História A Change Of Heart - Doyoung (NCT) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Personagens Originais
Tags Doyoung, Kpop, Nct, Nct 127, Nct U, One-shot, Romance, Theonlyone
Visualizações 110
Palavras 1.839
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hai meu povo^^ Como estão vocês?

Estou de férias, yayyy!! E como sempre, já voltei a todo vapor mesmo sem meu próprio computador sksjksjskjk tô com tantos projetos para essas férias que mal consigo me conter, só quero ter tempo para escrever tudo que estou planejando :)
Feliz dezembro, meu anjinhos ♡ Dessa vez estou começando com o NCT, esse grupo que amo com todo meu coraçãozinho, e com o Doyoung, que é na minha opinião um dos melhores vocalistas que temos ♡ A capa foi feita pela @purrstell
Muito obrigada pelo apoio em Apreciar! Fiquei muito alegre aaa ♡

Boa leitura a todos! Nos vemos nas notas finais ♡
Isa xx

Capítulo 1 - .capítulo único


Fanfic / Fanfiction A Change Of Heart - Doyoung (NCT) - Capítulo 1 - .capítulo único

Escolher entre tantos belos buquês era difícil para um romântico como Kim Doyoung.

O garoto deu um longo suspiro diante das inúmeras flores coloridas, satisfeito pelo contraste que elas tinham sobre seus olhos. Doyoung sabia o nome de todas elas, desde os clássicos crisântemos até os delicados dentes-de-leão. Flores, na opinião do garoto, eram o mais belo, singelo e delicado presente que alguém poderia dar para uma pessoa amada. Elas tinham um curioso poder de cura que o encantava, e um aroma extremamente agradável também. Doyoung passaria o dia inteiro na presença delas sem hesitar.

Com um sorriso pequeno, o jovem Kim brincou com a ponta dos longos dedos nas pétalas de um belo buquê de rosas vermelhas e astromélias brancas, terminando por carregá-lo nos braços. Aquele modelo era uma das especialidades da pequena floricultura em que estava, localizada no coração da cidade de Guri. As paredes vítreas eram aconchegantes, assim como o instrumental de flauta escolhido pela dona da loja, uma senhora de cabelos grisalhos que, naquele momento, sorria com bondade para um cliente.

Doyoung ergueu o rosto, segurando firmemente o buquê grande enquanto mirava os olhos pequenos em direção ao ponto de ônibus do lado oposto da rua. Sentada no banco público, uma garota de postura levemente curva e pele clara brincava com os dedos sobre a calça jeans com alguns rasgos. O Kim não via — parte pela miopia aguda mal corrigida pelas lentes obsoletas, parte pela posição desfavorável —, mas sabia que os cabelos longos e escuros caiam como cascatas pelas costas dela, terminando pouco abaixo da cintura. Também tinha certeza que ela estava nervosa ao julgar pelos pés inquietos, hábito que nunca a abandonou desde o colegial.

O menino riu baixinho, negando com a cabeça. Era incrível como ele conhecia perfeitamente cada coisinha que tinha a ver com Ham Yeonwoo.

Ele sabia, por exemplo, que ela tinha mudado pouco desde quando se conheceram, mais ou menos dez anos atrás. Naquela época, Doyoung tinha cabelos arroxeados, usava blusas de flanela e tinha uns quilos a menos, o que o encaixava perfeitamente no perfil de boa parte dos adolescentes de quatorze anos da época. Contudo, por algum motivo, mesmo com toda sua mesmice, Yeonwoo se sentava próxima a ele nas aulas de Educação Física com seus tênis coloridos e sorriso fácil, querendo sempre conversar com ele como se Doyoung tivesse algo de interessante para dizer. Ele não tinha, na verdade, mas gostava de agir como se tivesse.

O Kim não sabia muito bem o que era se apaixonar com aquela idade, afinal, era só um moleque do fundamental que gostava de jogar jogos no computador quando não estava na escola. Entretanto, ele sabia que sentia algo quando Yeonwoo se aproximava toda sorridente para narrar alguma aventura de Row, seu coelho marrom sem um pedaço da orelha que roía os sapatos de suas bonecas, ou para contar alguma novidade recém descoberta sobre Júpiter, o planeta favorito da Ham. E Doyoung percebeu que algo estava errado quando se pegava trocando suas atividades de garoto solitário pela presença da menina desastrada que, de alguma forma, havia se tornado sua melhor amiga.

