História A Cheerful Heart Makes A Long Life - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Amizade, Aventura, Mistério, Policial, Romance
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Palavras 2.675
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey! Esta é uma história que eu venho trabalhando bastante para que dê certo, espero que gostem!

Capítulo 1 - 001 - Driving On The Other Side Of The Road


Fanfic / Fanfiction A Cheerful Heart Makes A Long Life - Capítulo 1 - 001 - Driving On The Other Side Of The Road

Janeiro, 2015

                          Capítulo Um: Pleasure to meet you, England.                          

 

Começos são desafiadores. Nós não temos uma maneira completamente correta de nos prepararmos para o que quer que esteja por vir, e isso é assustador. Mudar-me para o outro lado do oceano é assustador. Mas, eu posso antecipar que certamente foi uma épica jogada para minha carreira.
Apesar de ter lido em algum lugar que Mumbai, na Índia, é a 'Cidade dos Sonhos', Londres definitivamente também merece esse posto. Com o Big Ben, Palácio de Buckingham, e a espetacular London Eye... O único fator contra é que terei que me adaptar em dirigir com o volante no lado direito do carro.
Deixar L.A foi algo realmente doloroso, especialmente por não poder trazer minha família comigo. Infelizmente, o programa não cobre familiares e fazê-los se mudarem seria bastante inviável, considerando que Greg acabou de começar a estudar direito na UCLA ( Universidade da California ) e meus pais gastaram um bom dinheiro reformando a casa para o inverno, já que a estrutura estava precisando de uns reparos.
Quando ligaram do Westminster Hospital, dizendo que estavam começando a contratação de residentes veteranos deste ano e estavam interessados, não pude ficar mais feliz. Minha vez havia chegado, finalmente. Minha melhor amiga, Vivian, mudou-se para cá ano passado pelo mesmo programa, - Residency Program Westminster Hospital, RPWH - e atualmente ela está fazendo sua especialização em Traumatologia. Nós na verdade fomos para a escola juntas, mas ela pulou o terceiro ano por ter ganhado uma bolsa incrível em Stanford, dessa forma terminou o curso antes de mim. Aliás, mal posso esperar para vê-la! Faz um pouco mais de um ano que não a vejo, isso sem contar o tempo que ela esteve em Stanford. Eu, assim como meu irmão, fui para a UCLA.

Estive conversando bastante com Viv ultimamente, pegando o máximo de informações possíveis de Westminter e da rotina da cidade. Uma coisa em comum entre a cidade e Los Angeles, é que ambos estão em época de inverno. Mas o inverso daqui sem dúvida nenhuma não é o inverno californiano. A temperatura média aqui é em torno de 5 graus mais baixa, e a sensação térmica é menor ainda.

Estou no táxi agora, a caminho do prédio onde irei morar, que por sinal também é oferecido pelo hospital. O lugar fica a apenas dois quarteirões do WH, e pelas fotos que vi, o apartamento que ficarei tem dois quartos, um banheiro, cozinha, uma mini sala de jantar, sala de estar, e uma escadinha que sobe para uma varandinha do outro lado. É um prédio preto, com um design moderno, tendo a logo-marca do hospital no topo. Devo admitir que, pelo fato de ter morado numa casa com quatro pessoas por 21 anos, todo esse espaço que tenho parece ser demais para mim. Talvez encontre um colega de quarto, ou algo assim. Não posso dividir o apartamento com Vivian porque ela já compartilha um com outro residente.

Do aeroporto para cá, levamos em torno de 40 minutos, e todo o trajeto foi repleto de suspiros apaixonados por essa cidade extraordinária que é Westminster. Ela concentra muitos dos pontos turísticos que destacam a Inglaterra, como por exemplo o Big Ben e o Palácio de Buckingham. O prédio está situado após uma avenida, e de frente para vários estabelecimentos, entre eles, restaurantes, bares, lojas, farmácias. Não é à toa que escolheram um lugar como esse para acomodar os residentes, é bem completo e com pouca distância.

