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História A Carta do Baú - Segunda Temporada. - Capítulo 47


Escrita por:


Notas do Autor


Oooie, Gente! Olha, esse capítulo ainda está tranquilo e eu amo ele... ❤❤❤

Por dois motivos: Vamos conhecer duas pessoas novas e...

Será se tem alguém que ficou curioso com o Yan? Pq aqui, vamos explicar melhor a origem dele e como o Yan foi parar com a Nat e o Steve 😍

Eu espero que gostem! 💖💖💖

Ah, e obrigada ao novo favorito! 🤭😍

Bjs 💋💋

Capítulo 47 - Ganhando um irmão.



Quando Bucky me falou que ia dar um jeito de fazer com que eu me sentisse amada, eu não sabia que, com isso, ele queria dizer sufocada. 


Tudo bem, eu precisava de carinho e estava amanda passar esses dias cercadas por ele e pelas crianças, não posso negar e seria muita sacanagem com eles. Afinal, eu mesma me botei nessa situação e é óbvio que eles ficara extremamente preocupados. 


Mas o excesso estava me sufocando. Mesmo. Eu mal podia coçar o nariz sem que Carter perguntasse se queria que ele  coçasse as costas. Ou então, mal podia me trancar no banheiro para respirar que Ruby vinha atrás perguntando se estava tudo bem. E Bucky me enchendo de macarrão com queijo e torta de peito de peru com requeijão. 


O único que não estava me sufocando tanto era Dylan. Afinal, ele só queria ficar do meu lado, dormindo, brincando com a Hope ou só assistindo desenho. 


Eu tinha que ir duas vezes por semana na Shield para acompanhamento psicológico e neurológico (o que era verdadeiramente, estressante). Além de Bruce ter prometido que ficaria me monitoriando, e a Caroline também. 


Nikki era outra que estava me irritando, mas eu sabia que ela só estava tentando ser uma boa amiga e um bom apoio, assim como Peter e Natasha. E Sam. E Pietro. E Clint. E todo o grupo... 


Enfim... 


Assim que tive oportunidade, saí do psicólogo uns minutos mais cedo e me vi sozinha, pela primeira vez, em quase dois meses. 


Respirei fundo, cumprimentando as pessoas que passavam por mim e mandando uma mensagem para Peter. Mas parei, assim que ouvi uma voz me chamando. Virei e encontrei Scarlett sorrindo amplamente para mim. 


Dei um sorriso e a abracei. 


-Meu Deus, Katy! O Sam me disse tudo que houve... Você está bem? 


Acenei com a cabeça e começamos a andar pelo  corredor. 



-Sabe como é, né? Podia estar melhor, mas não vamos reclamar... Eu estou viva, o pessoal e meus filhos também... 


Scarlett sorriu e entendeu. 


-Claro, claro... Posso fazer uma pergunta meio... Pessoal? 


-Claro que sim! - Falei. - Sou toda ouvidos! 


Scarlett abaixou o tom de voz e parou no canto do corredor, encostada na parede, ao lado do quadro de avisos. 


-O que houve por lá? É verdade que você virou uma super-Soldada? 


Suspirei. E confirmei, contando a história toda a ela. Achei que, no fim, ela me julgaria por ter abandonado e tudo e ido atrás da Yelena, mas ela só sorriu e se empolgou. 


-É por isso que eu adoro você, Katy! Sério! Você é espontânea e impulsiva e incrível! 


Eu ri, sem graça, sentindo minhas bochechas esquentarem. 


-Sou irresponsável também. E minha irresponsabilidade quase matou todo mundo...


-Mas não matou! - Scarlet exclamou. - Olha, agora eu tenho que ir, está bem? Tenho que apresentar um plano de contenção viral junto com o Bruce, mas vou comentar com a Julie. Acho que ela pode ajudar... 


Agradeci, mesmo sem entender em quê a Julie poderia ajudar. Afinal, Yelena tinha sumido de novo do mapa e a equipe inteira estava de olho em mim, Natasha, Clint e Rebecca. Mal podíamos conversar sozinhos sem que se metessem e achassem que estávamos armando outro plano mirabolante. 


Continuei andando pelo corredor, sentindo meu estômago roncar e pensando que eu poderia ir até a lanchonete e comer qualquer outra coisa que não fosse torta e macarrão. 


Como me animei com a idéia, em dois minutos eu estava andando para lá, com o passo mais firme e rápido, antes que alguém me interceptasse e quisesse me fazer companhia.


Estava já vendo a lanchonete e desejando o sanduíche de frango barbecue quando alguém segurou meu pulso. 


Meu primeiro reflexo foi virar e tentar socar, mas freei no último segundo, quando Yan se esquivou para o lado, rindo. 


-Hey, maninha! Calma! Sou eu 


Respirei beeeeeeeeem fundo. Abri as mãos e soltei meu pulso, tentando fazer uma cara séria, enquanto cruzava os braços. 


-Você está louco, Yan? Tá querendo levar um socão? 


Ele riu e deu de ombros. 


