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História A Busca (Malvie - Mevie) - Capítulo 33


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Capítulo 33 - Parceira Perfeita


Fanfic / Fanfiction A Busca (Malvie - Mevie) - Capítulo 33 - Parceira Perfeita

Evie não parava de pensar na pedrinha azul do museu e o que ela podia ter feito à filha de Malévola. Ela estava morta de preocupação e apesar do nervosismo tentou não se alterar demais e não chamar atenção dos outros. Eles iriam querer saber o que havia acontecido antes de Mal desmaiar e isso implicava em contar sobre a tal brasa de Hades e talvez levantasse alguma suspeita. Evie não podia revelar o segredo de Mal para ninguém de Auradon e deu graças que Fada Madrinha tinha arrastado Bianca para suas aulas do período da tarde. Ela conseguiu fazer com que Jay e Carlos a ajudasse a tirar Mal do museu, mas Aziz estava com eles e viu tudo. Quando chegaram ao dormitório um mensageiro estava esperando Evie com um cartão do rei a convocando. Em uma hora como aquela? Evie quis praguejar.

O inferno que ela iria deixar Mal para ir bater papo com o rei, mas ela foi convencida por seus dois amigos de que era melhor obedecer se eles não quisessem chamar atenção. Contra sua vontade aceitou o chamado dando ordens para que os dois ficassem de olho em Mal e ligasse para ela caso algo acontecesse. Para Aziz usaram a desculpa de que Mal não havia se alimentado direito e que logo ela estaria bem, foi a melhor saída por que ele insistia em levá-la a enfermaria. Ele também se ofereceu para acompanhá-la até Ben, o que Evie pensou ser só cavalheirismo de príncipe, mas aceitou de bom grado. Fora isso ainda havia o fato de Sebastian ter meio que confirmado a presença de Malévola em Auradon. Droga! Ela precisava conversar com seus amigos e principalmente com Mal. Os dois caminhavam pelo campus enquanto a mente de Evie vagava presa em outro lugar.

- Você é sempre tão quieta assim ou só está preocupada com a Mal? - perguntou Aziz com seus olhos negros sobre ela - Não que isso seja um problema - acrescentou o rapaz rapidamente quando Evie o encarou - É que... A Bia fala muito às vezes.

- Não tem problema, sou uma boa ouvinte - Evie respondeu sorrindo e não entrando no assunto Mal.

Aziz sorriu de volta para ela antes de falar.

- Obrigado.

Dessa vez a garota olhou para ele com surpresa.

- Obrigado por aceitar conhecê-la.

- Ora. Não me agradeça por isso. Eu adorei saber que tenho uma sobrinha - Evie respondeu afastando os pensamentos ruins que passavam na sua cabeça.

- Sabe, a Bia sempre foi muito sozinha. A Branca é uma excelente mãe, maravilhosa na verdade, mas muito protetora e isso acabou fazendo a Bianca se afastar um pouco das pessoas. Ela até baniu maçãs do seu reino. O que estou querendo dizer é que mesmo que eu não acredite que isso seja possível... Por favor, não magoa ela.

É óbvio que Evie nunca iria fazer nada parecido com aquilo, mas Aziz não a conhecia bem e tinha todo direito de proteger sua amiga. Evie o compreendia perfeitamente. Ela colocou a mão no ombro do rapaz e respondeu.

- Fico feliz que ela tenha você para cuidar dela e não se preocupe, não sou esse tipo de pessoa mesmo sendo criada na Ilha.

Aziz pareceu respirar aliviado e ensaiava um sorriso, mas viu uma marca no pulso de Evie quando ela tirou a mão do seu ombro e ficou sério. Evie percebeu onde seus olhos estavam fixos.

- Gostaria de vê-la? - perguntou puxando a manga da jaqueta.

- Me perdoe eu não queria ser indiscreto. Me desculpe - Aziz disse apressado se sentindo um panaca.

- Está tudo bem.

Eles ficaram em silêncio, mas Evie sabia que a pergunta pairava na cabeça dele.

- Pode perguntar, Aziz - ela disse tranquilamente.

Aziz ponderou as palavras certas para não soar rude ou ainda mais indiscreto.

- O que aconteceu?

- Minha mãe me acorrentou na masmorra alguns anos atrás na companhia de ratos e na completa escuridão. Passei dias presa tentando me libertar e quando finalmente consegui sair meus pulsos estavam em carne viva - Evie contou com naturalidade mostrando os braços a ele - O resultado foi esse.

- Eu sinto muito - Aziz disse horrorizado imaginando toda a situação.

- Envenenar maçãs foi à coisa mais leve que a minha já fez, eu acho. Tenho outras pelo corpo e devo ganhar mais uma - Evie disse dando de ombros e apontando para o pequeno curativo na testa - Eu deveria mudar meu sobrenome para cicatrizes.

- Como pode falar disso assim tão tranquila e ainda fazer piada? Elas não te trazem lembranças ruins?

- Todas elas. Especialmente essas - disse Evie erguendo os pulsos - E a que ganhei quando o dragão da Mal me machucou na Floresta Negra.

- Minha nossa! Você foi mordida por um dragão? - Aziz parecia que iria explodir com aquela informação.

