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História A Burguesa E O Plebeu (Imagine Park Jimin) - Capítulo 23


Escrita por: Miaya

Notas do Autor


Ponto de vista do Jimin sobre oq aconteceu, espero que gostem.

Tenho só 12 cap prontos, já posso começar a surtar? Kkkk não tenho mais o ritmo de escrever mds, sinto que to deixando vocês mal acostumados com capítulos diários e provavelmente isso não vai durar por muito tempo hahaha

(PURPLE KISS - Period) *Boa para ouvir lendo o capítulo de hoje*

BOA LEITURA ♡

Capítulo 23 - Despertar


Park Jimin P.O.V

Quarta Feira 18:00pm

Empresa Kings Of Entertainment (Fachada)

Tudo aquilo estava me destruindo, vê-la naquela situação era a pior coisa que eu poderia presenciar, ainda mais sabendo que sou o motivo. Não esperava por isso nem em sonho, e também não queria. 

Nunca imaginei ver __________ em tal estado, sequer pude imaginá-la chorar dessa forma em sua vida, a mesma parece sempre tão dura e imune a qualquer coisa que duvidei até que ela seria capaz de ter sentimentos para demonstrar dessa maneira.

Seus soluços deixavam meus ombros pesados, as lágrimas desenfreadas que desciam ao longo de seu rosto delicado até o encontro do chão tinham o poder de reprimir meu coração e deixar meu peito cada vez mais apertado. 

Ela não se parecia nada com aquela garota fria, pela primeira vez estava agindo como um ser humano que sente, chora e fica triste; que é feito de carne e osso, e não um robô sem coração ao qual se parecia antes.

A explosão de sentimentos estava me enlouquecendo, ver Choi daquela maneira era a pior parte sim, no entanto, as lembranças de tudo que aconteceu entre nós parecia insistir em se fazer presente para me lembrar que eu não deveria agir nessa situação,  não poderia ceder, agora era difícil até mesmo estar em sua presença.

Já entreguei minha carta de demissão, pode parecer drástico mas estou arrumando a papelada para minha transferência de turno na universidade e assim provavelmente não nos veremos mais, isso é o melhor para ambos. 

Ela está mal agora pois estou indo, não duvido que seja apenas por ter sido eu a fazer a escolha e não ela a me demitir. 

Choi me odeia, já me provou isso diversas vezes e mesmo que eu a ame com todo meu coração, não posso continuar dessa maneira. Eu irei esquecê-la de alguma forma, mas para isso não posso vê-la, o que sem dúvidas é a parte mais difícil pois não é apenas uma paixão qualquer, isso me destrói.

— Não diga isso Jimin, você me ama! - A garota aos prantos se jogou em mim agarrando-se a minha cintura, era a segunda vez que me abraçava e isso não poderia ser pior. 

Lutava contra meus instintos mais profundos ao tentar reprimir qualquer demonstração do que sentia no momento, mas apenas por sentir seu corpo grudado ao meu daquela maneira me fazia perder as forças. 

Eu a amo tanto, como isso é possível? Desejava apenas retribuir o abraço, a apertar em meus braços e levá-la daqui até um lugar confortável e dizer que tudo ficaria bem, que estarei ao seu lado e repetir incansavelmente o quanto meu coração a pertence, até que não restasse qualquer sombra de dúvida em seu interior. 

Mas nada disso depende de mim, é tão frustrante e angustiante saber isso, e mesmo que agora ela permitisse, não temos mais tempo. O que foi dito não pode ser esquecido, tudo que aconteceu não será apagado, é o fardo que terei que aceitar.

Seus braços me prendiam, ela me apertava em desespero grudada como se não quisesse que a tirassem dali. Afundava minhas unhas na palma por conta dos punhos cerrados, uma tentativa desesperada de não tocá-la. 

Engoli em seco com a respiração falha e a dor interior me maltratando, eu precisava agir uma última vez, fazer com que isso acabasse antes que acabasse comigo. 

No entanto, quando estava prestes a segurá-la para nos afastar e sair dali, uma voz se fez presente em meu consciente. Era Jennie, a amiga dela que surgiu de repente em minha vida, um dia não estava lá e no outro parecia que nos conhecíamos a séculos.

