História A capricorniana - Capítulo 2


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Categorias Mamamoo
Personagens Hwasa, Moonbyul, Solar, Wheein
Tags Angst, Broken, Fluffy, Moonsun, Poesiaacústica
Visualizações 23
Palavras 5.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu acabei enrrolando, por preguiça, mas tá aí, deveria ter postado sexta, mas sla, não me senti satisfeita até ontem a noite. enfim, esse capítulo teve uma participação especial da @TheRedDiamond, que escreveu esse hot maravilhoso, sério, o capíulo só saiu hoje por que ela me salvou. e é isto, não vou mais enrrolar vocês

aproveitem, boa leitura e perdoa os erros =)

Capítulo 2 - A maldição do tempo e seus malditos pensadores.


Fevereiro de 2016


Ana capricorniana, você acha que me engana

Desculpa mas não quero ver você partir (logo o gângster amoroso?)

Vai embora com minha blusa, só pra deixar outra sua

Ninguém pode saber que você teve aqui


- “Tempus Fugit”? – Questionei a frase escrita na parede ao meu lado em uma caligrafia rústica. – É latim?

- Uhum – Afirmou, sonolenta.

- O que significa?

- “O tempo foge” – Ela respondeu, se aconchegando mais em mim. – Ou, simplesmente, “O tempo voa”, era uma inscrição comum em relógios antigos. Eu sempre achei bonito, e um dia desses, essa frase não saia da minha cabeça. Eu precisava externar de alguma forma.

- E o que significa o resto?

- “Sed fugit interea fugit irreparabile tempus”? – Recitou como se fosse um padre rezando uma missa, toda exibida. – Mas ele voa: irreversivelmente o tempo voa. Eu li num livro.

- E você rabiscou isso na parede?

- E eu rabisquei isso na minha parede – Deu ênfase a palavra “minha” e sorriu. – Quer dar uma contribuição a minha “parede filosófica”?

- Eu adoraria escrever na sua parede – Ressaltei a palavra “sua” e ela riu com o nariz.

- Ah, ok – Ela fez menção de levantar e eu de imediato resmunguei, estava tão gostoso ali. – O que é?

- Tem que ser agora? – Fiz manha.

- Os melhores momentos nascem do improviso – Sabedoria antiga do Tumblr, provavelmente. – E eu só vou pegar um pincel.

Resmunguei quando ela se levantou, mas até que a visão de seu corpo nu era uma recompensa, suas curvas sendo moldadas na baixa luz do quarto favoreciam meus pensamentos obscenos, aprecio a beleza daquele corpo com todas as minhas forças. Moonbyul catou um estojinho da cômoda e voltou a se deitar.

- O que quer escrever? – Questionou.

- Honestamente? – A ruiva balançou a cabeça em afirmação. – Ok, mas depois não reclame.

- Eu não ousaria.

Destampei o pincel vermelho, parei por breves segundos antes de realmente formular algo concreto. Logo veio a minha mente algo que valia a pena ser lembrado. Senti seu queixo se apoiando no meu ombro direito enquanto eu deslizava a tinta pela parede. Aos poucos as letras se encaixaram, formando assim a frase que eu gostaria de escrever. Moonbyul apertou os braços ao redor da minha cintura e me deu um beijo no pescoço. Em letras circulares de forma, em uma passada única e sem direito a ponto final, a oração “Amores de segunda mão são mais baratos” quebrava o branco encardido da parede, marcando em vermelho sangue a poesia que eu havia lido no Facebook uns dias atrás.

- O que isso significa, Raio de Sol?

- O que você acha que significa? – Virei um pouco para olhar em seus olhos.

- Literatura não é meu forte.

- Babo! – Eu ri de sua expressão, era fofo vê-la com o cenho franzido. – Eu só andei com essa frase na minha cabeça... – Repeti ao passar os dedos pela tinta seca na parede a nossa frente. – Eu só precisava externar de alguma forma.

- E o que te faz pensar que “Amores de segunda mão são mais baratos”? – Byulyi leu os rabiscos na parede em voz alta.

- Me faz pensar em como as pessoas se vendem por tão pouco, dão tão pouco de si... em como o amor virou moeda de troca e todos querem ser ricos, de alguma forma – Virei para desenhar mais alguma coisa na parede. Pichar o patrimônio alheio vicia. – O melhor carro, pelo menor preço. E quando o carro começa a dar defeito, o dono apenas compra outro e se livra do antigo.

- Quem te disse isso? – Pelo tom de sua voz, eu imaginava a careta que Byulyi fazia.

- Eu li no Facebook – Brinquei, ela me beliscou na coxa. – Ai!

- Babo! – Ela brincou ao me puxar para perto. – É um jeito pessimista de pensar, não acha?

