História A chegada - Capítulo 5


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Afrânio Cavalcante, Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurieta
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Palavras 3.908
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, gente. Voltei com o último capítulo. Eu me perdi no decorrer dessa história e não me achei. E como não sou de deixar as coisas pela metade estou finalizando essa fic. Obrigada a todos que leram. Desculpem os erros ortográficos.

Capítulo 5 - Felicidade


    O dia amanheceu com um céu azul e a temperatura estava agradável para a época do ano. A casa ainda estava dormindo quando eles decidiram ir ao quarto dos pais, que pelo o incrível que pareça ainda não haviam acordado e aquilo não era algo normal, eles sempre acordavam com os primeiros raios de sol. Julieta e Aurélio são acordados com os pulos dos filhos na cama do casal. Os quais faziam a maior baderna.

    Acordem! – Diziam enquanto continuavam a pular na cama.

    Mais o que aconteceu? – Aurélio procurava entender o porquê de toda aquela baderna logo cedo, enquanto Julieta se encostava na cabeceira da cama.

    Não o que aconteceu mas, o que vai acontecer, hoje! – Thomas falava e a irmã balançava a cabeça concordando.

    Aurélio olha pra Julieta que tem um sorriso tímido nos lábios e diz. – Bom, primeiro bom dia, para vocês também, segundo não sei do que vocês estão falando. – Termina de falar e pisca para Aurélio, que apenas sorrir com a cara de incredulidade dos filhos.

    Co-como a senhora e o papai não sabem? Hoje é o no... – Aurora é interrompida por Thomas que fala ao descer da cama com a cara tristonha e cabisbaixo.

    Vamos Aurora, talvez vovô se lembre. – Aurora assenti que sim e olha uma última vez para os pais com os olhos marejados. Já estavam abrindo a porta quando ouvem Aurélio os chamando. Os pais já estavam de pé e com um sorriso nos rostos que não fazia sentido.

    Voltem aqui. – Apenas se olharam e obedeceram ao chamado do pai. Todo o trajeto de onde estavam até chegar perto dos pais foi feito com um semblante triste e cabisbaixo. E que Deus os perdoassem, mas estavam rindo por dentro da cena que os filhos faziam e acabaram acreditando que os pais realmente não estavam se lembrando do que aquela data significava.

    Aurélio e Julieta se abaixam se colocando da altura dos filhos. – Vocês realmente acreditam que nós não sabemos o que houve nesse data? – Julieta pergunta e eles acenam que sim. – Como poderíamos esquecer que hoje foi o data que recebemos os nossos mais preciosos presentes? – Um sorriso iluminou os rostos dos filhos. – Feliz aniversário meus amores. – Os pais falaram juntos, em seguida os abraçando e os cobrindo de beijos acompanhado de pequenas cócegas.

    Pensamos que tinham esquecido. – Aurora diz entre os risos causados pelas cócegas que o pai a fazia.  

    Já mais! – Aurélio diz a colocando sentada na cama. – Agora, fechem os olhos, por favor. – E assim fizeram. – Agora, podem abrir. – Os pais estavam com um presente estendido na direção de cada um. Um sorriso largo toma conta do rosto dos pequenos. – Esperamos que gostem. – Aurélio fala entregando o presente para um dos filhos. Na última viagem que haviam feito a São Paulo, o casal acabou levando os filhos para passear e nesse passei passaram em frente a uma loja de brinquedos mas que por causa do horário já havia sido fechada, mas tanto Aurora como Thomas ficaram encantados com os brinquedos que viram na vitrine. Então, Julieta e Aurélio decidiram que comprariam um daqueles brinquedos no aniversário dos filhos.

    Gostaram? – Julieta mostra-se curiosa.

    Eu amei, mamãe! – Era um carinho que continha vários animas. Thomas, assim como o pai era encantado pelos animais.

    É a boneca mais linda que eu já vi na vida! – Depois dos livros, boneca com certeza era o que Aurora mais amava. Apesar de serem crianças já possuíam uma leitura muito boa para a idade.

    Agora, vocês tem que nos dá licença que vamos nos arrumar e descemos para tomar o café, hoje o dia vai ser corrido. – Aurélio diz com um sorriso no rosto. Deram um abraço nos pais e saíram.

