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História A Cidade Perdida - Capítulo 1


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Notas do Autor


Apenas inesperado

Capítulo 1 - O Livro Misterioso


Fanfic / Fanfiction A Cidade Perdida - Capítulo 1 - O Livro Misterioso

Vila Cinza era um dos bairros excluídos da capital de São Paulo. Os muros de cores desbotadas carregavam lembranças, como que se em algum momento já teria havido alegria naquele lugar. Para muitos Vila Cinza era puro abandono, as casas não tinham cores, as ruas eram sem graça. As pesssoas! As que permaneciam no bairro estavam lá há gerações e as que se aventuram pelo mundo, foram para nunca mais voltar. O céu da Vila estava sempre nublado como se o sol se escondesse daquele lugar, tudo no bairro parecia estático desde o único mercadinho que nunca tinha nada novo, até a dona Rita que pelas manhãs costumava varrer da calçada as folhas que caíam das árvores no começo do outono.

 Nesse lugar triste e depressivo moravam as adolescentes, Kelly e Helena com a mãe Maria que trabalhava muito pra sustentar as meninas e quase não ficava em casa. As duas garota se viravam sozinhas em tudo que faziam desde atividades doméstica a trabalhos de escola. As irmãs eram muito próximas sempre cuidando uma da outra apesar de serem bem diferentes e terem opiniões divergentes em quase tudo. 

 Helena sempre foi muito tímida, adorava ler livros de aventura e ficção, segundo ela isso a fazia sair da hipócrita realidade que vivia, ela não ligava muito para a beleza visual nem mesmo para o que as pessoas pensavam dela. Ela sempre foi muito pratica usava um coque a cima da cabeça e deixava um pouco dos volumosos cachos castanhos soltos que acentava na altura do ombro perfeitamente, sua mãe a tinha ensinado a fazer o penteado, quando as duas ainda tinham tempo de convivência, de repente uma lágrima escorreu do seu rosto deslizando na sua pele negra como ébano "eram boas lembranças ", Helena abriu um meio sorriso sem perceber.

 Já Kelly era uma adolescente agitada que adora conversa, sair, ouvir música e imaginava contos de fadas com cantores famosos, ela ao contrário da irmã se importava e muito com o que as pessoas iriam pensar do seu visual, passava horas se arrumando pra manter o título de mais popular da escola e para estar na moda estava sempre mudando, penteava seus cachos ruivos dark tulip de diversas formas, usava roupas que chamavam atenção, maquiagens e tudo mais. Kelly achava o lugar onde morava muito apagada por isso fazia o possível para brilhar onde fosse. Kelly não demonstrava ter problema com a ausência da mãe quando ela naceu ela já não parava em casa ela pensava que não tinha como sentir falta de algo que nunca teve.

 Numa manhã de sábado qualquer as meninas aproveitaram que a biblioteca da cidade estava fechada ao público e foram ajudar Maria a colocar os livros nas estantes. Era sempre a mesma coisa, Kelly demorava pra se arrumar e enquanto isso acontecia Helena fazia as coisas dentro de casa. Era quase meio dia quando elas conseguiram sair de casa, andaram umas três quadras e chegaram ao ponto de ônibus.

 Esperaram 20 minutos pelo ônibus que levava ao centro da cidade, quando que ele chegou elas se espremeram pra entrar. Assim que as portas fecharam e o ônibus começou a andar Kelly iniciou uma ladainha reclamações. 

 - Essa lata de sardinha, esse calor infernal. Que saco! Minha maquiagem vai borrar, vou ficar horrível, parecendo um panda . Tanto tempo se arrumando pra acontecer isso.

 Helena observava uma pequena brecha da janela, naquele momento ela não estava mais na conversa, encarava o vidro olhando as pessoas e as lojas pensando nos pequenos seres que só se importavam com dinheiro pareciam zumbis pelas ruas, então ela deu um leve sorriso, imaginando as pessoas derretidas, desfiguradas, como se estivessem abduzidos no seu mundinho. De repente o ônibus freiou bruscamente e ainda assim Helena não tirou o olhar do vidro, ela observava tudo e ao mesmo tempo nada, estava afundada em pensamentos. Num instante, admirou um broto que estava florescendo, o brilho de um raio de sol pairava sobre a flor delicada a leve, a brisa dançava com a grama ao redor, parecia um momento de pura perfeição, a pobre flor não sabia o que estava por vir... esse mundo te convence que é ele melhor lugar possível para você existir. E você! Hum! Cai direitinho nas mãos dele se entrega por inteiro e quando tudo parece ser rosas vem a realidade e como uma tempestade te tira do chão e você se perde. Era apenas ilusão...

 - HELENA!!

-  Ela olha confusa para o rosto da irmã: 

- Oi por que você tá gritando? 

- É o nosso ponto! 

As duas desceram discutindo Kelly falava que não iria chamar na próxima vez, e nessa discussão Helena esqueceu de sua observação e aquele broto já não existia mais. 