- É só um jeito de pensar, mas, se formos levar ao pé da letra, essa é uma frase pessimista.

- E eu pensando que você ia preencher a minha parede de boas vibrações.

- Pense que é uma coisa profunda para viajar quando estiver chapada – Sugeri, o que não era má ideia.

- Vou pensar no seu caso, Raio de Sol.

Ficamos em silêncio por alguns minutos até senti-la adormecer calmamente. Olhando pela janela consegui ver o Sol nascendo por detrás dos prédios ao fundo, aquele era o sinal de que eu tinha que ir, mas que se dane.

Eu me acostumei a ficar, no fim das contas.


[...]

Janeiro de 2018


Quem é que tem coragem pra falar de amor? (Coragem)

Quem é que tem coragem de ser o que é? (Coragem)

Fiz essa no meu quarto, minha casa não tem laje

E a única montagem é seu sorriso sem cor, amor

Seu sorriso sem cor (seu sorriso sem cor), amor (amor, meu amor)

Seu sorriso sem cor (seu sorriso)


- Solar, acorda! – Wheein incomodamente abriu as cortinas, o sol ali fora indicava o fim da tarde. – Você tem que levantar.

- Cala a boca, Jung. – Resmunguei, apenas virei na cama onde não pegava luz e voltei a fechar os olhos. – Que horas são?

- Quase seis da tarde. – Ela continuava ali, mexendo em algumas coisas e fazendo barulho desnecessariamente. – Bora, florzinha, levanta daí.

Jung Wheein era um anjo, ou um demônio, dependendo do ponto de vista. Por um lado, um puta anjo: me ajudou depois do meu belo pé na bunda, me deu forças a continuar cantando e a canalizar toda minha dor em letra e melodia. Um demônio simplesmente por ser o ser humano mais chato que existe no planeta: jogou belas verdades na minha cara, tão belas que feriram meu orgulho, mais uma vez, além de encher a minha cabeça de “positividades” e aquele papo de seguir em frente, sério? Perdi a conta de quantas vezes mandei ela chupar uma rola para manter a língua ocupada, mas acho que precisaria de um canavial enorme de rolas para que a Jung se mantivesse calada por um bom tempo. Meu humor morria toda vez que Wheein me mandava aquelas mensagens de positividade pelo WhatsApp ou as dizia pessoalmente. Um anjo mesmo, né? Pois perdi a conta de quantas vezes quis matar esse anjo maldito.

O fato de que, naquela noite, eu ter ligado pra minha única e melhor amiga pedindo por socorro a fez atravessar a cidade até o meu apartamento. E sim, dói até hoje dizer que aquele apartamento era só meu. A minha dongsaeng me encontrou, literalmente, jogada no chão do quarto em prantos silenciosos, meu olhar estava vidrado em nenhum ponto específico, apenas aproveitando a minha própria dor enquanto meus pés sangravam. Saí daquele apartamento com apenas um sentimento no coração, uma tristeza desoladora, e um pensamento na cabeça: minha própria determinação em não botar os pés ali novamente. E foi assim que a Jung me acolheu com um grande abraço, tirou todos os cacos de vidro e porcelana que existiam no solado dos meus pés, as incertezas de meu âmago e me levou para a casa que ela dividia com a namorada.

E eis que estou aqui até hoje.

- Pensei numa nova música. – Contei, lembrando de alguns versos que fiz durante a madrugada, bêbada e largada em algum bar da periferia. – Eu anotei num guardanapo. – Virei de bruços e vi que minha amiga me encarava em expectativa.

- Já pensou numa melodia? – Perguntou ao sentar-se na cama ao meu lado.

- Já tenho uma ideia do que fazer. – Respondi preguiçosa, tomando impulso para levantar. – É sobre uma história de desamor.

- Porque não me surpreende? – Ela brincou, mas seu olhar era preocupado.

- Não era pra ser uma surpresa. – Decidi levantar, me espreguicei algumas vezes e saí debaixo das cobertas, nua.

- Belo piercing. – Wheein comentou sobre a nova aquisição ao meu corpo. – Não doeu pra colocar aí?

- Na verdade... – Fui me vestindo enquanto falava. – Eu nem senti, acho que estava bêbada demais. – Notei, pela primeira vez, a joia que agora estava nos meus mamilos, antes de colocar a blusa.

- Ah, pronto... – A Jung riu da minha fala. – Daqui a pouco me aparece com tatuagem até na testa.

- Não é má ideia. – Entrei no jogo.

- Se preserve! – Jogou o travesseiro nas minas costas.

- Eu estava brincando. – Ri de sua expressão, Wheein era muito diferente de mim em muita coisa. – E Hyejin-ah?

