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História A Carta do Baú - Segunda Temporada. - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Oooie, pessoal! Voltei sete da manhã mesmo pq acabei de ganhar mais um favorito... E sabem o que isso significa?? 🤭❤🤗

CHEGAMOS A 50 FAVORITOS!!! AAAAAAAAAAAAAH! EU TO MUITO FELIZ, GENTE! MUITO OBRIGADA MESMO! ❤💥🤭✌💖

E como chegamos a 50 favoritos, eu tenho uma surpresinha para vocês! 🤭🤗💖 HOJE TEM CAPÍTULO DUPLO, NENÉM! ksksksksksk

Um agora e o outro mais para a meia noite, até pq, coincidentemente, um completa o outro 😅😁💘

Então, podem ir curtir esse capítulo que eu amo muito! (ESTAVAM COM SDDS DA MJ?!) 💖🤗

Bjs

Capítulo 28 - Um tempo.



Acordei com uma dor de cabeça enorme e latente. Mas graças a Deus, eu estava sozinha. Havia um bilhete dizendo que Bucky tinha aparecido para levar as crianças para a escola, que Tony ia pessoalmente pegá-las, e que Fury desejava falar comigo. 


Ignorei. 


Fiz um café sem a menor pressa e coloquei roupas de ginástica. Primeiro, pensei em ir para a academia da Shield, mas desisti ao pensar que ele podia estar lá. Afinal, se ele ia me dar um tempo, então, eu ia aproveitar esse tempo. 


Não mandei ele fugir! Muito menos, mentir... 


"Esquecendo" que eu tinha um horário de trabalho à cumprir, fiz uma corrida de cerca de cinquenta minutos até o Central Park e parei em um banco, tomando um café. 


Eu tentava evitar pensar nos problemas que ter descoberto essa maternidade da Natasha iam me causar. 


Deus, por quê minha vida tinha que ser tão complicada assim? Eu não podia ter sido gerada por pais normais, com empregos normais em uma familia normal? Eu não podia ter continuado minha faculdade de letras e design gráfico e hoje ser uma redatora, como eu tinha planejado? Será que eu não podia ter me casado normalmente com um cara normal e ter filhos normais? 


Suspirei, terminando o meu café. 


Não, Katherine Anne Smith não era normal. 


Eu era filha da viúva-negra, também  conhecida como minha comadre, sogra da minha filha e uma das minhas melhores amigas. 


Eu tinha filhos com o ex-amante da minha bisavó adotiva. E como se isso não bastasse, eu também tinha filhos com o ex-caso da minha mãe biológica. 


Maldito carro que não me acertou na Times Square... 


Passando a mão pelo rosto, comecei a observar uma família brincando alí por perto. Eles estava jogando Frisbee para um cachorro peludo ir pegar. O filho mais novo devia ter uns três anos. 


Meu coração apertou. 


Eu sabia que Bucky não tinha me abandonado: Eu dormi no sofá e de manhã, tinha um travesseiro comigo, embaixo da minha cabeça (só ele se preocupava com a dor que eu sentiria no pescoço), ele levou as crianças para a escola e disse ao Sam onde estava. 


Mas acho que eu ainda não estava pronta para ver ele. Na verdade, se eu não tivesse os gêmeos e o Dylan, eu pegava o primeiro avião rumo à qualquer lugar e sumia no mundo. 


-Tem alguém sentado aqui, moça? 


Levei alguns segundos para responder porquê não percebi que o homem havia falado comigo. Neguei. 


-Você está distraída mesmo, né, Katy? 


Franzi a testa e olhei o homem. 


Comecei a rir quando reconheci Peter. 


-Desculpe, Aranha. Eu estou com a cabeça longe... 


Ele assentiu, pousando a mochila no colo e sentando ao meu lado. 


-Eu sei. O Tony me ligou avisando da confusão. Você e o Bucky não vão se separar, não, né? 


Encarei meu tênis, sem saber o que fazer. Peter esperou, batendo as duas perninhas de ansiedade. Mesmo com quarenta, tinha vezes que ele parecia só um garotinho! 


-Katy? 


-Hm? 


-Que é isso no seu dedo? 


Segui o olhar dele e bati com o olho na aliança. Dei uma risada seca, escondendo a mão. 


-Nada importante, agora. Bucky me deu para simbolizar nossa união, só isso. Não vou casar, nem nada. 


Ele assentiu. Ficamos um longo tempo em silêncio até ele começar a reclamar de fome e fomos até um restaurante alí por perto. 


É claro que eu estava mais calada que o normal e que, por conta disso, Peter conseguiu arranjar assunto até sobre baratas e a forma que gostávamos do miojo... 


Duas crianças, praticamente. 


E piorou ainda mais quando decidimos que íamos dividir um sundae, mas acabei ficando com a maior parte depois de uma disputa tão acirrada que tivemos que pegar guardanapos para nos limparmos. 


No final da tarde, enquanto estávamos passeando por um shopping depois de Peter insistir que tínhamos que ver um filme que tinha acabado de estrear, recebi uma ligação de Tony avisando que já tinha levado as crianças para a Torre e que a Rebecca e o Bucky estavam por lá. Inclusive, que ele queria saber se eu ia demorar, porque Dylan pediu para ver um filme e ele precisava da resposta para saber se ia ficar ou se ia embora. 


