História A Change Of Heart - Capítulo 3


Escrita por: e GuidaSwanQuenn

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Ação, Aventura, Bdsm, Bottom, Comedia, Dominação, Domme, Drama, Fantasia, Intersexual, Lgbt, Mistério, Once Upon A Time, Ouat, Romance, Rumbelle, Storybrooke, Swanqueen, Top, Violencia, Yaoi, Yuri
Visualizações 80
Palavras 2.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, here I am
Alex na área 😎
Espero que gostem do cap, mais um pouquinho de SwanQueen para vocês

Boa leitura 🤗

Capítulo 3 - Proposta


A semana seguinte passou devagar, sem pressa, arrastando-se, quase como qualquer outra. Quase. Se não fosse a expectativa toda vez que a porta da minha sala fosse aberta, como se aquele par de olhos verdes fossem adentrar não somente o cômodo, mas devorar minha alma como um demônio. Um demônio, era isso o que Emma Swan significava. Mas ela não apareceu, e o final de semana chegou como um balde de água fria. Meu descontrole se resumiu a somente um dia, e provavelmente era somente isso que aconteceria. Só fui uma presa para aquele demônio, o que eu estava pensando? Ela era jovem, deveria ter uma lista inteira para supri-la, enquanto eu só fui seu passatempo para não ser expulsa. Mas agora isso acabou, porque mesmo que ela voltasse, eu não deixaria, em qualquer hipótese, que ela assumisse o controle outra vez.

Sábado e domingo eram os meus dias de folga, então aproveitei para me atualizar, lendo os últimos artigos que eu assinava para receber. Eu morava sozinha, então era uma paz sempre que estava em casa. Não tinha barulhos de vizinhos e ninguém vinha me incomodar, era o único lugar em que não tinha que me preocupar com mais nada.

De noite resolvi jantar fora, e escolhi um restaurante perto de casa. Já conhecia o lugar, era casual e discreto, mas ainda assim, resolvi avaliar o menu, mesmo que tivesse um prato preferido. Depois que fiz meu pedido, recostei na cadeira e analisei o ambiente. A maioria das mesas ocupadas era por casais ou grupos, de forma que havia o som de conversas, ainda que baixas, pelo ambiente. Roupas neutras, em sua maioria, ninguém estava com roupas de gala, e isso me agradava. Mas então paralisei, porque encontrei um par de olhos verdes fixados na minha direção. Engoli em seco. O que ela estava fazendo aqui?

Ela não estava sozinha. Havia um casal mais velho com ela, que conversavam entre si enquanto ela parecia ignorar completamente o que diziam. Pelo visto tinham chegado antes de mim, porque tinha pratos vazios na mesa, o que descartava a chance de ela ter me seguido. Um sorriso cafajeste se formou nos lábios daquele demônio, eu quis fugir, peguei minha bolsa e estava prestes a levantar, mas tão logo levantei, ela já tinha cruzado o restaurante e se fincava a minha frente como um muro. Então era tarde, porque ela estava perto, demasiado perto, e o sorriso presunçoso que brincava em seus lábios dizia que ela sabia que já tinha me impedido de fugir.

–Boa noite, diretora. – Sua voz estava baixa, descaradamente seus olhos deslizaram milimetricamente pelo meu corpo, despindo-me. – Está linda essa noite. Está esperando alguém?

–E se eu estiver? – Meus olhos estreitaram em desafio. Não deixaria que ela assumisse o controle dessa vez.

–Bem, sinto muito por essa pessoa, sua verdadeira convidada já chegou. – Ela sorriu mais, erguendo a sobrancelha.

–Quem seria essa pessoa? Você? Por favor, não estou desesperada para sair com alunos. E se estivesse, por que seria você?

–Eu preciso mesmo dizer, Mills?

Havia um tom de malicia quando ela dizia meu sobrenome, como se fosse óbvio o efeito que ela tinha em mim.

–Anda, sente-se, não quer atrair mais atenção. Ou quer?