- Ainda não voltou. – Disse enquanto checava o celular, a namorada de Wheein fazia arquitetura e urbanismo e provavelmente estava presa no trânsito do Rio. – Vai jantar conosco?

Ponderei por um segundo enquanto ainda decidia o que fazer. Eu tinha uma melodia na cabeça e parte de uma letra escrita em um papel guardanapo. Não podia me contentar só com isso, certo?

- Não. – Comecei a me despir e procurar uma lingerie. – Tenho planos melhores.

- Ah, ok. – Concordou. – Não volte muito tarde, sabe que eu me preocupo.

- Claro, omma! – Busquei por uma saia que batia no meio das coxas e uma blusinha. – Prometo estar de volta até às três da manhã.

Vi Jung Wheein revirar os olhos pelo reflexo do espelho a minha frente. Imaginei que ela diria algo como “três da manhã é tarde de qualquer jeito, meu bem”, mas acredito que ela deva ter se acostumado com a minha vida noturna, assim como eu me acostumei a ouvir ela e Hyejin transando, tentando manter os gemidos baixos. Sério, é traumatizante! Esses quartos deviam ter isolamento acústico.

Por fim, vestida razoavelmente bem, peguei meu novo molho de chaves, o celular e o casaco, que era cheio de bolsos e eu podia encher de tralha necessária, como canetas, chicletes, isqueiro e cigarro mentolado caro de burguês safado. Mimos que você ganha por ter agenda lotada todos os finais de semana.

Sai da casa ao me despedir de Wheein, virei a esquina e vi o carro de Hyejin entrando na rua, ganhei uma buzinada e acenei de volta, talvez se eu tivesse enrolado mais teríamos trocado algumas palavras, Hwasa era gente boa, mas confesso que as vezes sentia um pouco de inveja, o relacionamento das duas era sólido e Wheesa era realmente um casal lindo. Arg, dor de cotovelos não devia combinar com meu estado emocional agora, mas eu não podia evitar de fazer comparações silenciosas.

Só conseguia pensar em pegar um ônibus, sem destino específico. Era quarta, meu dia de folga e eu provavelmente perderia meu tempo em casa, de moletom e assistindo TV o resto da noite com Wheein e Hwasa, me lamentando ou tentando não pensar em como eu estava emocionalmente deplorável, mas eu tinha trabalho a fazer.

E quando digo trabalho, digo que eu tinha uma música pra terminar. A melhor parte de escrever músicas românticas era o fato de que, em sua maioria, as pessoas possivelmente se identificariam com um pé na bunda, e um pé na bunda de uma capricorniana, então? 90% do Brasil tomaria minhas dores. Em segundo lugar, falar de sentimentos é muito fácil e muito complexo, ao mesmo tempo. Tente ser poético e realista, toque na ferida e seja fofo, conte uma história cheia de aberturas para qualquer um emergir na letra e talvez você consiga obter seu objetivo de construir uma música que valha a pena ser tocada e, principalmente, ser ouvida. E, bom, a minha música, até o presente momento, tinha algumas estrofes e rimas, uma meia melodia e apenas.

Encontrei na primeira parada de ônibus, em frente a um restaurante, um lugar para enfim me sentar, esperei cerca de 15 minutos até pegar o primeiro que passou, nem me dei ao trabalho de olhar o letreiro e descobrir para onde iria naquele fim de tarde. Puxei a caneta do bolso e comecei a lembrar da famigerada ex. Os sentimentos vindo um a um, aquela típica expressão triste nos meus olhos, que faziam reflexo na janela do transporte, a luz do sol batendo incomodamente no meu rosto. Lamentável, mas doía, e, a essa altura, esses sentimentos eram mais conformados, menos desordenados e, talvez, mais claros. Pensar na nossa antiga relação me fez, novamente, sentir saudades. Porém, é aquele ditado:

Foda-se.

Pude contemplar o pôr-do-Sol ao passar numa parte mais alta, onde o astro rei não era bloqueado por nenhum prédio exorbitantemente alto e onde o céu e as nuvens contrastavam em tons de laranja, roxo e azul escuro. Um verdadeiro espetáculo.

Decidi descer em algum ponto do centro, algumas quadras do calçadão de Copacabana. Não era de todo ruim ir à praia e terminar a minha música. Entretanto, no auge da minha agonia, esqueci o principal item de qualquer um que sofre de amor: álcool, o remédio para a alma. Por sorte, eu havia trazido a minha carteira e poderia resolver meu problema em qualquer bar da avenida e proximidades. O Sol ainda batia no meu rosto enquanto eu caminhava pelo calçadão, pensando em como as coisas da vida são engraçadas, em como a vida segue e o tempo não para e, principalmente, em como eu deveria ter trazido meus óculos escuros.