Controlei a vontade de socar a cara dele apenas porque Bucky não estava por perto. 


Encarei Peter, que deu de ombros. 


-Já avisei a MJ o que houve e que ia ficar com você, então... 


Peguei a mão dele e apertei de leve, sorrindo, ao constatar a sorte grande que eu tirei ao ter Peter como meu melhor amigo, mesmo que na maior parte do tempo, ele me estressasse. 


Confirmei com Tony que ele podia ficar com os meninos na Torre por hoje, porque eu ia para a casa do Peter. 


E, realmente, fui. MJ estava assistindo um documentário quando chegamos, carregados de pizza. 


-Pelo menos, me diz que pagaram essas? 


Eu ri, me jogando em cima dela, enquanto Peter revirava os olhos e dava um beijo na testa dela. 


-A gente só fez isso uma vez, MJ! E além disso, nós pagamos depois... 


MJ ergueu uma sobrancelha. 


-É? 


-Aham! - Confirmei. - Só que levou uns três meses porque a gente não teve dinheiro antes, lembra? 


Peter riu. 


-Olha, até tivemos... Mas gastamos para ir patinar no gelo, lembra? 


-Ah, é verdade! 


Começamos a rir. Notei um olhar da MJ para o Peter, que pegou uma caixa de pizza e disse que ia ver a Anne May. 


Recostei no sofá. MJ ficou me encarando. Suspirei. 


-Vai, Michelle! Pergunta! 


-Você se separou? 


Franzi a testa. 


-Não... Ainda não. Na verdade, não sei. - Engoli o nó da minha garganta. - Ele disse que só está me dando um tempo, sabe? 


Ela assentiu. Depois bufou, prendendo os cabelos. 


-Nossa, cara... Que loucura, Não?! Quero dizer... O Tony explicou, explicou, explicou mas não disse nada no final. O que aconteceu? 


Comecei a explicar para ela que a crise que eu tive no casamento, não foi só provocada por falta de comunicação  ou responsabilidades em excesso, mas sim, porque, aparentemente, Bucky não conseguia olhar para a minha cara sem achar que eu deveria saber que era filha da Natasha. 


-Quer saber? Antes de você prosseguir, vou pegar uma cerveja para nós! Precisamos encher a cara! 


-Michelle, eu não fico bêbada. 


-Ótimo! Eu fico por nós duas! 


Comecei a rir. Alguns minutos depois, ela voltou com três cervejas e me entregou uma.


-Tá... E como você tá com isso? 


Dei de ombros, rodando a garrafa. 


-Sinceramente? Chocada e ainda sem acreditar. E tô me sentindo horrível... 


-Imagino... Mas você acha que isso altera algo no modo de vocês se relacionarem? 


-É claro! Como vou confiar agora que Bucky não está me escondendo mais nada?! 


-Eu estava me referindo à Natasha... 


Senti as bochechas esquentarem. 


-Ah, claro... Não sei. Talvez, não. Depende dela. Não faz tanta diferença assim para mim. 


Ficamos jogando conversa fora até dar onze e meia da noite e acabarmos com as pizzas. Ela riu, quando comi o último pedaço. 


-As vezes, esqueço que você é uma supersoldada! 


Dei de ombros. 


-Eu esqueço também, então, está perdoada. 


Mj segurou a minha mão. 


-Katy, você sabe que é bem vinda aqui pelo tempo que precisar, não? 


Puxei ela para um abraço. 


-Eu sei, Mj, muito obrigada! 


-Maaaaaas... - Ela riu. - Vai ter que ajudar na louça! Não vai pensando que vai morar de graça, não! 


Começamos a rir. Eu fiquei no quarto de hóspede e confesso que foi muito difícil dormir naquela noite. 


Não só naquela como nas outras dezesseis seguintes. De dia, eu ficava na Shield fazendo meu trabalho. No fim da tarde, eu ficava com as crianças ( que se mostraram extremamente compreensivas e maduras sobre esse novo estilo de vida, apesar do medo claro de eu e Bucky nos separarmos), e de noite, Bucky ficava com eles, enquanto eu ia para o apartamento do Peter. 


Não tinha mudado muita coisa, parando para pensar, já que Bucky sempre teve mais tempo livre que eu. 


Anne May era quem mais estava gostando da minha presença na casa, já que não desgrudava um único minuto de mim. 


-Ah, Katy... - Peter chamou da sala, enquanto eu ensinava a Anne May a bloquear um soco cruzado. - Você vai no casamento da Karen? 


O casamento? Nossa, eu tinha mesmo esquecido... 


-É quando ? 


-Sábado. 


-Esse? 


-Não, Katy! - Mj reclamou. - Daqui a um ano! É óbvio que é esse, criatura! 


Dei de ombros, mesmo que eles não tivessem vendo. 


-Talvez. Quem vai? 


-Literalmente falando, todo mundo! 


Revirei os olhos. Tinha esclarecido muita coisa. Fui atingida com um soco na boca do estômago, o que fez Anne May tampar a boca e arregalar os olhos. 


