História A chuva que habita em mím (jikook) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Abo, Alto-aceitação, Depressão, Drama, Insegurança, Jikook, Kookmin, Tristeza
Visualizações 31
Palavras 1.012
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - A rosa que se odiava


Fanfic / Fanfiction A chuva que habita em mím (jikook) - Capítulo 1 - A rosa que se odiava

 Eu odiava meu corpo, odiava meus cabelos, me odiava. Eu era sempre inseguro e achava que todos poderiam me substituir. No final, não conseguia me socializar com ninguém.

Quando as pessoas falavam comigo, minha voz travava e eu não conseguia falar. Isso contribuiu para me isolar do mundo e de todos. Não falava com ninguém, me sentia feio, um monstro que poderia ser substituído por qualquer um, eu sempre achei que as pessoas mereciam alguém melhor que eu.

Me sentia um defeito, isso só piorou quando fui crescendo. Me sentia um nojo, alguém tão enojante que ninguém suportaria me ter por perto.

Estou no ensino médio, e todos caçoava-me de minha aparência ou do jeito que as palavras não saiam de minha boca. Era sempre assim, me xingavam com tanto afinco que acabei tendo que aceitar que nunca serei tão bonito. E não seria suas roupas caras ou seus perfumes. Não, não sou o nerd que depois de mudar de roupas ou colocar maquiagem poderia mudar minha maneira de pensar.

Maquiagem, pintar seus traços e mudar sua aparência, mas sempre no final ao tirar sua pintura seu rosto voltará a ser o que era.

Maquiagem te pinta, mas nunca tirará sua insegurança.

Minha insegurança, mesmo não querendo, afetava extremamente meu Dia-a-dia. Não conseguia sair de casa sem uma mascara preta e roupas fogosas, não conseguia me trocar de roupas na frente de ninguém, na Ed.fisica ia para um lugar vazio até estar trocado.

Sentia um prisioneiro dentro do meu próprio corpo, estava acorrentado com minha dor e sofrimento.

Estou na escola, na sala de aula. Minha calça fogosa encostava no chão, minha blusa grande cobria minha cintura. A manga da blusa passava de minhas mãos. Com a cabeça baixa, anotava as instruções do professor. Sentei no fundo para não ser notado e nem acertado com as bolinhas que eram jogadas até acertarem em seu alvo, tinha chegado cedo como sempre, sentei-me na última cadeira da fileira. O professor de literatura, era sempre rigoroso. Ele observava a sala astutamente, com tanta atenção. A sala está em silêncio, nem um barulho se fazia presente, ele escrevia na losa algo e depois se virou.

-Ao contrário de Platão, que era um crítico do sistema político democrático ateniense, Aristóteles reafirmou e defendeu a democracia como a forma mais justa de se governar.

Senti algo ser arremessado em minha direção, vi uma bolinha de papel e sem intuição nenhuma de querer abrir a peguei mas logo ouvir um grito.

- professor, o Jimin esta conversando na sala de aula.

Maria falou com uma mão levantada. Não pensei muito, meu corpo simplesmente travou com aquela afirmação. Minha mesa foi atingida por seu punho, um estrondo forte foi ouvido, levantei minha cabeça e o olhei. Ele tinha raiva.

- Park, por acaso entende a matéria? Lógico que não, afinal você vem para escola só para estudar e nem isso conseguir fazer. Sua mãe deveria sentir vergonha de ter um filho tão inútil, eu quero você na hora do lanche aqui! Fazendo quinze questões e só saíra quando termina. Estamos entendidos?

Balanço a cabeça. Ele saiu, o sino tocou iguanto ele retornava a sua mesa e pegava o livro passando quinze questões e mais três. Não reclamei, sabendo que mesmo se reclamasse não adiantaria. Na Coreia professores são muito admirados, e honrados.

Continuei na minha mesa, ele se levantou e saiu com um recado dizendo "quero essa atividade na minha mesa ainda hoje". Minha garganta trava, meus olhos ardem, mas eu não choraria. Fingir não sentir nada, apertei minhas mãos cravando minhas unhas na pele da minha palma, pude sentir a carne se abrir e uma sensação de raiva ser substituindo-se por uma sensação de calmaria. Escutei risos mas não olhei, ouvir a porta ser fechada. Tratei de fazer todas as questões que foram mandadas.

Meu estômago roncava, não tinha comido de manhã, e provavelmente não comerei agora a tarde. Não sei escrever rápido, depois que o sino bate não pode mais comprar nada.

Horas passam lento, minha mão ja dói, chegar a tremer, suo frio e minha pressão baixa. Meu corpo treme, me sinto gelar, um frio invade-me por completo, a sensação de fraqueza só aumenta. Minha visão começa a embaçar. Eu sabia que minha glicose era baixa por isso não conseguia parar de comer ou passar horas em jejum. Continuo escrevendo mesmo as letras saindo trémulas, ja estava na última, sinto meu nariz arder, algo morno passa por ele caindo na folha a manchando de sangue. Não desistirei, enxugo com a blusa, passando a mão com o tecido agora ja sujo.

Quando terminei o sino novamente tocou e todos entraram na sala, eu tinha que sair para entregar a atividade. Canbeleando, me equilibrei nas mesas feitas de madeira. Ao chegar na porta me sinto ainda mais tonto, um menino bate em meu ombro, sinto meu corpo caí um pouco para frente ja fraco. Braços me segura.

- você esta bem?

As palavras novamente não saía, minha voz voltou a falhar. Então, balancei minha cabeça em uma afirmação. Ele me solta aos poucos, volto a me equilibrar na porta. Me encosto na parede com a esperança delas se tornarem suporte. Sigo o corredor, vou para a sala dos professores. Tento ter forças suficiente para ir na mesa do professor de literatura. Não conseguir distinguir o que ele fazia, minha visão se tornava cada vez mais nublada. Estende o meu cadernos ele o analisou. Ele o pegou da minha mão.

- o que é isso? Não dá nem para saber o que estar escrito. Como passou de ano com essa caligrafia? Não entendo nada! Só volte quando isso estiver legível. Vá!

Minha cabeça começou a zumbir. Apitos fortes, começou a doer sem parar.

Novamente tento resgatar forças para sair da sala. Chego ao corredor branco. Minha visão ficou turva, pontas negras aparecia e os zumbidos mais forte. Me encostei na parede e deslizo até chegar no chão frio. Me sinto fraco, fecho meus olhos com a escuridão me abraçando adormeço com a esperança de nunca mais acordar nesse pesadelo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...