História A Cidade dos Dez Mil Budas - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Geist de Serpente, Kiki de Appendix, Mu de Áries, Saori Kido (Athena), Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries
Tags Amor, Buda, Budapeste, Geist, Mar Revolto, Os Cavaleiros Do Zodiaco, Saint Seiya, Sexo, Shaka
Visualizações 166
Palavras 1.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amigos.

Como avisado ontem, segue primeiro cap desta fic, que fiz com carinho de presente para o grande Shaka.
O Gold do meu signo, e a quem amo muito!

Já aviso de antemão que não sou estudiosa do Budismo, e os termos e alguns pensamentos que possam aparecer por aqui são baseados em pesquisas que fiz para compor o que acredito ser este personagem. Por isso eventuais erros não devem ser levados a sério, esta fic tem como objetivo apenas a diversão, e fico grata em saber mais informações por parte de quem quiser compartilhar.

Segundo, quem me leu ou conhece um pouquinho, sabe que criei um "Madiverso" - não tenho nome melhor, desculpem, que envolve as Fics Budapeste e Mar Revolto.

"A Cidade dos Dez Mil Budas" acontece cerca de dois anos antes de Budapeste.
Mar Revolto acontece cerca de dois anos depois de Budapeste.

Ou seja, os eventos daqui - como a ressurreição dos dourados - são os que desencadeiam as demais, que serão sucedidas em linha de tempo por Kingston, que ainda será publicada.

é isso gente, espero que gostem!

Beijos,

Madison.

Capítulo 1 - Prólogo: Sobre a Trégua e a Ressurreição.


Fanfic / Fanfiction A Cidade dos Dez Mil Budas - Capítulo 1 - Prólogo: Sobre a Trégua e a Ressurreição.

Revividos.

 

Assim estavam os Dourados Guardiões do Santuário da Deusa Athena, que prostrados perante Ela se curvavam, solenemente.

Saori, a Divindade, estava trêmula e mal conseguia segurar-se de pé. Apoiou-se em seu báculo para poder se escorar, diante do nível de sua enorme emoção naquela manhã.

Seiya e os demais lendários, exceto Ikki,  estavam ao seu lado. O Pégaso a ajudou a caminhar, auxiliando até que chegassem próximos de todos os Santos de Ouro, que, assim como a Deusa se viam visivelmente tomados dos mais diversos sentimentos em seus rostos, mentes e corações.

_ Mu, Aldebaran… Saga… - sua voz falhava - Máscara da Morte, Aiolia… - ia passando por eles, chorando, emocionada - Shaka, Dohko… Milo, Aiolos… - chorou mais uma vez, tremendo - Shura, Camus… e Afrodite.

Zeus havia ouvido seu clamor.

E assim como os doze homens ali presentes, todos os caídos em todos os dias de lutas desnecessárias entre os Deuses naquela era se levantariam.

O evento, que seria doravante conhecido como “Grande Ressurreição”, foi o prêmio dado pelo Senhor de Todos os Raios para a Paz de mil anos firmada entre os Olimpianos.

“A Santa Trégua”.

O grande advento dos Deuses, depois da própria humanidade.

Logo, a jovem Athena dispensou as formalidades, e os abraçou, um-a-um.

Os amava.

Os amava com todo seu coração.

Demorou-se para recuperar o fôlego pelo choro sincero, e enfim disse, para todo o Santuário que se reunia nas escadarias e sopés do 13o. Templo:

_ Amados! Que dia de alegria e graça, vivemos hoje. Novamente entre nós alguns dos que morreram nesta causa justa e nobre caminham. E assim será, até que a graça de meu Pai se estenda por toda esta terra e pelos demais mundos e dimensões… Em nossas lutas não haviam lados errados, apenas equívocos de visões deturpadas que desconheciam a verdade e o amor, e por isso, a todos o calor luminoso de Zeus foi estendido. Nos próximos dias, vamos receber mais de nossos companheiros, e assim será, até que nossa família esteja reunida e celebre o milênio de paz que nós, os Deuses, finalmente conseguimos firmar.

A comoção foi geral. Todos estavam exultantes, e assim como a Deusa, celebraram.