Ainda olhando para a garota do outro lado da rua, Doyoung crispou os lábios, tomado pelas boas lembranças. Mesmo que a mãe dele xingasse, o Kim gostava de se deitar sobre a grama do parque próximo a sua casa à noite para contar as estrelas com Yeonwoo, agora já no início do Ensino Médio. Doyoung havia crescido uns bons centímetros naqueles dois anos, fazendo com que Yeonwoo batesse na altura de seu nariz. A diferença não era tão gritante, porém Doyoung achava adorável.

Ficavam horas sobre a relva, sendo beijados pela brisa do início de noite. A jaqueta com resquícios de terra era algo que Doyoung ignorava, pois a cena mais bonita do local era o olhar encantado que a jovem Ham direcionava para o céu escuro e cheio de estrelas. Yeonwoo ainda era apaixonada por astronomia, e o garoto, com seus dezesseis anos batendo na porta, já podia afirmar com toda a convicção que era apaixonado por ela.

Completamente apaixonado.

“Você acha que há outros além de nós, Do?”, a menina perguntou com a voz que Doyoung gostava de chamar voz de conspiração. Ficava mais baixa, mais concentrada, mais séria. Yeonwoo assistia a muitos documentários sobre vida extraterrestre nos fins de semana, e o Kim, mesmo não sendo muito fã de ciência, a acompanhava quando podia.

“Seria muito egoísmo pensar que não. Imagina só: um universo grande como o nosso e só nós, terráqueos, nele? Não, parece bobagem”, ele respondeu prontamente, fazendo Yeonwoo sorrir com satisfação. “É por isso que eu amo você, Do”, a menina se expressou novamente e levou os lábios até a bochecha de Doyoung que, sem querer — e o pior é que foi mesmo inesperado —, se virou no instante exato. O toque breve de lábios os congelou, e um ficou olhando para o outro por tempo demais depois do susto. Por um momento, Doyoung começou a duvidar da lei da gravidade; tinha certeza que seu coração estava se elevando ao céu aos poucos de tão rápido que batia.

E bateu mais forte ainda quando, por vontade própria, Yeonwoo o beijou novamente, ambos deitados na grama miseravelmente cortada do parque municipal de Guri.

— Temos arranjos lindos para dar para a pessoa amada. Tenho certeza que vamos achar algo especial para você.

A voz mansa da idosa atrás do balcão fez Doyoung sair um pouco de seus devaneios para olhar para o garoto que a fazia perguntas. Ele não parecia ter mais do que dezoito anos e parecia ansioso, o que fez o Kim se lembrar de quando tinha exatamente aquela mesma idade e procurava um presente para dar a Yeonwoo no primeiro aniversário de namoro deles.

A memória o fez rir baixinho e voltar a olhar para a menina do outro lado da rua, agora distraída demais ao mexer em sua bolsa. O primeiro ano ao lado da Ham havia sido um ano de descoberta, aprendizado e autoconhecimento, pois Doyoung nunca havia se permitido se abrir com alguém da forma que fez com Yeonwoo. Nela, havia encontrado uma parceira, amante e amiga. Havia aprendido a ceder também, assim como a não ficar de cabeça quente após alguma discussão boba. No fim, sempre se resolviam. Felizmente, o amor superava tudo.

“Eu não sei o que fazer, vovó”, num almoço de domingo, o garoto, desesperado, recorreu à única presença feminina que tinha como referência. A mais velha riu e bagunçou-lhe os cabelos exatamente da mesma forma que fazia desde que o menino se lembrava. “Dê flores, meu querido. Um homem nunca erra quando dá flores para quem ama”.

E foi por isso que, no dia em que completavam trezentos e sessenta e cinco dias como namorados oficiais, Doyoung bateu na porta de Yeonwoo com um buquê de rosas vermelhas e astromélias brancas. A menina abriu um enorme sorriso ao vê-lo com o presente, então Doyoung soube ter feito a escolha certa.

Sozinho no corredor da floricultura, o Kim, com um sorriso saudoso, reviveu na mente aquele dia em especial: o almoço numa lanchonete temática, o passeio no observatório, as compras na loja de HQ’s e o filme que assistiram no fim da noite, no apartamento perto da universidade que Doyoung dividia com uns amigos — que haviam saído para deixá-lo mais confortável. E fora naquela noite também que Doyoung e Yeonwoo se amaram por completo pela primeira vez, onde seus corpos e carícias se tornaram um só num conhecimento respeitoso, íntimo e único.

