História A chamada da noite - Capítulo 2


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Arqueiro Verde, Asa Noturna, Batman, Canário Negro, Capuz Vermelho e os Fora-da-lei, Exterminador "Deathstroke/Slade", Mulher Gato
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon (Batgirl), Batwoman (Kate Kane), Bruce Wayne (Batman), Capuz Vermelho, Cassandra Cain (Batgirl), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Deathstroke, Dick Grayson, Dinah Lance (Canário Negro), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel (Harley Quinn / Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Jason Todd, Lucius Fox, Martha Wayne, Morcego-Humano (Kirk Langstrom), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley (Poison Ivy / Hera Venenosa), Personagens Originais, Richard John "Dick" Grayson, Roy Harper (Arsenal), Selina Kyle (Mulher Gato), Thomas Wayne, Timothy "Tim" Drake, Vicki Vale, Victor Sage (Questão)
Tags Batman, Comissário Gordon, Fanfic, Jim Gordon
Visualizações 4
Palavras 1.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


De volta com mais um capítulo dessa historinha, que tem um ship diferente, mas com aquele toque que quem me acompanha conhece. — Mennos

Capítulo 2 - Luzes e flashes


As luzes da prefeitura brilhavam intensamente. Holofotes e câmeras com flashes iluminavam a maior e mais velha estrutura da cidade de Gotham. Bruce observava de dentro do carro os repórteres que cercavam o carro já sabendo da sua presença.

– Preparado para os holofotes, senhor? – perguntou Alfred observando o patrão do retrovisor do carro.

– E eu tenho escolha!? – perguntou o milionário arrumando o pequeno computador de pulso escondido no relógio de pulso. – Me deseje sorte Alfred.

– Sorte Alfred – respondeu o mordomo de forma brincalhona – sei que vai dar tudo certo patrão Bruce. Encontro o senhor assim que eu estacionar o carro.

Bruce deu um aceno de cabeça, respirou fundo e saiu do carro lutando contra os flashes e logo em seguida os repórteres. Evitou o máximo possível até dar de cara com sua "queridinha" Vicki Vale. Os cabelos ruivos, olhos castanhos e sardas sempre compraram a atenção do milionário por tempos, mas depois de um tempo ele conseguiu quebrar o feitiço da repórter.

– Vicki Vale para o clarim de Gotham, alguma coisa a dizer sobre essa noite, senhor Wayne? – a repórter já parou o homem e foi direto, como sempre.

– Boa noite pra você também, Vicki – falou Bruce. – E sobre essa noite, eu diria... Agitada, brilhante e meio descuidada.

– Então, você acha que essa comemoração pela morte do palhaço do crime não é algo a se comemorar? – insitou a repórter.

– Aí você está distorcendo minhas palavras – revidou Bruce – eu falei descuidada. Pelo que sabemos não tem nem 24 horas desde a morte do Coringa e as pessoas já supõem que Gotham está livre.

– Então você está dizendo que Gotham só vai estar livre quando todos os criminosos da cidade se forem? – falou Vicki com um olhar fuzilante.

– Não – respondeu Bruce. – Eu acredito que a cidade estará livre quando a justiça for posta a prática.

– Você fala do Batman? – perguntou Vicki.

– Talvez ou os policiais. Fica a seu critério escolher – Bruce soltou uma risada fraca e pouco convincente.

A atenção se desviou de Bruce quando todos os repórteres e fotógrafos avistaram o homenageado da noite. E claro Bruce seguiu a multidão com os olhos. O homem de óculos remendados, cabelo vermelho como o fogo e o olhar fuzilante evitou ao máximo os repórteres e, como era de se esperar, uma linda mulher o acompanhava. Uma visão que fez o milionário soltar um suspiro de admiração e inveja da mulher que acompanhava o comissário. Antes de ver Vicki fazer a primeira pergunta de várias o milionário seguiu rumo a velha contrução onde foi cumprimentado por todos os tipos de pessoas. Desde velhos rostos a políticos oportunistas que buscavam o apoio do mesmo. Bruce não os culpava. Em época de eleição ter um Wayne do lado séria uma jogada certa, mas diferente de seus antepassados, Bruce visava o melhor para as pessoas e a cidade. Achou que seria mais uma noite só, mas para sua sorte encontrou com o velho amigo Harvey Dent, esse que era vice-prefeito da cidade graças a ajuda de Bruce.

