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História A Chamada dos Mortos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Como prometido o cap 3 está aqui, espero que gostem! Boa leitura <3

Capítulo 3 - A Primeira Chamada


Fanfic / Fanfiction A Chamada dos Mortos - Capítulo 3 - A Primeira Chamada

A chamada dos mortos

 

 

 

“Rei de tremenda majestade

Que salva de graça aqueles que são dignos

Salva-me, ser de misericórdia

Salve-me, ser de misericórdia

Quanto temor irá haver

Quando o julgamento chegar

Para condenar a todo lugar

De tudo que não é visto

Até o infinito”

 

EURIELLE: City of The Dead

 

 

Atualmente:

 

S/n

 

Meu trabalho na pequena biblioteca perto da faculdade não era nada difícil, ajudar as pessoas a procurarem um livro interessante e cuidar do caixa de vez em quando era moleza. Hoje que não tinha quase ninguém seria um daqueles dias em que eu ficava de boa conversando com o meu colega enquanto comíamos o bolo que a dona da biblioteca fazia para nós dois nas quartas feiras. O único problema era que desde ontem eu não me sentia nenhum pouco relaxada, quer dizer, fazia tempo que eu não me sentia relaxada, mas aquela mensagem me deixou ainda mais desestabilizada. Eu sabia que aquele aplicativo tinha alguns bugs, só que nunca imaginei que ele me mandaria uma mensagem daquelas. O criador do app devia fazer alguma para concertar aquilo, provavelmente outras ARMYS como eu não iam querer receber algo tão macabro assim. Quando fui dormir, nem quis que o meu celular ficasse perto da cama, onde ele geralmente fica. Talvez eu estivesse exagerando, mas para quem já não estava bem aquele incidente acabou me deixando ainda pior.

Então lá estava eu, sentada na poltrona perto de uma estante de livros com um prato cheio de bolo na minha frente, enquanto isso meu colega organizava algumas prateleiras com livros antigos. Bom Hwan, até tentava puxar um papo comigo, falava sobre livros e como ele odiou cada segundo que passou lendo “O Morro dos Ventos Uivantes”, achando todos os personagens muito chatos, incluído um tal de Heathcliff. Sinceramente, eu escutava tudo, porém, não tinha nada para comentar sobre essas coisas, apesar de trabalhar com livros eu não era uma leitora avida que sabia quem escreveu qual livro ou que sabia criticar e dar minha opinião sobre o enredo.

- Na minha opinião um relacionamento daqueles nem deveria ser considerado romântico, aquilo era pura obsessão. – Ele falou rindo com escarnio. – Quando você é muito fascinado com algo ou alguém, as coisas tendem a dar errado, era um final meio obvio e merecido.

- As vezes as pessoas não conseguem controlar o que sentem uma pelas outras, Oppa. – Pela primeira vez naquele dia eu opinei em um de seus comentários, fazendo o mesmo se virar para mim com uma cara de surpresa. – Quer dizer, na maior parte das vezes é impossível, então não dá para culpar os personagens por se sentirem tão atraídos um pelo outro.

- É... talvez, mas eles eram doentes S/n, quando você ama alguém de verdade você não quer machucar essa pessoa, você tenta protege-la e tenta cuidar dela. Os dois estavam a todo tempo prejudicando um ao outro. – Meu colega respondeu ao terminar de ajeitar as coisas na prateleira. Ele logo veio e se sentou na poltrona vermelha que ficava de frente para minha, cruzando as pernas e ajeitando os seus óculos como normalmente fazia. – O amor é para ser algo bom, não concorda? – Me questionou com aquele olhar de seriedade.

- Eu acho que o amor só serve para te magoar. – Falei sem hesitação, afinal de contas eu sabia muito bem o que era amar alguém ao ponto de querer chorar só de ver seu rosto ou ouvir sua voz. Bom Hwan pareceu perceber minha amargura ao dizer aquelas palavras, então preferiu não continuar a tocar naquele assunto e enfiou um grande pedaço de sua própria sobremesa na boca. – A senhora Kim disse que poderíamos fechar a biblioteca mais cedo hoje. – Lhe informei ao lembrar da conversa que tive mais cedo com a minha chefe e ele ergueu seu olhar para mim com feições animadas.