_ Hoje é um dia de festa. Reúnam-se, comemorem. Matem a saudade que a todos agoniou por tanto tempo. Amanhã começaremos a reerguer nosso Santuário, para que quando os outros também voltarem, encontrem aqui novamente um lar.

E assim sendo, depois das palavras, todos seguiram oseus caminhos e vontades.

 

Mu correu, pegando nos braços seu jovem aprendiz, de quem tanto sentiu saudades.

Aldebaran abraçou a tantos que seria impossível fazer a contagem.

Saga olhou firmemente para Athena, e virando as costas dirigiu-se para a Casa de Gêmeos, passando pelo meio de todos a passos firmes, sendo seguido por Máscara da Morte, que, indiferente à felicidade geral fez o mesmo, pensando apenas em como desejava muito um cigarro.

Sem perceber, o Cavaleiro de Câncer em sua saída esbarrou na jovem Amazona de Camaleão, nela causando um arrepio diferente, dos pés à cabeça, do qual June jamais esqueceria.

Aiolia e Aiolos comemoraram, chorando juntos, e logo Shura se juntou à eles. Não havia mais mágoas entre os melhores amigos e apenas a saudade, que logo deveria ser matada, persistia.

E foi com surpresa que o Leão recebeu da Amazona de Águia um caloroso beijo em sua boca. Ambos sorriram. Demoraram tempo demais para aquilo acontecer.

Milo e Camus também celebraram, e a eles se juntou Hyoga, enquanto Shun de Andrômeda abraçou com carinho Afrodite de Peixes.

Dohko, Shiryu e Shunrei saíram dali sem demora. Tinham muito o que conversar para apaziguar a saudade e Shaka, o homem mais próximo de Deus, seguiu para falar com a Deusa da Sabedoria.

 

_ Está muito emocionada, Saori. - disse Seiya, a ajudando a se sentar, de volta ao salão onde ficava seu trono.  - vou buscar um copo dágua.

_ Obrigada Seiya… - respondeu ela, enquanto a castanho se afastava.

Saori então pousou seu olhar ternamente no homem que, de olhos fechados, entrava no salão.

_ Gostaria de ter uma palavra, Athena.

_ Sim. Eu já esperava que viesse aqui, Virgem.

Ele foi se aproximando calmamente, e respirou fundo. Nem mesmo alguém como Shaka estava sabendo definir e controlar o que sentia.

_ Por muitos e muitos dias estivemos nos Elísios. - disse - e quando finalmente alguns de nós aceitavam nosso destino, aqui estamos, novamente.

_ Shaka… - Saori se levantou, aproximando-se dele e pegou em sua mão, o que fez o Cavaleiro dar um leve balanço para trás, diante do inesperado gesto - Shion recusou-se a voltar, por motivos que só cabem à ele. E se assim é seu desejo, eu o compreenderei.

_ Não, está equivocada. Acredito, Athena, que acima dos Deuses existe uma força motriz que a todos conduz, a roda da vida. Esta é a perpétua repetição do nascimento e morte, seja em um novo corpo, ou novas idéias e até novas chances. Este é o Samsara, e aceito meu karma com abnegação. Se estamos aqui, é por vontade do Universo.

Saori sorriu, enquanto ele continuou com o semblante firme.

_ Em alguns dias, os demais Cavaleiros sepultados aqui em solo sagrado também retornarão. Porém, existe alguém que não teve a graça de ser aqui enterrada.

Shaka ficou atento. Seu coração batia forte, ele sabia muito bem de quem ela falava, mas treinado para tal, permaneceu inalterado.

_ Li a ata documentada por Shion sobre o banimento da Amazona de Serpente Real... E creio que ela, mais ainda do que os demais, merece uma nova chance para fazer o certo.

_ E o que quer que eu faça, Athena?

_ Vá até a Ilha do Espectro, Shaka de Virgem, e esteja pronto para quando ela acordar. Geist necessitará da ajuda de alguém como você.

O virginiano pensou em recusar tal missão. Bem se lembrava que entre aquela Amazona e a de Ofiúco havia uma enorme amizade, e pensou em sugerir que fosse ela a mandada para tal tarefa, porém, não ir seria para ele uma enorme desonra. Por isso, apenas reverenciou a jovem Divindade, pela qual começava a sentir ainda mais respeito, e deu as costas para seguir seu caminho.