–Você está acompanhada, por que está perdendo seu tempo aqui, Swan?

Ainda que perguntasse, eu sentei, porque realmente não queria atrair atenção desnecessária, não quando uma aluna estava aqui, comigo. Ela sentou do meu lado, olhando para o casal, que agora lançavam olhares irritados na sua direção.

–Pelo exato motivo de estar acompanhada que estou aqui. – Disse simplesmente, seus olhos fixando nos meus. – Você salvou minha noite.

–Se não queria sair com eles, por que está aqui?

–Eu não tive escolha. São os meus pais.

Estreitei os olhos, voltando a olhar o casal. Tinham meia idade, o homem tinha cabelos grisalhos de poucos centímetros, sem barba, e possuía fortes olhos azuis. Ao contrário do corpo firme e alto do homem, a mulher tinha traços mais delicados e o corpo pequeno, cabelos escuros e olhos verdes. Emma estava desconfortável ao meu lado, e para isso eu sorri. Era a segunda vez que nos falávamos, e ver que ela não era tão poderosa quanto fez parecer, foi uma maravilha. Meu prato chegou, um clima estranho se instalando na mesa, porque eu não estava esperando um acompanhante.

–Você quer pedir algo? – Perguntei a ela, gesticulando o garçom.

–Eu já comi, mas vou aceitar a sobremesa.

Um sorriso malicioso se desenhou nos seus lábios, e outra vez, meus olhos estreitaram, porque era evidente que não era a comida que ela se referia.

–Bem, escolha o que estiver no menu, é a única coisa que vai ter. Por minha conta.

Ela riu, pedindo um bolo de chocolate, como uma verdadeira criança, e se dispôs a comer igualmente como uma.

–Creio que sua relação com os seus pais não é um conto de fadas. – Observo, limpando os lábios enquanto a olhava.

–Não, não é. – Concordou, olhando para a outra mesa, e então para mim. – Eles aparecem algumas vezes no ano, e resolvem fingir que somos uma família.

–Eles trabalham em outro estado?

–Sim. E quando não estão trabalhando, estão viajando.

–E por que não aproveita o tempo em que estão aqui?

Ela se remexeu, inquieta, no lugar, o pequeno garfo brincando no prato. Mordi o lábio, afastando o meu prato vazio. Melhor não insistir em saber seus problemas, constatei.

–Bem, fico feliz que tenha parado com as brigas. – Digo, atraindo sua atenção. – Não seria bom arranjar confusão na sua semana de provas.

–Achei que me comportando, atrairia sua atenção.

–Você não perde uma, Swan.

–Não está reclamando, está? – Sua mão encontrou minha perna embaixo da mesa, apertando minha coxa. – Ainda estou matriculada no curso, pelo que reparei.

–Emma...

Segurei seu pulso a fim de tirá-lo, mas me peguei querendo que ela continuasse. Foi somente um segundo ou dois, mas foi como se ela tivesse lido meus pensamentos, porque sua mão subiu mais na minha perna, os dedos deslizando em uma caricia suave por cima do tecido da minha calça. Parou perto do meu sexo, fazendo círculos na parte interna da minha coxa.

–Diz que não gosta.

–Eu não-

–E eu vou procurar outras coisas que goste.

Fechei os olhos, respirando fundo. Não a deixar no comando, Regina, lembre-se disso.

–Eu sou um brinquedo para você, Swan?

Afastei sua mão, finalmente, sinalizando o garçom para trazer a conta. Olhei para a mesa que os pais de Emma estavam, mas em minha pequena distração, eles já tinham ido embora.

–Você nunca será um brinquedo, Regina. – Emma respondeu, tocando a minha mão, seu rosto mais sério.

–Então o que você quer comigo?

Ela não respondeu de imediato, e o garçom entregou minha conta. Peguei minha carteira e coloquei duas notas, esperando meu troco. Então levantei, seguindo para fora, mas tão logo cheguei no meu carro, senti as mãos firmes de Emma segurarem minha cintura e me virarem em sua direção, mantendo-me no lugar.

