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História A Casa dos Corvos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Eu fiquei entusiasmado com o novo Fiddlesticks, e porque não fazer algo sobre ele? Não sou muito de escrever, mas espero que gostem.

Capítulo 1 - 1. Herança?



16:42 PM.

"O barulho da caminhonete quebrou o silêncio dessa tarde de Outono. As rodas do automóvel esmagaram as folhas amareladas e quebradiças que se amotoavam no chão, esse lugar não tinha sido muito bem cuidado. Não demoramos muito para chegar perto da fazenda, um lugar imenso, com um silo da mesma proporção ao seu lado. Papai comprou essa fazenda porque achou que seria um bom recomeço pra gente depois que a mamãe nos traiu, e ele estava certo.."

Emma! — Disse ele, me chamando. Corri até lá, pois sabia bem o motivo. Caixas e mais caixas cheias de pertences, a mobília já havia sido colocada pela equipe que nos ajudou. — Vem cá, você carrega essas duas, e eu essas aqui, se der tudo certo, nós terminamos antes das 5. — Eu concordei com ele, sorrindo. Não parecia ser ruim morar ali, nunca tive amigos bons na última casa, iria ser um recomeço esplêndido. — Ah, mais uma coisa. — Continuou. — Vai até o milharal e verifica se está tudo no lugar. O espantalho, o milho, e o maquinário. — Balancei a cabeça mais uma vez em sinal de sim, deixei as caixas sobre o criado mudo da recepção, e caminhei até os fundos da casa, onde se encontrava o milharal. Era gigantesco, certamente o antigo proprietário havia ganhado muito com aquilo. Meu pai havia me dito que o proprietário era o herdeiro da casa, após sua mãe ter falecido. Ele não conseguiu reger a fazenda muito bem, e decidiu a vender para comprar uma casa menor, mais fácil de cuidar, assim nós conseguimos posse desse lugar.

Eu caminhei por alguns segundos, minutos, perdi a noção do tempo. Era uma coisa linda de se ver, o verde e o amarelo mesclados com o azul escuro do céu, que daqui a algum tempo iria se tornar preto. A noite havia chegado, e eu me esqueci do que ele tinha me mandado fazer. Corri pra dentro do milharal e fui ver como estava o espantalho. Apelidado de Fiddlesticks, era diferente dos outros. Tinha pelo menos 4 braços diferentes, e no terceiro carregava uma lanterna, daquelas bem velhas, mas que iluminava à beça. Seu ombro direito tinha uma espécie de engrenagem pontiaguda, talvez para a sustenção do membro. Sua barriga estava destampada, livre do pano desgastado que compunha sua pele, e mostrava suas entranhas metálicas, assim como um pequeno brilho vermelho vindo de dentro. Seu rosto, vazio, olhava para a fazenda, como se cuidasse de nós. Curiosa, eu me abaixei brevemente para ver mais de perto sua parte metálica esposta, por conta do vermelho escarlate que provinha dali. Não cheguei muito longe, pois em pouco tempo, me chamavam novamente. — Emma! Já acabou? — Perguntou o Papai. Gritei que sim, faltavam só algumas máquinas. Conversa vai, conversa vem, ele me disse para estar lá em 5 minutos, o jantar estava pronto. 

Tornei a andar pelo matagal, indo na direção do gerador secundário da fazenda, mas um ruído metálico me fez dar meia volta para olhar o espantalho mais uma vez. — Oque? — Um corvo. O animal havia pousado sobre o braço direito de Fiddle, causando aquele barulho. Dei uma risada baixa, me culpando por ser tão desconfiada. Esqueci o espantalho e fui até o gerador. Cheio de pó, severamente desgastado, mas ainda funcionava. Dei duas batidinhas com o indicador esquerdo, e ele me respondeu, soltando um rangido baixo, mostrando que suas manivelas giravam. Sorri, dei meia volta, e corri de volta pra casa. Não que eu tivesse medo da noite, mas pela fome que sentia. Chegando lá, abri a porta da frente, passei pela recepção, e para minha surpresa, papai havia colocado tudo em ordem: móveis, decorações, consumíveis. Acho que enquanto me perdi nos meus pensamentos no milharal, ele não tinha ficado parado um minuto sequer. Jantamos, conversamos sobre a casa, e ele me mostrou onde era meu quarto. Subi a escadaria rangente que dava até o segundo andar, contendo tanto o meu quarto e o banheiro, como o quarto de meu pai, e uma pequena sala, provavelmente de leitura ou relaxamento. Escovei os dentes, tomei um banho rápido, e troquei de roupa. Fui até meu quarto, e me debrucei na janela que dava vista pro milharal. O espantalho olhava de volta pra mim. O corvo continuou no seu ombro, parecia estar dormindo, e sua lanterna, fraca e parando de iluminar às vezes, mostrava claramente os detalhes daquela criação de metal. Papai apagou as luzes, mostrando que era hora de dormir. Eu segui sua ordem, e me deitei na cama. Pode ter sido minha imaginação, mas novamente, eu ouvi um ruído metálico vindo do campo de milho. Não dei bola, e apenas dormi, sabia que amanhã iria ser um dia novo, um amigo iria me visitar, e mal podia para mostrar a ele toda a fazenda.

— Fim do capítulo 1.


Notas Finais


Se tu leu até aqui, obrigado. <3
Eu não sei quando vou postar a segunda parte dessa fic, e nem sei quantos capítulos ela vai ter, mas me aguardem, eu volto.


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