_ Shaka…

Ele parou no lugar, ouvindo-a.

_ Quando for necessário, por favor, lembre-se do que me disse ainda a pouco sobre o Samsara. Novas chances… em todos os aspectos.

A Deusa da Sabedoria estava ainda mais sábia, constatou o Cavaleiro.

E sem nada dizer, ele se retirou. Caminhou em meio à multidão com sua natural aura de santidade e nobreza, seguindo direto pela escadaria alva.

Precisava reencontrar-se com seu Templo e jardim, e acima de tudo, Shaka precisava meditar.

 

Chegando ao Sexto Templo, pausadamente, o indiano adentrou pelo salão de entrada da parte dos fundos da construção milenar.

Sentiu o cheiro característico da relva que cobria o chão do Jardim das Árvores-Sala Gêmeas e se esforçou para manter a calmaria e disciplina de seu coração.

O homem mais próximo de Deus não deveria chorar.

Abriu os olhos, enfim, pela primeira vez desde que estava novamente vivo naquele corpo.

O vento balançava a copa das duas frondosas árvores, assobiando ao rodopiar pelos contornos dos pilares da Casa de Virgem, como crianças a brincar.

Shaka tocou um dos troncos, arrancando um pedacinho da casca da madeira e a desfez entre os dedos, para lhe sentir, quando ouviu algo familiar.

Os pássaros.

Sim, ele reconhecia o bater das asas dos moradores daquele jardim, os únicos além dele que tinham permissão para por ali transitar livremente.

Reparou, então, no seu canteiro de flores, bem ao lado do pequeno lago onde brotavam as lótus coloridas e ficava a estátua de Buda.

Estava bem cuidado, curiosamente.

Pensava sobre o fato curioso quando sentiu uma presença junto de si.

_ Seu Mestre não lhe ensinou que deve pedir permissão para passar pelas Casas? - disse, firme.

_ Desculpe, Senhor Shaka. - respondeu Kiki, constrangido. - Me esqueci de fazer isso.

_ O que faz aqui, menino? Não quero receber visitas agora. - O Dourado não se virou para o pequeno, apenas caminhou pelo jardim.

_ Estava indo para Áries como Mestre Mu me mandou mas parei aqui para ver o jardim.

Shaka então o encarou de frente.

_ Eu tenho regado e cuidado do jardim do Senhor e do Senhor Afrodite sempre, desde que partiram. No fundo sempre soube que iriam voltar, e sei que ficariam felizes se as flores estivessem vivas.

Shaka se sentiu estranho, diante daquele singelo e doce gesto do jovem lemuriano.

_ Agora estamos de volta, não precisa mais se preocupar. Porém agradeço a sua atenção e cuidado.

O menino sorriu, e virando as costas se afastou, correndo.

Gesto que trouxe para o Cavaleiro de Ouro um frio enorme em seu estômago, totalmente inesperado, pois lembrou-lhe de algo que aconteceu logo no começo de seu treinamento no Santuário, um pouco depois de ter chegado da Índia.

 

_ Não pode entrar aqui, é um local sagrado! - disse o menino loiro, parando de tocar o instrumento de cordas que trazia nas mãos e cujos olhos fechados pareciam olhar diretamente para a aprendiz de amazona, uma menina de máscara e de cabelos negros que em vão se escondia, correndo por entre as Árvores da Sexta Casa.

_ Me desculpe - disse ela, e pela primeira vez Shaka ouviu um dos anjos falar - Apenas não resisti ao ouvi-lo tocar, e vim lhe assistir.


Continua...


Notas Finais


Bem, esse foi um prólogo, por isso mais curtinho.
Eita Shaka, até o Buda tem algo que lhe perturba interiormente, heim?

Considero aqui que Shaka começou o treinamento na Índia, mas sagrou-se Cavaleiro no Santuário. Uma pequena diferença no que dizem ser a história dele, mas que adaptei por licensa poética.

Obrigada a todos que lerem, e agradeço tb o carinho!

Beijos,

Madison.


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