 As duas entraram na biblioteca, Irís a balconista estagiária sorriam pra elas, Kelly entregou a bolsa pra ela guardar e começou a vestir o colete Verde com cheiro de coisa velha, sua mãe apareceu em um dos corredores, estava empurrando um carrinho cheio de livros, ela olhou as meninas e disse: 

 - Finalmente vocês chegaram tava ficando preocupada. Ela apontava para o caderno de registros e dizia:

 - Assinem logo e venham me ajudar. 

 Helena começou a vestir o colete quando Irís com um sorriso enorme disse: 

- Você não vai acredita achei a série de livros que você tava procurando.

 - Mentira! sério ? 

 Helena fica super animada e esculta uma coçada de garganta vinda de sua mãe, que estava parada de bracos cruzados.

 As duas ficaram sem graça Helena disse que pegaria os livros quando ela fosse embora, pegou uma pilha de livros do balcão e foi em direção aos corredores que eram organizados em ordem alfabética, enquanto colocava os livros nas prateleiras observava o lugar, paredes moldadas com prateleiras cheias de livros velhos, as luzes da janela não iluminavam o suficiente o que fazia ela forçar as vistas para enxergar os títulos dos livros, ela voltou ao carrinho para pegar mais um tanto de livros e encontrou sua mãe em uma escada bamba, ela deu uma risadinha e perguntou:

 - Mãe porque a senhora trabalha aqui? Tipo nunca vi a senhora lendo um livro.

 - Escuta minha filha. O que move o mundo além do dinheiro? 

- As pessoas.

 - As pessoas espertas, no meu tempo não tínhamos tempo pra ler ou aprender sempre foi muito difícil, vocês têm essa oportunidade. Eu comecei a trabalhar aqui porque era o que tinha e porque eu poderia dar a vocês um futuro que eu não tive, por isso encentivo vocês a ler sempre.

 - Entendi, mas mãe o pai não gostava de ler também?

 - Helena chega de papo vamos terminar logo com isso.

 - Mas mãe eu... Ela foi enrerrompida pela mãe que disse:

 - Não vou pedir duas vezes! 

- Sim senhora.

 Ela andou vários corredores com e suas estantes empoeiradas colocando cada livro no seu devido lugar, ela olhou o relógio de pulso que seu pai deu antes de ficar muito doente e se lembrou que até hoje ela não sabe o que aconteceu mesmo, sua mãe não respondia suas perguntas, então ela deixou de faze- las. Eram quase 16:00 e só faltava mais uma pilha de livros que foi diminuindo aos poucos, ela chegou em uma parte da biblioteca onde não iam muitas pessoas, no lugar das enciclopédias sobre guerra e política, ela colocou o último livro na prateleira e percebeu algo diferente na aquele exato momento, um feixe de luiz envadiu a prateleira deixando visível um livro incomum. Ela hesitou antes de pega, pode ter sido o acaso ou não...

Helena pegou o livro e sentiu uma energia como se o livro estivesse vivo, a garota foi envolvida por uma curiosidade estranha. O livro não tinha nada de enteressante além de ser muito antigo, a capa de couro amarrada com barbante tinha um desenho estranhos parecidos com hieróglifos e as folhas eram amareladas como se fossem se desfazer a qualquer momento. (por mais estranho que pareça ela tinha a impresão de que sabia o que tava escrito mais nao tinha como saber uma parte das escritas estavam danificadas) NÃO FICOU CLARO SE O LIVRO ESTVA FECHADO COMO FOI QUE ELA VIU ESSAS PÁGINAS. Ela olhou o livro de todos os lados, parecia que ele estava trancado, então Helena continuou fuçando até que ouviu a voz da mãe chamando para irem embora. Ela ia colocar o livro na prateleira, mas parecia existir uma conexão entre os dois e Helena não conseguia se separar dele. Helena pegou o livro foi até o balcão e disse para Ísis que iria levar o livro.

 - Helena! Você só pode levar um livro de cada vez. Como você vai levar aquele nosso lance? 

-Depois eu pego, guarda pra mim por mais uns dias.

 Ela fez uma carinha de piedade e Íris aceitou, as duas se despediram e Helena correu até a mãe que a esperava no ponto de ônibus do outro lado da avenida. Helena apertava o livro contra os seios com tanta força que as juntas dos dedos ficaram esbranquiçadas. Kelly percebeu e perguntou dando um empurrãozinho de leve na irmã:

 - Qual livro tedioso você pegou dessa vez?

 - Eu não pego livro tedioso! 

- Ah não!? E esse aí me parece estranho. 

- Não sei bem o porquê eu peguei esse livro... Kelly se aproximou mais da irmã: 

- Deixa eu ver?

 Assim que ela segurou o livro um choque de ondas a envolveu e assim é desenvolveu a mesma curiosidade, que fez com Helena as duas se entre olharam intrigadas...

- Vamos meninas. 

 O ônibus havia chegado e elas nem tinham percebido, elas subiram as escadas e se sentaram, as duas meninas ficaram olhando a janela enquanto a mãe tagalerava sobre a vidinha que levavam. A conversa que geralmente as empolgava passou desapercebida, ambas estavam contagiadas por uma curiosidade insaciável pelo livro que só fazia aumentar pelo fato dele estar trancado.


Notas Finais


Se voces quiserem a continuação avisa nos comentários


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