- Ela não me mordeu, apenas me arranhou com suas garras, isso quase me matou.

Aziz a contemplou com uma certa admiração crescendo dentro de si. Ele não tinha errado em votar a favor dos filhos dos vilões como Audrey jogava na sua cara.

- Elas incomodam você? Quer dizer, me desculpe eu não devia está perguntando essas coisas.

Como um príncipe ele não devia mesmo está perguntando aquelas coisas, mas Evie parecia um poço de histórias das quais ele queria ouvir por horas.

Evie riu arrumando as mangas da jaqueta.

- Não seja bobo príncipe. Pode perguntar o que desejar - Evie respondeu com sua voz arrastada.

- Tudo bem.

- Antes eu realmente me incomodava com elas, mas a Mal me fez perceber que são partes de quem eu sou. Que não tenho por que escondê-las. Acho que eu só precisava que alguém me amasse quebrada como sou para poder me aceitar. O que é ridículo, mas... Enfim.

- Não tenho nem como imaginar o que você passou, mas não acho que seja ridículo. Todos nós só quereremos encontrar alguém que nos ame mesmo com nossas imperfeições - Aziz comentou tristemente pensando em Audrey.

- Sim.

- Evie, posso te fazer só mais uma pergunta?

- Claro.

- Como as mães de vocês reagiram ao descobrir que vocês se amavam?

Havia uma curiosidade particular na pergunta de Aziz que Evie percebeu quando uma nuvem de tristeza cobriu os olhos dele.

- Eu morria de medo do dia em que elas descobrissem. Tinha medo do que elas poderiam fazer com a Mal... Malévola só não me devorou por que não podia se transformar em dragão e por que precisava roubar algo meu para abrir a barreira. Já a minha mãe... - Evie se interrompeu lembrando-se do tapa que levou da Rainha e de tudo que ela falou no dia do incêndio - Bom, você pode imaginar o que ela fez... Foi libertador não ter mais que esconder das pessoas. Viver assim é horrível Aziz. Nós nos escondíamos por sobrevivência, mas não é correto.

- Eu entendo - respondeu o rapaz mordendo o lábio.

- Por que eu tenho a impressão de que tem um dilema acontecendo com você?

A pergunta de Evie acendeu um sinal no príncipe, se ele continuasse conversando iria acabar se abrindo demais com ela.

- Não tem nada acontecendo - ele respondeu rindo sem graça - Nada.

Evie o analisou, ele estava claramente mentindo.

- Tudo bem. Não vou insistir.

Aziz colocou as mãos nos bolsos da calça e cumprimentou dois rapazes que passavam por eles. Por educação Evie também sorriu para eles.

- Você disse que Malévola precisava de algo seu para abrir a barreira. O que era?

Os guardas parados em frente ao castelo com suas posturas quase tão ridiculamente sérias quanto a de Melody, prenderam a atenção de Evie. A lembrança da capitã a fez responder em um tom mais firme.

- Meu amor pela Mal.

- O que? As mães de vocês são insanas, sem ofensa. Que bom que ela não conseguiu. Isso é cruel.

- Foi por pouco, Sebastian nos ajudou, mas essa nem é a pior parte.

Os dois continuaram conversando até chegarem ao escritório do rei. Ao final da caminhada Aziz sentia como se conhecesse Evie há séculos e tinha certeza de que Bia também iria adorar ouvir suas histórias um dia.

Como um príncipe educado que era, ele fez questão que ela entrasse primeiro quando a porta foi aberta pelo serviçal.

Evie se negou a pensar que o rei a expulsaria de Auradon por ter escondido o espelho, mas o medo estava a consumindo a cada passo que dava para mais perto de Ben sentado em sua mesa trabalhando e despachando documentos que ela imaginou serem importantes.

- Ben? - Aziz o chamou quando eles estavam de pé em frente da sua mesa.

- Aziz? Evie! Que bom que veio - disse o jovem rei sorrindo.

Evie não sorriria daquela forma se fosse expulsar alguém, talvez Ben só quisesse conversar.

- Sentem-se - pediu Ben apontando para as duas cadeiras vazias próximas a eles.

- Na verdade, eu só acompanhei a Evie. Não quero atrapalhar a conversa de vocês - disse o príncipe Aziz se preparando para se retirar.

- Qual é Az? Por favor, fique conosco - pediu o rei fechando a tampa da caneta.

Aziz trocou olhares com Evie então os dois sentaram em silêncio esperando que Ben falasse.

- Fico feliz que esteja bem, Evie - ele disse cruzando as mãos sob os papéis com o brasão do reino - Chamei você aqui por que tenho uma coisa para propor.

Evie ouviu aquilo com estranheza e deve ter demonstrado isso por que Ben emendou em seguida.

- O que foi? Achou que eu iria castigar você por causa do espelho?

- É, algo do tipo - ela respondeu sentindo um alívio por ele não está sabendo do desmaio de Mal no museu e por Aziz não parecer querer compartilhar o acontecimento com ele.

- Fada Madrinha me explicou tudo, inclusive contou sobre Audrey e Chad serem os responsáveis pela estúpida brincadeira com as tintas e assim como garanti para a Mal que os responsáveis seriam penalizados, reafirmo isso a você.

