História A casa dos tormentos: auroras obscuras. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Enigma, Original, Psicológico, Revelaçao, Serial Killer, Terror
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Palavras 2.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Genteeeee, como prometi, aqui o capítulo novinho em folha :3 antes de lerem, gostaria de agradecer muitoooo aos que leram, favoritaram e aos que comentaram, valeu mesmoooo, vocês são d+, mas enfim, boa leitura, até as notas finais finjam que nem to aqui :3

Capítulo 2 - O início do pandemônio


 Era manhã cedo. O som rouco de motor do carro sendo ligado desperta Zack, que levemente abre os olhos. Raciocina lentamente que o doutor devia estar tirando o veículo da garagem. Os dourados raios do sol invadiam o cômodo por meio das estreitas persianas da janela, provocando na parede um show matinal de luz e sombras. O garoto boceja, olhando para o teto e logo as idéias passam a se ordenar em sua mente. Recorda aos poucos da noite passada, como se já estivesse muito distante. Não conseguia lembrar de muito inicialmente. Passa a mão na nuca, sentando-se na cama. Zack deduz que havia apagado... o que ocorreu logo após ouvir um barulho potente e súbito. O garoto reflete nas lembranças como se fossem um filme passando em sua mente. O barulho... que ocorreu logo após ele ver... "Minhas mãos!" Zack arregala os olhos elevando as mãos ao campo de visão, com os batimentos acelerando ao recordar a horrenda cena da qual fizera parte. Mas ao inclinar a cabeça para vê-las, nada havia nelas. Absolutamente nada, nem palavras, nem sangue. "Eu sonhei?" se pergunta mentalmente o menino, desconcertado. Durante um tempo fica alí, congelado ao relembrar o estranho sonho. Havia sido tudo tão... real.

Zack levanta preguiçosamente, enquanto o seu coração se acalma. Olha no espelho do grande guarda-roupas. A fina camisa de algodão, branca, estava ainda molhada de suor da noite passada. O garoto pega uma toalha e dirige-se para o banheiro onde toma um banho e faz o resto da típica higiene pessoal. Após pegar uma muda de roupa limpa para vestir, desce rumo à cozinha, tateando ainda por não lembrar direito da direção do cômodo naquele labirinto de portas e corredores.

Sheldon já estava na cozinha. Caroline estava ao seu lado e Katy logo adiante, todos já sentados frente ao farto café da manhã que se encontrava na mesa. O doutor saúda Zack calorosamente ao ver o mesmo chegar, convidando-lhe para os acompanhar. O garoto assente, e puxa timidamente uma cadeira ao lado de Katy.

- Dormiu bem querido? - os olhos curiosos da senhorita o fitavam.

- É... sim... - o menino mente puxando a cestinha de pães para perto de si. - mas... de madrugada... eu acho que ouvi um barulho estranho... talvez tenha sido um sonho.

- Oh... não... - interrompe um tanto frustrado o doutor. - infelizmente um velho carvalho caiu durante a ventania essa madrugada e esmagou um quartinho de madeira desconexo da casa... ainda bem que não havia nada lá! - o doutor toma um gole do seu café.

Caroline olha assustada para o doutor ao ouvir a declaração. Katy vira para o mesmo enquanto mordia um pedaço de bolo.

- Também acho que ouvi, mas dormi tão bem que achei, como Zack, que fosse apenas um sonho! - ela dá uma risadinha.

A conversa prossegue ao passo que a refeição continua. Após o lanche, Katy segue o doutor até uma sala recatada para falarem sobre o assunto da adoção. Antes, como já era comum, o doutor leva Caroline até o quarto, enquanto Zack se dirige à sala onde pega um dos livros da negra estante e passa a folheá-lo. Por um instante observa os demais, e percebe que os temas eram pouco variados. Alguns eram de contos ou poesias, enquanto os outros se relacionavam mais com medicina e assuntos científicos, como o que ele tinha em mãos, o qual falava algo sobre o cérebro e teorias sobre as funções pouco discutidas dele. Nada de realmente muito interessante, pensa Zack, recolocando o livro na prateleira do móvel.

