História A cat - Capítulo 13


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fifithharmony, Híbrido, Kitten, Laurenjauregui, Mhybrid, Normanikordei
Visualizações 297
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ PESSOAS INCRÍVEIS!
Capítulo sem revisão, perdoem os erros e boa leitura :)

Capítulo 13 - Doce


Enquanto dirigia, Lauren podia sentir a brisa gélida que soprava pelas janelas abertas do carro, lhe causando arrepios. O dia estava nublado, a tempestade inesperada na noite anterior, causou uma queda brusca nas temperaturas. Algumas crianças brincavam em meio às poças de água e poucas pessoas andavam agasalhadas pela pequena praça.

Ao avistar o prédio no fim da rua, ela diminuiu a velocidade. As letras em neon destacavam os dizeres 'Café chaud'. Bem, se você algum dia precisar de descrição e sossego, saiba que esse é o lugar certo para isso. 

》x《


Lauren Jauregui Poin't Of View

Frio sempre foi uma simbologia de paz em minha mente, mas convenhamos que molhar saltos Scarpins não é nada confortável.

Ao empurrar a leve porta acrílica do estabelecimento, que por sinal era um dos meus favoritos, avisto a figura vestida em um terno caro e escuro sentado em umas das mesas localizadas mais ao fundo, afastada das outras. 

O aquecedor fazia um barulho estranho, aceno rapidamente para o senhor que cuidava do caixa e me aproximo.

- Olá, pequena Lauren. - Ele me olha risonho.

- Como está, Sandro? - Vejo que um garoto se aproxima e lhe entrega algumas notas. - Me chame apenas de Lauren.

- Se lembra de quando seu pai lhe comprava nossos doces? - Ele começa. - Você havia acabado de perder os dentes de leite e ele vinha comprar sorvetes.

Aceno positivamente, não queria estender essa conversa. Mike sempre me trazia aqui quando eu era criança, talvez, seja por isso que esse lugar tenha uma carga agradável ao meu ver.

- Com licença. - Sandro sorri, o seu bigode se alarga com o ato e suas rugas ficaram ainda mais visíveis.

- Vou mandarem levar o seu café de sempre. Por nossa conta, menina Lauren. - Dou de ombros, melhor do que "pequena Laur".

- Tudo bem. Obrigado. - Dito isso, caminho em direção a mesma pessoa que avistei ao entrar.

O quão estranho era a forma em que o tempo parecia ter sido congelado aqui dentro? Tanto os pôsteres, quanto os quadros enfileirados nas paredes, eram os mesmos de antigamente. Alguns funcionários possuíam rostos antigos e conhecidos, eles me vendiam guloseimas e até hoje continuam circulando por entre as mesas com bandejas e pedidos. 

- Demorou, chefe. - O homem em minha frente se pronunciou.

- Já disse para não me chamar assim. - Acomodei a minha bolsa e o casaco na cadeira vazia. 

- Tá bom. - Seus olhos eram extremamente claros, o tom escuro do terno combinava com a sua pele. - Encontramos registros novos. - Ele pareceu pensar. - Na verdade, são de mais ou menos dezoito anos atrás, mas como só encontramos agora, são considerados novos. - Finalizou. Me olhando como se falasse algo do tipo: "entendeu?".

- Você enrola demais. Vá direto ao ponto. - Bufei. - Preciso voltar pra casa.

- Por que? Você nunca sai da empresa mesmo. - Arqueei a sobrancelha e ele se encolheu em seu lugar. - Tá tudo aí dentro. 

Um envelope amarelo repousava em cima da mesa, estava pesado, muito pesado. Fiz uma breve análise das primeiras linhas e ergui meu olhar de volta ao rosto de Harry.

- Dezoito anos? 

- Sim, foram os últimos detalhes que encontrei deles. - Harry buscou um biscoito. - Nada além disso.

- Preciso analisar esses papéis e ver se bate com as datas. - Puxei uma boa quantia de dinheiro e joguei sobre a mesa. 

- Mais algum trabalho? - Sorriu, pegando o dinheiro e guardando em sua mochila.

- Por enquanto, não. Suma por um tempo, não quero que desconfiem de você. - Ele concordou ao mesmo tempo que enchia a boca de biscoitos.

- Uhum. - Murmurou, a quantidade exagerada de massa em sua boca lhe impedia de falar. Encarei com um pouco de nojo e ele sorriu de boca aberta.

- Vai embora! - Droga, aquilo era extremamente anti higiênico.

Harry fez uma reverência fajuta e deu de costas, caminhando despreocupado. Minutos após a sua saída, espelhei os seus movimentos e peguei minhas coisas. O sino preso à entrada fez um tilintar familiar, e novamente o vento frio balançou algumas mechas de meus cabelos. 

Antes de fechar a porta, vi Sandro olhando tristemente para a mesa em que estávamos, ele segurava uma bandeja com biscoitos e duas xícaras grandes. Mais uma vez, havia fugido do nosso café e com ele, todas as minhas antigas lembranças. 

》x《

A híbrida se escondia em baixo do grosso edredom, o cheiro de Dinah estava entre os travesseiros e isso lhe acalmava de uma forma absurda. Para Camila, as cobertas funcionavam como forte seguro, uma representação material de tudo o que se passava em sua mente.