- Audrey não vai gostar disso - apontou Evie sabendo do gênio da princesa e temendo uma represália.

- Audrey precisa de limites. O que ela é? Uma criança de oito anos? O que ela fez... O que eles fizeram foi errado e estou pensando em um castigo exemplar. Estou tentando ser um rei justo e não passo permitir que ela faça esse tipo de coisa sendo minha futura rainha ou não.

Evie teve a impressão de sentir Aziz se curvar com a menção de Audrey virar rainha.

- Irei esquecer o assunto do espelho só por que não aconteceu nada e é uma forma de pedir desculpas pelas atitudes da Audrey.

- Você não me deve desculpas, rei Ben - disse Evie sem desviar dos olhos dele.

Ben soltou um suspiro pesado e se esticou em sua poltrona confortável.

- Sinto que devo. Uma das minhas melhores amigas é suspeita de tentar matar você.

- Se foi mesmo a Melody não é culpa dela. Malévola está lá fora rei... - disse Evie apontando para a janela atrás de Ben - Você precisa ter cuidado. Ela está planejando alguma coisa.

- Eu sei, eu sei. Os guardas estão em alerta desde o dia que ela fugiu da Ilha e ainda mais depois da escuridão de ontem.

Aziz então entendeu o que havia acontecido noite passada, mas preferiu o silêncio ao interromper a conversa.

Evie tinha certeza que os guardas de Auradon nunca seriam capazes de parar Malévola, mas não queria prolongar sua estadia ali, só queria ouvir sua proposta e voltar para o quarto ficar ao lado de Mal o mais rápido possível, então arriscando soar mal educada foi direta ao ponto.

- Se não vai me castigar, o que eu agradeço muito, por que me chamou? O que quer propor?

Ben sorriu empurrando uma folha amarela para Evie. A garota a pegou e leu os nomes de Aziz, Adam (o pai de Ben), Lonnie e dos outros membros do Conselho Real. Abaixo do nome da princesa Kristen havia uma linha em branco.

- O que é isso significa? - perguntou confusa.

- Significa que estou oferecendo uma vaga no Conselho Real para você.

O queixo de Evie só não foi ao chão por um milagre.

- Como assim você me quer no Conselho? Eu não sou uma princesa, sou só uma garota da Ilha. Uma vilã.

Ben soltou uma risada gostosa de ouvir.

- Sabia que iria reagir assim. Eu iria convidar sua noiva, mas ela é um pouco irritadiça.

- Nisso você tem toda razão.

- Quero governar diferente dos meus pais, Evie. Já comecei trazendo vocês para Auradon e agora quero uma representante dos filhos dos vilões nas decisões de coisas importantes. Vocês também são meu povo.

- Obrigado, mas eu não mereço. Além do que as pessoas não vão aceitar isso muito bem. Elas irão odiar - disse Evie devolvendo a folha para o rei recusando sua oferta - Sinto muito.

- Você pegou a Evie de surpresa - disse Aziz falando pela primeira na conversa - Dê uns dias para ela decidir.

Evie abriu a boca para recusar de novo, mas o príncipe de Agrabah tocou seu braço a impedindo.

- Ter alguém no Conselho pode ser uma voz para o povo da Ilha. Para as crianças que ainda estão lá - disse ele com uma extrema doçura – Pense nelas e Evie... Você pode ser qualquer coisa, menos uma vilã.

Evie parou para pensar, ou tentar pelo menos, ela não decidiria nada naquele momento, nada sem falar com seus amigos, mas admitiu que Aziz estava certo sobre como está no Conselho poderia de alguma forma ajudar os VK's.

- Tudo bem. Irei pensar no assunto - ela disse sorrindo - De qualquer maneira obrigado pela consideração.

- Pense com carinho Evie. Por favor. Ficarei muito feliz em ter você no Conselho. Além de que transformarei você no meu braço direito no projeto para trazer mais filhos de vilões para Auradon.

Dizzy veio à mente de Evie. Ela queria que a garota tivesse uma chance melhor de vida.

- Prometo que pensarei com carinho. Obrigado de novo, mas agora eu preciso ir - Evie completou dando um olhar para Aziz que a compreendeu instantaneamente.

- Eu acompanho você - ele disse ficando de pé.

- Aziz, eu preciso conversar com você. A sós - disse Ben quando eles ficaram de pé.

Evie viu o rosto de Aziz ficar branco como a morte.

- Evie você se incomoda de voltar sozinha? - perguntou Ben.

- Claro que não.

- Ótimo.

Evie apertou a mão no ombro de Aziz e sussurrou.

- Siga seu coração.

Ela lhe deu um sorriso antes de sair apressada.

 

Por um momento Aziz pensou que Evie sabia o que se passava na cabeça dele e em seu coração pela forma como ela o olhou e falou com ele, mas em seguida concordou que era só impressão sua.

Quando a garota saiu e a porta se fechou atrás dele, Ben deu a volta na mesa e se sentou nela balançando a perna.

- Preciso desabafar com alguém antes que eu enlouqueça - disse o rei soando como um jovem qualquer.

- Estou ouvindo Ben - disse Aziz voltando a sentar.

- É sobre a Audrey.

O coração de Aziz disparou como um cavalo selvagem. Engolindo a seco e dando a Ben o melhor sorriso que conseguia por nós lábios, ele disse.

