História A Cidade dos Corvos: A Ascensão do Trono - Capítulo 37


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Notas do Autor


Hello Pessoal!
Tudo bem com vocês?
Vim com mais um capitulo para vocês,
Espero que vocês gostem. Ainda tem muita luta pela frente.
Amo vocês, e Boa Leitura.

Capítulo 37 - Conexão


-Está sentindo esse cheiro?! - falou o terceiro grandalhão e mais esperto.

-Cheiro? - farejou o Gor - Não estou sentindo cheiro nenhum...Que cheiro?.... De comida?! - falou e esperançoso.

Meu coração estava acelerado, eu não tinha me lembrado que esses tipos de monstros sentiam rastros.

-Não é de comida Thor….. é cheiro….. cheiro….. um cheiro diferente! - falou  o terceiro estranhando e varejando.

-É alguma alma vagando por aí!? - Falou o Gor curioso farejando

-Não é de alma ….. tem cheiro de shampoo feminino - falou o terceiro monstro farejando com mais atenção.

-Xan o que?!,  Lor tá ficando maluco?! - falou Gor e Thor farejou também. - Não tem nada de Xan não…. - falou ele perdido.

Eu ouvi um estalido, e depois:

-Tá me achando com cara de otário?!.... Sei muito bem do que estou farejando… e definitivamente não é alma tá?... agora se concentra! - falou o tal do Lor e eu ouvi ele se levantando e vindo farejar na minha direção.

O Meu coração descompassou, eu não sabia exatamente o que fazer…. correr?... não dá minha perna quebrou….. Lutar? foi morrer no primeiro golpe…. preciso que alguma coisa aconteça…. alguma coisa que distraia os três bobalhões. Mas o que?!

De repente, houve um barulho muito alto, o chão tremeu, e o cheiro de shampoo feminino sumiu e veio logo o cheiro de fogo e enxofre, os três viraram na mesma direção, e quando eles saíram, eu peguei as minhas coisas, e saí o mais rápido que eu pude para a próxima pedra, minha perna doía, e eu só queria alguma coisa que amenizasse a minha dor, infelizmente, quando eu cheguei na pedra, o terceiro grandalhão, olhou para trás, e disse:

-Estou sentindo cheiro de xumpu feminino - falou ele se virando completamente e os outros dois olharam atrás de mim.

-Opa….. - eu disse e me apressei, andei o mais rápido possível, mas minhas pernas doíam muito, e então, eu dei um corridinha.

-Pegam ele! é um humano! - gritou Thor e os outros juntos.

Eu corri, com a perna dolorida, ou era sentir a dor e sumir dali, ou era ficar e ser capturado, continuei a correr o quanto que eu aguentei, até que a dor se tornou insuportável, e eu cai no chão, e vendo eles se aproximando, me levantei de qualquer jeito, e andei mais perto, a entrada da caverna estava muito mais próxima do que nunca, bastasse alguns passos e eu estaria na porta dela, eu andei, fechei os olhos, os meus óculos escorregaram do meu rosto, eu o segurei, e então, abri os olhos, e me vi com a cara na entrada da caverna, não sei como mas, sempre que eu fechava os olhos, algo diferente acontecia. Eu olhei para trás, e vi os três grandalhões parados, fitando para mim, até que Gor me olhou e disse:

-Quando sair daí de dentro, eu juro que vou pegar você - ele me ameaçou.

Eu assenti com a cabeça, e assim que me virei e dei o primeiro passo, eu sabia que as coisas seriam diferentes agora, o meu descendente morrera ali, talvez, exatamente onde que eu estava agora, ou alguns passos mais para frente, eu fechei os olhos rapidamente, e quando eu os abri, Miguel estava do meu lado, eu levei um susto e suspirei, ele sorriu a mim, e colocou a mão no meu ombro e disse:

-Acalme-se!.... eu sei que este lugar te assusta, e te trás grandes pensamentos e dúvidas - falou ele com uma voz serena.

-O que está fazendo aqui? - falei baixinho.

-Aqui começa a minha maldição…. foi a partir daqui, que eu fui amaldiçoado, serei sua companhia  por alguns momentos. - falou Miguel - agora, dê um passo a frente, aqui é só uma caverna. - falou ele me tranquilizando e eu assenti com a cabeça.

Fui dando passos dentro da caverna, era pedras lisas e brilhantes, ela continha sua própria luz, seu próprio brilho, eram pedras irregulares, continha espinhos diversos no teto, o chão era também irregular, e continha pedras grandes próximas das paredes, Miguel estava do meu lado, e eu me sentia mais seguro, foi quando, eu vi um enorme corredor, com um buraco grande, e um som de água corrente, prendi a minha respiração, e eu me senti meio aéreo.

-Você está sentindo não está?... se sentindo fora do corpo? - falou Miguel pacientemente.

- Sim…. porque estou me sentindo assim? - perguntei curioso.

-Por que é aqui onde as almas condenadas foram aprisionadas, e acorrentadas, pelo maior sofrimento eterno, o Conselho e as entidades, tem um política, aqueles que cometeram crimes gravíssimos perdem o direito de direção de lugar, ou seja, não saem de Ravens City ou seja lá qual foi a cidade, e principalmente, ficam aqui, vivendo e revivendo os seus maiores e piores pesadelos e sonhos. - falou Miguel baixinho.

- Puxa….e não tem como mudar isso? - falei olhando a ele e ele negou com a cabeça.

-Não…. infelizmente não tem. o Conselho acredita que pessoas como nós, manchamos a honra das almas, e modificamos aquilo que não deve ser modificado. Aqui, no Lago, não há felicidade e nem vida. - falou ele suspirando - Quem dera nós se tivéssemos alguém que lutarmos por nós - falou ele suspirando.
- O eleito está aqui? - perguntei a ele.

-Não exatamente, mas sim. - falou ele dando um passo a frente - venha, você precisa ver. - ele disse e eu o acompanhei.

Assim que passei pelo buraco rochoso, eu vi o lago, era um lago escuro, e havia vultos brancos  que rodavam como se estivessem em redemoinhos, eu prendi a respiração assustado,e dei um passo atrás, não acreditava naquilo que eu estava vendo, foi então, que Miguel colocou a mão nos meus ombros, e disse:

-Calma… eles não podem sair dali…. - falou ele sorrindo.

- Se não podem… então… porque está aqui agora? - perguntei receoso.

-Bem…. existe uma profecia, outra, que diz exatamente sobre tudo isso….. encaminhei ao conselho, e presumo que foram alertados, e como oferta de paz, permitiram que eu me aliasse a eles, e ao enviado deles para a batalha, eu só não sabia que seria você. - sorriu ele a mim.

-Ainda bem que fui eu não é mesmo?! - falei sorrindo.

Miguel sorriu e eu então, falei sem ele :

-Onde posso encontrar o eleito? - falei curioso.

-Não grita tá? - falou Miguel colocando a mão no meu ombro.

o que preciso fazer?! - falei suspirando.

Miguel respirou profundamente, e eu sabia que algo viria por aí.





 



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