Don L tinha razão em todas suas colocações sobre o seguimento do tempo. Talvez Virgílio também tivesse, em seus anos antes de Cristo, mesmo que não soubesse o peso que suas palavras teriam um milênio depois de serem escritas pela primeira vez, peso este que, infelizmente, era alimento de jovens corações ingênuos e apaixonados que, também infelizmente, era exatamente o meu caso.

No fim, eu estava uma merda deplorável.

Um mês e meio atrás eu acreditava fielmente que tinha em meus braços o amor da minha vida, que seria pra sempre, mesmo com todas as desavenças que tínhamos, eu sabia que amava Moonbyul, talvez mais do que amo a mim mesma. Hoje, quase dois meses depois do nosso término, e depois de quase três anos convivendo juntas, não há mais indícios do que tivemos, nada além de lembranças borradas por um sentimento que, agora, tinha gosto amargo. Era quase como pegadas sendo apagadas pelo vento no meio do deserto, e todo o sentimento de desespero que alguém perdido sentiria. E nesse momento eu – e qualquer peregrino perdido no deserto – estava me permitindo, enfim, entrar em desespero.

Passei por um conveniência, numa esquina qualquer, o senhorzinho do balcão tinha uma cara carrancuda, uns olhos bem azuis e usava uma camisa listrada e, apesar da cara de poucos amigos, foi bem simpático e me desejou boa noite. Saí do estabelecimento satisfeita com a garrafa de cachaça mais barata do lugar, o sol diminuía gradualmente sua intensidade e me deixava mais a vontade para olhar na linha do horizonte.

Se eu beberia a garrafa toda? Obviamente que sim. Se eu me arrependeria depois? Óbvio que sim.

Coloquei os fones por força do hábito, tentando me isolar do mundo externo. Me aproximei do calçadão e abri a garrafa, tomei um gole inicial sentindo o líquido descer rasgando a garganta. Saquei meu caderninho de anotações do bolso e, mesmo que eu a lembrasse de cor, puxei o guardanapo com a letra de ontem para transcrever as estrofes.

Depois de uma hora, algumas doses e partes de uma cifra transcrita, me senti tentada a caminhar, agarrei minha fiel garrafa e segui a maré através do quebra mar. A lua se fazia presente e a luz dos postes ajudavam o meu ser deplorável a cambalear pela areia macia, a cada passo, lamentava o fim que tive e, talvez, lamentasse por me importar com alguém que não se importou ou talvez se importado demais. Independentemente, ela foi alguém que abandonou o barco quando as coisas ficaram difíceis. Seja lá o que tenha deixado para trás, esse fardo havia se tornado só meu. Simples assim, Moonbyul se foi. Talvez ela estivesse certa e, no fundo, nós nos fizéssemos mal e que, realmente, foi melhor dizer adeus. Byulyi entendeu o que eu deveria ter entendido quando ela saiu por aquela porta naquela noite fria de dezembro:

Não importa o quanto você ama alguém, se ame em primeiro lugar. Ou qualquer coisa tão brega quanto essas frases de Tumblr.

Fui pega de surpresa ao notar uma lágrima solitária rolar pela minha bochecha, logo seguida de uma enxurrada, mesclada em sal, água e sentimentos reprimidos por meses. Engraçado que quanto mais bêbado e triste você se encontra, mais o aleatório decide te foder com as músicas mais filhas da puta, uma mistura escrotíssima de MPB para apaixonados, umas romanticazinhas, Anavitória, aquelas do fundo do poço que os Engenheiros do Hawaii tinham e, puta merda, Luiz Lins e “A música mais triste do ano” e até aquela música do Henrique e Juliano sobre erros errados serem bons(velho, que ódio dessa música) com certeza não ajudaram o meu momento de liberar minhas mágoas através do choro ser mais fácil. Longe disso.

E foi algo entre Cor de Marte e Pra ser sincero que meu psicológico ruiu de vez e eu pude jurar que podia ouvir o “crack” do meu coração desmoronando. Sério, eu poderia passar a noite aqui, dizendo para cada um de vocês o quanto fui forte, o quanto tentei e o quanto eu quis superar, mas, como vocês podem ver, não me serviu de nada. Ali estava eu, chorando na praia vendo a Lua brilhando majestosamente no céu de janeiro.

De novo.

Peguei-me refletindo sobre a letra de “Pra Ser sincero” só pra foder mais com o meu psicológico, afinal é aquele ditado: se destruir, destruiu. E talvez, mas só talvez, essa tenha sido uma ideia péssima. E se essa não fosse uma história sobre a “Capricorniana”, talvez seria sobre a letra cheia de sentimentalidades que essa música carrega, tão certa de que, mesmo que tudo fosse diferente, nosso destino seria o mesmo, os mesmos defeitos e os beijos apaixonados que sempre foram insuficientes para saciar meu desejo. sempre bons amigos. Talvez se eu tivesse vendido minha alma ao Diabo você teria ficado?