- Sério? É a melhor noticia que eu recebi essa semana. – Exclamou com a boca de cheia de bolo de chocolate, me fazendo soltar uma risada. – Quer dizer, depois da editora negar meu livro eu bem que estava precisando de um animo no meu dia.

- O que? Eles negaram seu livro? – Vi ele concordar e não acreditei que aquilo era verdade. – Por que fariam isso? Você é o melhor escritor que eu conheço!

- S/n, isso não é muito reconfortante, você nem lê direito, sou eu que tenho que te contar sobre as histórias já que você tem preguiça. – Riu – Mas obrigado mesmo assim.

- Eles com certeza vão logo perceber o que estão perdendo e irão voltar implorando por uma segunda chance. – Disse, convencida de que eu estava certa. – Além do mais, se eles não voltarem tem sempre outra editora que pode publicar seu livro.

- Você está certa, falando nisso acho que já tenho um possível plano B.

- Isso é ótimo. – Respondi com um sorriso no rosto. Vi que Bom Hwan ia dizer algo, mas antes que ele pudesse começar a falar ouvimos um celular tocando.

- Acho que é o seu S/n. – No mesmo momento eu fui até o caixa, onde eu havia deixado o aparelho, e peguei o objeto que estava jogado na superfície amadeirada. Ao olhar para a tela me deparei com um número que eu não conhecia, e franzi o cenho sem entender bem do que se tratava aquela ligação.

- Alo. – Disse ao colocar ele perto do meu ouvido. Eu estava à espera de conseguir ouvir alguma coisa, mas os segundos iam passando e não havia nenhuma resposta além do silencio, então me sentindo meio impaciente eu disse novamente. – Alo? Tem alguém aí? – Ao invés de ter uma resposta, o silencio continuou a ser a única coisa perceptível que vinha do outro lado da linha, então foi nesse momento que eu cheguei à conclusão de que aquilo só podia ser um trote. – Olha aqui, eu vou desligar...

- S/n. – Ouvi uma voz máscula sair do celular e fiquei ainda mais confusa.

- Quem é? – Perguntei curiosa, era estranho ter um homem me ligando, já que meu único amigo do sexo masculino era Bom Hwan. – Alo?

-...- Depois de ouvir um breve barulho de respiração, a ligação caiu e eu encarei meu celular sem entender do que tudo aquilo se tratava. Fiquei alguns bons minutos parada no mesmo lugar encarando o telefone, antes da familiar voz de meu amigo me tirar do transe.

- Tudo bem? – Ele perguntou e eu afirmei com a cabeça. – Quem era?

- ...engano. – Murmurei.

 

 

Depois de mais uma hora de serviço, Bom Hwan e eu fechamos a biblioteca com um recorde de 0 clientes hoje. Eu e ele trancamos o lugar e deixamos tudo arrumado, logo nos despedindo um do outro com aquele clássico aceno acompanhado de “boa noite e até amanhã”. Como sempre, eu peguei o metro que não ficava muito longe do meu trabalho para ir para casa, e mesmo já sendo um pouco tarde, eu não me importava de voltar sozinha. Sentei em um banco perto da janela e encostei minha cabeça na superfície gelada, os meus fones de ouvidos estavam cada um em um lado e eu escutava alguma música cover do Jungkook, acho que era “Purpose”. Com aquele clima de calmaria, eu nem percebi quando acabei pegando no sono.

 