- O que houve?

Ben suspirou demoradamente.

- Eu não a amo Aziz – ele soltou a frase como se libertasse uma tonelada de suas costas - Não para ser minha rainha. O que eu devo fazer? Não posso me casar sem amor, mas nossas famílias parecem que não se importam com isso. Planejam essa união desde que éramos crianças, mas... - confessou Ben brincando com um enfeite de sua mesa - Eu não a amo. E vou viver infeliz o resto da vida se me casar com ela.

Aziz tinha encontrado a oportunidade perfeita de contar a verdade sobre ele e Audrey para o amigo e não a perderia.

- Ben, nós precisamos ter uma conversa séria - disse Aziz com confiança e assumindo o risco de perder a amizade do rei ou até mesmo ser expulso do Conselho - E também é sobre a Audrey.

Ben arrumou a postura e parou de balançar a perna enquanto Aziz reunia coragem para quem sabe acabar confessar seu vergonhoso crime.

- A Audrey também não te ama. Ela só está com você pela coroa - Aziz cuspiu as palavras como se fossem ferro. Elas amargaram em sua boca - É o sonho dela ser rainha e eu a...

Fala que a ama seu covarde! Fala!

- Você o que? - incentivou Ben querendo ouvir o resto.

Conta para ele! Ben merece saber!

- Eu... A-Acho que você não deve se casar com ela. Diga a ela como se sente. Não continue com esse namoro se não é o que você quer. Não interessa se vocês estão prometidos desde crianças. Não é o que seu coração quer, Ben. Não pode abrir mão da sua felicidade.

Aziz era um covarde, ele não conseguiu contar a verdade ao amigo, pelo menos não toda ela.

- Obrigado pela sinceridade Az - Ben respondeu batendo no ombro do rapaz.

 

Ilha dos Perdidos

- Acho que finalmente encontramos nossa carona para Auradon - disse Hades brincando com o pingente de Fera que Melody carregava no peito.

A garota olhou para os dois com as sobrancelhas arqueadas e coração batendo feito como um tambor.

- É sério que essa pirralha vai nós levar até Auradon? - perguntou a mulher com uma cara enjoada.

Melody cravou os olhos nos dois com muita atenção e os analisou, o manto, a coroa, o rosto bonito, a mulher só podia ser a Rainha Má e o homem com seu jeito maluco e cabelo azul não era outro se não Hades. As pernas de Melody vacilaram um pouco ao constatar aquilo. Ela estava sozinha e na mira de dois dos maiores vilões da Ilha dos Perdidos. Não era o que Melody planejava para um fim de tarde.

Hades tomou abruptamente o celular da mão dela e o arremessou para longe, o objeto caiu em uma poça de lama no chão e pelo som que fez, a princesa soube que havia quebrado.

- Ei! - Melody exclamou por reflexo e tentou sacar a espada que levava na cintura, mas Hades a pegou tão rápido quanto o bote de uma serpente e colocou a lâmina em sua garganta.

- Não tente nenhuma gracinha - ameaçou Hades parecendo um gigante diante dela.

Gracinha? Melody estava tentando era fugir dali.

- Meus olheiros viram quando você entrou na Ilha. Onde está o controle que abre a barreira? - perguntou Hades tateando os bolsos da calça de Melody.

Ela precisava fazer algo urgente. Qualquer coisa.

- Malévola não vai gostar de ter concorrência em Auradon. Ela me enfeitiçou, sabia? - Melody falou para atrair a atenção deles e funcionou, talvez eles tivessem medo da vilã e soltassem sua serva.

- Ela fez de você uma escrava? Ótimo – comentou Hades sem se importar.

- Então aquela cobra voadora sobreviveu. Mas que inferno! - constatou a Rainha Má para si mesma. Além de se livrar de Mal, também teria que por um fim em Malévola.

- Sim. E não vai aceitar vocês no território dela – retrucou Melody ainda tentando usar Malévola em seu beneficio.

Os vilões se entre olharam e começaram uma pequena discussão sobre não se importarem com Malévola e qual dos dois acabaria com ela mais rápido e derrubaria o reino de Ben. Melody aproveitou a distração deles, empurrando Hades se livrou dele e saiu correndo pela Ilha.

- Volta aqui! - esbravejou a Rainha Má - Vai atrás dela seu estúpido!

Hades rosnou para a mulher, mas mesmo assim a obedeceu, largou a espada no chão e correu atrás da garota.

Melody correu como se sua vida dependesse daquilo, ela saiu empurrando todos que apareciam em seu caminho. Algumas pessoas ficaram muito irritadas e se preparavam para correr atrás dela quando Hades veio logo em seguida e todos ficaram quietos. Se o ex-deus do Submundo estava perseguindo a menina de Auradon, ela estava muito encrencada. Rindo, os vilões só lamentaram por ela. Melody correu por um beco entrando em um espaço que lembrava uma feira livre, bagunçada e barulhenta. Olhando para trás ela se esquivou de um velhote estranho e subiu em uma mesa de madeira antiga chutando bules e xícaras já surrados, deixando os vilões super bravos.

