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História A Cada Passo - (DOCTOR STRANGER) - Capítulo 11


Escrita por: SATURNODIXON

Capítulo 11 - Sentindo















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-E-ei, eu já disse que to sentindo pouca coisa. - Acenei com a cabeça, vendo Stephen passando a mão na minha perna, apertando um pouco, vendo até onde eu sentia. 

-Sente isso? - Deu um leve puxão na minha perna, o que eu senti bem pouco.

-Bem pouquinho. - Franzi levemente o cenho.

  Era de madrugada já, e depois que eu disse que estava sentindo minhas pernas, ele ficou totalmente curioso. Pegou uma cadeira, me mandou me sentar na ponta da mesa da biblioteca, e começou a "ver" até onde eu sentia, parecendo um médico cuidando, sendo delicado. Deu uma leve apertada em meu pé esquerdo. Suas mãos são quentes e ágeis. 

-Porque será que ele me curou?

-Ele deve ter alguém infiltrado aqui, provavelmente te monitorando. - Balançou um pouco sua cabeça, pensando de cabeça baixa. - Mas agora, como ele descobriu que você é uma usuária de magia negra? È o que está fritando na minha cabeça. - Suspirou.

-Sobre essa tal magia negra... - Mordi os lábios por um momento. - Eu vou me corromper e coisas do tipo? Eu não quero fazer mal a ninguém. 

    Aparentemente, eu sou a única pessoa daqui que é usuária da magia negra, ou segundo Stephen: a magia proibida. O que para ele não fez muito sentido, pois eu não tenho vestígios de ligação com usuários da magia negra ou coisas do tipo. 

-Não, você não vai se tornar do mal, pode relaxar. - Deu um sorriso. - Eu vou te treinar mais, investir nessa sua parte... - Levantou o olhar.

  Quando nossos olhares se encontraram, é como se tudo tivesse diferente. Eu o olhava fixamente, suas íris azuis claras me prendem facilmente, eu poderia ficar o encarando por horas sem querer mesmo. Eu molhei os lábios lentamente. 

o que é isso que eu estou sentindo?

   Ele olhou para meus lábios, depois voltando a me olhar nos olhos. Sinto um peso em meu peito, o clima mudou radicalmente. Sinto seus dedos chegarem no meu joelho direito. Stephen se levantou lentamente. Eu subi um pouco a cabeça, por ele ser bem alto. Ele abriu e fechou a boca, piscando os olhos lentamente. 

-Stranger? - Meu tom saiu num sussurro o chamando, sem querer, é como se eu tivesse perdido a voz.

   Ele deu um passo, ficando bem mais próximo de mim, o que faz meu corpo ficar totalmente em alerta. Meu coração começou a acelerar apenas com essa proximidade. Inclino-me um pouco para trás, surpresa. Pelos seus olhos, eu conseguia deduzir que ele estava pensando o mesmo que eu. Se inclinou, se aproximando da minha boca lentamente. Cheguei até sentir sua respiração, me fazendo perder totalmente a consciência. Até que, de repente, ele se afastou bruscamente.

-Eu te levo pro quarto. - Voltou a ser sério e autoritário, totalmente indiferente do que ia acontecer agora.

  Quando deu as costas para pegar minha cadeira, eu pude suspirar baixinho. Passei a mão no peito, tentando controlar os batimentos ainda acelerados. Colocou do lado onde estou. Me empurrei mais um pouco pra beira. 

-Eu te ajudo. - Seu tom é um pouco baixinho.

  Sinto suas mãos fortes me pegarem pelos ambos os lados na curva do meu corpo, me puxou, fazendo meus pés moles tocarem o chão. E novamente, estávamos próximos demais. Seu corpo bem perto do meu. Assim de pé, noto a diferença de altura absurda que temos, se eu ficasse em pé. Levantei o olhar, até encontrar com o dele. Ele respirou fundo, parecendo se controlar. Me ajudou a me sentar na cadeira. 

-Se sente confortável? - Veio para trás de mim. 

  Eu apenas assenti com a cabeça, constrangida. Ele começou a me empurrar pra fora da biblioteca. Ficamos em silêncio durante o caminho todo. O que diabos ia acontecer!? Para Daisy, você sabe muito bem o que ia acontecer e não estava nem um pouco a fim de interromper. O que eu sinto por ele? Uma quedinha? Desejo? Ok, Stephen Stranger é realmente um homem bonito...E bom...Não me trata como uma coitada...

...

-Sabe... - Eu limpei a garganta. - Talvez eu tenha ligação com usuários da magia negra, já que, eu sou adotada na verdade, entende? 

   Minha mãe sempre odiou que eu me sentisse adotada. Ela me encontrou num beco, largada no meio de algumas roupas, desde então, cuidou de mim como se fosse sua filha, como se eu tivesse saído dela. E eu prometo, que depois que me curar, eu vou voltar pra casa. 

-Ainda sim, é difícil procurar algo. - Me respondeu. 

   O que ele falou é verdade, existe bilhões de pessoas no mundo. Quem seriam meus pais biológicos? Eles estão vivos? Eu sempre estive satisfeita com minha família atual, então nunca me importei de saber quem seria minha família "verdadeira". 

-Sua mãe te adotou ainda...Pequena? - Ele está puxando assunto comigo? 

-Sim, ainda bem bebe. - Mordi os lábios, contendo o sorriso. - Ela disse que eu estava bem cuidada, mesmo que tenha me encontrado num beco do centro da cidade. - Dei de ombros levemente. 

   Chegamos rápido no meu quarto, o que fiquei um pouco decepcionada, a conversa estava indo tão bem e o clima está tão bom. Stephen se esticou, abrindo as portas para mim. 

-Boa noite, Stranger. - Murmurei, pegando nas rodas, me empurrando para dentro. 

-Daisy... - Me virei. Ele tem a mão um pouco esticado na minha direção. Seu olhar desviou, me parecia pensativo demais. - Não é nada. - Colocou as mãos no bolso do seu pijama cinza. - Boa noite. - Fechou as minhas portas rapidamente.

  Franzi levemente o cenho, achando esquisito seu comportamento. Escutei seus passos rápidos se distanciando. Sinto o vento entrando forte. Decido fechar a janela. Vou até ela, que em frente tem minha mesinha de madeira. Me aproximei, depois me esticando, fechando a janela, arrastando o tranco pro lado. Sinto um cheiro forte vindo, de...Não sei o quê? Que diabos é esse cheiro? Me afastei um pouco, cheirando ao redor. Cheirei minha mesinha. O cheiro vem dela. Como não sentir mais cedo? Levanto a mão, abrindo a gaveta que tem nela. Assim que abro, me surpreendo. Quê!? 

-Um pijama meu sujo? - Murmurei.

   Peguei minha camiseta, vendo que há uma enorme mancha na frente, de uma cor avermelhada escura. Aproximo mais do meu rosto, respirando um pouco fundo. 

...

   Afastei a peça de pijama, olhando estática ela nas minhas mãos. O cheiro...Se eu não me engano é de sangue, e pela cor, seria sangue velho. Mas porque...Porque tem sangue no meu pijama?

...




















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Notas Finais


Teorias :P?????


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