22/03/2018, 04:30 pm

"Olá outra vez... desculpe não ter concluído anteontem a escrita, e por ontem também não o ter feito. Bem, no momento está tudo bem corrido. Eu vivi praticamente a vida toda em um orfanato, e agora aqui estou eu... no momento na casa do doutor Sheldon, um senhor que apareceu no orfanato naquele dia que eu estava escrevendo. Cheguei aqui ontem, e desde então tenho notado muita coisa estranha. Não sei se essa mudança de ares fez tão bem assim para mim.

Mas eu não desejo mais voltar para aquele orfanato, apesar de tudo. Essa talvez fosse minha única chance de sair de lá, e não deixei de pensar nisso. Por isso quando Katy voltou do escritório improvisado do doutor para conversar comigo, aceitei a oportunidade. Soube que na verdade o processo de adoção já estava em andamento mesmo sem o meu conhecimento, a um passo de se concretizar. Sim, fiquei chateado, mas tudo bem. Mais tarde Katy se despediu de mim. Tinha que voltar para o trabalho, mas prometeu que outro dia tentaria vir me ver. Foi tudo tão rápido! Em um momento de insegurança desci correndo. A senhorita Katy já entrava no carro do doutor, que fazia questão de a levar de volta para a cidade. Eu não estava pronto para ficar alí ainda, mas eles me deixavam sem argumentos. Tentei fazer algumas perguntas sobre a casa para ganhar tempo, mas logo não podia mais prender a atenção dos dois, que silenciaram qualquer questionamento, e saíram no carro após me tranquilizarem e se despedirem. Me deixaram aqui... na minha nova casa.

Entrei então no casarão. Estava muito silencioso, Caroline sumira. Fui ver TV... mas sabe, algo me deixa inquieto nesse lugar. Por isso agora estou aqui tentando me distrair escrevendo em você... estou basicamente sozinho. O doutor não voltou, e ainda não vejo o mínimo sinal de Caroline. Bem, vou parando um pouco por aqui. Logo continuarei."

Zack deixa o caderninho de lado e se levanta. Se sentia muito apreensivo, angustiado, e precisava de ar puro. Olha pela janela por um minuto. "Não deve ter problema" pensa tentando afastar da mente a criatura animalesca que notou nos arredores na noite anterior. Ele pega o diário de cima da cama e o coloca debaixo do colchão,logo descendo as escadas e decidindo desbravar a casa pelo lado de fora. O dia estava com um estranho semblante... o silêncio cobria tudo como se fosse um manto colossal. Zack olha ao redor, e por um instante lembra da árvore que caíra, resolvendo ir ver o local.

O garoto segue na direção de onde deduziu ter ocorrido a queda, e após alguns minutos chega até onde a árvore havia caído. Ficava em um dos fundos laterais da casa, uma árvore enorme. O tronco roliço e as folhagens tombados ao chão. Em um ponto muitos resquícios de tábuas e telhas podiam ser observados,obviamente os escombros do quartinho que o doutor citou. A tarde estava fria e ventava, embora levemente. As folhas dos carvalhos ainda de pé dançavam suavemente, cortando um pouco do silêncio. Aliás, floresta a dentro já eram audíveis alguns sons distantes e solitários de aves. O quadro era desolador. Apesar da claridade do sol, as nuvens pareciam cinzas como cinzas de carvão.

Zack começa a perder-se na própria visão, entretanto se vê de volta a si com um estranho barulho que passa a distinguir. Estava distante, mas ecoava e permanecia contínuo. Inconscientemente o menino tenta saber a origem do barulho, e logo passa a seguí-lo por curiosidade. Vai cruzando o terreno, o som ficando em uma frequência mais alta a cada passo. Nos fundos da casa, do lado oposto, havia um quartinho cuja porta dava para o quintal. Como toda a casa, era de madeira, porém de um tipo mais envelhecido. Zack recorda que outros pontos da casa tinham essa mesma característica, sendo óbvio para ele que parte da casa pertencia a uma construção antiga. O garoto observa a velha porta do quartinho, estava entreaberta. Atrás dela, sem dúvidas, se encontrava a origem do som. Zack abre a porta por completo, causando um rangido estridente em contraste com o silêncio.