- Senhor, acho que chegamos. - disse ao olhar o panfleto uma última vez, conferindo o endereço.
O taxista parou instantes depois, quando localizara o prédio. Ele é consideravelmente alto, tem um cabelo meio ondulado num corte repicado e penteado para o lado. Deve ter no máximo uns 45 anos, e pelo som de sua voz durante algumas curtas conversas no caminho, com certeza não é inglês e em sua blusa tem um crachá de identificação. Ele se chama Paul Stevens.
- Vamos pegar suas bagagens. - respondeu Paul, saindo do carro e direcionando-se até o porta-malas.
Desci do veículo e imediatamente senti a leve, porém fria ventania em meu rosto, sorri agradecendo mentalmente minha mãe por ter me aconselhado a agasalhar-me antes de sair.
- Aqui estão elas, srtª Crawford.
O sr. Stevens as colocou na calçada, de frente para o local. Pus minha bolsa em cima da mala mais próxima e me aproximei dele com a carteira para pagar a corrida.
- Quanto devo te pagar?
- A corrida custou 27 euros, mas permita-me ser cortês e não cobrar nada. - eu estava prestes a interrompê-lo, só que ele se apressou em continuar. - Assim como você, já tive meu primeiro dia num país totalmente novo, e a receptividade inglesa é de se orgulhar. Eu vim para cá vinte anos atrás, depois de vencer um câncer de pele. Sabe, sempre quis viajar o mundo, e parecia a oportunidade perfeita. Londres seria o primeiro lugar. O fato é que você me lembrou bastante de mim quando cheguei, e se serve de ânimo, o que deveriam ser duas semanas de férias na Inglaterra, se tornaram em duas décadas e um belo casamento com duas filhas lindas. Seria indelicadeza da minha parte não retribuir o acolhimento incrível.
- Senhor Stevens, eu...
- Aproveite a cidade, senhorita. - o taxista sorriu, fechando a mala e voltando para o carro.
- Obrigada, muito obrigada. - acenei enquanto ele dava partida.
Outro suspiro encantado. Que cidade é essa?!
- Eu sabia que tinha escutado uma voz familiar da portaria, mas tinha que conferir com meus próprios olhos.
Olhei para a portaria do prédio e vi - finalmente fora de uma tela digital - minha melhor amiga encostada na porta, sorrindo para mim com os braços cruzados.
- O que está fazendo aí parada? Vem aqui me dar um abraço! - eu disse, abrindo os braços para recebê-la.
Vivian correu até onde eu estava e pulou em meus braços abraçando-me com toda força e saudade, que retribuí na mesma medida.
- Senti tanto a sua falta, Olívia! Tanto, tanto! - disse ela antes de desfazer o abraço.
- Eu também senti a sua, Viv! E Westminster é tão linda! Você é péssima para dar detalhes, a cidade é anos-luz mais bonita do que você disse.
Ela revirou os olhos, debochada.
- Sou uma poeta.
- Anda, me ajuda com essas malas. Agora eu não sei mais o que irei encontrar no apartamento. - falei fingindo estar preocupada enquanto entregava metade das malas para ela; dividimos igualmente as menores e as maiores.
- Liv, você vai gostar do que irá encontrar, confie em mim.
Entramos na portaria e o estilo contemporâneo se confirmava novamente nas paredes, janelas e móveis do espaço. As cores cinza e preto em contrastes, além do branco com singelos toques de azul escuro que são as cores do hospital. Tem um lustre de vidro maravilhoso logo após a entrada, que fica sobre a recepção e várias fotografias e conteúdos históricos do hospital.
- Olívia, quero que conheça Susan, a melhor recepcionista desse mundo inteiro!
Vivian e eu paramos na recepção, onde uma senhora estava sentada atrás do balcão fazendo algumas anotações. Ela tem os cabelos ruivos, apesar deles estarem mesclando com alguns fios brancos. Seu rosto, no entanto, é bastante jovial, dotados de olhos verdes cheios de vida. Quando notou nossa presença, abriu um sorriso adorável.
- Muito prazer em conhecê-la. - falei, arranjando um jeitinho de soltar as malas para cumprimentá-la.
- Olívia, o prazer é todo meu! Estava ansiosa para conhecer a amiga tão especial de Vivian. Ela fala de você todos os dias. - Viv e eu compartilhamos um olhar.
- Mal podia esperar para vir também. Susan, se você nos dá licença, precisamos arrumar as malas no apartamento, mas adoraria conversar novamente com você depois.
- Claro! Sabe onde me encontrar.
- Até mais tarde, Susie. - Vivian piscou para ela.
Pegamos um elevador no final do corredor e subimos para o quarto e último andar do prédio. O hall era bem iluminado, tinha alguns assentos espalhados entre os apartamentos.