[Dias Atrás]

— Vamos Jimin, vai ser bom pra você sair um pouco. - Já era a décima vez que Hoseok insistia para que eu saísse, mesmo depois de ter negado diversas vezes por mensagens ele simplesmente ignorou e apareceu com Jennie na porta do meu apartamento. Os dois ficaram bastante próximos ultimamente, não sei o que eles têm e também não estou no melhor momento para perguntar. — Tira essa cara de idiota seu desgraça-...

— Aish! - Rosnou Jennie repreendendo o rapaz ao seu lado, e como mágica ele se calou e seu semblante se parecia com um cachorrinho depois de levar uma bronca. — Não me faça te xingar também Jimin. Vista algo melhor que essa roupa surrada e desça, estaremos te esperando lá embaixo. - Ordenou a garota me empurrando para dentro e fechando a porta em seguida, ela é tão mandona quando quer.

Mesmo sem a menor vontade obedeci, vesti a primeira roupa que achei em meu armário e desci. Não queria aceitar mas eles tinham razão, eu já estava mofando em casa por dias depois de tirar algum tempo livre do trabalho, nem sequer para a faculdade eu estava conseguindo ir e me odiava por isso; não poderia deixar outra pessoa me fazer tão mal dessa forma, poderia perder minha bolsa a qualquer momento com tantas faltas sem justificativa.

Olhei meu reflexo no espelho do elevador e parecia uma pessoa que desistiu de existir, meu cabelo estava sujo e bagunçado, meu rosto amassado de tanto dormir e acredito ter perdido alguns quilos. Estava pálido e minha roupa não era das melhores, eu deveria ter escolhido uma cor que não me deixasse com tanta cara de defunto. 

Quando as portas se abriram avistei os dois me esperando na rua, Hoseok segurava o dedinho de Jennie e ela olhava para a direção oposta do rapaz. Eles são tão óbvios.

— Me chamaram para segurar vela? - Fui de encontro a eles sem nem ser percebido, estavam tão distraídos em ficar flertando que nem notaram que eu estava ali.

— Omo! - Jennie se afastou assustada, suas bochechas rosadas estavam cada vez mais evidentes e só consegui olhar com cara de tédio para ambos. — Ó...ótimo que...você a...apareceu. Podemos ir agora! - Ela saiu andando apressada em nossa frente e apenas a seguimos, Hoseok nem disfarçava com aquele sorriso idiota.

— Onde vamos? - Indaguei sem a menor vontade de ir para qualquer lugar que não fosse minha cama.

— Comer. - Respondeu Jennie sorridente parando em frente à porta de seu carro.

— Desculpa cara, ela me fez contar o que você tinha com a Choi e disse que você precisava comer doce para melhorar…Eu não entendi, mas ela me ameaçou se não te chamasse. - Hoseok falava baixinho enquanto dávamos a volta para entrar no veículo.

Que tipo de ameaça? - Franzi o cenho e sussurrei para Hoseok, ambos seguravam a maçaneta da porta para entrar mas não agíamos. 

Era a cara de Jennie fazer algo assim, chantagear para descobrir algo, mesmo que não fosse por maldade, essa era sua maneira suja de agir.

— Bem-...

"BIP BIP" 

Hoseok foi interrompido pela buzina, a garota parecia impaciente então apenas entramos, o rapaz na frente ao seu lado e eu atrás, já imaginando que iria apenas dormir e esperar o momento deles me liberarem para que pudesse voltar para casa. 

Não me importava muito que Jennie soubesse sobre minha situação, ela provavelmente conhecia sua amiga mais que qualquer outra pessoa e saberia do que a mesma é capaz, não deve ser algo novo para ela ouvir sobre o comportamento de __________. 

Colocamos o cinto e a garota guiava para algum lugar, fechei meus olhos e descansei minha cabeça no encosto do banco. Esses dias foram tão terríveis que meu único momento de paz foi quando estava dormindo, e meio que por conta disso adquiri a habilidade de dormir a qualquer momento. Ou pode ser apenas por estar com sono acumulado de todos esses anos sem pausa. 

Estava cochilando, ao ponto de chegar a um sono profundo quando Jennie resolve falar.