Ela já tinha dado voltas o suficiente para se perder naquele labirinto de panos rasgados, madeira podre e esgotos fétidos. Precisava despistar Hades, mas com certeza todos apontavam na direção em que ela tinha ido. Ao passar por uma banca cheia de frutas estragadas e fedidas ela entrou em outro beco olhando para cima procurava um lugar para subir quando mãos agarraram seu braço e a puxaram. A sereia gritou e tentou resistir, mas ficou quieta quando a pequena garota com o dedo nos lábios pediu silêncio. Melody estava tão assustada que não percebeu que a menina a puxou para dentro de um estabelecimento e fechou a porta para escondê-la. Depois que ouviu os passos de Hades ficarem distantes a garota sorriu para ela e a convidou para entrar.

- Vem.

Ainda receosa, mas temendo ainda mais ser encontrada pelo louco de cabelo azul, a princesa aceitou e adentrou no lugar empurrando os plásticos sujos de tinta que serviam de cortina para o estranho salão. Ela queria saber que lugar exótico era aquele, porém a menina falou primeiro.

- Deve ter feito algo muito ruim para o próprio Hades está atrás de você.

Melody observava todo o lugar abismada.

- Na verdade eu não fiz nada - respondeu se olhando em um espelho quebrado e vendo várias de si.

- Você é de Auradon não é? Da guarda real? O que está fazendo aqui? E o que fizeram com a Evie? - a menina perguntou com seus olhos com maquiagem de gatinho.

O cérebro de Melody disparou um alerta ao ouvir o nome da noiva de Mal. Ela não podia falar que tentou matá-la no lago, não interessava e não era seguro. Ela nem sabia se podia confiar naquela criança.

- A Evie é como uma irmã para mim - disse Dizzy se aproximando - Me diga se ela está bem. Se os garotos estão bem.

- A Evie está ótima, os garotos também - Melody respondeu pegando uma tesoura afiada no bagunçado móvel cheio de outros utensílios de cabeleireiro.

- A Mal está com ela?

- Está. Estão todos juntos - Melody respondeu rápido querendo acabar logo com aquilo - Eu preciso de ajuda. Tenho que chegar ao meu navio e dá o fora daqui. Por acaso conhece algum caminho seguro até o cais?

Dizzy que ainda sorria ao saber que Evie tinha encontrado Mal e que todos estavam bem, a encarou com cuidado.

- Eu conheço alguns becos. Posso te ajudar. Se... Me prometer dá um abraço na Evie por mim - disse Dizzy com uma doce inocência que Melody não sabia que poderia existir na Ilha.

Ela prometeria qualquer coisa para sair de lá, mas no fundo sabia que assim que conseguisse o feitiço de Malévola voltaria e o único abraço que daria em Evie seria para tirar sua vida.

- Ok. Eu prometo. Agora, por favor, me tire daqui - pediu a princesa respirando fundo ignorando seus pensamentos barulhentos.

Dizzy assentiu e mordendo o lábio correu até a janela quebrada observando o movimento na viela. Tudo calmo.

- Vamos pelos fundos do salão - disse Dizzy abrindo uma porta da qual Melody não havia dado conta antes.

Dizzy subiu o vidro quebrado da janela com cuidado para não espatifar o resto. Com uma destreza absurda a garota conseguiu descer pelo telhado usando apenas os canos e as mãos. Melody teve que colocar toda sua habilidade de escalada em prática e mesmo assim foi difícil chegar ao chão. Quando finalmente tocou o solo, a garota já se preparava para a fuga, ela estava abaixada encostada a parede do salão.

- Meu nome é Dizzy a propósito – disse a pequena olhando para os lados antes de cruzar uma esquina sem movimento.

- Melody – a princesa sentiu a necessidade de falar.

- Não posso falar que é um prazer te conhecer nessas condições, Melody.

- Eu entendo – respondeu a sereia acompanhando Dizzy e também se agachando para não ser notada, o que seria muito fácil somente por suas roupas.

- Não me respondeu o que está fazendo aqui – comentou Dizzy parando em um beco onde as casas não tinham janelas.

- Estava curiosa sobre a Ilha e acabei me perdendo. Só isso – mentiu Melody.

Se Dizzy acreditou ou não, ela não teve tempo de saber. Hades saltou na frente delas como um gato as assustando. O vilão empurrou a pequena Dizzy de lado em cima de latas de lixo e correu para pegar Melody que dessa vez não conseguiu escapar.

- Me larga! O que você fez? Dizzy! Dizzy! - exclamou Melody batendo em Hades - Socorro! – gritou a princesa.

Hades soltou uma gargalhada em zombaria.

- Aqui ninguém vai socorrer você, sua idiota! – exclamou arrastando a garota pelo braço.

Mesmo estando em desvantagem física contra Hades, a princesa tentou se livrar dele até o último momento e quando ele achou o controle em seu bolso, ela tentou quebrá-lo, tudo em vão. As pessoas viam Hades arrastando-a e não se metiam, era impressionando o quanto ele metia medo nelas. Quando eles chegaram próximo ao cais, Rainha Má já os esperava com uma expressão ferrenha de raiva.

- Até que enfim! – ela esbravejou jogando os braços para o alto e caminhando até a barreira mais a frente.

- Se queria mais rapidez por que não foi você mesma atrás dela?