-Eu te chamei, Tia Katy. Só que você não ouviu. 


Dei um pequeno sorriso e o encarei. Mesmo que eu soubesse que seria impossível ele ser filho do Steve, eu conseguia ver o quão parecido eles eram. 


-Você tem que decidir como vai me chamar, Yan... Tia, Dinda, sogra, maninha... 


Ele deu uma risada e ficou vermelho, coçando a nuca. 


-Ah... Bem, acho melhor eu te chamar de tia. 


-Okay. 


-Mas... Você é minha madrinha, né? Então... Dinda? 


Dei um olhar de esguelha para ele. Yan  continuou o monólogo, com um sotaque tão carregado que só depois, notei que ele estava falando russo. Ainda não tinha me acostumados com o fato de falar russo perfeitamente. 


-Mas é minha sogra também. Então, acho melhor na frente da Ruby e especialmente, do Bucky, te chamar de sogra... 


Dei um sorriso de canto. 


-Porém, nada me impede de te chamar de maninha para te irritar ou irritar minha mãe. - Yan desistiu e bufou. - Katy. Eu vou te chamar de Katy. Já tenho dezoito anos, sou praticamente um homem. Vou te chamar de Katy. 


 Comecei a rir e enlacei o braço em volta do braço dele. Yan tinha os mesmo um metro e setenta e dois que eu. 


-Tá bom, mas não esqueça de que eu sou mais velha que você! 


-Não esqueça que eu fui o primeiro filho! 


Revirei os olhos. 


-Só porqur eu quis causar uma entrada triunfal! 


Yan caiu na risada. 


-Mais triunfal do que sair correndo com a blusa pegando fogo e chorando? 


Ponderei e fiz uma careta. 


-Ah, tá bem! Você venceu! - Fiz uma pausa. - Ainda tem as cicatrizes, não é? 


Yan concordou e deu um suspiro. 


-Sim. Elas incomodam um pouco quando estico as costas, mas já estão bem melhores. 


Eu ainda lembro do exato momento em que Natasha ficou sabendo que o menino que tinha saído correndo de um prédio em chamas, direto para ela, tinha ficado órfão e a família do pai rejeitou ele. 


Naquele momento, eu soube que Natasha tinha encontrado o filho dela e a apoiei em todo o ano que o processo de adoção e de mudança de nacionalidade levou. 


Yan tinha crescido e era um menino lindo. Mal dava para reconhecer o garoto tímido e triste que ele foi nos primeiros anos. 


Na verdade, parando para pensar... 


Eu não sei dizer qual foi o momento exato em que eu soube que o Yan tinha se apaixonado pela Ruby. Mas sei que desde que a Ruby tinha encarado como uma missão pessoal ajudar o Yan a se ajustar no mundo, eu tinha certeza que assim que pudessem ficariam juntos. 


Notei que Yan me chamou mais de uma vez e sacudi a cabeça, afastando as lembranças. 


-Ah... Sim? Desculpe... Eu estava meio longe... 


Yan deu um sorriso. 


-Eu percebi, né, Katherine? Eu só perguntei se posso ir para a sua casa hoje, para falar com a Ruby. É só dizer o horário que vocês estão em casa. 


Dei um longo bocejo e  comentei. Já estávamos na porta da lanchonete. 


-Pode, se lanchar comigo. O Bucky está em casa a partir das oito, mas daqui a pouco, eu estou indo para lá. 


Yan concordou e sentamos em uma mesa no final do restaurante. Pedimos dois sanduíches de frango barbecue e refrigerante e começamos a comer, em um silêncio confortável. 


-Sabe? - Yan comentou em russo. Provavelmente, para ninguém mais ouvir. O encarei e ele prosseguiu. - Quando eu aimda morava na Rússia, tudo que eu mais queria era um irmão. Passei anos pedindo aos meus pais um irmão. Um belo dia, minha mãe descobriu que estava grávida e me lembro que foi o dia mais feliz da minha vida no auge dos meus oito anos. Só que... Quando minha irmã nasceu, aconteceu o incêndio... 


Parei de comer o sanduíche e segurei a mão dele. 


-Sinto muito. 


Ele dei um sorriso triste, mas logo voltou a ficar animado. 


-Mas eu não tô triste. Sabe por que? 


-Não.


-Porque eu perdi uma irmã e achei que nunca mais teria. Mas olha só para nós dois! Somos irmãos! Não de sangue, claro... E é estranho, eu sei. Mas... Eu gosto de você, Katy. E eram momentos como esses que eu sempre imaginei que eu teria  om a minha irmã... Você está chorando? 


Dei um abraço nele, que Yan demorou a corresponder, surpreso. Mas depois, também abraçou bem apertado. 


-Se você quiser... - Comentei, o soltando e enxugando algumas lágrimas. - Podemos ter nossos momentos tia e sobrinho, sogra e genro... Mas podemos ter também o de irmão e irmã, que tal? 


Ele ficou vermelho e negou, sem jeito. 


-Ah, não! Não precisa fazer isso, Katy... Foi só um comentário causado pela situação... 