As suas pelúcias favoritas se encontravam ao seu redor, peças de LEGO's disputavam espaço em meio aos outros brinquedos. O barulho do aquecedor e o tic-tac do relógio eram ouvidos com clareza pela mais nova. Eram sons repetitivos e incomodavam, sua respiração estava falha e não era por culpa dos lençóis.

A híbrida ouviu batidas na porta, era como se estivessem batendo em sua cabeça, ela se apressou em colocar as mãozinhas nas orelhas e soltou grunhidos baixos. 

- Camila? - Passos se aproximaram. - Me chamo Lucy, a Srt. Jauregui me falou de você.

Silêncio. Apenas o som da respiração pesada de Camila pairava pelo quarto. Lucy era uma mulher carismática, fazia bicos para conseguir pagar a faculdade de medicina e amava a área de psicologia. Quando foi chamada para trabalhar na casa de Lauren e informada sobre a híbrida, foi um tanto quanto animador. Ela já havia estudado sobre híbridos, mas jurava de pés juntos que não existiam.

- Você está com medo, certo? - O  espaço da cama ao lado da mais nova afundou. - Não precisa, eu juro que sou legal. - Disse animada. - Eu gosto de jogar damas. É difícil e não sei jogar direto, mas é legal. - Continuou. 

Parece maluquice, mas distração é uma das melhores formas de ajudar alguém com crises de pânico ou até mesmo, ansiedade. E Lucy era ótima em distrações, pelo menos, ela se julgava ser.

Aos poucos os lençóis que cobriam o rosto da híbrida foram empurrados para longe e uma Camila hesitante surgiu em meio a eles.

- Hola mi amiga. - A morena fez pose séria e um sotaque espanhol. 

- Camila não v... - A fala da mais nova foi cortada por uma crise de tosses.

Lucy encarou a cena com uma careta, era doloroso de ver. O rosto da híbrida estava vermelho e lágrimas fluíram pelos cantos de seus olhos.

- Calma aí. - Deu tapinhas nas costas de Camila, tomando cuidado para não assusta-lá com a proximidade. Aos poucos as tosses foram parando. - Tudo bem?

Camila assentiu e se encolheu, respirando profundamente logo após. 

- Fiz biscoitos, que tal descermos e comer um pouco? - A mais nova negou. - Então eu trago pra cá. Pode ser?

- Camila pensa que sim. - Sua voz estava rouca, resultado do esforço feito pela garganta na hora de tossir. 

- Volto já. - Lucy se apressou em correr até o andar de baixo. - Tu não sai daí! - Soltou divertida.

[...]

O barulho de chaves e saltos ecoaram pela sala e a figura da de olhos verdes adentrou o cômodo, Lauren estranhou o silêncio, mas não deu tanta importância. Estava exausta fisicamente e mentalmente. 

Passou boa parte do dia analisando as pistas e caminhou pela praia. Todas as novas informações invadiram a sua cabeça de forma exasperada, o pior de tudo não se baseava apenas nos fatos recentes. Todas as coisas documentadas naquelas gastas folhas de papel eram verídicas e batiam exatamente com os arquivos encontrados no escritório de Mike. 

》x《

Lauren Jauregui Poin't of View 

Meus pensamentos estavam distorcidos e a dor aguda em minha cabeça não contribuía em absolutamente nada. Depois de ter passado o dia na casa da praia, tentando entender aqueles documentos e juntar todos os outros indícios, o meu humor estava uma merda. 

- Srt. Jauregui! Ainda bem que chegou. - Uma morena agoniada surgiu da cozinha, ela usava um avental. Nova empregada, talvez?

- Sim, claro. - Respondi minha pergunta em voz alta, a dor insuportável deixava a minha visão escurecida. 

- Eu tô bem atrasada pra chegar em casa e ir pra faculdade. - Me lembro que ainda não a conhecia e pelo jeito que ela me olhou, acho que deixei transparecer tal pensamento. - Sou Lucy. - Ergueu a mão em minha direção e aceitei o comprimento.

- Você já pode ir. - Disse simples e tirei os saltos. - Amanhã, no mesmo horário.

- Claro. - Lucy retirou o avental e pegou uma mochila que estava no sofá. - Camila não saiu do quarto pra nada, mas eu já lhe ajudei com o banho e deixei ela bem cheirosinha. - Colocou o seu gorro e vestiu o casaco. Fiz um som de uma falsa tosse e ela me olhou assustada. - Quer dizer, ela comeu alguns biscoitos também.

- Tudo bem. Até amanhã. - Cortei a conversa e ela assentiu.

Assim que Lucy saiu, subi as escadas em passos lentos. Precisava de uma banho quente e minha cama. A luz acessa no quarto mais ao fundo do corredor chamou minha atenção e me direcionei até lá, com o objetivo de desligar o interruptor.

Camila estava deitada de costas, o seu corpo era pequeno e se perdia em meio aos cobertores. Apaguei as luzes e quando iria sair, ela sussurrou:

- Não deixa escuro, Camila não gosta de dormir no escuro. - Ela se virou e pude ver que as suas órbitas castanhas exalavam resquícios de medo.

- Ah, sim. - Liguei novamente o interruptor. - Feche a porta, a luz me incomoda um pouco. - Camila assentiu brevemente e novamente me deu as costas.

Caminhei até o meu quarto e me joguei no colchão macio, tateando o criado mudo e agarrando uma cartela com comprimidos para enxaqueca.

Havíamos sobrevivido por um dia.


Notas Finais


Comentem aí!

Lia♡

Los amo


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