– Grande B – cumprimentou Harvey.

– Harvey – respondeu Bruce apertando a mão do amigo.

– O que você está fazendo aqui?! Venha, você vai sentar comigo! – antes de protestar Bruce já estava sendo arrastado até a mesa de Harvey onde apenas os figurões sentavam. – Bruce, acho que não preciso lhe apresentar a primeira ministra e o responsável pela segurança nacional. Senhores esse é Bruce Wayne, um dos responsáveis pela diferença feita nessa cidade e criador do projeto que possibilita a reintrodução de pessoas perdidas a sociedade.

– Não precisa sobrecarregar eles Harvey – comentou Bruce fazendo os que se sentavam a mesa rir um pouco. – Mas falando sério é um prazer conhecer vocês.

– Igualmente senhor Wayne – respondeu a primeira ministra. – Pode parecer loucura e não espero que você se lembre, mas eu...

– Você conheceu meus pais, certo? – respondeu Bruce antes da mulher responder-lhe.

– Bem, sim. Você nem era nascido quando conheci Martha e Thomas. Graças ao apoio de ambos eu estou onde estou e tento fazer jus ao nome de ambos todos os dias... – respondeu a mulher segurando as emoções.

– Sim, minha mãe contava histórias sobre a senhora. Parece que fizeram faculdade juntas, estou certo? – perguntou Bruce.

– Sim, sim. As primeiras da turma diga-se de passagem. Mas Martha não seguiu o mesmo caminho que eu. Enquanto eu via além de Gotham ou qualquer outra cidade menor, ela sempre se empenhou nos que haviam menos visibilidade. Parece que foi ontem quando estávamos naquele aeroporto. Ela estava grávida de você, Thomas a acompanhava como o bom marido que era e eu a abracei prometendo fazer a diferença pra ambas. – ela olhava para o anel de formanda, a jóia vermelha que cintilava no dedo anelar tomou a atenção de Bruce. – Ela foi uma grande mulher Bruce. Nunca duvide disso.

Ele assentiu para ela que agarrou suas mãos num gesto genuíno de afeto e empatia. A conversa com o secretário de segurança nacional foi algo mais diplomático levantando questões como a retirada da pena de morte ou os tratamentos intensivos do manicômio de Arkham. Como sempre a resposta de Bruce seguia os padrões dos pais que sempre afirmavam que torturar ou matar alguém, independente da índole do mesmo não era justiça, mas assassinato e crueldade. Não se cura ou erradica um criminoso tomando a posição dele.

– Espero não estar atrapalhando a conversa, mas o discurso do comissário de polícia vai começar – falou Harvey encerrando a conversa de Bruce com o secretário de segurança.

Bruce tentou manter uma postura digna de um filantropo, mas ver o homem que tanto admirava sob os holofotes o fez suspirar e admira-lo ainda mais. A mão de Harvey em seu ombro foi o despertar pra realidade que Bruce precisava.

– Primeiro gostaria de agradecer as palavras do prefeito. Todos aqui podem me considerar um herói por ter posto fim a vida do Coringa, mas vidas estavam em jogo e muitos aqui podem discordar de mim, porém como um agente da lei não fico feliz de ter puxado aquele gatilho. Foi uma decisão difícil, entretanto necessária – o comissário fez uma pausa preparado pra encerrar o discurso. – Agora se tem mais uma pessoa que precisa de reconhecimento aqui é o vigilante dessa cidade, Batman obrigado por ter estado lá, mesmo que nem todos tenham sido salvos, teria sido bem pior se você não tivesse aparecido. – aos poucos os convidados batiam palmas de forma tímida.

– Bem, obrigado Jim pelas suas palavras – falou o prefeito tomando a dianteira – agora vamos aproveitar essa pequena comemoração.

– Bem, senhor Wayne se pudermos voltar ao assunto...

– Me desculpem, mas vocês me dão licença. Eu preciso tomar um pouco de ar agora – falou Bruce interrompendo o secretário de segurança e saindo às pressas da mesa. Bruce seguiu o comissário desviando de todos que esbarravam nele.