–Você tem que parar de fugir de mim, Regina. – Ela disse perto do meu rosto, mas não ousando avançar mais que isso.

–O que você quer de mim, Swan? Com todas as garotas da sua idade, o que acha que ganha vindo atrás de mim?

–Eu quero você, Regina. Eu te achei uma mulher impressionante e atraente. Por que não arriscar? Eu sei que posso te dar muita coisa.

–O que você poderia me oferecer?

Era como se eu tivesse sido pega numa armadilha, porque ela me beijou. Avançou o mínimo espaço entre nós e colou os lábios nos meus, devorando-os com fome. Era como se sempre fizesse isso, como se fosse normal, jantar comigo e me beijar no fim. Ao tempo que descobria um novo gosto naquele beijo, uma nova reação do meu corpo. Era como se Emma Swan tivesse o manual do meu corpo, e não tivesse qualquer receio em mexer e modificar minhas engrenagens. Ainda assim, pressionei as mãos em seus ombros e a afastei, olhando para os lados, vendo as pessoas olharem em nossa direção e então virarem o rosto.

–Estamos em público, Swan. – Digo a ela, que sorria, as mãos em minha cintura ainda.

–Não se preocupe. Ninguém que te conheça na faculdade vem nessa região.

–Não importa. Você não tem o direito de fazer o que bem entender.

–Você não gosta? Porque da última vez, pelo que lembro, você não pareceu nem um pouco incomodada com o que estava te dando. Qual a diferença agora?

–Swan...

Olhei ao redor outra vez, e agradeci quando ela se afastou, erguendo as mãos em rendição.

–Pode me dar uma carona? – Ela perguntou, escondendo as mãos nos bolsos da calça. – Estou longe de casa e perdi minha carona de volta.

–Eu posso te chamar um táxi.

–Está com tanto medo de mim, Regina?

–Eu não tenho medo de você, Swan.

Ela sorriu, erguendo as sobrancelhas, provocando-me. Revirei os olhos, abrindo a porta do carona e sinalizando para ela entrar. Era um erro, um tremendo erro, mas eu não podia deixar aquela garota sozinha ali. Não me faria mal fazer um favor. Era só isso. Ela entrou e eu assumi meu lugar no volante, ligando o carro e dirigindo.

–Você mora aqui perto? – Ela perguntou, parecendo querer puxar assunto.

–Sim.

–Interessante. Mora sozinha?

Desviei os olhos da estrada, encarando aqueles olhos fixos em mim.

–Qual o seu interesse?

–Todos. Quero conhecer você.

–Por que eu? – Pergunto, desconfiada.

–Por que não você? Só estou pedindo uma chance. Não tem o que perder se aceitar, você só ganha. Assim como eu.

Não respondi, porque sinceramente, não sabia o que dizer. Sequer tinha certeza do que ela estava me propondo. Sexo? Um relacionamento? Ambos? Não tinha certeza nem se eu queria descobrir. Meu corpo a queria, desejava suas mãos e sua pele na minha, queria descobrir e ser descoberta. Mas meu superego gritava constantemente para não ceder, para assumir o controle e me afastar dessa mulher. No entanto, lá estava eu, indo contra meus desejos e minha razão, e a levando para casa, recebendo suas investidas, porque ela era insistente, e por algum motivo no meu inconsciente, eu gostava disso.

–Você quer entrar? – Ela perguntou quando parei em frente ao prédio que ela morava.

–Definitivamente, não.

–Imaginei que fosse dizer isso. – Seu riso preencheu o carro enquanto soltava o cinto de segurança. – Você pode esperar aqui?

–Esperar? Por que?

–Eu quero te dar algo. Pode esperar aqui, enquanto subo para pegar e volto?

–Swan...

–Não vou demorar. Prometo que vale apena.

Esfreguei os olhos, tentando me decidir. O que ela poderia me dar? Voltei a olhá-la, então suspirei para as suas sobrancelhas erguidas.

–Você tem dez minutos.

