História A Chama do Leão - Capítulo 2


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Categorias Rei Leão
Personagens Personagens Originais
Tags Game Of Thrones, Guerra, Rei Leão
Visualizações 6
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gostaria de colocar o mapa para melhor visualização, mas ainda não está pronto.

Capítulo 2 - Os planos do rei


~~ Capítulo 2 ~~

Os Planos do Rei

            Na manhã seguinte, após o dejejum, os nobres estavam prontos para a reunião sentados numa mesa de dez lugares esperando por Mufasa. Scar sentara na ponta oposta ao lugar de seu irmão, enquanto os outros nobres se organizaram o mais próximo possível à outra ponta. Zazu, o conselheiro real – um sujeito baixinho que vivia correndo pelo castelo e sempre usava um manto azul representando sua família que sempre serviu aos Léo - estava em pé aguardando ansioso pelo rei.

            Alguns minutos depois Mufasa chega e estala os dedos fazendo as tochas da sala se ascenderem – mais como um ato para mostrar sua força, do que realmente para iluminar o lugar.

            - Bom dia, senhores! – Disse enquanto entrava e todos, com exceção de Scar, se levantam para recebe-lo. Estes então batem no peito e dizem em um coro:

            - Bom dia, majestade – Scar apenas boceja e estala o pescoço, apenas quando o rei senta ele o cumprimenta.

            - Vou ser direto com vocês – diz Mufasa com uma cara séria. -, preciso que Scar assuma a zona Sudoeste e que Zakar vá para o norte. – Todos se surpreendem com a notícia (Scar parecia o mais interessado na conversa), e querem ou precisam de mais informações – Preciso expandir o comércio com os países do Norte e melhorar as fronteiras do Sul. Scar é o segundo melhor estrategista do reino, além de ter sido líder da guarda por anos.

            - Besteira, Mufasa – Interrompeu Kamu, vassalo do Leste. -, como pode confiar nele? Esqueceu como ele traiu a guarda e quase o....- Mufasa logo o corta.

            - Eu sei o que ele fez, todos sabemos! Porém, ele é meu irmão e não devo explicações a vocês – Scar apenas se encosta para trás e diz entediado:

            - Continue a história sobre o Sudoeste.

            - Certo, certo. Você irá para o Sudoeste ajudar a proteger as fronteiras de Songhai e Gana. Não quero expandir o território e causar mais guerras, se conseguir resolver as intrigas com os bárbaros de forma pacífica, seria ótimo.

            - Huhuhuhu, só isso? Muito bem então. Como vossa majestade desejar. – Todos ficaram intrigados com a verdadeira intenção de Scar e de Mufasa.

            - Meu rei, - falou rápido Moja – eu quero acompanhar Scar no Sudoeste. Como líder da guarda real preciso proteger todo o reino, e assim garanto aos outros lordes que Scar não fará nada de ruim.

            - Rum! Não sabia que ainda precisava de uma dama de leite, já passou a noite toda me observando na biblioteca e agora não quer me deixar em paz.

            - Se for do agrado dos outros lordes eu permitirei que Moja siga Scar, mas deve protege-lo também. – Os senhores concordaram com a ideia do cavaleiro.

            - Quanto ao norte - prosseguiu Mufasa -, minha ideia é que Zakar melhore a navegação e que Timiru ajude nas negociações. Haverá mais uma seca em breve e não poderá faltar alimento para o povo (Mufasa não tinha muita certeza sobre sua afirmação, apesar da seca ser recorrente nas gerações do reino, ela ocorre em anos aleatórios). O comércio é a melhor saída, expandir para o sul causaria muitas mortes desnecessárias.

            Zakar passou a mão pela cabeça pensando em que poderia melhorar o barco, e o que seria da região pela qual se apegou tanto. No fim concordou com a ideia de Mufasa, afinal era seu rei.

            - Zazu, tem mais alguma coisa? – Perguntou o rei.

            - Vossa majestade ainda não falou das minas e o comércio com Cheng, a nação do Leste.

            - Ah sim, certo. Kamu, já conseguiu estabelecer contato com o oriente?

