olhos assustados. Não sabia o que fazer, porque nunca acharia que pudessem ser pegos, mesmo sabendo que fosse provável. Não estava esperando por aquilo àquela hora, havia falhado em sua discrição e cuidado com o mais novo.

Este podia sentir o coração falhar de tão rápido que batia contra sua caixa torácica, abafando o som de tudo à sua volta. Seus olhos encontravam-se agora perdidos pelas estrelas coladas no teto de seu quarto, e suas mãos estavam trêmulas. Os dedos de seus pés se dobravam como se atrofiassem, e seus lábios ficavam mais secos a cada passo de seu pai, mesmo que mal pudesse escutá-los.

— Jeongguk. — Ele ditava bravo.

— Senhor. — Park tentou ditar ao que se levantou às pressas da cama, deixando ali deitado o pequeno Jeon atordoado, mas logo fechou os olhos para a mão levantada do homem.

O baque do tapa soou aos ouvidos do moreno e este, saindo imediatamente de seu transe de pânico, se sentou rapidamente, segurando a regata de Jimin e o puxando de volta para a cama e para atrás de si, ao que ficava de joelhos sobre os cobertores.

— Pai!

Ele devia estar com medo; afinal, ali era seu pai. E talvez até estivesse

dado pelos músculos de todo o seu corpo tensionados e o tique de engolir a saliva de sua boca constantemente. Mas atrás de si, respirando pesado e segurando sua cintura com as pontas dos dedos depois de levar um tapa no rosto, estava alguém que acreditava não deixar que seu velho fizesse nada consigo.

Doía saber que seu pai agora tinha a certeza de que não era o menininho que ele sempre criara para ser. Que era tudo uma delicada mentira.

Nada de que ele já não desconfiasse, pequeno.

Na fechada e intolerante mente do mais velho presente no quarto, aquilo não passava de uma brincadeira, do mais extremo mau gosto. Afinal de contas, era seu filho ali.

Seu filho era o garoto que um dia levara para pescar; que um dia levara para a aula de tiro. Mas ele nunca segurou bem uma arma. Era alguém forte que quase nunca ficava doente. Cheio de energia, era o menininho que corria rua abaixo atrás do cachorro que ganhara de aniversário. Ah, mas como você ficou bravo com o quanto ele chorou quando o canino se foi.

Aquele era quem sempre imaginou dançando com uma moça bonita, no dia de seu casamento. Mas a verdade é que você nunca o imaginou em um terno.

Seu filho era alguém que você sempre tentou fazer ser forte; alguém com quem sempre brigou por perder o rumo quando seus bonecos quebravam. Ele sempre foi sensível. Tantas foram as desculpas que você criou para a falta de “masculinidade” do pequeno. Mas quem era você para, ao menos, decidir o que é ser um garoto?

 

Malditos pijamas de dinossauros.

 

E quanto mais esses pensamentos martelavam em sua mente, mais ele sentia raiva. Ah, a raiva que sentia. Onde errou? Quando foi que se enganou?

 

Ele queria um filho normal, mas o mundo lhe dera Jeongguk.

 

O mundo lhe deu uma rosa e ele insistiu em chamá-la de espinho.

 

E quem era aquele ao lado dele? Quem era o garoto de cabelos de fogo? Quem era aquele? Aquele que tirou, do próprio filho, sua maior incerteza, lhe dando a odiosa certeza? Quem tinha lhe dado o direito de bagunçar a cabeça problemática de seu filho? Para que lhe estragar ainda mais e torná-lo ainda mais desgostoso ao próprio pai?

 

Aquele, senhor? Aquele é com quem seu filho para o tempo.

 

— Vá embora. — O velho disse, sem fitar os garotos, com uma mão massageando as têmporas e a outra, que antes estivera contra o rosto do já odiado desconhecido, repousando na cintura.

Jimin abaixou a cabeça e, imediatamente, esticou as pernas para fora da cama mais uma vez, levando consigo o próprio celular que deixara sobre a escrivaninha. Sequer olhara para os outros dois ali presentes enquanto o fazia; de repente, a derrota e a angústia tomaram seu ser por inteiro, fazendo com que seu maior desejo — além de ficar com o garoto — fosse sumir dali, na esperança de fazer toda aquela mágoa ir embora.

