História A caça às fadas - A Herdeira da Lua Livro 1 - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie eu de novo com essa nova história que eu tive a inspiração depois de um jogo kkkkk espero que gostem 😄

Capítulo 1 - Todas a Fadas sorriem...


Fanfic / Fanfiction A caça às fadas - A Herdeira da Lua Livro 1 - Capítulo 1 - Todas a Fadas sorriem...

Acordo com os raios do Sol no meu rosto. Eu não quero acordar. Não agora. Quando levanto, Alyson já está arrumando a cama antes de ir para a colheita. Eu também não quero ir para a colheita, quero brincar com o meu amigo. Eu não sei o nome dele ainda, mas vou descobrir ainda.

- Acordou, bela adormecida? – Alyson se aproxima sorridente – Sabe que dia é hoje, meu anjo?

Balanço a cabeça negativamente.

- Hoje é seu aniversário, meu amor – ela me dá um beijo na testa e me entrega uma caixa pequena – não é qualquer dia que se faz cinco anos.

Sorrio para ela mesmo sem abrir o presente e dou um abraço nela. Ela lembrou. Alguém se importa comigo. Ela me olha me incentivando a abrir a caixa e eu abro e não entendo como vou usar aquilo.

- Não faça essa cara – Alyson ri – Demorei dias fazendo isso, cada detalhe. Vire-se – ela pede e eu faço.

Sinto algo gelado no meu pescoço e Alyson solta um “pronto” e me pede para ver no espelho. Quando olho vejo um pingente em forma de Lua com uma bolinha azul pendurada. É linda. Alyson se aproxima por trás enquanto eu toco no pingente maravilhada.

- Sei que não é algo que uma criança gostaria de ganhar, mas queria lhe dar algo que me lembrasse, que te lembre que nunca estará sozinha nesse mundo tão escuro...

Aceno com a cabeça.

- Mas Aly, se o mundo tá escuro por que as fadas não iluminam ele?

Ela fica em silêncio misterioso e eu acabo me cansando de esperar uma resposta. Pego minha blusa e saio correndo para encontrar o meu amigo.

- Elas infelizmente são as nossas principais inimigas.

✴✴✴

Chego ao lago transparente. É aqui que eu encontro o meu amigo. Não sei como esse lago funciona direito, mas sempre que chego perto ele começa a se agitar e então o meu amigo aparece. E lá estava ele, no quarto todo bagunçado, com livros jogados por todos os lados e brinquedos também. Toco na água e ele levanta a cabeça, sorri ao me ver e chega mais perto.

- Olá – ele diz – Feliz aniversário Genevieve.

- Você lembrou? – fico surpresa.

- Por que eu esqueceria? – ele me olha confuso – Eu queria te dar o que eu fiz pra você, mas eu não posso te tocar.

- Por quê não?

- Por que você está no meu espelho e minha mãe disse que você não existe – ele explica tristemente.

- Mas é claro que eu existo – protesto.

- Então por que você não vem me ver? – ele pergunta tocando o “espelho”.

- Espere – me levanto e tiro as minhas sandálias e quando estou pronta para pular no lugar alguém grita o meu nome.

- Genevieve! Não pule!.

E antes que eu pudesse chegar até ele, sou puxada para trás.

- Hector! – alguém chama ele do outro lado e eu não o vejo mais.

✴✴✴

Durante duas semanas visitei o lago para ver Hector e ele não aparecia mais para mim. Eu queria muito vê-lo novamente, mas já se passaram muitos anos desde a última vez que eu o vi. Talvez ele tenha escutado sua mãe e acreditado que eu não existia, mas isso não deixa de machucar, saber que a única pessoa que gostava de mim além de minha babá nunca mais iria aparecer para mim.

Estamos no mês da colheita de flores. Todo o trabalho é manual, não temos a ajuda das fadas faz tanto tempo que não nos importamos mais de recolher flor por flor. Eu moro na parte mais afastada do reino Lunar, eu nunca soube o por que de eu nunca poder ir nas festas ou até mesmo nos pronunciamentos da Rainha Millah. Sempre que eu perguntava, Alyson dizia ser perigosos para mim, mas algo em mim me dizia que tinha algo haver com a fada superior Léia.