    Eu realmente não acredito que eles estavam pensando que tínhamos esquecido. – Julieta enlaço seus braços no pescoço de Aurélio e trocam selinhos.

    Do jeito que falamos, até eu acreditaria. – Ambos sorriem. – Agora, vou preparar o nosso banho, hoje será um dia cheio. – Aurélio já estava chegando na porta do banheiro quando terminou de falar.

    Aurora e Thomas estavam completando sete anos, e os pais já haviam decidido juntamente com eles que fariam uma pequena festa, só para os amigos mais íntimos do casal, que incluía Elisabeta e Darcy e sua filha de três anos, Camilo e Jane e o neto que é mais velho que seus filhos pouca coisa. Ema e Ernesto e a filha do casal, que tinha quatro anos. Brandão e Mariana e o filho do casal de quase seis anos. Cecília e Rômulo e suas gêmeas de cinco anos. Ofélia e Felisberto. Lídia havia se mudado para o Rio de Janeiro por causa que o marido havia sido elevado a outro patamar no exército, exigindo deles a ida para o Rio e devido a data não poderiam se fazer presente, assim como Olegário e Charlotte que estavam viajando para a Inglaterra nessa data.  E alguns amigos dos filhos, visto que eles já haviam começado a frequentar a escola, sendo os filhos dos senhores Avelar, Albuquerque, Sousa, Ribeiro, Alves, Gomes e Guedes. Dona Agatha ficou responsável por toda a comida da festa e a senhora Antônia juntamente com o seu marido, o senhor Joaquim, ficaram responsáveis pela decoração da festa.

    Quando estavam descendo para tomar o café da manhã resolveram passar no quarto dos filhos, mas esses já haviam decido. E ao descer as escadas, Aurélio e Julieta notaram que a sala da fazenda estava cheia de gente que conversavam e riam sem parar, e no centro de tudo aquilo, estavam os filhos caçulas do casal que já tinham vários presentes o redor deles. E antes de terminarem de descer as escadas eles foram notados.

    Bom dia, Dona Julieta. – Camilo diz ao ver a mãe e indo em sua direção com um sorriso no rosto.

    Camilo, meu filho, bom dia. Que saudades eu estava de você. – Julieta abraça o filho, distribuindo beijos pelo rosto do primogênito.

    Bom dia, Aurélio, vejo que o senhor só faz bem a minha mãe, cada vez mais. – Julieta dá um leve sorriso.

    Bom dia, Camilo, estou feliz em vê-lo. – Estende a mão ao jovem e trocam um abraço. – Sua mãe é quem me faz feliz todos os dias. – Ambos riem.

    Bom dia a todos. – O casal fala ao mesmo tempo. – Nos desculpe por não estarmos na sala quando chegaram, não pensávamos que chegariam tão cedo. – Julieta como sempre procurava ser uma boa anfitriã.

    Bom dia, não se preocupe, Dona Julieta. – Jane fala com um sorriso pra sogra. Julieta retribui o sorriso e lhe dá um abraço e pergunta

    E onde está meu neto? – Julieta já havia passado o olhar por toda a sala e nada do neto.

    Ele está na casa da Dona Ofélia, passamos lá antes e ele quis ficar lá, em breve eles estarão aqui, mãe. – Camilo diz e Julieta apenas assenti.

    Bom dia, Julieta, Aurélio. Como estão? Seus filhos ficam mais lindos a cada dia que passa. – Darcy sempre muito educado.

    Bom dia, Darcy, estamos bem, obrigada. – Julieta lança um sorriso para o amigo de longas datas. – A sua filha está linda a cada dia também. – Um sorriso surgi no rosto do inglês.

    Bom dia, Julieta. – Elisa fala ao mesmo tempo que abraça a mulher. – Bom dia, Aurélio, e antes que pergunte, Ema já está no Vale, só teve que passar antes na casa dos pais de Ernesto, mais logo estará aqui. – Aurélio sorri e assente positivamente.

    Mais que baderna é essa? – O Barão pergunta ao adentrar a sala. Todos sorriem para o senhor de idade, que se duvidasse tinha uma saúde melhor que todos presente na sala.