E eu, Kim Youngsun, seria eternamente responsável pela felicidade daquela que eu cativei. Mas acabei, mesmo que sem querer, fazendo o oposto. Eu a fiz sofrer também, eu deveria ter gritado aos quatro ventos “Moonbyul, não faz assim e fica aqui”. Droga, me tornei uma pessoa sentimental, culpa da Lua maldita. É, senhoras e senhores, a Lua me traiu. E da pior forma que qualquer astro tão perto ou tão longe da terra e do Sol poderia cometer esse crime hediondo: deixando para lá.

Mas foi isso, ao desistir de pensar nela, do jeito que jurei não fazer de novo, estava eu ali, observando as ondas quebrarem e o vento esfriar, teria de pedir um táxi, mesmo que não fosse nem nove da noite. Eu já estava cansada, tomaria um remédio e voltaria a dormir. Sem pensar nela, sem Lua ou Raios de Sol. Não posso negar que a imagino em todos os lugares, até os mais inusitados e impossíveis. É a minha expectativa criando essa ilusão de que me faria bem te ver, de alguma forma. Estávamos nos esquecendo e tudo que eu menos precisava era de você? E em meio aos nossos desencontros, me forço a pensar em nos dar uma chance, mesmo que mínima, de sermos felizes. Juntas, exatamente do jeito que eu queria. Do jeito que você me fez acreditar que um dia seria. Acabei voltando para casa com esse pensamento, me jogando na cama para um necessitando acalanto e portanto, no fim de tudo, se o tempo voa, foge, corre ou goza não importa, a minha percepção não o impede de ser o que realmente é, puro e simples em essência: Irreversível.

E, nesse momento, tudo que eu menos preciso é de uma filosofia vazia disfarçada de cura milagrosamente rápida.


[...]

Julho de 2017


Já não sei quantas vezes arrumou as malas

Amamos e brigamos mil vezes ao dia

Nem lembro quantas vezes procurei palavras

Pra te mostrar aonde nós dois juntos chegaria

Não sabe como eu corro pra cuidar de tu

Mas é verdade, eu não cuido nem de mim, eu sou um louco


Nossa rotina havia se tornado algo como um ioiô, vai e volta até desandar de vez, pelo menos nas mãos de qualquer pessoa menos hábil com o brinquedo. Ainda não sei definir se tenho habilidade ou não, tendo em vista que, ao longo dos últimos meses, nossa relação vagava entre o controle absoluto do brinquedo e o desandar completo e ter a corda toda embolada, do pior jeito e sentido que esta oração poderia possuir.

Estava mais uma vez ali, naquele motel fajuto e baratinho da esquina do bar de um português marrento que também era dono do maldito motel. Eu odiava aquele lugar, mas odiava mais ainda o fato daquele português maldito, seu Mário o nome do infeliz, ficar resmungando sobre as lésbicas treparem mais uma vez no quarto 23. Eu odiava aquele corredor de piso encardido e o cheiro de desinfetante de lavanda, que tentava disfarçar o odor pungente do cigarro, impregnado nas paredes. Odiava mais ainda o espelho quebrado no teto do quarto e como ele sempre me desfavorecia com aquela rachadura grotesca e o pedaço que faltava no canto esquerdo. Odiava, principalmente, Moon Byulyi que adorava cada canto daquele lugar. Desde as paredes encardidas, ao piso lustrado, o cheiro terrível de lavanda, cigarro e maconha das cortinas, até o seu Mário português.

Mas eu estava ali, e pelos mesmos motivos de sempre. Estes que possuíam nome e sobrenome asiático e difícil de pronunciar.

Nós brigamos, de novo, e ali era o nosso ponto de encontro para fazer as pazes. Ela chegaria atrasada, como sempre, o que me daria tempo de pensar em desistir e sair daquela espelunca com a minha dignidade intacta, ou quase. Mas isso nunca acontecia, e toda vez que fazíamos amor naqueles lençóis velhos, mais um pedacinho do meu amor próprio morria. Pois é, ter a minha Lua longe de mim era a pior sensação do mundo, mesmo que não me fizesse bem, mesmo que não nos levasse à lugar algum, ou nem mesmo valesse a pena, ela era minha, tanto quanto eu era dela. E só dela.

A porta é aberta, trajando uma calça escura, rasgada e uma camiseta branca, e mesmo assim incrivelmente sexy, Byulyi atravessou o quarto sem me olhar. Deitou ao meu lado na cama e soltou um suspiro pesado de quem estava realmente cansada.