- Já tentou correr de vestido? É maravilhoso – ironizou Regina com uma carranca.

Hades teve que concordar que devia no mínimo ser difícil.

- Aqui! – ele disse jogando o controle para sua parceira – Abra a barreira antes que os outros venham ver o que está acontecendo. Essa pirralha chamou bastante atenção.

Regina ergueu uma das sobrancelhas e estudou o controle dourado com apenas um botão.

- Vamos ver o que essa porcaria faz.

- Não! Não faça isso! – pediu Melody aos berros.

Rainha Má clicou no botão solitário e eles viram quando o brilho da barreira oscilou e uma grande passagem se abriu diante deles.

- Primeiro as damas – disse Hades apontando para a abertura.

 

Assim que cruzaram o limite entre a Ilha e o mundo livre, Hades e Regina sentiram um pequeno solavanco de magia dentro de seus corpos e riram um para o outro. Uma parte do plano maluco deles havia dado certo e estavam a poucos quilômetros de distância do reino de Auradon e de iniciar a vingança planejada. Regina ignorou o fato de o ar ter outro cheiro ali e se concentrou nos dois homens próximos ao navio e suas espadas apontadas para eles.

 

Como Melody previu, assim que atravessou a barreira o feitiço da mãe de Mal voltou com tudo. Ela sentiu a maldade crescer dentro de si e o ferimento no braço sumir. Seus subordinados encaravam com olhos que pareciam que sairiam da órbita a qualquer segundo, mas não era para ela que eles olhavam e sim para os dois vilões que vieram logo atrás da capitã. Os dois sacaram suas espadas presas na cintura e ficaram em posição de ataque.

- Não se aproximem - disse o mais alto com a espada erguida na direção de Hades vendo a Rainha Má fechar a barreira.

O homem de cabelos azuis riu e deu um passo na direção deles que não recuaram se mantendo firmes.

Em outra ocasião Melody teria os achado muito corajosos, mas naquele momento eram apenas dois idiotas.

- Capitã, se afaste deles devagar. Venha conosco - pediu o outro com a mão estendida para a moça.

Melody gargalhou com as mãos nos quadris enquanto viu Hades se movimentar por trás deles. Os rapazes viraram para Hades e ficaram em alerta, mas Regina os distraiu e o vilão quebrou o pescoço de um depois do outro como se não fossem nada. Os homens caíram mortos no chão com um estampido agudo na madeira podre do cais. Rainha Má que observava tudo com desdém se aproximou do ex-deus com seus braços cruzados e fez uma careta ao olhar para os rapazes caídos.

- Agora você pode nos dá a aparência deles. Ninguém de Auradon vai notar – disse Hades sorrindo vitorioso apontando para os corpos.

Revirando os olhos Regina descruzou os braços e se abaixou para conhecer todos os detalhes dos rostos dos subordinados de Melody, um deles inclusive tinha uma pequena cicatriz acima da sobrancelha, aquilo a fez lembrar-se de Evie, com certeza ela não assumiria a aparência do marinheiro imperfeito. Sorrindo em êxtase por poder usar magia após tantos anos presa naquele lugar, a Rainha mexeu os braços por cima dos homens e uma luz azul saiu de suas mãos, serpenteou os rostos e se agitou no ar envolvendo Hades e ela. Em poucos minutos os dois tiveram suas aparências modificadas.

- Que bom que não está enferrujada – zombou Hades olhando para seu novo corpo refletido nas águas calmas do mar – Por um momento achei que iria nos transformar em aberrações.

- Certamente eu o transformaria em um cão e o jogaria ao mar para morrer – respondeu a Rainha odiando sua nova voz.

Pelo menos a cicatriz ficou com Hades.

Melody aplaudiu a façanha da velha bruxa e se aproximou do navio saltando os corpos inertes no cais.

- Se livrem deles e subam – ordenou com uma autoridade que fez Hades querer lhe arrancar a cabeça, mas Regina o impediu.

- Ainda não – disse a Rainha com a mão no peito dele – Me ajude aqui.

Grunhido Hades pegou a perna de um dos homens e o arrastou pelo cais o jogando na água. Regina fez o mesmo se livrando dos marinheiros. Melody os observava do alto do navio, eles pareciam hipnotizados pelos corpos que afundavam e desapareciam na escuridão das profundezas do mar.

- Acabaram? – questionou a princesa os tirando daquela espécie de transe.

Hades se segurou para não pular no pescoço daquela criatura medíocre. Ele e Regina teriam que ignorar a princesa enfeitiçada se quisessem chegar a Auradon e embora Regina pensasse várias vezes em atirá-la ao mar durante a viagem, não o fez.  Em vez disso tentou bolar algum plano para destruir Malévola, Mal e sua própria filha.

 

Reino de Auradon

Mal contou quase tudo o que aconteceu com ela em sua rápida e bizarra visita ao reino de seu pai, havia uma parte da qual imaginou desrespeitar somente a ela e Evie. Jay não soube o que falar ao final da experiência de descobrir sobre os demônios nanicos Pânico e Agonia. Carlos, no entanto estava fascinado e radiante com a possibilidade de conhecer tal mundo.

- Minha nossa - foi tudo que saiu dos lábios do filho de Jafar.