    Bom dia, para o senhor também, papai. – Aurélio fala indo em direção ao mais velho.

    Bom dia, Aurelinho. Bom dia a todos. Cadê os meus netos caçulas preferidos? – Ao falar isso ver os netos indo correndo em sua direção, e os que estavam presentes na sala só observavam o quanto os pequenos amavam o avô. – Feliz aniversário, para os que fazem os dias desse velho mais felizes. – Estende uma caixinha pra cada um. Aurélio lembrou vagamente que no aniversário de sete anos de Ema o Barão deu uma caixinha parecida, só não se lembrava muito bem o que tinha na caixa. – É um broche com brasão da nossa família, espero que gostem, dei um a Ema quando ela tinha a mesma idade que vocês. – Os netos ficaram encantados com o presente.

    Obrigada, vovô, é lindo. – Thomas fala ao abraçar o avô.

    É muito lindo, vovô, eu amei. Muito obrigada. – Aurora diz e beija o rosto do mais velho. O Barão já estava com os olhos marejados.

    Agora, vamos todos tomar café dá manhã, já estou com fome. – Todos sorriem e partem para tomar o café. Muitas conversas foram travadas durante todo o café da manhã, tinham tantas coisas para conversarem. Camilo estava indo muito bem com o seu negócio do café artesanal, mas com características de um café nobre. Jane assim como Ernesto, trabalhava com Camilo. Elisa, além de uma jornalista bem sucedida, tinha lançado um livro que estava fazendo muito sucesso. Darcy, como sempre estava gerindo muito bem a fortuna da família. E Ema era uma estilista de sucesso em São Paulo e com o nome ganhando o mundo. Após o café da manhã, as conversas se seguiram na sala de visitas da fazenda. As crianças estavam brincando no jardim, sobre os olhos de Rosa.

    Bom dia, papai! Quantas saudades. – Ema diz indo ao encontro do pai o abraçando com toda a força que possuía.

    Ema, minha filha, você não imagina a saudade que estava sentindo. – Apesar de já ser casada e ter uma filha, Ema sempre seria a sua menina.

    E eu minha netinha, não estava com saudades não? – O Barão já estava fazendo drama.

    Ora, vovô, mais é claro que estava com saudades do senhor. – Fala indo abraçar o avô.

    Vovô! – Diz Sofia indo correndo ao encontro de Aurélio que a tira do chão dando um abraço apertado na neta e a enchendo de beijos. – Estava com saudades, vovô. – A menina diz por fim, enlaçando os braços ao pescoço de Aurélio e deitando a cabeça no ombro do avô.

    Não mais que eu, Sofia. Vovô lhe ama muito. – Aperta mais a neta a colocando-a no chão logo em seguida.

    Dona Julieta! – A menina sai correndo indo em direção a Julieta se jogando no colo da mulher que estava sentada e abraçando logo em seguida. – A senhora fica mais linda a cada dia que passa. – Beija o rosto de Julieta. – Vovô é um homem muito sortudo. – Julieta fica com as bochechas coradas e lança um sorriso a pequena.

    Você é muito gentil, Sofia. – Julieta passa as mãos pelos cabelos da Sofia. – E eu sou mais sortuda que seu avô. – Deposita um beijo na bochecha da menor. Aurélio estava emocionado com o que via.

    Venha falar com o seu biso, Sofia. – Ema fala com um sorriso para a filha.

    Como o senhor está, biso? Estava com saudades. – A menina pega nas mãos do bisavô.

    Estou bem melhor com vocês todas aqui. – Beija a testa da pequena bisneta. – Quem diria que eu viveria para ver minha bisnetinha, Aurelinho. – O homem diz com a voz embargada e o filho coloca uma das mãos no ombro do pai. – Cadê aquele carcamano, minha netinha? – Antes que Ema possa responder a voz do marido se faz presente.

    Estou aqui, Barão, como estão todos vocês? – Ernesto fala indo de encontro ao sogro e ao Barão.

    Estamos todos bem. – O Barão diz ao estender a mão para o homem. Que lança um sorriso para o mais velho.