As tão estranhas e preciosas memórias que construíra com Jeongguk até aquele momento eram muito mais atrativas, mas o latejar em seu rosto o impedia de focar seus pensamentos em cada uma delas e o fazia ser tomado apenas pela mais recente lembrança do olhar de ódio e desgosto do Jeon mais velho sobre si e seu filho.

E o mais novo? Ele só pôde olhar o alaranjado deixar sua cama, e então o seu quarto, sem conseguir se mexer; nem para respirar, nem para impedir que fosse, nem mesmo para falar algo ou soltar algum som. Estava atordoado, os últimos poucos segundos que se passaram haviam sido capazes de abalar sua mente ao ponto de fazê-lo se esquecer de como deveria fazer para levar o ar até seus pulmões. O coração, tanto quanto o do ruivo, pesava no peito um peso difícil de carregar.

Era como se o amor fosse algo ruim.

O de cabelos laranjas desceu correndo as escadas geladas, com suas meias finas nos pés, segurando o ar em puro nervosismo. Estava tão nervoso quanto o mais novo no andar de cima, esquecendo também de respirar e perdendo até mesmo o senso de direção até a porta da frente por um momento. Seu coração batia rápido e suas mãos se apertavam em punhos, tão forte que suas unhas curtas marcavam suas palmas. Seus olhos, perdidos pelas paredes vermelhas e pelos móveis de madeira.

Por que não se afastou quando escutou as batidas à porta? Por que não deu atenção à expressão de medo do mais novo? Ele estava tão assustado... Tinha raiva de si por não ter se dado conta de que Jeongguk nunca tinha assumido nada aos pais. O que era óbvio, pois era tímido demais para fazer isso; tímido demais para falar. Tinha um pai disposto a qualquer coisa para não permitir, nem aceitar o que o filho tinha ou o que era. Estava com tanto desprezo de si próprio por ter arruinado o reino do mais novo, que sentia vergonha de encontrá-lo de novo — se é que isso algum dia aconteceria.

Jeongguk era um príncipe naquela casa, e ela seu castelo. Jimin era ninguém; era o plebeu que se apaixonara pelo príncipe, quando ambos sabiam que aquele seria um romance proibido. Havia se descuidado e permitido que descobrissem o pecado que cometiam longe dos olhos reais. Havia arruinado o porto seguro de seu príncipe dentro de sua próprio fortaleza.

O rei tinha acabado de expulsá-lo dos aposentos do pequeno príncipe, este sempre avoado e perdido na própria imaginação, que agora devia estar apavorado. Talvez receoso sobre tudo o que fizera com o plebeu que agora corria pelo salão do baile, para longe de si, saindo de sua casa às pressas, abraçando os próprios sapatos que nem ao menos calçava. Desprezível.

O chão gelado sob seus pés piorava os tremores por seu corpo, em meio ao frio rigoroso do outono mais agitado daqueles confusos corações. Jovens rapazes não deveriam temer tanto pelo amor, não deveriam amar às escondidas. Mas e se esse amor gritasse “jamais”, mesmo sendo puro e inocente?

Ah, mas não poderia ser tão fácil. Era ridiculamente improvável, irritantemente inaceitável, dolorosamente utópico.

Queria ele uma utopia trazida à realidade deste mundo, onde aquele amor fosse ao menos possível. Fosse acreditável, admissível, ao mínimo razoável. Somente razoável.

E escondido debaixo dos pijamas infantis, havia um um lindo príncipe. Tão lindo era o príncipe à procura de alguém. Uma bela princesa, de longos cabelos assim como seus vestidos. Mas que clichê. Jeongguk era muitas coisas, mas clichê não era uma delas. Era um doce segredo; segredo este que seu coração, maior que o mundo em que vivemos ou o universo em que existimos, guardava e protegia. Protegia, porque temia ser ferido, caso deixasse lhe escapar.

O príncipe queria um príncipe. Era uma rosa recoberta por espinhos que princesa alguma ousaria podar. Espinhos que se desfaziam e tornavam-se a mais ingênua essência em frente ao pebleu. A rosa era tão bela que seus espinhos ao menos foram percebidos.

E foi este que lhe conquistou. Sua escolha de se calar, de nunca dividir os capítulos de seu próprio conto de fadas, estava aos poucos desaparecendo, a cada vez que via seu humilde plebeu, cada vez que o via sorrindo, que o tocava e era tocado por ele. A cada vez que o beijava. A cada vez que, da maneira mais perfeita, embora desajeitada e desastrosa, parava o tempo com ele.

