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História A cela das flores - Capítulo 1


Escrita por: e Katsu_


Notas do Autor


Opa! Tudo bom?
Essa é a minha primeira fanfic para o Potter Project e eu espero que gostem!
Boa leitura.

Capítulo 1 - Único


Sirius é conhecida como a estrela mais brilhante do céu noturno que é visível a olho nu e ela é 2,4 vezes maior que a massa do Sol.

O homem ao canto da escura cela se perguntava: Se Sirius era tão reluzente assim, por que então ele, que levava esse nome, sentia seu brilho tão fraco que estava prestes a se apagar?

Ele se sentia infeliz. Não era a toa, afinal, esse era o propósito daquele lugar: sugar sua felicidade pouco a pouco para que enlouquecesse tristemente enquanto definhava a cada dia.

Os dementadores eram cruéis, era um fato inegável, mas não eram perfeitos. No entanto, não era tão fácil recuperar as forças quanto parecia, mas seus momentos de lucidez eram cada vez menos frequentes e ajudavam muito nisso.

Agradecia as misteriosas flores que surgiam raramente no chão. Não, ele não sabia de onde elas vinham ou o porquê de elas surgirem — suspeitava, inclusive, que eram apenas alucinações por conta de toda tristeza —, mas elas lhe ajudavam muito e o distraíam quando lembrava de seu significado.

A primeira que surgiu foi uma simples margarida, a flor símbolo da amizade. Estava solitária, no meio da cela, com suas delicadas pétalas brancas e miolo amarelo, e fez sua mente vagar por James e se ele estava olhando por si de algum lugar. Porém, tão rápido quando surgiu a flor misteriosamente desapareceu.

A segunda era uma Astromélia amarela, significando, de alguma forma, saudades. Oh, sim, Sirius tinha saudades de muitas coisas: Hogwarts, Marotos, amigos, Ordem da Fênix; sinceramente, eram tantas que ele nem poderia contar.

Por alguma ironia do destino, ele suspeitava qual era a próxima flor a ver em meio a sua cela. Não era nada mais que a flor do arrependimento: Asphodeli.

Arrependimentos eram coisas que, com toda a certeza, tomavam seu coração e o apertavam a cada lembrança. Eram algo que lhe traziam um amargo gosto na boca, principalmente quando se lembrava de Peter Pettigrew e sua infeliz decisão de indicá-lo como guardador do segredo.

A quarta foi uma Tulipa. Uma infeliz e solitária de cor amarela, significando um amor sem esperanças. Essa lhe fez suspirar, lembrando-lhe Aluado. Existia, em algum mundo, amor mais sem esperança que esse? Se Pontas era seu irmão de coração, Aluado era, sem dúvidas, seu amor mais secreto dentre os Marotos. Jamais esqueceria seus olhos cor de mel.

Percebeu, depois de meses, que eram apenas essas quatro flores que traziam todas as mesmas lembranças a tona. E, depois de anos, eram sempre as mesmas flores, que vinham com uma luz misteriosa as rodeando, quase mostrando suas purezas em meio aquela prisão maldita e desumana.

Depois dos anos, quando finalmente adquiriu forças para se transformar em sua forma animago para escapar — agradecia a boa memória sobre as aulas de Defesas Contra as Artes das Trevas — avistou, em meio a sua cela, uma flor completamente diferente de todas as quatro que surgiram nos doze anos que esteve ali.

Um singelo e solitário Dente de Leão. Um sopro o fez presente no momento que se transformou. As sementes voaram graciosamente para longe de sua vista; ele sorriu.

O Dente de Leão significava liberdade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem que me motiva muito!
A capa foi feita por @_Gay e a betagem por @akyuu
Muito obrigado por terem me ajudado tanto!


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