    Após a chegada de Ernesto, tempos depois Ofélia chega, juntamente com Felisberto e Lucca, filho de Jane e Camilo. O menino era tão doce como os pais. E tão loiro como Jane e possui os olhos na mesma cor dos de Julieta. Ofélia como sempre chegava trazendo a alegria com ela.

    Bom dia a todos, Dona Julietinha e seu Aurélio, vi seus filhos no jardim e estão cada dia mais lindos, vocês fizeram muito bem feito o serviço. – Enquanto Felisberto a repreendia pelo o comentário, alguns risos ecoaram na sala, enquanto Julieta começava a ficar vermelha pelo constrangimento, ela já devia ter se acostumado com o jeito da sogra do filho, mas Ofélia sempre a surpreendia.

    Bom, obrigado, Dona Ofélia. – Aurélio agradece.

    Vovó! – Lucca fala correndo e abraçando Julieta que estava em pé ao lado de Aurélio.

    Lucca, que saudades meu neto. – O abraça o enchendo de beijos.

    Senhor Aurélio, Barão, como estão? – O menino havia vindo com os outros presentes na sala, por isso não os cumprimentou.

    Estamos bem, Lucca. – Aurélio diz ao cumprimentar o mais novo com um aperto de mão.

    Mamãe, eu posso ir brincar com os outros no jardim? – Lucca pergunta e fica à espera da resposta dos pais.

    Claro que sim. – Jane responde e o menino sai logo em seguida.   

    Só os mais velhos ficam na sala e novas conversas são iniciadas. O almoço foi alegre, a mesa de Julieta nunca havia ficado tão cheia, como estava naquele dia. A alegria das crianças eram contagiante. Todos estavam esperando ansiosos para a festa de aniversário começar. E seria iniciada a partir das 16:30, era um bom horário para a época do ano. Pouco tempo após o término do almoço, Dona Agatha chega trazendo boa parte das coisas, mas voltaria outra vez para pegar as que ficaram. Não demorou muito para a senhora Antônia e o senhor Joaquim chegarem e começarem a decorar o espaço onde a festa seria realizada e Ema, como boa irmã que era, e com um bom olhar para decoração que possuía, decidiu ajudar o casal, o que só deixou tudo mais lindo ainda.

    Ás 15:00 horas, Julieta sobe para ajudar a arrumar os filhos. Aurora, usaria um vestido desenhado por Ema. O vestido era simplesmente lindo, delicado e leve, possuía uma fita na altura da cintura e um pequeno detalhe no formato de uma gota d’água nas costas, o vestido era da cor do mar do caribe, como a própria Ema havia dito e quando entrou em contraste com a pele da filha, Julieta não teve dúvidas que ficou esplêndido. Aurora, usava um penteado com parte do cabelo preso com uma fita na cor do vestido e o restante solto.  Thomas usava, um short na cor preta, com uma camisa branca e o suspensório amostra. Aurélio, usava um terno todo preto de corte italiano que lhe caia muito bem, realçando toda a sua forma física. Julieta, optou por um vestido na cor azul marinho que continha um leve decote no formato de V e um detalhe que valorizava a sua cintura. O caimento ficava simplesmente perfeito no corpo da mulher, Ema como sempre, acertando no quer fazer para a esposa do pai. O penteado que Julieta dissidio usar era com o cabelo todo preso com uns pequenos cachos solto. Aurélio ao notar que a esposa já estava pronta, não se conteve.

    Você está maravilhosa, Julieta. És a mulher mais linda do mundo, não tenho dúvidas. – Abraça a esposa a beijando logo em seguida.

    Aurélio, obrigada. Você está muito lindo, também. – Foi a vez dela de beijá-lo. – Bom, já podemos descer. – Fala saindo dos abraços de Aurélio. – Acredito que as crianças já estão prontas, faltavam poucos detalhes quando resolvi sair para mim arrumar.

    Então, vamos, os convidados já estão chegando. – Pega nas mãos da esposa e saem rumo ao quarto dos filhos.

    Eles já estão prontos, Rosa? – Julieta pergunta assim que entra no quarto.

    Estão sim, Dona Julieta.