- Isso é incrível Mal! - exclamou o garoto animado - Você foi para a Morada dos Mortos sem precisar morrer.

- Não sei como isso pode ser incrível - rebateu Mal lembrando-se do som de gritos que ouviu.

- Eu também não vejo como isso pode te deixar tão feliz - comentou Jay de cenho franzido olhando para o amigo sentado ao seu lado.

- É um mundo novo, cara. Ninguém além do Hades o explorou antes, quer dizer, ninguém vivo.

Os três estavam na cama distraídos conversando sobre o submundo quando a porta se abriu e Evie entrou no quarto. Mal deu um salto (dessa vez Jay não a impediu) e correu até ela a abraçando bem apertado. Evie retribuiu o carinho aliviada por vê-la de pé e aparentemente bem.

- Você está bem? Me assustou - Evie perguntou segurando o rosto de Mal entre as mãos.

- Estou. Me desculpe.

- Dá próxima vez não toca nessas coisas sem saber o que são - pediu Evie a abraçando de novo.

- Anotado - Mal respondeu passando os braços em volta da cintura dela - Por favor, diga que o Ben não a expulsou de Auradon.

Antes de responder Evie percebeu que seus dois amigos estavam de pé esperando a mesma resposta e apesar de que ela não queria falar sobre Ben naquele instante e sim saber o que houve com Mal, ela contou.

- O rei não me mandou embora - Evie falou e viu seus amigos soltarem darem um suspiro de alívio.

- O que ele queria com você então? - Mal questionou com seus olhos fixos aos dela.

Evie a encarou e Mal soube que não escaparia o interrogatório que ela faria assim que estivessem a sós. Não importava. Responderia tudo.

- Me oferecer uma vaga no Conselho Real - respondeu a filha da Rainha Má.

- O que? - os três exclamaram ao mesmo tempo.

- Ele acha importante ter alguém da Ilha para representar os vilões - disse Evie dando de ombros.

- E você aceitou? - indagou Mal curiosa.

Evie a pegou pela mão e elas se aproximaram dos meninos.

- Não podia aceitar nada sem antes conversar com vocês - ela respondeu olhando nos olhos de todos eles.

Carlos riu se sentindo importante e concordou com a cabeça respondendo.

- Acho que seria uma ótima conselheira real. Você sabe... Com essa sua calma e tudo mais.

Evie sorriu para o garoto.

- Também acho que daria uma excelente conselheira para o Ben - disse Jay tocando o ombro dela - Afinal você é a única com bom juízo aqui.

Os quatro gargalharam e então Mal apertou a mão de Evie chamando sua atenção.

- Teria muito orgulho de você nos representando, mas não sou a favor de nada que não lhe faça feliz. Todos nós estaremos com você se aceitar, mas só faça isso se realmente quiser.

Evie se sentiu reconfortada pelo apoio da sua família e com olhos marejados sorriu para eles.

- Prometo tentar ajudar todos da Ilha que não merecerem estar lá e obrigado pessoal. Obrigado por sempre estarem ao meu lado.

Os garotos deram um abraço grupal e Evie acrescentou.

- Ben também colocou uma pedra no assunto do espelho. Ninguém vai ser enviado de volta para Ilha.

- Ótimo. Só espero que ele continue com esse pensamento quando descobrir que a Uma tem a concha da mãe - Jay sussurrou olhando para os cantos.

- Isso vai ser um problema, mas não vamos nos preocupar agora - disse Mal soando confiante.

- A Mal tem razão. Vamos lhe dar com um problema por vez e o do momento se chama Melody e Malévola - apontou Jay parecendo preocupado.

- Acho que devíamos nos reunir com a Uma e os garotos para bolar algum plano caso sua mãe decida nos atacar - comentou Carlos deixando mil ideias pipocarem em sua mente.

As garotas trocaram olhares e Evie assentiu para Mal que aceitou a ideia do amigo.

- Avisem aos garotos para nos encontrarmos nos jardins antes da aula amanhã.

- Pode deixar com a gente - Jay respondeu passando o braço em volta do ombro de Carlos.

- Considere feito - brincou o rapaz menor batendo continência para as meninas.

Eles riram daquela idiotice.

- É melhor nós irmos andando. Você tem muito que conversar com a Evie - disse Jay atiçando a curiosidade da garota de cabelos azuis.

- Verdade. Nos vemos amanhã - disse Carlos abrindo a porta.

As meninas observaram os dois deixarem o quarto e só então Evie conduziu Mal até a cama, tirou suas próprias botas e se acomodou sentando de frente para ela.

- O que aconteceu no museu? - questionou sem demora deixando a preocupação finalmente amostra.

- Eu não devia ter tocado mesmo naquela coisa - disse Mal vendo Evie lhe dá um olhar de "eu avisei" - Ela me levou ao Submundo, E. A Morada dos Mortos.

- O que? Como assim? Nós selamos seus poderes - Evie exclamou para lá de surpresa.

- Eu não sei como foi possível, eu nem toquei na pedra de verdade, foi só no vidro, mas a brasa me arrastou até lá de alguma forma e Evie... Elas estavam lá, minhas asas, meus chifres, foi horrível! Eu queria arrancá-las, mas não conseguia - disse Mal nervosa.