403
Este era o número gravado na porta diante de mim. Pelo que li no panfleto, a chave está embaixo do tapete. Vivian notou que eu travei e se prontificou, abrindo a porta e entrando no apartamento.
- Vem, Liv. Você vai amar isso aqui, entra. - ela riu, me puxando pelos braços para dentro.
Ela não poderia estar mais certa.

O apartamento é bem mais amplo do que as fotos aparentavam demonstrar. À minha frente posso ver a sala de estar, e caminhando um pouco mais virando a esquerda, a cozinha, a sala de jantar e a pequena varanda. Acredito que ela dê vista para a frente do prédio. Já ao meu lado esquerdo, estão os quartos e o banheiro. Apesar de mobiliado, o lugar não está decorado, apenas todo pintado de branco, com um piso - muito confortável, aliás - de madeira.

- Sabe, doce, doce Vivian, eu acabei de chegar de um voo de quase onze horas, além de mais alguns minutos de táxi para chegar, seria muito bom se a minha melhor amiga fizesse o... Jantar? Que horas são aqui, afinal? - deitei numa poltrona na sala e Vivian no sofá marrom de três lugares ao meu lado - Em Los Angeles, seriam dez da manhã.
- São seis da tarde. - Viv checou o relógio de pulso.
Eu arregalei os olhos surpresa.
- Preciso me adaptar a essas oito horas de fuso.
- E, por mais que eu ame fazer torta de frango queimada para você, tenho o turno da noite no WH hoje.
- Sério? Você está trabalhando justo hoje? - ela confirmou com a cabeça.
- Mas, se serve de consolo tem um pub do outro lado da rua que é o melhor lugar para comer aqui. Eu amo aquele lugar. O nome do pub é El Louí, dono é uruguaio. Todos os funcionários são incrivelmente gentis e atenciosos, especialmente com imigrantes. Procure por Christopher, ele te receberá bem.

Ergui uma sobrancelha, olhando para ela desconfiada.
- Não pense besteira. Ele é um amigo extraordinário, mas só isso. É muito bonito também, só que não tenho esse tipo de interesse nele.
- Extraordinário e bonito? Muito bonito? Já são dois adjetivos consideráveis para o...
- Eu vou trabalhar! - Vivian me interrompeu, levantando-se e jogando uma almofada do sofá em minha direção.
- Bom trabalho, drª. Parker.
- Ei, - virei-me para ela, que estava na porta - estou feliz que esteja aqui.
- É, eu também. - nós sorrimos.
- Quando voltar amanhã, te ajudo a arrumar as coisas. Descanse, ligue para seus pais também, eles devem estar querendo notícias.
- Pode deixar. Vou tentar não me perder nesse lugar. É tão grande!
Ela riu.
- Até mais tarde, Liv.

Olhei a tela do celular e dizia que são 12 horas. Dormi acidentalmente por duas horas. Preciso consertar esse horário, pensei. Fiz as contas, e somando as oito do fuso horário, descobri que são 20 horas, percebendo também que a última vez que comi foi no avião. Abri a bolsa, peguei a carteira e as luvas de frio. Céus, devem estar fazendo uns 5 °C lá fora.

Susan não estava na recepção, então minha única opção e sugestão era o pub indicado por Vivian. Da porta do prédio dava para ver o lugar. O  lado de fora do estabelecimento é decorado pelas cores da bandeira inglesa, branco e vermelho.  Tem um toldo super bonitinho com o nome do pub  gravado. Ele tem um toque latino, creio que por conta do dono.

Os trinta segundos que levaria para atravessar a rua  dobraram e foi um doloroso e frio minuto até chegar no El Luí. O lugar é uma graça, admito. Muito, muito bem organizado, e com uma decoração que me traz a sensação de estar em casa. Logo de entrada está o balcão, onde algumas pessoas assistem jogos por uma tv de parede, enquanto comem e se divertem. Logo ao lado, tem mesas espalhadas pelo espaço, onde mais pessoas estão comendo, bebendo e socializando. Os banheiros ficam ao fundo. A decoração é menos expressiva que do lado de fora, porém isso não a torna menos bela. A tonalidade das cores foi amenizada, acredito que para dar a sensação caseira.