— Sabe Jimin-ah, eu sei que a _________ pode parecer uma creatina às vezes, mas ela não é essa pessoa que demonstra ser. - A Kim começou falando, tão calmamente como se contasse uma estória. — Eu diria que é sua obrigação colocar uma máscara todos os dias e ser uma personagem para ser respeitada, na visão dela alguém sem status ou sentimental é alguém fraco que não merece respeito. Não posso julgá-la por ser assim, foi a maneira que a criaram. A família de seu pai é bem rígida, e foi com eles que ela cresceu e por mais que ele não se encaixe como os outros e tenha se casado com uma estrangeira pobre sem qualquer preconceito, ela vê a mãe como um exemplo a não seguir.

— Por que está me dizendo isso? - Despertei imediatamente, e conforme Jennie contava sobre sua amiga, mais eu percebia que não a conhecia como imaginei. 

O que sei sobre _________ são coisas superficiais que todos sabem, como a história de sua mãe por exemplo, é algo que não imaginava. Em materiais sobre a família Choi, a mulher é designada apenas como uma estrangeira que o senhor Choi havia conhecido e se casado. Nem mesmo sua nacionalidade foi revelada, mas não parece algo que as pessoas se importem já que aparentemente apenas querem saber sobre os bens sucedidos da família, sendo a garota um deles.

— Porque eu conheço minha amiga, não quero que você nem Hoseok tenham um pensamento errado sobre ela. Deem uma chance para conhecê-la de verdade, __________ é apenas uma garota rica que não sabe nada sobre o mundo ou se relacionar com outras pessoas. Você pode ajudá-la a se livrar dessa personagem?

[...]

Agora tudo parecia ainda mais confuso, não sabia o que fazer, mas sabia o que eu queria. Deveria aceitar o pedido de Jennie e o que meu coração implorava incansavelmente, ou o melhor a se fazer era deixar a razão me guiar, sendo então provavelmente levado embora de vez e nunca mais ver Choi. 

Era uma confusão da qual eu queria evitar, e ao ver um homem alto correndo em nossa direção pude voltar a realidade e perceber que era Namjoon e qual opção eu deveria seguir. 

Quando ele tentou tirar a garota de próximo a mim não sabia se agradecia ou o impedia, essa era a primeira vez que ela realmente estava ali, a primeira vez que senti a verdadeira __________ bem diante dos meus olhos.

— Jimin… - Ela continuava me chamando, tentou segurar minha blusa mas Namjoon conseguiu nos separar e a segurava. 

A mesma tentava sair das mãos do homem, no entanto era impedida de conseguir. Estava atordoado com a situação, a garota parecia mais eufórica e suas lágrimas ainda mais dolorosas, não podia continuar vendo aquilo ou iria enlouquecer. 

Ao notar a quantidade de gente que estava se aglomerando para ver o que acontecia, decidi sair o mais rápido possível antes que algo ruim pudesse acontecer a ela. 

— JIMIN!

Correndo para longe dali ouvi sua voz chorosa gritar por mim uma última vez, e seu soluço ainda mais intenso foi meu fim. Só fui capaz de virar a esquina e me abaixar no chão entre alguns arbustos, o peso em meu peito estava me matando, minhas pernas pareciam tão fracas ao ponto de não conseguir responder ao meu comando e o coração tão dolorido com uma sensação da qual nunca havia sentido antes.

Tentava respirar mas estava ofegante, parecia que algo apertava meu corpo impedindo que inspirasse o ar livremente. 

Pousei a mão em meu peito e apertei o moletom entre os dedos tentando fazer a dor passar, era angustiante demais, eu apenas queria desesperadamente fazer isso sumir de dentro de mim.

Reprimi as lágrimas até chegar em casa, engoli todas elas e ao fechar a porta do apartamento atrás de mim eu desabei como uma criança. 

O nó em minha garganta que havia me sufocado todo o caminho não parecia que iria desatar tão facilmente, a dor não sumia, não importava o quanto eu chorasse e nem mesmo conseguia dormir. 

Tentava como um louco apenas me distrair e esquecer tudo por um segundo e então pegaria no sono, porém sem que eu percebesse já estava chorando novamente. 

As horas se passaram lentamente, vi o entardecer e a luz que iluminava meu apartamento indo embora, ficando assim cada vez mais escuro até o cair da noite onde já estava em um completo breu enfim apagando sem perceber.

 

Choi __________ P.O.V

Quarta Feira 18:00pm

Empresa Kings Of Entertainment (Fachada)

Eu não conseguia me reconhecer, estava caída ao chão daquela calçada rodeada por pessoas e chorando como nunca fui capaz antes. Namjoon tentava me fazer levantar mas eu simplesmente não tinha forças.