O jovem passa com cautela, curioso e inquieto. Tão logo entra, a porta bate atrás de si, o assustando. O quarto estava mal iluminado, mas percebia-se que dalí vinha o som, agora já a poucos passos. Olhando para o canto do cômodo, do lado da porta havia uma torneira mal fechada, que pingava. Logo abaixo havia uma superfície metálica, onde as gotas de água caíam fazendo o barulho singular. Finalmente Zack solta o fôlego que nem percebera ter prendido desde que se assustou com o fechamento da porta. Os negros olhos de Zack seguem o escasso fluxo do líquido, que escorria pela beirada da placa de metal fazendo uma poça de água no chão empoeirado, cuja sujeira a deixava com um aspecto negro e lamacento. Ele observa por uns instantes. Percorre os olhos novamente pelo cômodo e um som de algo contra a poça o faz voltar sua atenção para ela.

Logo nota algo que eu não havia percebido antes. Aquela comprida pegada sempre havia estado ali? Subitamente a madeira range, e mais uma pegada se forma após a outra, salpicando levemente água ao redor. Zack num sobressalto arregala os olhos sem acreditar no que vê. Ao som de passos pegadas se formavam pela poça de água em direção ao menino, que sem se dar conta solta apenas um gemido assustado, o grito se abafando em sua garganta. Com o coração a mil, corre para a porta oposta, a qual força para abrir. O rastro molhado segue pelo assoalho passando a ser acompanhado de cinco marcas que surgiam arranhando a parede, fissuras longas e contínuas que se abriam na velha madeira. Zack tenta chamar por ajuda, tentando arrombar a porta já em lágrimas até que finalmente ela cede e o mesmo sai correndo em disparada casa adentro, gritando enquanto se embrenhava nos corredores desconhecidos. O que era aquilo? O que estava acontecendo? Estava em pânico, por mais que já não ouvisse os temidos passos o perseguir. Entretanto o silêncio era inquietante, o único som que ouvia era o da sua própria respiração e do coração ainda saltando-lhe no peito, o que o fazia sentir-se desolado. Era agoniante. Já respirava pesadamente e tentava recuperar o ar que perdera na corrida, mas ainda seguindo em busca de uma área que lhe fosse familiar. Percebia que aquela parte interna da casa, diferente das demais, era feita de alvenaria.

Zack vira em um dos escuros corredores e, inusitadamente, se depara com um rapaz. Mesmo em meio ao silencioso susto, pôde reparar bem nele. Parecia ter por volta de dezoito anos. Sua pele era branca, mas bronzeada, o cabelo castanho claro lhe recaindo por sobre o rosto inclinado. Estava algemado a uma barra na parede, fato que surpreendeu ainda mais Zack.

- Quem é você? - pergunta gaguejando, com a mão sobre o peito pelo sobressalto, e a respiração acelerada, inteiramente desconcertado.

O rapaz tem um sobressalto. Os verdes olhos se arregalam ao ver o garoto, e logo se vê o terror neles transparecer.

- Fuja! Você tem que ir antes que ele volte! - o rapaz parecia mais assustado que Zack, mas falava em um tom baixo como se tivesse medo que até mesmo as paredes ouvissem.

- Ele quem? - em choque, Zack já não sabia o que pensar.

- Vai! Rápido! Ou acontecerá com você o mesmo que acontece comigo! Talvez até pior!

- Mas você... você não pode ficar aqui!- Zack por impulso logo se vê inclinado tentando forçar as algemas, enquanto as mesmas se chocam na barra de ferro fazendo um som grave e abafado. - Como você se chama? - por um instante os dois pares de olhos assustados e surpresos se encontram.

- Meu nome é Jhon, mas isso não importa. Não dá pra soltar as algemas, você tem que aproveitar que ele não está, que prendeu os sentinelas e que você está livre pra fugir, vai! Pelos fundos da casa! - Jhon falava como se já fosse um amigo de anos mais importado com Zack do que com si próprio.