Seu humilde príncipe ,imaginário e formoso, era um segredo. Um doce segredo, gentil como a própria voz.

Bobo foi o pequeno que se apaixonou pelo improvável. Pela alteza do reino tão tão distante. Que usa aquelas elegantes fardas como a de grandes reis. Um rei com rosto de príncipe, alma de plebeu e coração de cavaleiro. Jimin também era um cavaleiro, como pude esquecer?

Ele carrega consigo uma coragem incomparável. Ele faz os problemas do mundo parecerem pequenos ao lhe parar o tempo.

Pequeno príncipe, ele é lindo. Não diria perfeito, pois se o fosse, não precisaria de ti. Mas ele é lindo; e ele está tão na sua.

⏪⏸⏩

A mulher encarava o filho, encolhido contra a parede em que sua cama tocava, coberto até abaixo do nariz. Suas narinas estavam avermelhadas e seus olhos, molhados e inchadinhos. Havia chorado. E como havia chorado.

Uma rainha entristecida. Entristecida por ter falhado como mãe, entristecida que seu filho precisasse sofrer as consequências de ter como pai um rei tão duro, quadrado, incapaz de compreender que jamais faria da rosa um espinho; incapaz de entender que deveria amar a rosa como era, ou ela acabaria murchando.

Sentou-se na beirada da cama, esticando um dos braços para acariciar os cabelos de seu pequeno.

— Seu pai tem dificuldades de entender. — Disse em um sussurro, sabendo muito bem que ele a ouviria. — Dê um tempo a ele. Evite trazer aquele garoto para casa por algum tempo, e não chegue em casa fora de hora. Aos poucos, tudo vai ficar bem.

Ah, como aquelas palavras machucavam ainda mais o pobre garoto. Embora a compreensão de sua mãe acalentasse seu coração confuso, saber que a vontade de seu pai prevaleceria até o final o fazia se sentir ainda mais só. Pois sabia que tudo não ficaria bem. Ao menos não como sua mãe parecia querer acreditar, assim como acreditou nas vezes que o mandou para suas consultas.

E então a dor e a desilusão mais uma vez se fizeram grandes demais para serem mantidas dentro do peito. E incapaz de expressar com palavras o que sentia, o príncipe voltou a chorar.

A rainha, triste, trouxe o pequeno príncipe para perto, e o aninhou em seus braços. Como gostaria de poder tomar toda a dor de seu pequeno para si, somente para poder vê-lo feliz. Mas sabia que não podia.

E o príncipe aceitou aquele colo, encolhendo-se enquanto chorava. Chorava por ser um príncipe que se apaixonou por um plebeu. Um amor duplamente improvável, duplamente proibido.

 

E o plebeu?

 

O plebeu corria.

 

Já não trajava sua farda como um príncipe; não, agora era apenas o plebeu novamente. Era apenas o ninguém que, tal como o seu pequeno príncipe, caiu pelo improvável. E mais que isso, deixara sua felicidade escorregar por entre seus dedos.

Tudo porque duvidou que o pai do garoto fosse realmente entrar naquele quarto. Duvidara das atitudes do rei, e as consequências lhe foram severas.

Sua vista e seu peito ardiam tanto quanto havia lhe ardido o tapa. Não chorava, embora seus olhos parecessem querer fazê-lo. Seus pulmões clamavam por muito mais oxigênio do que conseguia inspirar, visto que corria rápido pelas ruas estreitas e mal cuidadas, querendo chegar logo em casa. Corria. E como corria.

Tinha a sensação de que talvez a angústia lhe abandonasse, caso finalmente chegasse em casa. Em casa, estaria onde deveria ter permanecido, mas não conseguira, já que aquele pequeno e pouco falante menino acabou por lhe conquistar por completo.

Deixou o amor lhe escapar por pura idiotice. E agora aquele pedaço de si, que lhe permitia sentir-se vivo de uma forma inteiramente nova, tinha ficado nas mãos do moleque.

E como desejava poder voltar no tempo.

 


Notas Finais


Posto o próximo e último logo logo. Está me doendo ter de acabá-la.
Deixe seu comentário e faça-nos feliz, hm?

Tive ajuda do meu daddy: @ineedyoukook
---

Coração a Sete Palmos:

https://spiritfanfics.com/historia/coracao-a-sete-palmos-8183296

Satiromaníaco:

https://spiritfanfics.com/historia/satiromaniaco-7593106

Vlw, flw

Hochii~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...