Não conseguia enxergar nada, parecia anestesiada e a última coisa que vi foi Jimin correr para longe de mim, ele era meu único foco e o resto pareciam borrões ao meu ver. 

Não era capaz de ouvir nada, somente o nome do rapaz sendo gritado por mim mesma se repetia em meu consciente. Ouvia vozes e o som dos veículos, todavia estava tão abafado que era quase inaudível. 

O brilho do pôr do sol cobrindo meus olhos era como uma mensagem divina para me confortar, porém nem mesmo isso foi capaz de me fazer reagir.

— O que aconteceu?

— TAEHYUNG-OPPA!! 

— A leve daqui!

Tudo aconteceu tão rápido e conturbado, a confusão daquele lugar se parecia com meu interior. Um carro preto surgiu ao meu lado, a porta foi aberta e antes que eu pudesse saber quem estava ali dentro os gritos já soaram, dessa vez era impossível não serem compreendidos por tamanha histeria. 

Quando dei por mim já estava dentro do veículo sem sequer saber como fui parar ali, e ao meu lado Kim Taehyung; não que ele fosse uma exceção de pessoa que não queria ver, eu simplesmente não queria ver ninguém e nem mesmo nesse quesito ele entrava já que não somos íntimos.

No entanto, eu já estava ali, e sem dúvidas era melhor do que estar nesse estado decadente em público justo em frente a nossa empresa, por mais que naquele momento nem isso me importasse. 

O rapaz ao meu lado não dizia nada, e eu simplesmente estava tão inerte que era como se estivesse sozinha ali. 

Sentada encolhida olhava pelo vidro daquela janela fechada tendo imagens do que aconteceu preenchendo meus pensamentos. No veículo éramos somente nós três, Taehyung o motorista dele e eu. Não me importava para onde íamos ou o que ambos estavam pensando de mim, apenas continuava caindo no poço de tristeza que me afogava a cada segundo.

"BIP BIP" 

O som de uma notificação soou pelo silêncio do carro, não seria meu celular já que não o trouxe, e se fosse eu também não me importaria, nada me importava mais nesse momento.

— De algumas voltas até que tudo se acalme e depois nos leve para o estacionamento da empresa. - Pediu o rapaz ao motorista.

— Sim Sr. 

Eu sentia a dor física, sentia a tristeza, o aperto no peito e o nó na garganta, todas as sensações de estar chorando mas as lágrimas simplesmente não saiam e isso me sufocava ainda mais. Parece que a dor se multiplicou, a tristeza era tão grande que lágrimas se tornaram algo banal para demonstrar tal sentimento. 

Sei o quanto errei, parece que vê-lo ir daquela forma sem nem sequer olhar para trás me fez despertar de um sono profundo e perceber tudo que havia acontecido; uma cegueira que havia me corrompido de maneira absurda, estava enfim voltando a enxergar.

Desde quando me tornei essa pessoa frívola e hostil, sou desumana com um mar de defeitos, tantos que nesse momento nenhuma qualidade me vem à memória. 

Ser bonita, rica e saber cantar não são qualidades significativas, apenas características das quais qualquer pessoa pode ter, isso não me diferencia, ninguém vai lembrar da minha aparência daqui a alguns anos, muito menos quanto eu tinha na minha conta bancária. 

Minha voz é um talento da qual sou grata, ainda assim, se eu fizer todos me detestarem com meu jeito egoísta os sentimentos que coloco ao cantar nunca tocará ninguém. 

Música vai muito além de uma voz bonita ou batida legal, ela te faz viajar em diversas sensações, te faz ter sentimentos que somente quem está aberto a tal experiência consegue sentir, e alguém podre como eu jamais conseguiria transmitir algo tão puro.

Jimin está certo em ir embora, sou uma pessoa horrível e consegui ser pior especialmente com ele. Não sei por qual motivo ele despertou isso em mim, talvez eu o invejei desde o começo, talvez eu apenas desejasse ser alguém tão bondosa quanto ele, algo impossível para uma pessoa podre como eu. 

Não devo o impedir de ir, não posso obrigá-lo a ficar ao meu lado, ele sempre quis isso e o rejeitei, não somente como homem mas como pessoa também, sequer posso pedir algo a ele nesse momento.