- Oi, Raio de Sol – Ela quebrou o silêncio.

- Hey – Foi tudo que eu disse, deitei ao seu lado, virada em sua direção. – Faz duas semanas.

- Senti sua falta – Biyulyi me encarou fundo nos olhos.

- Eu também senti saudade sua – Senti o leve afago que seus dedos faziam em minha bochecha, sorri com o contato. – Moon, desculpa...

- Unnie, porque está pedindo desculpas se a culpa não é sua? – Questionou, seus olhos tomando um aspecto triste.

- Eu perdi a cabeça, Byulie – Tentei argumentar.

- Eu perdi a cabeça primeiro, não devia ter me exaltado... – Ela lamentou, imaginei ela completando com “não devia ter terminado contigo de novo, foi mal”. – Me perdoa, unnie?

- Sabe que eu nunca te trairia, não é? – Questionei, os ciúmes da japa se tornaram cada vez mais doentios, chegava a ser sufocante.

- Sim, eu sei... – Se aproximou, seu hálito era puramente tabaco e Halls de morango. – Eu só não quero te perder. Me perdoa, Raio de Sol?

Aqueles olhinhos fofos, aquelas declarações e os afagos na minha bochecha apenas me levaram a murmurar um “eu te perdoaria mil vezes” ou algo tão brega quanto, para que dignidade mesmo? Ela se ergueu da cama apenas para ir ao frigobar, retirou de lá duas latas de Skol e as abriu, dando uma a mim. De joelhos na cama, a ruiva desbotada bebeu do líquido fazendo uma careta de aprovação ao sentir o amargo descer pela garganta. Já dizia o poeta, melhor gole da breja é o primeiro.

- Eu só quero que você confie em mim – Eu disse após o momento em silêncio, ela não me olhou. – Pode fazer isso?

- É claro que eu confio em você! – Ela reclamou, manhosa. – Eu só não confio em nenhum daqueles caras escrotíssimos, você não vê como eles olham pra tua bunda.

- Minha Lua, é uma oportunidade...

- Sim, eu sei... e eu não quero que você a perca, cantar é a tua paixão, desistiu do direito, contrariou os pais e correu atrás do teu sonho. Eu tenho muito orgulho do meu Raio de Sol – A ruiva se aproximou, jogou a lata em qualquer lugar e espalmou as mãos por minhas coxas cobertas pelo vestido longo e florido, se encaixando no meio das minhas pernas, o que ocasionou da minha própria lata vazia ser jogada para algum canto aleatório. – Mas eu odeio ver eles te secando como se fosse um pedaço de carne.

- Exatamente do jeito que você tá fazendo agora?

- Não – Um beijo no meu pescoço, meu ponto fraco. – Bem pior.


Mas tudo porque eu gosto de sentir o gosto

Da gente brindando muito e dividindo o pouco

Eu sagitariano e ela escorpiana

Ela bate e ama, ela toca e mama

Era pra ser mais um romance, mas nós dois faz drama

Antes da parte do pornô que a gente faz na cama


Seus lábios roçaram nos meus com suavidade, pude ouvi-la suspirar a medida que eles se tocaram, em selares breves. Meus braços se enroscaram em seu pescoço, puxei seu cabelo ao senti-la buscar um contato mais profundo com sua língua, me desfazia em seus braços e boca que consumia toda e qualquer razão. Não havia sensatez que me fizesse largá-la, os gemidos ecoavam em minha garganta segundos após o início do beijo. Minha boca estava ocupada demais retribuindo a ferocidade de seus lábios e tudo em mim ardia, se desfazia e fragmentava, aquele nó irritantemente doloroso se formou no pé do meu abdômen e passei a sentir fome. Fome de seu amor, de seus carinhos... Queria tudo e um pouco mais do que pudesse ofertar, aceitando mesmo que pouco, o que de fato não era, entregando-me por completo. E eu precisava da minha Lua tão colada a mim quanto possível.

Tornava-se quase enlouquecedor nos amarmos tão ferozmente, bocas sussurrando, marcando nossos corpos que bolavam pela cama, sempre inquietos demais para ficar num único lugar. Não precisávamos ter calma ou nos conhecer mais, havíamos repetido tantas vezes aquela cena, que mesmo de olhos fechados conseguia imaginar seu corpo com exatidão em minha mente. Um recurso que usei muitas vezes para acalentar minhas noites solitárias, assombradas pela carência que me consumia e fazia minhas mãos trabalharem da mesma maneira que achava que Byulie fazia comigo e perceber que jamais seria capaz de reproduzir o prazer que sentia quando em suas mãos.