“Dá pra acreditar que ontem mesmo éramos duas crianças brincando de esconde-esconde no recreio da escola?”, foi Yeonwoo quem perguntou com um sorriso preguiçoso enquanto tocava o abdômen desnudo de Doyoung. Ele sorriu e a beijou de novo, não podendo estar mais realizado por sua paixão estar finalmente em seus braços.

E ela permaneceu por muito mais tempo com ele, crescendo e amadurecendo juntos.

Doyoung, voltando-se novamente para o presente, tocou mais uma vez as pétalas delicadas do buquê de rosas e astromélias que havia escolhido no meio de tantos outros. Yeonwoo, do lado de fora, se levantou ao olhar para o fim da rua, de onde seu ônibus provavelmente estava vindo. O garoto analisou a figura esbelta se erguendo do banco e dando alguns passos para a borda do meio-fio enquanto abaixava o buquê. Sabia que ela sorriria diante daquele buquê que o garoto segurava, fazendo-a se relembrar de tudo que viveram.

Contudo, uma mão enrugada tocou o ombro do Kim, tirando-o do mundo das ideias. Era a dona do local com um sorriso gentil.

— Doyoung, querido — disse sua chefe e também avó — você pode ajudar nosso cliente a encontrar um presente para a namorada?

O Kim ficou parado um instante, pensando um pouco antes de assentir. Sua avó saiu e o deixou sozinho com o garoto no corredor de buquês que ele conhecia muito bem, afinal, trabalhava na floricultura da família durante meio período desde muito novo. Antes de prosseguir, porém, deu uma última olhada para o ponto de ônibus e viu que Yeonwoo, que antes permanecera todo o tempo distraída, agora o olhava diretamente nos olhos. A menina deu um sorriso curto e acenou algumas vezes, e Doyoung jurava que conseguiria ver o anel de noivado dela se estivesse mais perto. Soube que o noivo da Ham era um homem bom e que a fazia sorrir, o que era bom. Com um sorriso também, o Kim acenou de volta com a mão livre antes de Yeonwoo entrar no transporte público e ir para seu destino, seja lá qual fosse.

Fazia algum tempo que não a via. Pelas contas dele, mais ou menos dois anos, que foi quando eles perceberam que a amizade que tinham um pelo outro havia superado o amor. Separaram-se amigavelmente e, mesmo que tenha doído no início, Doyoung havia entendido que um amor verdadeiro da adolescência não precisava ser exatamente o amor da vida dele. Mesmo não a amando como antes, desejava que Yeonwoo fosse feliz como ele era quando estavam juntos.

De qualquer forma, Doyoung gostou de vê-la. Yeonwoo havia se mudado para Busan mais ou menos quando terminaram — havia recebido uma boa proposta de trabalho em um planetário —, então devia estar na cidade visitando os pais. Eles ainda conversavam de vez em quando pelo celular. Doyoung a convidaria para uma cerveja para conversarem um pouco, em honra aos velhos tempos.

Seu coração havia mudado, mas ele era grato pelas boas memórias terem ficado.

— Gostaria de algo bem bonito... — o cliente esticou um pouco o pescoço para ler o crachá — Doyoung. É nosso aniversário, sabe?

O Kim sorriu, assentindo em compreensão. Deu uma última olhada para o buquê que ainda segurava e mostrou ao garoto.

— Bom, nós temos muitas opções aqui na loja, mas acho que esse modelo aqui se encaixa bem na situação. Aposto que sua namorada vai gostar muito.

O cliente pegou o buquê e o analisou de perto.

— É bem bonito — declarou. — Acha mesmo que ela vai gostar?

Doyoung sorriu levemente.

— Tenho certeza.

 

 


Notas Finais


ok talvez vocês não estivessem esperando por isso k k k

Minhas histórias: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/welcome-16876043
É minha primeira vez escrevendo algo desse estilo, não sei se funcionou muito bem, mas gostei bastante do resultado ♡♡ Espero que tenham curtido também! Comentários são sempre bem-vindos e respondidos com carinho ♡

Aliás, fiz uma thread com dicas de escrita, quem quiser dar uma olhadinha: https://twitter.com/acidtaehyung/status/1200787680134664192

Um beijo, views em Obsession e até mais ♡
Isa xx


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...