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História A casa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá.


Boa ilusão S2

Capítulo 2 - "GD"


Depois do jantar eu vou dormir.
Deito na minha caminha.
Ahh, como isso é bom.
Estou quase pegando no sono, quando escuto barulhos de alguma abrindo a minha porta, e começando a andar no teto.
"Que merda é essa?"
Escuto seus passos cadê vez mais próximos.
Dou uma espiadinha.
A um monstro.
Magro, com uma boca larga, dentes afiados, possui garras.
Fecho os olhos bem rápido.
"É um pesadelo s/n, um pesadelo, ele não vai te fazer mal."
O bicho começa descer pela parede, até chegar no chão.
"Alguém me ajuda"
Ele começa a subir na minha cama, e fica em cima de mim.
"Socorro."
Seu cheiro é de carne podre, sua respiração está bem próxima do meu rosto.
"Alguém, por favor."
O peso sobre a cama some, o cheiro some.
-Pode abrir os olhos.
Contra a vontade da minha consciência, eu abro.
Não tem nada.
Sinto alguma coisa fazendo cafuné em mim, olho para o lado, eu um homem, é o menino do espelho.
Isso foi a gota d'água.
Eu gritei, gritei até meus pulmões doerem. Não uso minha voz a anos, e primeira vez que eu uso, é para gritar.
Meus pais abrem a porta rápido.
-Filha, está tudo bem?
Eu continuo olhando para ele, enquanto choro alto.
-S/N, o que está acontecendo?
Meus pais me abraçam.
Eu consigo me acalmar um pouco, mas ele ainda está ali, me olhando.
-S/a, o que você está olhando?
Meus pais se olharam, como se estivessem conversando por telepatia.
-Filha o que tem ali?
Eu faço não com a cabeça.
-não tem nada?
-Quer dormir com nós hoje? -meu pai pergunta.
Faço que sim com a cabeça.
-tudo bem, vamos.

A minha mãe tinha feito um café da manhã reforçado.
-Filha, eu estava pensando em marcar um exame neurológico para você.
-Por que? -Falo em libras
Ela olha para o meu pai.
-Ontem a noite, você estava encarando alguma coisa. -ela parecia preocupada. - você estava tão assustada, e eu achei q talvez, tenha alguma coisa acontecendo na sua cabecinha.
Ela acha que eu sou louca?
Solto a minha torrada no prato.
Meu pai segura minha mão.
-Princesa, escuta, é só para garantir, sabemos que você não tem nada. Por que não conta o que aconteceu ontem?
Ah, sabe o que aconteceu, eu vi um monstro e um homem no meu quarto, mas vocês não viram só eu vi.
-Pesadelo.
Minha mãe suspira.
-Foi só isso? - ela faz carinho na minha cabeça. -Seu quiser podemos comprar um caderno para você escrever esses pesadelos, ou você pode ir a um psicólogo.
Olho para ela.
-Ta bom, tá bom, sem psicólogo, pode ser pelo menos o caderno?
Não tem jeito.
Eu afirmo com a cabeça.
Eles estão sorrindo.
Os celulares deles começaram a vibrar.
-Emergencia no hospital. - meu pai fala. - Vamos ter que ir, lembre, nada de abrir o portão para estranhos.
Eles saem correndo.

Ponho o meu prato na pia, e vou para sala.
"Eles me acham louca?" Penso enquanto me atiro no sofá.
-Oh se acham.
"Puta que pariu."
Olho para trás.
Lá está ele.
-Que feio, uma menina tão bonita falando palavrão.
"Você me escuta?"
-Não deveria?
"Se você fosse uma pessoa normal, não, mas acho que vc não é normal."
Ele está vindo na minha direção e se senta na mesinha de centro, me encarando.
-Acertou, eu não sou normal.
Meu Deus, me salva.
-E acho que você também não é.
"Como?"
-Sabe, essa casa foi construída em cima dos portões do inferno, e os demônios correm a solta por essa casa, mas sabe uma coisa divertida nisso tudo? -eu nego. - Um anjo selou essa casa, fazendo com que nós não conseguisemos sair.
"Merda, isso significa que eu estou sozinha com vários demônios?"
-Não, aqui fica chato, então a maioria volta para o inferno, no momento só tem eu aqui.
Ele se levanta, e faz sinal para eu seguir ele.
Eu devo seguir um demônio?
Isso é loucura S/n.

Ele me leva até meu quarto.
E deita na minha cama.
-Você e muito interessante, sabe, humanos normais não nos vêem, só quando nós deixamos é claro, mas, você nos sem a nossa permissão. - ele começa a brincar com um ursinho da minha cama. - o bom é que você não fala, o que facilita um pouco, podemos dizer que você é especial.
"E você? Você é especial para estar falando comigo?"
-Eu achei melhor investigar você, e eu não mandaria um demônio qualquer para ficar de olho em você, seria burrice, porque demônios não são confiáveis.
Meu Deus.

*Quebra de tempo.*
É quase noite.
E meus pais ainda não chegaram.
Eu fiquei desenhando na minha escrivaninha.
-Que tédio, você não faz nada divertido? -ele me olha. - Você fuma? usa drogas? faz sexo?
Eu nego tudo.
-Por Satã, você não tem vida, vai ter que mudar isso se quiser ser minha amiga.
Encaro ele.
"E por acaso parece que eu quero ser sua amiga?"
-Qual é, todos querem, se fizerem bullying com você eu posso torturar a pessoa, posso fazer eles se apaixonarem, posso até suprir seus desejos mais carnais.
"Eca, isso são características de um demônio, perversão, narcisismo, e a total falta de ética e sem falar que não sabe como conquistar a amizade de alguém."
-Você é chata.
Eu tento esconder a minha risada.
"Obrigada" ele me olha sem entender. "Por ontem, você me salvou daquele demônio, obrigada."
Ele sorri.
-Ele era fraco, sentiu a sua energia e achou que seria legal rouba-la, mas não se preocupe, eu irei cuidar de você durante a noite.
Eu dou um sorriso para ele.
"Eu quero dormir, meus pais não vão vir tão cedo, então sai da minha cama."
Ele desaparece.
Bem melhor.
"Boa noite, senhor demônio."
"GD."
Escuto isso em minha mente.
E apago.



Notas Finais


Desculpa pela demora.
Espero que tenham gostado, desculpa qualquer erro.


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