            - Ainda não – respondeu meio sem jeito -, um lacaio está aprendendo a língua para estabelecermos um contato, mas o modo como falam é complicado, majestade, além do mais, é difícil passar pelos montes para falar com eles.

            - Entendo... Bom, quando conseguir me mande uma carta para que eu vá até as terras do Leste, sim?

            - Sim.

            - Ótimo, e por fim, a mais importante, Aishia. Me passe o relatório da região Sul para encerrarmos logo isso.

            Aishia se levanta em sinal de respeito e de forma firme como um soldado responde:

            - A agricultura está sendo ótima, majestade, os tanques estão cheios e o reabastecimento contínuo sem problemas para a seca, como sua majestade Mohato nos instruiu. Não foi notada nenhuma diminuição no fluxo de água, e a produção já está sendo mudada para o terreno C enquanto fixamos o terreno A.

            - Perfeito, e quanto as patrulhas?

            - A última expedição durou 1 mês, não foi encontrado nenhuma tribo ou grupo de bárbaros na zona mais ao leste. A equipe que seguiu o fluxo do rio encontrou sinais que mostram uma movimentação destas “bestas”.

            - Só as duas foram enviadas? – Perguntou Zakar.

            - Não – afirmou cabisbaixa -, mais uma equipe foi enviada pelo Oeste, mas de 20 homens apenas dois voltaram, e totalmente desfigurados. – Neste momento Scar se levanta irritado pergunta:

            - Já acabou o que tinha para me falar, certo, Mufasa? – Antes que qualquer outro respondesse ele completou. – Certo! Estou de saída, tenho mais coisa para fazer.

            - Espere, Scar – Disse Mufasa tentando pará-lo, enquanto este estava na direção da porta -, sacrifícios são sempre necessários. A tropa é enviada para conseguirmos contato com os “de-fora”.

            - Ora, meu querido irmão, eu sei, eu sei, pessoas morrem todos os dias. Não é mesmo? Se isso te faz dormir à noite, acredite no que quiser, mas você não sabe nada sobre os demônios que são os bárbaros.

            Toda a sala ficou em silêncio quando Scar parou de falar, e como se aproveitasse da situação, ele saiu da sala.

            - Do que ele estava falando, majestade? – Perguntou Moja.

            - Nada. – Teve uma resposta seca do rei.

            Moja engoliu seco e a reunião prosseguiu:

            - Voltando, senhor – rapidamente, um pouco constrangida, Aishia prosseguiu -, os cavaleiros enviados disseram que conseguiram fugir por pouco. O grupo foi emboscado e alguns morreram na batalha, o resto foi capturado. Os que retornaram afirmaram que os bárbaros estavam fazendo um tipo de ritual com os homens, mas não se sabe nada sobre o que seria ou para que. Só lembram de um círculo no chão e um homem velho estava no centro. Segundo eles, este velho era o líder da tribo.

            - Eles sabem como chegar lá novamente? – Perguntou Kamu, interessado na batalha.

            - Difícil saber, como notado pela equipe do rio, as tribos parecem migrar de lugar para lugar, mas talvez possam nos dizer para investigarmos o local.

            - Acho melhor não mandar ninguém ainda. – Zakar entra na conversa – Provavelmente eles devem estar com as armadilhas montadas. Quando foi que isso aconteceu?

            - Quinze dias atrás, antes de eu partir para cá. – Respondeu com pesar.

            - Sim, eles devem estar se organizando para partir. – Zakar estava pensando em voz alta. – Devemos deixá-los de lado, meu senhor?

            Mufasa deu uma bufada e respondeu:

            - Sim, não é mais de interesse do reino. Mais tarde pensamos nos bárbaros. Quero focar no comércio e impedir a seca, os bárbaros veremos depois.

            - Sinto muito, Mufasa, mas eu quero enfrentar os bárbaros – Disse Malka num tom orgulhoso. – Eles estão tramando alguma coisa, não vou permitir que se tornem uma ameaça maior. A guerra contra eles não tem avançado desde aquela noite, e sinceramente não entendi o motivo.