    Eu não acredito no que vejo! Como podem ser tão lindos assim? – Aurélio fala caminhando indo em direção dos filhos os abraçando e depositando um beijo na bochecha de cada um. – Aurora, minha filha, você está lindíssima, não tenho dúvidas que puxou toda beleza da mãe. – Fala ao rodar a menina pelo quarto. – E esse vestido lhe caiu muito bem. – A menina só agradece e abraça o pai. – Thomas, teremos muito trabalho quando ela estiver mais velha. – O menino só afirma que sim com a cabeça.

    Vocês estão mais lindos que o normal. – Julieta fala ao observar os filhos. – Agora, vamos descer, os convidados já estão chegando, obrigada pela ajuda, Rosa. – Pegam nas mãos dos filhos e vão em direção ao local da festa.

    Ao chegar no local da festa, não teve como, todos os convidados já haviam chegado e todos os olhares foram direcionados ao casal e aos seus filhos, eles formavam uma bela família, e todos sabiam que o amor existia entres eles. Cumprimentaram um por um dos convidados e todos eles parabenizavam os filhos e o próprio casal. Julieta sabia que o espaço da festa iria ficar bonito só não imaginou que seria tanto. Quanto mais ela olhava para toda a organização do espaço, mais via toques de Ema nele, por exemplo, na mesa que Julieta e Aurélio ficariam possuía um jarro com rosas vermelhas, as suas preferidas.

    A tarde foi passando e os risos só aumentavam. As crianças brincavam sem parar. Conversas eram iniciadas enquanto outras terminavam e logo chegou a hora de cantar os parabéns. E quando foram interrogados para quem seria o primeiro pedaço de bolo, os irmãos se olham e com um sorriso angelical dizem.

    Bom, já temos os melhores pais do mundo e eles sabem disso. – Começou Thomas

    Mas, existe outra pessoa que apesar da cara carrancuda é o melhor avô que poderíamos ter. – Continua Aurora

    Que sempre que os nossos pais estavam ocupados era ele que nos contava suas histórias e nos ajudava a aprontar, para a fúria da mamãe. – Thomas continua e risos são ouvidos e o Barão já tinha seus olhos marejas e as primeiras lágrimas escorrendo pelo o seu rosto.

    Por isso, vamos dá o primeiro pedaço do bolo, para o senhor, vovô. – E saem indo de encontro com o mais velho, que entre lágrimas agradece e diz o quanto ama os netos. Aurélio e Julieta observam toda a cena emocionados e com os olhos marejados. Realmente o Barão os ajudavam com os pequenos sapecas.

    A festa acabou se estendendo mais que o casal esperava. O último convidado foi embora ás 19:00 horas e assim como os demais fez questão de dizer o quão incrível tinha sido a festa. Julieta e Aurélio agradeceram a Dona Agatha, a comida estava esplêndida. Assim como agradeceram ao senhor Joaquim e Dona Antônia por toda a decoração do espaço. E deixaram bem claro que não precisavam recolher suas coisas durante a noite, poderiam vim pegar no dia seguinte.

    Darcy e Elisa se despendem do casal, eles ficariam na fazenda Ouro Verde com a filha e dariam carona aos pais da Elisa, que também se despediram do casal e logo partiram. Ficariam na fazenda Sampaio Cavalcante apenas, Jane, Camilo e o filho Lucca, Ema com Ernesto e filha Sofia, e esses partiriam para São Paulo nos primeiros raios de sol do dia seguinte, seus trabalhos os chamavam. Após todos se despedirem de Darcy e Elisa, entram para dentro da fazenda.

    A festa estava linda, Dona Julieta, parabéns. – Jane fala enquanto se senta.

    Obrigada, Jane, mas agradeça a Ema, que ajudou na decoração. – Um leve sorriso é direcionado a nora.

    Imagina, Julieta, meus irmãos merecem tudo de mais lindo. – Abraça os irmãos que estavam ao seu lado.

    Falando nisso, você, senhorita Aurora Sampaio Cavalcante, está muitíssimo linda. – Camilo puxa a irmão caçula a rodando e beijando sua bochecha logo em seguida. – Não falei durante a festa para não constrangê-la. – Mais uma abraço é trocado entre irmãos. – Você tens toda a beleza da nossa mãe com os olhos de Aurélio.