Mãos essas que agarravam minhas pernas, cravando os dedos com força na carne das minhas coxas, enquanto que sua boca atrevida descia pelo meu corpo. Meu vestido com impaciência foi arrancado de mim, quase perdi mais uma peça de roupa em suas mãos, e retribuí com a mesma urgência que regia suas atitudes, jogando-a contra a cama, dominando-a abaixo de mim para despi-la.

Peças a menos, nenhuma palavra foi feita necessária para seguirmos em frente, bastou que seu olhar incendiado e obscurecido me derrubasse sobre seu corpo. Ah, foram somente semanas que ficamos separadas, duas para ser mais exata, mas para mim não parecia isso. Como se tivéssemos longe por meses, anos, sentia tanta falta que afoita fui pulando partes que antes acharia mais que necessário para criar o clima "perfeito". E ainda que adentrasse no imperfeito daquela relação, encontrava um pouco daquilo que buscava em minha mente. Seu calor, cheiro, sabor... um complexo de sensações que vinha acompanhado ao escutar seus gemidos ainda baixos demais. Insatisfeita afundei meu rosto no meio de suas pernas, a língua abusando da sensibilidade de seus lábios íntimos. Erguendo meus olhos tinha a visão que me excitava, arrepiava todos os pelos do meu corpo e provocava pontadas em meu ventre. Ela tinha os lábios rubros, após tantos beijos selvagens, entreabertos e os olhos fortemente cerrados, a cabeça pendendo levemente para trás. Uma visão saborosa que significava entrega. Naquele instante estava entregue a mim, deixando-me prová-la e mostrar que era capaz de tomar seu íntimo com minha boca, que podia dar prazer, assim como fazia em mim.

Só minha.

Infelizmente meu controle sobre ela não durou muito tempo, quando minha língua encontrou seu ponto mais vulnerável no meio de suas pernas, isso pareceu surpreendê-la, puxando-me para cima mesmo que não tivesse completamente satisfeita. Sua boca atacou a minha, um gemido incontrolado escapou entre seus lábios e sua mão, que antes agarrava meus cabelos, desceu até minha bunda, trazendo meu quadril para mais perto do seu. Estremeci por inteiro, sentindo-se enfraquecida quando fui envolta em seus braços, e, sem muito esforço, logo ela me derrubou contra a cama, não ofereci resistência.

A sensação de seu corpo contra o meu, nossos seios roçando no outro, o deslizar suave e preciso de seus dedos em minhas pernas que se abriram para dar espaço a ela, mexia com todos os meus neurônios. Aos poucos ia me derretendo na cama que rangia alto, ainda que não cobria completamente os gemidos que saíam de minha boca. Seus dedos logo estavam no lugar mais necessitado em meu corpo, me penetrando sem menor cerimônia, enquanto que a boca trabalhava em estimular meus seios, chupando-os, deixando marcas que seriam invisíveis aos outros, tonando-se parte dos meus segredos... Ela iniciou num ritmo lento dentro de mim, para dominar-me pouco a pouco, mas eu não estava satisfeita. Agarrei seu pescoço quando ela retornou para cima, beijando-me daquela maneira que arrancava minha sensatez e me deixava sem fôlego, passei a sussurrar meus desejos, queria que fosse mais forte ao me foder. Escutei sua risada, achava engraçado quando me via agir de maneira tão suja ao falar em seu ouvido, fazendo-a estremecer e arrepiar sob meu olhar, enlouquecendo-a.

Um pedido foi o suficiente para que se dedicasse por inteiro a mim, levando-me ao ápice. Seus dedos me penetraram rapidamente, nossas respirações ficaram aceleradas e meu coração saltou no peito, parecendo que iria explodir. A dormência se espalhou em meu corpo, deixando minha mente em completo branco. Me ancorei em seu corpo ao agarrar sua cintura com minhas pernas, decidida a me entregar por completo naquela sensação que me dominava.

Afundando meu rosto em seu pescoço, mordendo-o quando meu corpo não se segurou por muito tempo, derramando-me em seus dedos sempre tão habilidosos e experientes. Deixei meu corpo suado repousar na cama enquanto sentia seus dedos no meu interior, ela sempre ficava ali, me sentindo mais um pouco, era quase que um ritual sagrado. Ela, demoradamente, retirou-os, lambendo um a um, deleitosa com o sabor do meu líquido, para então iniciar um beijo apaixonado, daqueles bem fodidos de tirar o fôlego, carregado de saudade e daquela sensação familiar de pertencer algum lugar.

Naquele momento, eu pertencia exatamente àquele lugar, nos braços da Minha Lua, mesmo que, infelizmente, seja nos lençóis velhos do motel barato do Mário Português, me olhando no espelho e, caralho que ódio, não só desfavorecendo a minha silhueta no espelho quebrado, mas também a dela.