Por um momento ele achou estar perdido, mas sentiu o cheiro reconhecível dos cigarros baratos que o comissário sempre fumara. Seguindo o cheiro Bruce chegou numa sala vazia com uma grande varanda onde avistou o comissário recostado nela e dando um longo trago em mais um cigarro.

– Não deveria estar aqui senhor – falou o comissário já notando a presença de Bruce. – A festa é lá atrás.

– E você também não deveria estar aqui – rebateu Bruce.

– Sim, mas eu sou a lei, quem discordaria disso?! O prefeito? – o comissário apagou a bituca de cigarro no corrimão da varanda onde estava apoiado.

– Que tal um dos financiadores da DPG?! – Jim virou-se e deu de cara com um Bruce Wayne que escondia o brilho nos olhos. – Olá comissário.

– Ora, ora se não é o senhor Wayne – o comissário fez uma reverência tosca e de mal jeito – o que o senhor riquinho quer?

– Primeiramente, lhe parabenizar pelo bom trabalho – falou Bruce se aproximando – segundo, dizer que o que você fez lá dando honrarias ao Batman foi bem corajoso.

– Você diz coragem, eles dizem balela – respondeu o comissário.

– Eles quem, exatamente? – perguntou Bruce já sabendo a resposta.

– Os políticos corruptos, aproveitadores e o prefeito principalmente. Não vou com a cara dele. – respondeu Jim se preparando pra acender outro cigarro.

– Você realmente é impossível – o comissário ergueu o Masso de cigarro como se propôs um brinde.

– Eu tento. Aliás senhor Wayne se você não se importa que eu faça uma pergunta... O que o antigo teatro de Gotham significa pra você?

Bruce ficou mudo por uma instantes e pensou em não responder.

– Quer saber, esqueça – falou o comissário – eu tô sendo um babaca insensível.

– E se eu fizer uma pergunta? – falou Bruce mirando o teto – Onde está a mulher que veio a festa com você?

– Você gostou dela ou algo assim? – perguntou o comissário, mas Bruce apena fez um sinal de desdém. – Tanto faz, ela é só uma garota que o DPG me empurrou. Afinal um cara do meu patamar precisa de uma acompanhante linda... Mesmo eu não... Sendo como eles querem... – a resposta fez Bruce ficar sem palavras, mas se manteve calmo. – Perdão pela pergunta sobre o teatro. Eu sei o que representa pra você, foi mal.

– Tudo bem, já me perguntaram coisas bem piores. Mas se você aceita uma dica, deveria parar de fumar. Isso deixa você mais perto da morte. – Antes de por o cigarro na boca, Jim parou e olhou nos olhos de Bruce. Se aproximou fazendo o milionário recuar. Já bem próximo Bruce conseguiu sentir o hálito de whisky barato na boca do comissário o nariz de ambos quase se tocando. – A.. A... Algum problema?

– Não, nada só achei que... – o comissário guardou o cigarro e se interrompeu – Você é um homem intrigante senhor Wayne. Não busca benefícios fazendo o que faz...

– Isso é ruim?! – perguntou Bruce.

– Não... Só... Intrigante – falou o comissário. – É difícil pra um cara como eu admitir que você é um cara legal. Continue fazendo o bem pra essa cidade senhor Wayne. É de baixo que...

– Mudamos as coisas pra melhor! – completou Bruce. – Você disse isso pra mim quando me acolheu naquele beco quando meus pais morreram. É uma frase que eu nunca esqueci. Você também continue fazendo o bem pra essa cidade, comissário Gordon.

– Então você ainda se lembra disso, ein?! – instigou o comissário.

– Eu nunca esqueceria. Inclusive, lamento que seu casamento tenha acabado. Espero que encontre alguém tão bom quanto você – falou Bruce com pouco sinceridade na voz.

– Como você sabe disso? – perguntou o comissário.

– Um morceguinho me contou – falou Bruce saindo rapidamente da sala.

O comissário não fez menção de segui-lo. Bruce bateu de frente com Harvey e deu a desculpa do sono para sair dali, sendo que o que ele queria mesmo era por o traje e patrulhar em meio a noite para clarear a mente. Logo Alfred o encontrou e juntos voltaram para a batcaverna.



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