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História A Carta - Capítulo 2


Escrita por: e Snow_Gots


Notas do Autor


Olá.
Aqui está outro capítulo.
Queria avisar que no primeiro capítulo há um erro que já foi corrigido.
A imagem usada na capa deste capítulo também é da aplicação PicsArt.
Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 2 - O Começo-"Porquê Eu?"


Fanfic / Fanfiction A Carta - Capítulo 2 - O Começo-"Porquê Eu?"

Depois de sair de casa, lembro-me que ainda era muito cedo para almoçar, pois eram “9:12”. Então, aproveito para dar uma volta no parque. 

Entro no parque e sigo um dos caminhos de pedras. Quando chego ao final, deparo-me com um banco branco, mas este, não era um dos bancos novos, era um banco de madeira pintado a branco.

Fico a olhar para ele, a tentar imaginar há quanto tempo ele lá estava e quanto tempo ele iria permanecer lá...

Olho para o parque e noto numa zona, perto do centro, onde flores cor de rosa estavam plantadas. Perto de lá, debaixo de uma árvore vejo um grupo de estudantes, provavelmente, a preparar um picnic. 

Olho para o lado contrário e vejo duas raparigas, falando,rindo e de vez em quando correndo. 

Então noto que ainda estou em pé, olho de novo para o banco e por fim sento-me. Penso no que se passou hoje, passando pela minha cabeça cada pormenor.

Começo a rever a carta, palavra por palavra... 

Lembro-me do acidente, e das coisas que se seguiram: da ambulância, da chamada, das visitas, da notícia e do...

Olho para o céu, tentando não chorar.

Um azul claro pintava o céu, deixando para trás algumas manchas brancas, fazendo me lembrar da tristeza que eu passei nesse dia.

 Mas, o sol, como se o quisesse contrariar, emitia uma luz amarela, fazendo-me lembrar da alegria dos dias de hoje.

Olho para o relógio azul escuro no meu pulso, o vidro reluzente marcava às “9:17”, decidi então, ir para uma biblioteca lá perto que costumo visitar.

Entro pela porta feita de mármore branco, fria como o gelo, mesmo fazendo calor na rua.

Passo pela entrada e sorri-o para a senhora da entrada, e então vou para a secção de casos policiais...

Perto dos meus 12 comecei a gostar de livros de casos policiais, gostava do suspense, das perguntas que ficavam, e do decorrer da história.

Mas isto não quer dizer, que eu não goste de outros tipos de histórias.

Sempre que vou para a biblioteca passo por quase todas as estantes, desde as pequenas às grandes, das novas às velhas.

(Até acho, que a senhora que costuma estar na entrada já me conhece, e ouvi dizer que ela tem má memória).

Caminho até uma das estantes onde encontro um livro com a capa cor de gelo, “The Girl In The Ice”-(A Rapariga No Gelo).

Pego no livro e na capa, encontro um azul claro, que em contraste, tem o nome do livro, a vermelho, cor de sangue, em cima do título, serenamente, um olho fechado permanece.

Ponho o livro de volta na estante, e começo a andar pelo resto da biblioteca e então, chego numa zona onde há vários computadores.

Decido esclarecer algumas dúvidas então, vou para um computador e começo a minha pesquisa.

|Duas horas depois|

Espreguiço-me olhando para o computador: procurei, procurei e procurei... sempre achava a mesma coisa-a Snow estava morta-não conseguia entender, procurei por jornais, reportagens e até sites mais amadores.

Olhei para o relógio que tinha no pulso, este marcava as “11:30”. 

Desligo o computador e levanto-me da cadeira, ando até a porta de mármore branco da biblioteca, pensando na minha pesquisa e nas conclusões que consegui tirar:

->As notícias ainda dizem que a Snow está morta;

->Não valeu a pena estar sentada mais de duas horas numa cadeira à frente de um computador;

->Já são quase horas de almoçar.

Passo pela porta dizendo “adeus” à senhora da entrada e virando a para a esquerda no final da rua, vou para um restaurante.

O restaurante era em tons de branco e preto, e, em cima de cada  mesa brilhava toalha vermelha. O chão, feito com mosaico lembrava um jogo de xadrez e as pessoas lembravam as peças  movendo-se estrategicamente sobre o tabuleiro.

Um rapaz que parece ter a minha idade vem até à minha mesa, anota o meu pedido e vai até à cozinha, desaparecendo atrás da porta branca.

Examino o restaurante, das paredes cinzentas ao teto preto.

Enquanto estou à espera do meu pedido, recebo uma mensagem. 

Verifico que a mensagem é de um contacto anónimo e esta dizia: "não te esqueças do nosso encontro".

Espantada olho para a tela do telemóvel, lendo e relendo a mensagem, e, olhando à minha volta para me certificar que ninguém me estava a observar.

Rapidamente olho para a janela que ficava no meu lado direito. Olho e olho até que sinto uma mão no meu ombro, fico paralisada, e então, virada ainda de costas, ouço uma voz.