— Aquele cara, ele era diferente. - Depois de um silêncio interminável, diversas voltas pelas quadras perto da empresa Taehyung decidiu falar. — Quer ouvir uma história engraçada? - O olhei, não compreendia o que estava tentando falar e não me importava, e ao ver que ele parecia querer conversar comigo apenas tive a vontade de sair do carro e ir embora sozinha. — Acredite se quiser, mas eu estava interessado em você-... ei olhe para mim! - Assim que ele disse tal absurdo virei o rosto e voltei a olhar para a janela, era mais uma vez o senhor garanhão atacando novamente, e esse era o pior momento para isso. O senti tocar meu braço e me virar, como estava sem forças apenas cedi. — Eu disse que estava, do verbo passado. - Ele gargalhou, mas mantinha um sorriso acolhedor nos lábios, não parecia forçado ou falso.

— Onde quer chegar com isso? - Questionei em um fio de voz em tom rouco, por conta da garganta seca quase travada.

— Quer saber o que me fez desistir? - Nada disse, apenas continuei a encará-lo com o semblante de derrotada que aparentemente estava, pois até seu sorriso se foi ao fitar meus olhos. — Por causa do idiota do seu manager…Não poderia competir com ele, tenho minhas qualidades mas ele é simplesmente incrível com você e pelo fato de ter sentimentos por você, achei que ele seria o certo a ficar do seu lado. Só não achei que você fosse tão cega ao ponto de não perceber isso. 

Taehyung passou de alguém insignificante a última pessoa que eu queria ver naquele momento, ele estava tentando me fazer sentir pior do que já parecia? Estava fingindo bem até o momento, agora entendo que ele sabe tudo que aconteceu anteriormente.

— Não me olhe com essa cara, sei o quanto deve estar mal e não pense que estou tentando te deixar pior. Somos da mesma empresa, e mesmo que não saiba presenciei diversas vezes vocês dois, sou apenas alguém de fora tentando te mostrar a situação de outro ponto de vista, mesmo que eu imagine que agora você já deva ter entendido.

De repente uma escuridão tomou as janelas do veículo, havíamos entrado no estacionamento da empresa e a confusão já parecia ter acabado por ali. 

Não conseguia responder Taehyung, e ele me olhando tão profundo daquele jeito não me deixava duvidar, todos sabiam o quanto Jimin era bom comigo e como eu retribuía a isso, até mesmo alguém como Kim que nem mesmo é próximo a ambos de nós foi capaz de perceber. Por isso Jennie está ao lado dele, ao invés do meu.

— Você pode ficar aqui o tempo que desejar. Preciso ir pois tenho um compromisso, mas avisei Namjoon-ssi onde está então ele provavelmente irá vir buscá-la. - Informou o rapaz, ele enfim desviou seu olhar de mim e retirava o cinto de segurança pronto para sair do carro.

— Taehyung… - Segurei a manga do casaco que o vestia, depois de tudo era a primeira vez que agia consciente e minha voz não vacilava. — Obrigado.

— Você tem um amigo se precisar. - Ele sorriu e o soltei, o deixando então sair do veículo e seguir seu caminho. O motorista lhe acompanhou me permitindo ficar sozinha ali dentro.

E esse tempo foi tão necessário, tudo o que aconteceu, o que Kim havia dito, eu estava absorvendo cada ocorrido e colocando os pensamentos no lugar.

Naquele momento percebi que eu não poderia desistir, eu posso mudar as coisas mesmo que seja difícil, tudo tem um jeito e não irei permitir que continue assim. Não só por mim, mas por Jimin e todos ao nosso redor, devo isso a eles e ser uma pessoa melhor é o mínimo que posso fazer a quem me ama.


Notas Finais


Já devem ter percebido que a Choi não caiu na real do nada, ela já vinha percebendo o que estava acontecendo mas se negava a aceitar. Quando ela se sentia mal pelas coisas que fez ao Jimin era um indício de que estava consciente, o que aconteceu foi apenas o gatilho pra ela notar que precisa haver mudanças.
Mas e aí, será que ela vai mudar mesmo ou foi só uma ideia passageira?

Todos os personagens são importantes para o enredo, não deixem de reparar neles e nas atitudes de cada um...

Espero que tenham gostado, comentário são bem vindos.
Meu perfil; @Miaya
Até o próximo capítulo. ♡


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