Ela comemorou, sorrindo abertamente. Então saiu do carro, andando apressadamente para o outro lado da rua e entrando no prédio. Considerei ir embora, mas tinha certeza de que cedo ou tarde, ela iria atrás de mim. Logo ela voltou, trazendo algumas folhas consigo. Apoiou-se na minha janela, colocando as folhas no meu colo, esperando que eu olhasse. Olhei, mas não entendi o que estava ali. Parecia uma lista, mas era com termos que nunca ouvi falar. A loira soltou um risinho para a minha confusão, e eu a encarei com olhos estreitos, suspirando.

–Esse é meu contrato, Regina. – Explicou, como se fizesse mais sentido.

–Contrato? Está se vendendo?

–Algo parecido com isso. – Ela riu, apoiando os braços na porta e curvando-se mais na minha direção, parecendo não se importar que estava com parte do corpo na rua. – Essas são as coisas que eu quero fazer com você. – Apontou a lista de itens no papel. – E aqui – seu dedo chegou ao fim da folha, onde havia espaço para assinatura –, é onde você me dá permissão para fazer tudo isso. Eu pensei em colocar a descrição de cada prática, mas achei que não fosse acreditar em mim. Então, você tem 24 horas para pesquisar e pensar no assunto.

–O que te faz pensar que eu assinaria isso?

–Estou te oferecendo uma oportunidade, Regina. Eu quero te fazer minha, é tudo que mais desejo. – Ela sorriu, o sorriso mais dócil que já a vi possuir, e segurou meu queixo, oferecendo uma caricia suave, os olhos deslizando entre os meus lábios e minhas írises. – Quero te dar prazer, mas quero muito mais. Quero te conhecer e cuidar de você.

–Cuidar de mim? – Meus olhos estreitaram, duvidando daquele absurdo. – Swan, eu sou mais velha que você.

–Melhor ainda, Mills. – Seu rosto se aproximou mais, e ela segurou meu queixo para impedir que eu me desviasse. – Eu quero te dar tudo, para que não tenha que se preocupar com mais nada.

Seus olhos estavam tão intensos, que eu não tinha como duvidar que era aquilo que estava detalhado no tal contrato, porque era isso o que eu via nos seus olhos. Talvez não fosse tão mal analisar aquilo, certo?

–Me dá uma chance Regina, pelo menos leia. Você sempre pode desistir se eu não estiver te satisfazendo.

–Tudo bem, Swan, eu vou ler. Mas não espere que eu assine.

–Se eu não esperasse que assinasse, por que eu estaria insistindo?

Então aquele sorriso diabólico, que eu já estava me acostumando a ver. Revirei os olhos, girando a chave no contato e ligando o carro outra vez. Ela ergueu meu queixo na sua direção, seu rosto a milímetros do meu.

–Espero sua resposta na segunda, Regina. Meu número está no contrato.

–E se eu não responder até lá? – Provoquei, erguendo a sobrancelha.

–Eu sei o caminho até seu escritório. Posso te fazer outra visita para se lembrar do que pode ter.

–Emma...

–Boa noite, Regina.

Ela se afastou, simplesmente, sorrindo da maneira mais canalha que eu já vi, porque ela tinha cumprido seu objetivo. Eu tinha desejado que seu boa noite fosse um beijo, porque não a afastei, e ela sabia disso. A frustação queimou em meu peito enquanto a via atravessar a rua e subir os poucos degraus até a portaria, virando-se no último degrau e me flagrando ali, parada, somente a olhá-la. Era como se esperasse que eu a chamasse, que pedisse por mais. Mas não, eu não faria isso. Sou Regina Mills, arquiteta, professora e diretora do curso de Arquitetura, e não deixarei uma aluna me levar a esse nível. Não mais. Soltei o freio de mão, e apertei o pé no acelerador, saindo daquele lugar o mais depressa que podia.


Notas Finais


E Então?☺
Será que vai mesmo assinar e se entregar a Emma?
Espero todos mais abaixo 😚
Até o próximo


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