Evie passou para o lado dela e a puxou para um abraço protetor.

- Eu sinto muito Mal. Sinto muito que tenha passado por isso sozinha e me desculpe ter deixado você - Evie disse afagando as costas da namorada.

- Tudo bem. Os meninos me explicaram os motivos. Eu perdoo você - Mal respondeu fungando e aninhada no peito de Evie, adorando aquela sensação de proteção.

- Com todos os problemas acontecendo com a Melody e sua mãe, agora temos que nos preocupar com mais um - comentou Evie parecendo cansada.

- Queria dizer que não devíamos nos preocupar, mas sei que isso não foi aleatório e eu preciso te contar sobre o que Pânico e Agonia me falaram.

- Pânico e Agonia?

- Sim, os demônios ajudantes do meu pai.

Evie sentiu que se estivesse comendo ou bebendo algo ela engasgaria terrivelmente. Demônios ajudantes? Infernos!

Mal percebeu que aquela informação havia mexido com a garota e saiu do seu abraço para encará-la.

- Tive uma reação parecida quando os vi. Só que havia gritos envolvidos - brincou Mal para amenizar o clima - Eles são nanicos. Um tem a pele vermelha o outro é esverdeado. Não decorei quem era quem. Não parecem ser maus. Eles disseram que me esperavam há muito tempo - Mal continuou quando a namorada não disse nada - Não contei esse detalhe aos garotos por que acho que só interessa a nós duas, mas encontrei uma imagem esculpida em uma das paredes de lá.

- Imagem? - Evie sussurrou com voz arrastada.

- Sim. Uma imagem minha.

Uma ruga pareceu entre as sobrancelhas de Evie.

- E por que não contou aos meninos sobre essa imagem? - questionou ela sem entender o motivo de Mal esconder aquilo.

- Por que era uma imagem minha e do meu pretendente o qual devo escolher quando for morar de vez no Submundo para procriar e perpetuar o sangue Hades.

A expressão de Evie se transformou em algo que Mal odiava ver.

- Sabia que não ia gostar - ela disse vendo Evie sair da cama pensativa - Evie? Amor, não ficou brava comigo por isso, ficou?

- Não! – Evie exclamou com as mãos na cintura – Como eu poderia? Eu só... Você me fez sentir ciúmes de um desenho em uma pedra.

Mal quis rir, mas se controlou saindo da cama e indo até ela.

- Você fica ainda mais linda quando está com ciúmes, sabia? – disse tocando o rosto de Evie – É só uma escultura idiota, Evie. Eu já tenho a parceira perfeita e por mim Hades não vai ter nenhum outro descendente.

 Evie sorriu sentindo o rosto corar com aquela pequena declaração de parceria perfeita.

- Prometo passar longe do museu e daquela brasa, ok? Nunca mais irei voltar naquele lugar e muito menos para escolher um namorado demônio – Mal jurou beijando Evie com meiguice.

- Acho bom ou eu irei pessoalmente buscar você e darei um fim no seu pretendente – Evie respondeu em tom de provocação.

Mal riu a pegando pela mão.

- Como está sua cabeça?

Evie tocou a testa como se tivesse lembrado somente naquele momento do seu corte.

- Ainda dói.

- Hmm... Você precisa descansar e para sua sorte senhorita Grimhilde, eu sou ótima em fazer as pessoas relaxarem – Mal brincou tirando a jaqueta de Evie a deixando de regata.

- Mal, o que está fazendo?

- Me deixa cuidar de você, por favor – pediu a menina de cabelos roxos.

As duas se encararam em silêncio até que Evie deixou Mal levá-la de volta para a cama.

- Você caiu dura no museu e foi parar em um inferno, eu que deveria está te mimando – disse Evie observando Mal puxar o lençol da cama.

- E você quase morreu no fundo do lago. Quer colocar em uma balança? – retrucou Mal a fazendo deitar e a cobrindo com carinho.

Mal sentou ao lado dela e ficou a admirando em silêncio.

- Está me deixando sem graça.

- Só estou contemplando sua beleza.

Evie riu mostrando as covinhas.

- Dieta logo aqui – disse batendo a mão ao seu lado no colchão.

- Achei que nunca me convidaria – Mal respondeu fingindo está ofendida.

Rindo ela tirou a jaqueta e a jogou aos pés da cama se deitando ao lado da namorada.

- Precisamos parar com essa mania de jogar nossas roupas por ai – disse Evie arrancando uma gargalhada de Mal enquanto as duas se ajeitavam para dormirem abraçadas.

Mal sentiu Evie relaxar em seu peito e sorriu sentindo seu cheiro bom. Ao inferno que ela iria trocá-la por um demônio, ou seja lá que tipos de criaturas vivessem na Morada dos Mortos.

 

O sol estava quase se pondo no horizonte quando o navio atracou no cais de Auradon. Hades e Regina estavam no convés e não esconderam a maravilha que era está livre de novo. Segurando nas grades que cercavam o navio, Hades tragou o ar e o saboreou como se ele tivesse um gosto bom. Os vilões riram e automaticamente olharam na direção em que ficava o Museu.

- Consigo sentir minha brasa louca para mandar esse reino inteiro ao inferno! – exclamou o homem abrindo os braços e gargalhando.



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