Se bem que aquela bunda linda fica boa de qualquer ângulo.

E não importa o quanto eu diga que odiava cada canto daquele lugar, cada pedacinho de móvel, decoração, o péssimo gosto pra tinta e por último, mas não menos importante, Seu Mário, escrotíssimo dono daquela espelunca maldita. Não importa mesmo. O simples fato de tê-la ali, comigo, nos meus braços, naquele beijo apaixonado, me fez esquecer completamente de onde estávamos. Do que estávamos fazendo, e o por quê.

Era sempre assim, ao fim do beijo ela acabaria sorrindo e colando nossas testas, nós conversaríamos sobre as nossas semanas separadas, como costumávamos fazer no jantar, tocaríamos carícias e depois eu passaria a mexer no cabelo dela enquanto aqueles olhos castanhos me fitavam até a alma, como se vissem tudo que aquele pequeno gesto nutria em meu ser. Matava a saudade aos poucos, decorando cada contorno do belo rosto que Moonbyul possuía, traçando as curvas em linhas únicas, como que para memoriza-las.

- Porque está me olhando assim? – Ela perguntou, ainda me encarando profundamente.

- Assim como?

- Como se estivesse lendo meus pensamentos – Explicou, fechando os olhos para aproveitar o carinho.

- Exatamente do jeito que você estava fazendo um segundo atrás?

- Não – Se ajeitou na cama, ficando mais perto quase que roçando nossos narizes – Bem pior.

Ao serem abertos, aqueles olhos castanhos-chocolate me fitaram intensamente. Sua mão levemente repousou sobre meus quadris, nos aproximando aos poucos, deixando uma carícia maravilhosa com a ponta de seus dedos pelas curvas das minhas costas. Com a proximidade, quase que sem querer, observei seus lábios convidativamente entreabertos e, do nada, senti uma sede tremenda. Nossos narizes roçaram uns nos outros, até que o primeiro milímetro de seus lábios ir de encontro aos meus. Eu adorava aquele tipo de beijo, lento e demorado. Calmo, como eu gostaria que aquele sentimento que me domava o peito fosse. Me perdi em sensações ao notar que, involuntariamente, minhas mãos foram de encontro aos seus cabelos desbotados, lutando por mais contato.

- Promete pra mim que nunca vai me deixar? – Ela me surpreendeu com a pergunta, esta que foi feita sem movermos um centímetro sequer.

Não tive tempo de responder, ela passou a distribuir selares, primeiro nos lábios, me calando, depois pelo rosto, a franja recém cortada fazia cócegas na minha bochecha, que fora mordida várias vezes.

- Do que está rindo? – Perguntou a ruiva, em dúvida.

Pulei em cima dela com rapidez e prendi seus braços por sobre a cabeça, logo atacando aqueles lábios vermelhos extremamente convidativos.

- Faço quantas promessas você quiser – Desci os beijos por sua clavícula, me deliciando com o sabor de sua pele, me perdi na curva de seu pescoço. – Desde que seja uma troca equivalente, Moon Byulyi.

- E o que quer em troca? – Ela questionou, brevemente trocando olhares comigo, se lembrando do próprio jogo que fazia com aquela frase de anime.

Não respondi, agarrei seu mamilo esquerdo e comecei a chupa-lo com avidez. A vi se contorcer e gemer baixinho, forçando meu rosto contra a pele exposta, era meu round e eu a faria provar todo o sentimento que havia em mim, que eu nutria por ela e que ela alimentava em meu âmago. Não havia dúvidas, eu enlouqueci por aquela japa, Moon Byulyi era minha eterna perdição. Parei com as provocações e escalei seu corpo lentamente, as orbes escuras tinham as pupilas dilatadas, intensamente presas as minhas. Espalmei a palma de minhas mãos em seu peito, antes de, enfim, responder sua pergunta anterior:

- Apenas que me deixe ficar.



Notas Finais


*Pra quem não sabe, o conceito de “troca equivalente” é do anime Fullmetal Alchemist.

*A expressão em latim provém, antes de mais nada, do poeta romano Virgílio e, também, de relógios antigos.

* “Amores de segunda mão são mais baratos”(se eu não me engano) é do livro “Respeite a solidão alheia” do poeta Caio Bruno Dias.

*Possivelmente, o meme da Nicole Bahls ao qual Solar se referiu no primeiro capítulo foi esse: https://pinterest.com/pin/553309504201296628/?source_app=android

*Solar se referiu a uma estrofe em particular da música “Laje das ilusões”, onde o rapper Don L faz uma alusão ao tempo e em como ele passa diferente para cada tipo de perspectiva, sempre à frente.

eu acho que é só isso. obrigada por lerem, vocês são uns anjos


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