            - Malka, - Mufasa respondeu olhando nos olhos do amigo – eu tive um sonho. Um sonho onde a fome toma conta deste reino, eu vi a água virar sangue e depois secar, vi as plantas morrerem, vi meu castelo caindo e o caos ser instaurado no meu reino. Não tenho motivos para enfrentar os “de-fora”, quero ficar com o meu povo e fazer o que puder para protege-los. A guerra só trará mais gastos e fome.

            Mais uma vez o silêncio se instaura na sala e Zazu corta o silêncio.

            - Majestade, precisa falar da sua viajem.

            - Ah, sim. Obrigado, Zazu – Respondeu – Então, quando Simba crescer, lá pelos 6 anos pretendo viajar com ele para que conheça o reino e os seus respectivos lordes. Por isso, - olhou diretamente para Malka - tratem de ficar vivos até lá. – Por fim, disse – a reunião acabou, lordes.

            Todos se levantam e agradecem seu senhor. Scar, que, apesar de sair ficou do lado de fora da porta para ouvir tudo com atenção, saiu da porta e foi em direção à biblioteca.

            Depois que todos saíram, Zazu parou Mufasa e falou que eles precisavam conversar, pois, como seu conselheiro, deveria auxiliar o rei nas decisões e segundo ele, libertar Scar não era muito sábio.

             - Zazu, Scar não é mal por completo, há bondade nele. Eu sei disso.

            - Ninguém vai esquecer o que ele fez, mas não sei dizer onde a culpa nele começa e em mim termina. – Zazu nunca vira seu rei tão cabisbaixo quanto naquele momento.

            - Você o perdoou por sentir culpa, majestade?

            - Talvez sim, Zazu, talvez sim.

            Enquanto isso, os nobres discutiam as ideias de Mufasa. Malka e Kamu ainda acham que dar uma investida nos bárbaros com o exército é a melhor opção, assim, se expandissem ao Sul o suficiente, encontrariam a causa das secas. Já Zakar considerava a ideia de ambos demasiada ousada, pois não sabiam onde os inimigos se encontravam e mais para baixo era um terreno desconhecido. Malka sempre concordava com o rei mesmo cegamente, fazia parte da sua conduta. Aishia não disse nada sobre a guerra, e no final estava se perguntando o que havia ocorrido com Scar enquanto líder da guarda real. Timiru tinha a opinião de que guerras trariam muitos gastos e o comércio aberto foi a melhor decisão, no fundo sabia que ganharia muito com isso.

            Scar estava na biblioteca revirando livros velhos procurando por símbolos e sacrifícios, tentando entender o que os “de-fora” gostariam de fazer. Encontrou um livro empoeirado e muito antigo. A capa era feita de couro de lobo, as páginas fediam a mofo e possuía muitos furos de traças, a cor era um amarelo envelhecido. Porém o que lhe interessou mais foi a língua em que o livro estava escrita, não conseguia compreender nada, parecia uma língua extinta. Seu nome? Al-kïmiya.

            Quando Mufasa sai da sala encara seus amigos e os chama para o almoço com um sorriso. “Vão ter muito chão até chegarem em suas terras, vamos comer”. E ordena à Zazu que encontre Scar.

            Zazu encontra o irmão mais novo do rei revirando o livro extremante antigo e mais alguns abertos na mesa no centro da biblioteca. A biblioteca possuía um hall central e as estantes ficavam de forma octogonal ao redor deste, abrindo o raio, haviam estantes maiores, isso se repetia por 3 corredores. No segundo andar, as estantes eram como o regular, paralelas com um corredor central.

            - Scar, sua majestade o convoca para o almoço, sim?

            - Estou indo.

            Scar guarda os livros nas costas e vai até a mesa junto com os outros.

            - Ah, vejo que me esperaram, que graça.

            - Ordens do rei, Scar. – Respondeu Kamu.

            Depois do almoço, todos começaram a recolher suas coisas, para a viagem. Assim que ficaram prontos para partir, Mufasa e Sarabi junto com Simba foram se despedir de todos.



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