    Obrigada, Camilo, você é muito gentio. – Abraça o irmão como mais força, sentindo as bochechas queimarem por causa do comentário do irmão mais velho.

    E assim como Aurélio e Thomas, sofrerei com ciúmes quando estiver mais velha. – Risos.

    Há, Ema, não lhe agradeci ainda, muito obrigada pelo o vestido, ele é maravilhoso, o mais lindo do mundo. – Aurora caminha em direção a irmão mais velha dando um abraço.

    Fiz com você em meus pensamentos, por isso saiu espetacular. – Sorrisos foram trocados entre as irmãs. – E você, Camilo, diz que sentirá ciúmes de Aurora, quando está estiver mais velha, eu serei corroída por ele devido a Thomas. – Puxa o irmão caçula para um abraço. – Mas cá entre nós, iremos sofre por causa dos dois. – Camilo assenti que sim, enquanto Aurélio e Julieta apenas observavam a relação entre os irmãos, que apesar da diferença de idade, existia uma cumplicidade entre eles. Ema e Camilo são irmãos ótimos e sempre atenciosos com os mais novos, mesmo ambos já tendo filho. Eles ficaram mais um pouco na sala e foram se recolher. Levantariam antes mesmo do sol raiar. Aurélio, antes de ir ajudar Julieta com os filhos, ajuda o Barão a se recolher. Aurélio possui um amor e cuidado pelo o pai que é algo admirável, quando termina, sobe para ajudar Julieta.

    Batidas são ouvidas e Julieta pede que entre. – Há, é você, Aurélio, eles já terminaram de banhar, agora só falta a história. – Ela sorrir para o marido que retribui. Aurélio senta em uma das camas e quando se preparava para falar, Thomas quebra aquele pequeno silêncio.

    Obrigada, por hoje, você são os melhores pais. – Ele como Aurora, envolve os pais num abraço apertado e cheio de amor.

    Nós é que agradecemos por vocês existirem em nossas vidas. – Aurélio diz e dá um beijo em cada um dos filhos.

    Vocês são as coisas mais importante que temos. – Julieta beija o topo da cabeça de cada um dos pequenos.

    Agora, vamos contar a história dessa noite. – Como o dia havia sido agitado os pequenos dormiram antes de chagarem ao final da história. Eles agasalham os filhos, beija cada um deles, apagam as luzes e deixa a porta entre aberta para a luz do corredor iluminar o cômodo. Todas as noites eles faziam isso e era sempre, como se fosse a primeira vez.

    Após colocarem os filhos para dormir, o casal toma um banho, estavam cansados, o dia havia sido corrido e gratificante apesar do cansaço. Já estavam na cama para dormir, Julieta como todas noites, descansava a cabeça no peito de Aurélio, enquanto uma das pernas se encontrava por cima da outra de Aurélio, esse por sua vez a mantinha mais perto de si, com um abraço protetor e aconchegante. Julieta já estava a bastante tempo com os olhos fechados, isso fez Aurélio pensar que ela já dormia, mas se enganou quando a ouvi chama-lo.

    Aurélio, está acordado ainda? – Apenas abre os olhos sem levantar a cabeça para observar se ele dorme.

    Estou sim, Julieta, pensei que você já estivesse dormindo. Está sentindo alguma coisa? – Passa a observá-la.

    A única coisa que eu estou sentindo é felicidade e gratidão, por você existir, por nós existirmos e por nossos filhos. – Julieta levanta a cabeça e deposita um beijo nos lábios do homem. – Eu te amo, Aurélio Cavalcante e vou te amar para sempre. – O beija de novo sentindo seu corpo ser puxado para mais perto dele.

    Há, Julieta, eu te amo tanto, tanto meu amor. – Alguns beijos são trocados e conversam por algum tempo até permitirem que o sono os tomem.

 

Esse teu coração que entrou bem devagar, ninguém nem percebeu até ele se acomodar

E ele chegou sem nem me avisar e de repente quando eu vi ele já estava lá

Esse teu fico manso que me fez deixar, a paz que Deus me trouxe é a paz que tu me dá.

Mariana Nolasco – Que seja pra ficar

   

 

   


Notas Finais


Beijos!


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