A Traidora. É assim que é chamada a fada mais poderosa do mundo. Aquela abençoada pela Deusa Lua. Como alguém tão poderoso pôde se tornar tão perverso ao ponto de matar crianças? Pessoas com poder não deviam proteger aqueles que não tinham poder, aqueles que realmente precisam de ajuda? Li uma vez que quando se tem o poder não há amor e quando há amor não há poder.

Gosto de acreditar que o amor é o poder, mesmo não sabendo o que é isso.

O nosso reino, nas noites de Lua cheia, brilha como joias, como estrelas no escuro e é quando todas as flores da Lua brilham num azul turquesa, não, safiras azuis. Nessas noites celebramos mais um mês de vida e prosperidade e então caso a Lua nos ouça as flores flutuam e são levadas pelo vento até a Deusa. Desde que eu me entenda por gente as flores nunca flutuaram e eu torço fervorosamente para que eu possa ver essa cena tão única.

Levanto da cama e vejo que ainda está cedo para trabalhar, mas perdi o sono então resolvo ir até ao lago transparente. Vou lá todas às vezes que me sinto sozinha, gosto de acreditar que meu amigo está lá, mas sei que é apenas mais uma mentira que conto a mim mesma. Chegando lá me sento perto da borda e toco a água de leve. Me lembro com tanta clareza o nosso último encontro: eu tentando ir até ele, ele me olhando ansioso, Alyson desesperada me puxando para trás e a mãe dele chamando ele.

Levei uma surra aquela tarde sem nem ao menos saber o por que e bem no dia do meu aniversario! Alyson gritava falando o quão perigoso seria se eu tivesse pulado enquanto eu chorava, não pela surra, mas por que eu queria tocar o meu amigo. O meu único amigo. Essa é a minha única mágoa.

Não percebo a tempo, mas a água começa a se agitar e então um clarão invade o local me deixando cega momentaneamente. A luz é muito forte e tudo acontece muito rápido – rápido até demais – e quando eu abro os olhos vejo um casal – um menino e uma menina.

O menino tem uma cara rechonchuda, olhos azuis e cabelos cheios de cachos desengonçados, os quais eu tenho uma vontade louca de passar os dados. A menina tem o rosto mais sereno, mas com traços fortes, cabelos lisos ruivos e olhos cinzentos. Aparentemente eles parecem ter a mesma idade que eu. O menino me olha curioso.

- Onde estamos? – pergunta a menina desesperada.

- Eu... Eu – o menino gagueja.

- Hector, como que a gente veio parar aqui?

- Eu vou lá saber – retruca o menino sem perder a paciência ainda me olhando.

- E você – ela se vira para mim – quem seria?

Mas que menina mais mal educada, chega gritando e ainda quer ser petulante? Será que ela não sabe que se continuar gritando desse jeito ela pode acordar as Fadas e que elas podem mata-lá?

- E você quem seria? – repito a pergunta – como ousa chegar aqui gritando que nem uma Brani e ainda exigir respeito? Responderei a sua pergunta se abaixar o tom de voz.

- O que é Brani? E eu exijo que me diga quem é e onde estou?

Estou perdendo a paciência com essa coisa. Percebendo que eu retrucaria de forma nada educada a garota, o menino se aproxima de mim me acalmando instantaneamente.

- Desculpe minha irmã – ele começa – está nervosa e com medo...

- Não estou com medo!

-... gostaria de nos dizer onde estamos? – eu o olho nos olhos e me perco naquele azul tão lindo.

- Estão não reino Lunar – digo sem fôlego – no lado sul dos vales chuvosos.

O menino arregala os olhos e me olha perplexo como se o que visse fosse algo de seus sonhos.

- Genevieve?

Ele pergunta e me lembro...



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