Ao abrir meus olhos eu estava em um lugar completamente diferente, acho que era em uma floresta por conta da quantidade de arvores que tinha naquele lugar. Sentia frio, muito frio, tanto frio que tive que me abraçar para tentar de alguma forma aquecer meu corpo que tremia. Então, prestei atenção aos arredores, estava escuro, era uma noite sem estrelas e eu era a única pessoa presente no local. Minhas vestimentas não eram nem um pouco adequadas para a situação, usava um vestido rosa, que havia sido manchado com algo vermelho. Tentando escapar daquela situação horrível, comecei a caminhar em direção a algo, a qualquer coisa que pudesse me tirar daquela floresta. Como se minha situação já não fosse ruim o suficiente, ouvi passos atrás de mim, galhos se quebrando conforme o que quer que seja chegava cada vez mais perto. Mesmo não sabendo do que aquilo se tratava, preferi não me arriscar e passei a correr com a maior velocidade que eu consegui. E aquele som de passos também aumentou, parecendo tentar acompanhar o meu ritmo, então sim, eu estava sendo perseguida. Com aquele conhecimento formado na minha cabeça, o desespero se tornou maior do que já era. Senti meus pés cansarem e se arranharem contra a superfície do chão, eu estava descalça e sentia a terra molhada, as pedrinhas e as folhas que ficavam no chão arenoso. O cheiro da natureza se misturava com algum cheiro podre que eu não sabia dizer o que era. Mas foi quando eu passei a desviar das arvores e dos arbustos que eu vi aquelas luzes de lanternas sendo refletidas na minha frente. A pessoa provavelmente estava acompanhada de outra pessoa, o que não era nada bom para mim. Comecei a acelerar ainda mais meu ritmo, enquanto tentava controlar as batidas nada saudáveis do meu coração, que ameaçava parar de funcionar a qualquer segundo por conta de todo aquele medo e ansiedade. Acho que foi por conta da adrenalina, mas consegui despista-los, e novamente tudo estava escuro e silencioso. Mesmo com a nova sensação de segurança e o sentimento de esperança de que sairia dali viva, continuei com meus movimentos acelerados. Contudo, por conta de não saber onde estava pisando, eu senti algo viscoso contra meu pé, e no outro segundo eu tinha dado de cara contra uma superfície dura. De repente tudo se apagou por completo.

 

 

Acordei assustada e colocando a mão testa, eu tinha batido a cabeça com força no vidro da janela. Suspirei descontente por ter tido um pesadelo naquele transporte público, e me levantei bem a tempo de sair antes que as portas do metro se fechassem, quase que vou parar em outra estação por conta do cansaço. Ao sair daquele lugar pensei no que tinha acabado de sonhar, não era a primeira vez que eu sonhava com coisas macabras assim desde a morte do Jungkook, mas tinha algo naquele pesadelo que era ainda mais amedrontador que os outros, eu só não sabia o que era.

 

 

Kim Taehyung

 

 

- Vocês têm que se decidirem logo, vão continuar com isso ou não vão? – O senhor Bang nos questionou pela vigésima vez naquela semana, e eu podia perceber claramente que aquele homem já estava perdendo a paciência conosco, mas sinceramente, pouco me importava. – Já é terceira vez nesse mês que a apresentação dá errado, então me digam de uma vez!

- PD-nim, dá mais um tempo para o grupo, a morte do Kookie ainda é recente, e estamos tentando lidar com essa situação. – Namjoon pediu, como sempre dando o melhor para apaziguar as coisas.

- Dois meses Namjoon, acho que já tiveram tempo o suficiente para se decidirem. – Ele respondeu irritado. – Ou o BTS continua sem o Jungkook, ou ele acaba de uma vez por toda.

- Talvez seja melhor ele acabar mesmo hyung. – Jimin proferiu, chamando a atenção de todos para si. – Quer dizer, não tem sentido continuar esse grupo sem o nosso maeknae.

- Mas Jimin, você está esquecendo dos nossos fãs. – Respondeu Jin com aquele tom ameno e cansado de sempre. – O Jungkook se foi e agora vamos deixar eles sozinhos também? Aquelas pessoas ainda precisam da gente.

- Eu não teria tanta certeza. – Hoseok disse. – As ARMYS sabem que o BTS não tem sentido sem o Jungkook.

- Mas o Jungkook ia querer que continuássemos. – Yoongi rebateu com aquele leve tom de brutalidade e amargura. – Ele não ia querer ver os amigos se separando por causa de sua morte.

- A questão é, Jeon Jungkook está morto, me desculpem, mas quem precisa resolver isso são vocês, e precisam resolver isso rápido. – O senhor Bang então saiu e nos deixou lá, sozinhos com nossos próprios pensamentos.

- O que vamos fazer, hein? – Namjoon questionou cansado.

- É bem simples hyung, você consegue subir em um palco e se apresentar sem sentir que falta algo? Sem se sentir culpado? Consegue fazer isso sem o Jungkook? – Perguntei – Por que eu sei que eu não consigo, eu não consigo mais ser o V do BTS.

 

 

 

 

 


Notas Finais


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