1. Spirit Fanfics >
  2. A Bruxa >
  3. Chapter I: outset

História A Bruxa - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Esse é o primeiro capítulo oficial da fanfic! Espero que gostem 🖤

Capítulo 5 - Chapter I: outset


Fanfic / Fanfiction A Bruxa - Capítulo 5 - Chapter I: outset

A Bruxa acordara naquela cama dura da enfermaria, resmungando pela dor da cirurgia. Sentia-se fraca e impotente, o que lhe incomodava bastante. O fato de estar vulnerável a qualquer coisa fazia seu coração bater mais rápido pelo medo.


Não conseguia respirar direito, o incômodo em seu tórax era insuportável. A pele repuxava com tanta força que fazia Ery suar frio. Ainda estava um tanto desnorteada, alguns pensamentos estranhos e desnecessários lhe passavam pela cabeça, mas ela concluiu ser efeito do anestésico.


Olhou para o lado e notou seu cabelo — que beirava entre um marrom claro acizentado e um loiro escuro — preso em um rabo de cavalo perfeito. Se perguntou por um momento quem teria tamanho cuidado assim com a mesma.


— Que bom que acordou, maninha. — a voz de Blader fez seu coração palpitar, não havia reparado sua prima no outro lado da cama, a observando — Tio Offender e os outros estão preocupados com você também.


— Que chupem meu pau, quero voltar pra casa.


Blader suspirou e mexeu nas sobrancelhas de Ery, que estavam completamente despenteadas. Sabia que a outra estava fora de si e nervosa, tornando a adaptação ainda mais complicada.


— Ery, assim que sua pele fechar por completo, está liberada. — uma terceira voz se manifestou. O homem de olhos vermelhos e jaleco entregou alguns comprimidos em um pequeno copo — São remédios para dor, caso precise.


— Não preciso.


— Ela precisa, só é cabeça dura demais para admitir isso. — Blader arqueou uma sobrancelha ao notar o olhar de reprovação de Ery.


— Pelo visto, é de família. — Smiley lançou um tom brincalhão enquanto as outras duas olhavam para o médico de forma reprovadora.


— Espero que só tenha um nessa casa metido a comediante, minha paciência é bem curta. — a bruxa disse, de modo arrogante enquanto fazia esforço para se levantar da cama — Se bem que já esbarrei com Timothy e Tobias algumas vezes, talvez eu passe mais tempo fora daqui do que Slenderman aprove.


— Então vai ficar? — Blader a olhou com um meio sorriso.


— Por você, sim. De resto eu quero que se foda.


A morena riu e passou o braço pela cintura da outra, que se apoiou em seu ombro. Blader contava sobre a casa e seus moradores enquanto andavam até a sala do chefe, onde ela seria devidamente apresentada a todos.


Passou pela grande porta de madeira escura enquanto respirava fundo. Sabia que um dia viria morar com sua família, mas não imaginava que seria tão rápido.


Olhou um por um naquela sala, todos os proxies estavam devidamente uniformizados e com suas máscaras. Seu pai e o restante de seus tios se mantinham em um sofá um pouco mais afastados da mesa central do escritório.


— Eu vou ficar pela Blader, apenas. Não quero saber de ser objeto de tortura de proxy frustrado. — ela disse, fitando a máscara branca de traços femininos. Podia ver Masky travar o maxilar pelas costeletas que tremiam levemente na lateral de seu rosto.


— Não machucamos os nossos, Ery. Sabe muito bem disso. — Slenderman proferiu, antes de continuar foi interrompido por Toby:


— Menos nos treinamentos!


Os olhares irritados foram direcionados ao moreno. Ery sentiu certa pena do garoto ao ver o mesmo ser punido por seu tio, fazendo-o convulsionar pela estática em sua mente.


— “Não machucamos uns aos outros”, mas quando se trata da liderança, as coisas mudam, não é? Tirano de merda.


Slenderman ignorou o comentário da bruxa, continuando suas ordens. Ela treinaria com os outros até estar devidamente preparada para qualquer missão que pudesse ocorrer e cuidaria de uma garota que recém-acordou de uma drenagem de energia. A ruiva estava em seu quarto, então mais tarde Ery a visitaria.


Respirou fundo e foi até o sofá da ala proxy, onde os outros se espalharam. Timothy se acomodou em uma poltrona em seu lado, acendendo um cigarro em seguida.


— Precisa, Tim? — o rapaz de moletom amarelo ovo e capuz o repreendeu. O outro apenas revirou os olhos, dando mais um trago.


— Também quero. — Ery lhe deu o melhor sorriso enquanto recebia o olhar sarcástico do moreno.


— Não pode fumar, ainda está com os pontos.


— Vai ser só mais um buraco pra fumaça sair, passa esse cigarro pra cá.


Enquanto Timothy passava o cigarro para a outra, Brian balançava a cabeça negativamente. O outro não retirava sua máscara de modo algum, o que atiçava a curiosidade da bruxa.


Resolveu esvair esses pensamentos e ir para o lado de fora, onde foi seguida por Kate, Toby, Masky e Hoodie.


— Slenderman colocou vocês de cães de guarda? Vão caçar o que fazer.


— Eu queria muito dizer que não, mas... sim. — Kate lhe disse, enquanto se acomodava no chão ao seu lado. Brian se sentou em seu lado esquerdo, os outros dois em sua frente.


— Não acredito que tenho quatro babás me vigiando, ótimo.


— Na verdade é uma só, estamos aqui só pela companhia mesmo. — o garoto de focinheira disse enquanto soltava algumas gargalhadas.


— Quem é o felizardo? — todos olharam para Hoodie, que levantou a mão enluvada — Ótimo, não fique no meu caminho e não me toque e não teremos problemas.


O outro apenas deu de ombros. Ery apenas ficou ali, olhando para a floresta, enquanto os outros jogavam conversa fora. Pouco a pouco, eles foram se levantando e saindo, deixando apenas Ery e Hoodie naquele lugar. Ela olhou mais uma vez para ele, analisando o moletom amarelo. Se lembrou da noite em que Nergo a atacou, foi Brian que a carregou para dentro, enquanto Masky estancava o sangue.


A brisa leve do fim de tarde fez com que o perfume do mais alto tocasse as narinas de Ery. Realmente, foi ele quem a levou, não confundiria esse cheiro em lugar nenhum.


— Obrigada. — ela disse.


— Por? — ele finalmente a encarou por detrás da máscara, fitando os olhos negros.


— Me levar pra dentro naquele dia, e não deixar Tim me carregar, ele provavelmente me jogaria no chão e ainda chutaria minha costela quebrada.


Ouviu a risada abafada do outro e não conteve um meio sorriso.


— Tim não consegue carregar um pé de cabra sem reclamar, imagina se eu deixaria você com ele naquela situação.


Arqueou rapidamente uma sobrancelha em concordância. Encostou as costas da mão no braço do outro em um cumprimento e se retirou, voltando para dentro.


Notas Finais


Obrigada pela leitura! Não esqueça de curtir, compartilhar e comentar!

Twitter.com/robbiesrules


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...