-Ah, meu Deus! Desculpa, dinda! Eu não vi que você não estava bloqueada!


-Sem problema, Anne... 


Não tinha feito nem cosquinha, mas para dar uma moral a ela, fingi sentir falta de ar e que tinha sido um soco muito bom. Ela ficou toda orgulhosa E foi mostrar para o pai. Escutei o momento exato em que Peter foi acertado com um soco e tive que controlar a gargalhada. 


Acabei batendo com o olho no meu anel e nos meus cordões. Eu sentia tanta falta do cheiro, do toque, do beijo dele... 


Olhei para o meu celular, relendo as últimas mensagens trocadas. E a última ligação. Dezesseis dias de silêncio. Dezesseis dias de um constante gosto amargo na boca do estômago, mais conhecido como decepção. 


Fechei meus olhos. Eu só queria escutar ele me chamar de Boneca de novo... 


-Katy! Seu paiger está tocando! - MJ gritou

 


Corri para atender ele, enxugando uma ou duas lágrimas que insistiram em cair. Era Fury. 


-Ah, oi... 


-Sabe, fazem algumas semanas que pedi para você comparecer na minha sala, Smith. Eu fui ignorado? 


Respirei bem fundo, enquanto apoiava o paiger na mesa. 


-Mais ou menos, Senhor. Eu precisava ficar sozinha, digerir isso tudo... 


Ele assentiu. Depois, suspirpu. 


-Você e o Bucky...? 


-O que tem? 


-É que eu escutei um boato de que vocês estão solteiros. 


Fiquei em silêncio, tentando pensar se era só fofoca ou se isso significava que nos separamos de vez. Ele tinha seguido em frente?


Não. Óbvio que não. 


Eu estava só paranóica. 


-Bem, não que isso seja da minha conta mas... 


-Estamos... Dando um... Bem, nós demos um tempo. 


Fury assentiu e coçou o queixo. 


-Nesse caso, Smith, eu tenho que admitir... Caso se separem, vou ficar profundamente triste, já que a culpa será minha. 


Cruzei os braços. 


-Por que sua culpa se foi ele que me escondeu?! 


-Porque o Bucky só escondeu porque eu pedi e enchi a cabeça dele e dos outros dois palermas de que isso era perigoso para vocês duas e para os seus filhos. Foi esse argumento que fez o Bucky parar de insistir que deveríamos contar. 


Senti o músculo do meu queixo tremer e denunciar o meu choro. Engoli  em seco. 


-Tá, que seja! Mas você não ligou para fofocar minha vida amorosa, ligou, Fury? 


Ele deu um sorriso. 


-Não mesmo. Tenho uma missão para você, consiste em entrar sem ser vista, recolher dados realizando um upload, e sair. 


-Apenas isso? 


-Claro! 


-Para quando e onde? 


Fury suspirou. 


-Esteja na minha sala amanhã, às oito. Sem atrasos. 


Sem atrasos? Eram duas da manhã, logicamente, não seria sem atrasos... 


Dito e feito! Oito e meia eu estava saindo pela janela com Peter me segurando no colo, enquanto íamos pulando de prédio em prédio.



Não era uma boa sensação, mas era como correr com Pietro: Horrível, porém, uma hora você acostuma. 


Em alguns minutos, chegamos na porta da Shield. Alguns agentes ficaram olhando quando Peter me pôs no chão, e eu tirei um pente da mochila, tentando abaixar o cabelo, sem muito sucesso. 


Peter só tirou a máscara do Homem-Aranha quando chegamos no elevador. 


Nos despedimos e eu fui até a sala de Fury, que autorizou a minha entrada minutos depois. 


Entrei, guardando o paiger, o celular e o carregador que eu tinha tirado de dentro da mochila, para achar minhas chaves. 


O chaveiro da rua me adorava! 


Desisti recolocando tudo no lugar. Fury pigarreou.


-Eu tenho uma missão para vocês, Smith... 


-Vocês?! - Ergui a cabeça e olhei ao redor. 


Bufei, irritada. 


-É, Katherine... Vocês. 


Fuzilei Bucky com os olhos, no canto da sala, olhando pela janela de persianas. Ele nem ao menos se mexeu ou desviou o olhar da rua. Parecia concentrado. Até demais... 


-Ah, não... - Exclamei, me deixando cair na cadeira. 


-Ah, sim... - Fury sorriu, com deboche. 


Finalmente, o Soldado Invernal virou e me encarou. 


Notas Finais


Ai, como esse capítulo me fez chorar e sofrer, gente! 😭😪😥 Eu não consigo, sério, ver esse casal separado. Eu que sou cadelinha de Katucky chorei escrevendo e acabei de chorar revisando 🤦🏻‍♀️😐

VOCÊS ACHARAM MESMO QUE NÃO IA TER MAIS SOLDADO INVERNAL? KKKKKKKKKKKKKKKKKK Teremos.

Soltei a bomba e saí correndo! 💥😁

Espero que tenham curtido esse! 💘😁
Até daqui a algumas horas! ❤💖💥
Bjs


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