História A Canção do Vento - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 11
Palavras 807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, meninaxxxxx... mais um!!

Capítulo 11 - O Capítulo da Segunda Parte do Concurso


Fanfic / Fanfiction A Canção do Vento - Capítulo 11 - O Capítulo da Segunda Parte do Concurso

Não tem como negar que as emoções do capítulo anterior fizeram Artur e Marina esquecerem um pouquinho do concurso para Nova Iorque, mas não por muito tempo. Eles mal tiveram tempo para comemorar, bem, TUUUDO que aconteceu naquela noite, porque, na manhã do dia seguinte, que era feriado, ambos receberam uma ligação inesesperada.
   —Ãn... alô?
   Artur fala, confuso.
   —Aqui é da MartaTur...
   O garoto suspira inconscientemente ao ouvir mais uma vez o nome satisfatório da agência de turismo.
   —Algum problema?
   O jovem tosse, preocupado. Vem um silêncio de alguns segundos do outro lado da linha.
   —Você está lembrado que a prova é amanhã, né?
   Ele não estava lembrado e deu um pequeno gritinho, mas não queria mais parecer desinteressado.
   —Caralho! Por que esses gritos a essa hora?
   Artur escuta Renan gritar, do outro lado do quarto, o garoto acabou dormindo na casa dos gêmeos depois da comemoração e apenas faz sinal com a boca para que o amigo, avisando que estava no telefone.
   Ele não estava lembrado que a prova era no dia seguinte, mas não queria parecer desinteressado, aparentemente gente carismática tem mais chance de ganhar, e Artur era bastante carismático. 
   —Claro que sim!
   Respondeu, sem tentar parecer agressivo, mas achando que soou agressivo por causa da exclamação. Claro que a moça no telefone não viu a exclamação, já que eles estavam falando e não digitando, mas nunca era tão seguro fingir extremo entusiasmo quando se está acabando de acordar. 
   —Ah, certo. Só ligando para avisar. Boa sorte, todas as informações estão no seu email.
   Artur agradeceu e desligou.
   —O que era?
   Renan pergunta com uma voz fraca, porque podia ou podia não ter bebido muito na noite passada. Como uma espécie de "bebida de Schrodinger", que você não pode garantir se estava lá ou não. É aquela coisa, menores não bebem.
   —Era da MartaTur.
   Renan ri descontroladamente ao ouvir o nome, "resquícios da noite passada", Artur pensou.
   —Tudo certo?
   O rapaz que canta apenas confirma com a cabeça.
   —Que horas nós chegamos em casa ontem?
   —Tarde.
   Artur só queria que ninguém lembrasse que ele e Marina haviam ficado na noite anterior, ele queria que a memória fosse dos dois e só deles e qualquer menção ou intrometimento de outra pessoa poderia estragar completamente o momento.
   É. Ele é romântico assim.
   Ouvir Renan perguntar sobre a noite dava a ele um pouco de esperança, talvez ele não falasse mais nada. Talvez o momento ficasse só para ele e Marina.
   Essa esperança durou pouco, leitor, pois após não mais que cinco segundos o silêncio reconfortante foi quebrado por Ana Alzira, que entrou correndo no quarto onde os dois estavam dormindo trazendo um bolo enorme com algo escrito: "TÁ NAMORANDO".
   —Não estou namorando!
   Mas isso não impediu os irmãos de gritarem isso 257 vezes, até ficarem cansados o suficiente para dormirem de novo.


   Na casa da Marina, a ligação não a deixou nervosa ou surpresa afinal. Ela não havia esquecido a data. Na verdade, ela riscava o calendário todos os dias esperando o tão fatídico momento que poderia (ou não) realizar seu sonho. Era quase como ganhar a abertura. Quase, porque nada, leitor, NADA é como ganhar a abertura.
   Marina sabia que era cedo demais para ligar para alguém em um feriado e decidiu tentar voltar a dormir. Só tentar. A ansiedade não a deixaria dormir até ela entregar a prova do concurso no dia seguinte.
   Mas tinha outra coisa. Sempre tem outra coisa. Nesse caso, não era um tubarão gigante no teto de sua casa mas, sim, uma pessoa. Artur. Ela nem imaginava o que ia acontecer na noite anterior, até que já estava acontecendo, mas foi como nunca havia acontecido antes. Ela se sentiu bem.
   Se sentiu bem o suficiente para abraçar seu travesseiro, como se ele fosse a tal pessoa aí e voltar a dormir.
   

   No dia seguinte, Artur e Marina se encontram na porta do local da segunda parte do concurso. Ambos carregando apenas celulares e canetas, diante de um enorme portão, que estaria deserto senão pelos demais competidores. O lugar perfeito para um sequestro. 
   —Oi.
   Artur diz, tímido, olhando para o chão. A garota apenas sorri, também olhando para o chão, como a boa emo que é. Pois é, parecia que estavam se comunicando com suas mentes, já que não se olhavam.
   Se os amigos deles estivessem presentes, já teriam empurrado as cabeças dos dois para perto, mas, sozinhos, eles não podiam deixar de sentir essa timidez.
   Marina cria coragem e fala:
   —Foi legal... ontem...
   —É. Bora...
   —Repetir?
   Os dois se olham e riem. A tensão finalmente some.
   —Sim... 
   Mas, antes que pudessem dar continuidade à conversa, recebem o aviso de que a prova irá começar.
   —Boa sorte.
   É o que dizem um para o outro antes de seguirem com o coração batendo forte no peito para suas salas separadas por ordem alfabética.


Notas Finais


E aí? Quem vai para Nova Iorque?


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