Dei um soquinho no braço dele. 


-Não estou fazendo por pena. Quando eu era pequena, eu sempre quis ter uma irmã ou um irmão. E um cachorro. 


Yam me olhou por cima do sanduíche e sorriu. 


-Não se importa mesmo de dar atenção para um moleque de vem em quando? 


Neguei. 


-Claro que não! 


Yan abriu um sorriso enorme. 


-Então... Por mim, tudo bem, maninha! - Ele apontou um dedo para mim e fez uma expressão séria.  - Mas a próxima vez que você sumir... 


Revirei os olhos. 


-Já sei! Vai puxar minhas orelhas! 


Ele riu e negou. 


-Na verdade, eu ia dizer que vai ter que me levar junto! 


Começamos a rir. 


-Katy! - Ouvi a voz de Steve soando alto e Yan engasgou com o sanduíche. 


Comecei a dar tapas nas costas dele enquanto olhava Steve vindo até nós com um sorriso enorme no rosto e todo suado e molhado. 


-Ué, você não ia para casa, Yan? - Steve perguntou, assim que Yan chegou perto. 


-Culpa minha. - Falei. - Eu sequestrei meu irmão para me acompanhar em um lanche. 


Steve sorriu, cruzando os braços. 


-Aaah, sim! - Deu um tapa no ombro de Yan, carinhosamente. - Viu? E você com medo de perguntar a ela se podia ser irmão dela... Eu e a Ruby falamos que a Katy é a pessoa mais legal do mundo, não falamos? 


Dei um risada, enquanto Yan ficava quase roxo de vergonha. 


-É... 


-Ah, mas eu não vim aqui discutir isso com você! Eu vim chamar a Katy para subir comigo porque tem duas pessoas querendo conhecer elas. 


Franzi a testa. 


-Duas? Quem? 


-Você vai adorar, Katy! - Steve me puxou pela mão. - Eles acabaram de chegar e já perguntaram umas quinhentas vezes sobre você... 


Olhei para Yan, que deu de ombros. Me deixei ser arrastada. 


-Espera, Steve... Tenho que encontrar o Bucky em alguns... 


-O Bucky está lá em cima, Katy! Vem logo! 



Me deixei ser arrastada até o andar da clínica Médica. Claro que fiz mil perguntas, mas Steve não respondeu nenhuma. Só quando saí do elevador, me dei conta de quem eram as duas pessoas e saí correndo, depois de parar na recepção, para achar o quarto de Wanda. 


Assim que me aproximei, ouvi uma enorme confusão por conta de Pietro não querer deixar o Jack e o Jeff segurarem os primos no colo, enquanto Wanda e Visão disseram que podia. 


-A Wanda estava sozinha comigo lá em cima quando começou a dar a luz... - Steve comentou, atraindo a atenção de todo mundo para mim. - Tive que trazer ela correndo com o Bucky. 


Andei até o bercinho dos gêmeos e os encarei, com um sorriso lindo. Me deu vontade de chorar, afinal, eu fui a primeira a saber da existência deles e era a madrinha. Eu sentia como se os sobrinhos fossem meus. 


-Eles são tão lindos, Wanda! - Exclamei, me jogando em cima de Wanda. Ela retribuiu o abraço. 


-Eu sei! Eu nunca achei que... Mas ele são tão... - Wanda não estava nem conseguindo falar de tanto que chorava. 


-A Wanda não conseguiu parar de chorar ainda um único minuto! - Bucky comentou, sorrindo, enquanto se abaixava do outro lado dela e dava um beijo no alto da cabeça de Wanda. - Parece uma torneira! 


Começamos a rir quando Wanda deu um tapa no braço de verdade de Bucky. 


-É claro que ela está chorando! Eles são a cara do Visão! 


-Pietro! - Todo mundo reclamou e ele só riu, segurando os dois filhos pela mão. 


-Posso segurar? - Perguntei. 


Wanda e Visão concordaram e ajudaram a mim e ao Bucky ao segurar, embora não muito, já que tínhamos três experiências. 


-Esse é quem, Visão? - Perguntei. 


Visão olhou de um para o outro e suspirou, negando. Então, olhou para Wanda, que sorriu e revirou os olhos. 


-Wicanno. Ele tem uma pintinha no queixo. E o que o Bucky está segurando é o Céleres. 


Bucky deu uma risada. 


-Que vergonha, Visão! Não sabe quem é quem? Eu nunca confundi! 


Bufei e o encarei. 


-Você colocou um vestido no Carter quando ele tinha três meses, Bucky. 


Todo mundo riu, menos Bucky. Ele só franziu os olhos e bufou. 


-Eu não tive culpa! Eu estava com sono, Katy! 


-Mas fez! 


Ficamos trocando experiências e rindo um dos outros até Laura, Laila e Clint aparecerem com lembrancinhas. Depois de garantir que Wanda e Visão não precisariam de ajuda nos primeiros dias dos gêmeos, Bucky conseguiu me arrastar de volta para casa, junto com Yan, Natasha e Steve. 



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