- Eu não vou voltar por alí, tem alguma coisa lá, eu não vou voltar! - Zack dá um soco com a lateral do punho na barra, em desespero. Não sabia o que fazer. Tinha mil dúvidas: o quê significava tudo isso? Onde isso iria levar? "Que droga de semana", pensava.

- Você é burro? Não sei do que está falando mas se não fugir só vai piorar!

Logo inicia-se um pandemônio no cômodo ao lado. Começou com apenas um ou dois, mas logo se tornaram dezenas de latidos e rosnados assustadores enquanto algo se debatia violentamente contra a porta. Zack se espanta e se endireita em um lapso. Havia grades na porta do quarto ao lado, na abertura retangular da parte superior da porta. O garoto dá um passo naquela direção e vê envoltos em uma fraca luz por detrás da porta o que imaginou serem "os sentinelas" citados po Jhon: Eram cães enormes, descomunais. Não possuíam pelagem e tinham a pele negra, estavam alvoraçados e latiam com os dentes afiados como facas de trinchar pingando baba e espumando ferozes enquanto forçavam a porta trancada.

- Vai logo garoto! Corre! - Jhon já falava em bom tom, desesperado enquanto Zack recuava lentamente paralisando aos poucos de medo.

Zack tinha que fugir, mas raciocina que devia sem dúvidas levar Jhon. Sentia-se sem chão, aéreo como se o solo sumisse por baixo dos seus pés. Os latidos horrendos e os gritos do rapaz lhe embaralhavam a mente, o deixando tonto e sem conseguir pensar nada por um instante. Não sabia quanto tempo transcorria naquele momento, mas logo volta a si pelos sacoleijos das algemas de Jhon se chocando insistentemente contra o ferro. Era isso! Iria encontrar algo para quebrar as algemas e ambos fugiriam, pensa Zack decidido. Infelizmente para isso iria ter que passar pelo cômodo onde havia vivenciado a, até então, situação mais assustadora da sua vida, entretanto era necessário arriscar.

Lamentavelmente não teve muito tempo para concluir o heróico ato, pois logo quando ia virando em um segundo corredor, esbarra no largo busto que impedia a passagem.

- Ora ora, parece que você é um menino curioso, não é? - os olhos claros, irônicos e com um malvado brilho o encaravam por cima, os fios brancos de cabelo se destacando palidamente na meia luz.

Zack não teve a mínima oportunidade de correr ou de se esconder. No mesmo momento o homem, que empunhava um enorme e pesado bastão de madeira, o acerta na cabeça antes que o menino pudesse reagir e o faz cair no chão. O garoto horrorizado olha confuso a figura que se preparava novamente para um novo golpe, e eleva as mãos ao rosto inutilmente para dela se proteger.

- Doutor... Sheldon...? - sussurra quase que para si mesmo com um fio de voz.

Pouco antes de ser acertado pela segunda vez, o ouve apenas dizer algo, antes de apagar:

- Descanse um pouco garoto intrometido.

A casa agora entrava em um mórbido silêncio, o qual se propagava por toda a floresta que a rodeava. Silêncio esse que só era dizimado a muitos e muitos quilômetros dalí, onde carros, pedestres, sirenes e os mais diversos sons e ruídos urbanos enchiam o ar da agitada vida na cidade.

- Onde ela está? - impaciente um pergunta.

- Se ela já chegou, por que não está aqui para dar as novas orientações? - o outro complementa.

- Dá para vocês calarem a boca? Hoje ela não poderá vir - o líder do grupo responde de forma ríspida, embora também estivesse contrariado.

- Podemos saber o porquê? - o primeiro toma novamente a palavra.

- Algo ocorreu fora do planejado. Agora nossa querida guia terá que eliminar uma pedra no nosso caminho.


Notas Finais


Poxa o que q vai acontecer? Zack! Aaaaaaaaa scrr kjkk gente, obrigado por lerem, não esqueçam de dizer o que acharam aqui em baixo, afinal escrevo para vocês então é sempre bom estar interagindo, curto muitoooo Sz até loguinhooo sz


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