-Estás à espera de alguém?- assusto-me ao ouvir aquelas palavra, então, penso durante um momento e lembro-me a quem pertence aquela voz.

-Vanessa!- digo espantada virando-me para a direção da voz. -O que fazes aqui?- digo levantando-me para poder ficar à mesma altura que ela. 

-Nós viemos cá jantar-diz apontando para a pessoa a seu lado.

-Olá Brown, já acabaste de entregar as cartas e encomendas?-digo sorrindo maliciosamente quando digo o nome "Bronw".

-Sim, por hoje está tudo entregue e então combinei com a Vanessa vir aqui almoçar- diz ignorando o meu comentário.

-Já sei!-diz Vanessa- vamos almoçar os três!-ela olha para o lugar à minha frente e para o meu prato vazio- a não ser que estejas à espera de alguém.

-Podem se sentar, não estou à espera de ninguém- digo corando instantaneamente.- E também não almoço contigo desde a Faculdade, então vamos aproveitar esta oportunidade.- olho para Bruno- Mas só, se o teu carteiro concordar- digo olhando para Vanessa.

-É claro que ele concorda- diz ela rindo, e olhando para ele logo em seguida pois este já estava de costas a caminhar 

-Então sentem-se -digo apontando para os lugares à minha frente -Ela segura-o pelo braço e os dois vão para os lugares à minha frente, acabando por ficar a Vanessa à minha frente e Bruno no seu lado contrário.

O mesmo rapaz de antes, aparece com o meu pedido e, Bruno e Vanessa aproveitam para fazer o seu.

Olho para o relógio, pois este dizia que faltavam 1h e 47 minutos para o meu "encontro".

Olho para a rua através da grande janela à minha direita, observando todas as pessoas que passavam, todos os carros.

-Hey!- Olho para a direção da voz e deparo-me com Vanessa a olhar para a mesma direção que eu, momentos atrás -Tens a certeza que não estás à espera de alguém?- diz virando-se levemente para mim.

-É que eu v_ -paro de falar quando vejo um tabuleiro ser pousado em cima da mesa -acho melhor começarmos a comer, o que acham?- digo pegando nos talheres.

-Acho melhor começar a comer e fingir que não mudaste de assunto -diz o Bruno pegando nos talheres também.

Começamos a comer, e a conversar. Eu, ia de vez em quando olhando através da janela, verificando todos os rostos que passavam.

|Uma hora depois:|

|Muda de visão|

Começo a andar entre as pessoas, passando rapidamente pela multidão. Cerca de uma hora atrás passei no restaurante e vi-a, espero que ela não se esqueça.

Caminho em direção do beco entrando nele, então encosto-me à parede olhando para a minha mão. Esta, guardava uma carta-"espero que dê tudo certo"-digo olhando para ela enquanto passava-a de uma mão para a outra...

|Volta a visão da Lee|

-Dsculpem, mas tenho de ir. Tenho de encontrar uma amiga- digo chamando o rapaz e pedindo a conta- está aqui- digo dando o dinheiro.

-Tens mesmo de ir?- diz Vanessa com uma cara triste.

-Sim tenho- digo olhando para ela- aproveita para ficar com o teu namorado- digo olhando para Bruno- Adeus.

Saio do restaurante e vou até casa pegar uma mochila preta e pequena, onde acabo por guardar uma lanterna, um lápis e um bocado de papel, um canivete e o meu telemóvel.

Entro no elevador quando saio do apartamento vou em direção do beco mencionado na carta.

Quando chego lá, noto que não dá para ver dentro do beco por causa da ausência de luz. Abro a mochila e agarro na lanterna, apontando-a para o beco. Consigo ver uma sombra que se ia aproximando cada vez mais.

|Muda de visão|

Aproximo-e cada vez mais, andando em direção do início do beco. 

Olho da escuridão para a pessoa no início do beco, aproximo-me um pouco deixando a minha cara ainda escondida…

|Volta a visão da Lee|

Vejo a sombra se aproximar cada vez mais, até ficar só com a cara tapada pela escuridão.

-Pelo que parece vieste- diz a sombra continuando quieta.

-És mesmo tu?- digo apontando para a sombra, quase chorando.

11 qua-Quem esperavas que fosse?-diz a sombra agarrando-me no braço e puxando-me mais para dentro do beco.

-E-Eu n-não s-sei…-digo começando a chorar- e-eu p-pensei q-que e-estavas m-morta -digo dando-lhe um abraço e chorando ainda mais.

-Então consegui o que queria -diz ela agarrando-me nos ombros, fazendo-me olhar para ela, com a cabeça ela aponta para uma das mãos, onde se encontrava uma carta -queres abrir?

Olho para ela e ela ri-Ok percebi, queres abrir- ela larga os meus ombros- Está aqui.

Olho para a carta atentamente, " o que pode lá estar?".


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Peço que passem pela conta da Snow_Gots, porque ela continua a apoiar-me e a pedir para eu escrever mais.
Adeus e até o próximo capítulo


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