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História A Cidade dos Corvos: A Ascensão do Trono - Capítulo 47


Escrita por:


Notas do Autor


Olá Pessoal!
Tudo bem?
Espero que estejam gostando da nossa história,
Não se esquecam de guarda-la para sempre .

Boa Leitura, Amo vocês.

Capítulo 47 - Peso


Eu saí dali com muita vontade de fazer alguma coisa, eu sabia que o pronunciamento seria em breve, e muita coisa poderia acontecer, a questão é que, nem sempre estamos prontos para uma missão tão árdua quanto aquela, era difícil me imaginar assentado no trono e regendo pessoas, ajudando pessoas. Era complicado imaginar uma coisa dessas, eu só queria um descanso, Louise vendo que eu estava quieto demais, falou:

-Você está bem? - perguntou ela.

-Sim, só estou pensativo. Será que estou pronto para isso? - perguntei erguendo a sobrancelha.

-Claro que está, só precisa descansar. - falou Louise gentilmente.

-Será que isso só resolve? - olhei a ela e ela parou uns dois passos a minha frente e virou e disse:

-Tomas, você é a pessoa mais preparada que eu ja vi. Merece muito esse cargo, dará conta disso, eu tenho certeza. - falou Louise - agora, vamos. Temos algo para fazer. - falou ela me olhando e esticando a mão para mim e eu segurei e nós partimos. 


Aparecemos em frente a Central, e assim que entramos, vimos Lindsay segurando um cartaz, que continha toda a cidade, e os pontos marcados que estavam destruídos pelo inverno e por causa dos monstros.

-Bem, vou deixar vocês a sós, minhas flores precisam ser regadas. - falou Louise que desapareceu.

-Olá Tom. - falou Lindsay.

-Olá. Onde estão os outros? - perguntei a ela.

-Fazer o mutirão, espalhar a notícia. Conseguiu falar com o conselho? - perguntou ela normalmente.

-Sim, tudo bem se o povo quiser ajudar, mas não é nada obrigatório. - falei e me sentei na poltrona.

O clima entre a gente, só estava piorando. ficou um silêncio assustador, quando ela pigarreou e então disse:

-Eu precisei fazer aquilo…. - falou ela com a voz mais baixa.

-Claro…. Me deixar para morrer. - falei com a voz séria.

-Você não entende….. - falou ela com a cabeça baixa.

-O que eu não entendo, é o porque você me trocou por ele. - falei olhando a ela não a reconhecendo mais.

-Você corria risco de vida Tomas, e se morresse e não conseguisse…… - ela parou de falar

-Diga Lindsay….. não conseguisse o que? - falei olhando e me levantando.

-Sobreviver. - falou ela me olhando.

-Não acredito no que está falando…. você acha mesmo que eu nao iria fazer o impossível para salvar o Josh?! EU FUI JUSTAMENTE PARA SALVÁ-LO E SALVAR O BETO TAMBÉM! - exclamei com voz alta.

-QUEM ME GARANTE QUE IRIA CONSEGUIR DESSA VEZ? - Falou ela gritando.

-VOCÊ SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA!.... EU JAMAIS DEIXEI ALGUÉM PARA TRÁS, JAMAIS MORRERIA SEM AO MENOS TENTAR!... JAMAIS TRAÍ QUALQUER ALMA QUE ESTIVESSE NO MEU CAMINHO! MORRERIA COMO DE FATO MORRI, MAS FOI PARA SALVAR A DROGA DA SUA PELE! - soquei a mesa com raiva.

-O que está acontecendo aqui? - Beto saiu mancando dentro da sala.

-Beto…… - falei baixinho e corri abraçando ele.

- Mas o que diabos vocês estão fazendo? - falou ele olhando a Lindsay.

-Nada. - falou Lindsay que saiu pela porta.

-As coisas pioraram para vocês não é mesmo? - falou Beto com uma voz compreensiva.

-Ela realmente achou que eu não conseguiria dessa vez, e me trocou, trocou a minha vida pelo Josh… isso não é justo!. Jamais deixaria ele morrer, fui salvar ele e você - falei baixinho.

Beto afastou o abraço, e disse agachando:

-Deixe ela para lá, um dia ela vai reconhecer. Eu sou eternamente grato pelo que você fez, enfrentar o que enfrentou, oras, jamais ninguém enfrentaria. - falou ele sorrindo bondosamente.

E eu abracei de volta.

-Obrigada Beto, obrigada por tudo. - falei baixinho.

-Que isso seu bundão, eu que agradeço. - sorriu ele.

-Como viocê está? - perguntei a ele.

-Mancando aqui, umas dores acolá, mas nada que o bom velho Beto não aguente. Inclusive, não poderei ficar para a organização toda mas, passe na cabeça qualquer dia desses. - falou ele sorrindo.

-Mas…. porque não ficará? - questionei curioso.

-Bem, sou o guardião do lago não é mesmo? e a minha casa está uma desordem! - sorriu ele e eu sorri também.

Era bom ter Beto por perto, me fazia feliz.

-Vai estar presente não é ? - perguntei.

-Quando? - perguntou ele curioso.

E aí me lembrei de que, a pronúncia seria daqui há alguns dias, e que eu não poderia contar então rapidamente disse:

-Sempre. - falei sorrindo, e Beto nem percebeu.

Ficamos ali planejando exatamente o que fazer, até que, Josh e Lindsay chegaram, e eu foquei naquilo que eu estava fazendo, James e Carlos, apareceram depois, e James falou:

-Penduramos cartazes por todos os lados, acredito que seja o suficiente, algumas pessoas vieram perguntar. Conseguiu falar com o conselho? - perguntou ele a mim.

-Sim. Inclusive, todos os povos vão poder fazer, o pronunciamento será daqui há quatro dias. Enquanto isso, temos tempo para nos organizarmos. Estava pensando em separar as pessoas por grupos, cada um tem um líder, esses grupos podem usar uma cor diferente, vamos precisar de comida, água, tudo que sustente todos, com revezamento. Toda a ajuda possível, nossa cidade precisa de reforços o mais rápido possível, precisa estar de pé. - falei sorrindo.

Após horas de decisões e reuniões, eu decidi tirar um dia de folga, minha mente estava uma bagunça, e eu precisava descansar, precisava tirar um dia de folga, então, assim que escureceu, eu fui dar uma volta pela cidade, e me sentei em um banco de uma praça pequena, o céu estava estrelado, e eu ali, desabei de chorar. Não havia alma ali, nem ninguem, só existia eu e eu mesmo, e é nessas horas, que a gente percebe o quão sobrecarregado nós estamos. Muita das vezes, entramos no nosso quarto, fechamos a nossa porta e choramos baixinho, outras, entramos no banheiro e desabamos. E é ali onde você vê, o quão cansado e o quão pesado você esta, e é ali, que você percebe o quão confuso estamos, o quão perdidos estamos, o quanto a nossa mente nos castiga.

O quanto carregar o fardo tão pesado, nos faz sentir cansados, e é ai que precisamos respirar, e é ai, que precisamos de ajuda.
Chorar, não significa ser fraco, e sim, ser forte o suficiente, para reconhecer, que o fardo é pesado.
Eu me senti assim, até pressentir, que alguém estava me observando, eu olhei para trás, e Miguel estava ali.


 



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