Graças a Deus, o lugar tem aquecedor. O alívio foi tão imenso que senti todo o meu corpo esticar relaxando. Pendurei meu casaco no mancebo disponível e optei por ficar no balcão, ao lado de um rapaz e sua cerveja. Talvez sua quarta cerveja, mas ele parecia sereno.

- É sempre tão frio assim por aqui? - perguntei, sentando-me ao seu lado.

Ele olhou minhas luvas, sorriu de canto e olhou para mim para responder:

- Por que diz isso? É a primeira noite no mês que podemos sair sem sofrermos hipotermia. - o rapaz abriu mais o sorriso, voltando a olhar para sua cerveja. Ri com sua piada descontraída. Seu sotaque é bem carregado. Eis aqui um nativo. - Seja bem-vinda à Inglaterra. Aliás, essas são luvas muito legais. -  acrescentou ele.

Observei o inglês por uns instantes. Ele tem os cabelos pretos bem lisos, com singelas ondas nas pontas, sua pele é branca de uma forma surpreendente, acho que ele pode até se camuflar no meu apartamento. Seus olhos são muito, mais muito azuis. O tom de azul do mais limpo oceano. Diria que ele trabalha com esportes, pois seu porte físico é bem atlético, mas não em uma forma exagerada. Fui interrompida por um funcionário com a cara mais simpática que eu já vi na vida.

Hey, você! Seu rosto certamente é novo por aqui.

Li o crachá Christopher S. Gardner, estava escrito. É claro.

- O seu também! - brinquei, e ele riu.

- Olha só, outra americana na casa! Você por acaso conhece Vivian Parker? Cabelos castanhos, olhos claros como o seu...

- Com 21 anos, cirurgiã de trauma e de Los Angeles? É, talvez eu conheça... Talvez aconteça de ser minha melhor amiga...

Christopher e o inglês compartilharam um olhar curioso. Christopher também possui um sotaque forte, mas não é daqui, talvez seja da Irlanda.

- Você está falando sério? Inacreditável! - É possível que esse menino consiga sorrir mais ainda?! Quanto carisma!, pensei. -  Então, o que faz por aqui, srtª USA?               

Sou uma cirurgiã, da mesma forma que Vivian. A diferença é que minha especialidade é cirurgia geral.

-  Qual o seu nome? -  o inglês me perguntou.

-  Olívia. Olívia Crawford.

-  Prazer em conhecê-la, Olívia. -  ele estendeu a mão para me cumprimentar - Eu sou Benjamin.

-  Então, Olívia, o que vai querer experimentar? -  o funcionário colocou o cardápio sobre o balcão, para que eu pudesse escolher.

- Eu estou com muita fome, então gostaria de qualquer coisa bem grande.

-  Deixe-me surpreendê-la, então. Voltarei em breve. -  Christopher piscou o olho, dando um breve e astuto sorriso.

Vivian estava certa. Christopher é encantador. O tipo de pessoa que você definitivamente quer por perto. Realmente acho que ele seja irlandês, e suas características me ajudam a deduzir. Seu cabelo é um tom de castanho quase loiro, porém os fios são mais grossos que os de Benjamin, além disso, o cabelo é mais curto, quase um topete. Seus olhos são muito verdes e seu sorriso bem, enorme.

-  Então, Benjamin, quantos copos você já tomou?

-  Eu não estou bêbado, então provavelmente não foram muitos.

-  Se você não lembra quantos bebeu, sua sobriedade é um pouco duvidosa.

Touché. -  nós rimos. -  Sinto muito Olívia, mas tenho que ir agora. -  ele checou o celular. -  O dever me chama.

Benjamin se levantou, indo buscar seu casaco

-  Eu realmente espero que esteja se referindo à sua cama.

-  É, eu também queria que fosse.

- Posso perguntar qual sua profissão?

Ele riu pelo nariz.

- Não se preocupe, você verá no noticiário amanhã.

Por que eu irei ver no noticiário amanhã?!



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