História A Cinco Passos de Você - Fillie - Capítulo 1


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Fibrosecística, Fillie, Finnwolfhard, Itacoisa, Milliebobbybrown, Noahschapp, Sadiesink, Soah, Strangerthings
Visualizações 6
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii, essa é minha primeira fanfic aqui no Spirit então tenham paciência essa obra não e minha e apenas uma adaptação para Fillie !!

A mídia e de Cabo San Luca

IMPORTANTE: os capítulos iram ser reduzidos do livro original

xoxo- Vihh

Capítulo 1 - Capítulo 1


A Cinco Passos De Você

MILLIE 

Passos meus dedos pelo contorno do desenho da minha irmã, pulmões feitos a partir de uma mar de flores. Pétalas florescem de cada extremidade em uma explosão de rosa-claro, branco e um azul mesclado, mas, de alguma forma, cada um tem uma singularidade, uma vibração que indica que florescerá para sempre. Alguns nem floresceram ainda , mas consigo sentir a promessa de vida pulsando dentro de cada um dos pequenos botões, esperando para se desdobrar sob o peso do meu dedo. Essas são as minhas favoritas.

Eu me pergunto, com bastante frequência, como deve ser ter pulmões tão saudáveis. Tão vivos. Respiro fundo, sentindo o ar entrando e saindo do meu corpo com dificuldade.

Ao percorrer a última pétala de flor, minha mão desce pelo desenho, meus dedos traçando o céu estrelado e cada pontinho de luz que Paige fez na tentativa de capturar o infinito. Eu tusso, afastando a mão, e me inclino para pegar uma foto de nós duas na cabeceira da cama. Sorrisos idênticos aparecem por trás dos grossos cachecóis de lã, as luzes de Natal do parque no fim da rua cintilando sobre nossas cabeças como as estrela do desenho.

Havia algo mágico lá. O brilho sutil das lâmpadas dos postes, a neve agarrada aos galos das árvores, a quietude e o silêncio de todo o cenário. Nós quase congelamos para tirar aquela foto ano passado, mas era a nossa tradição. Paige e eu, enfrentamos o frio para ver as luzes de Natal juntas.

Essa foto sempre me faz lembrar daquela sensação. A sensação de embarcar numa aventura com a minha irmã, só nós duas, o mundo se expandindo à nossa frente como um livro aberto.

Pego uma tachinha e penduro a foto ao lado do desenho antes de me sentar na cama e pegar meu bloquinho e lápis da mesa da cabeceira. Meus olhos percorreram a longa lista de tarefas que fiz para mim mesma hoje de manhã, começando com: 1 : planejar uma lista de tarefas- o que já risquei com satisfação-, e terminando com 22: contemplar a vida após a morte.

É possível que o número 22 seja um pouco ambicioso para uma tarde de sexta-feira, mas pelo menos agora posso riscar o 17: decorar as paredes. Passei a manhã inteira tentando deixar esse quarto vazio com a minha cara, e agora olhando ao redor, observo as paredes cheias de desenhos que Paige me deu ao logo dos anos - pontos de cor e vida, e agora olhando ao redor, observo as paredes cheias de cor e veida pulando de paredes brancas insossas-, cada um deles fruto de uma ida diferente ao hospital: eu com o soro intravenoso no braço, a bolsa cheia de borboletas de diferentes formatos, cores e tamanhos; eu com uma cânula de oxigênio no nariz, o tubo se retorcendo para formar o sinal do infinito; eu com um nebulizador, o vapor formando uma auréola nebulosa. E há também o mais delicado: um tornado de estrelas que ela desenhou na primeira vez que eu vim pra cá.

Não e tão sofisticado quanto seus trabalhos posteriores,mas, por algum motivo, isso me faz gostar ainda mais dele.

E logo abaixo de toda vida está...o meu amontoado de aparelhos médicos, bem ao lado de uma daquelas típicas poltronas verdes de hospital, feita de couro sintético horrível, marca registrada de todos os quartos do St. Grace. Olho com receio para a bolsa de soro vazia, ciente de que a primeira das muitas rodadas de antibióticos do próximo mês está a exatamente uma hora e nove minutos de distância. Sorte a minha.

-É aqui- uma voz exclama do lado de fora do meu quarto. Levanto a cabeça para olhar quanto a porta se abre lentamente e dois rostos familiares aparecem na fresta. Nos últimos dez anos, Maddie e Lilia já me visitaram aqui um milhão de vezes, e, ainda assim, nunca conseguem fazer o percurso da recepção até o meu quarto sem pararem para pedir informações para todas as pessoas do prédio.

-Quarto errado- digo, sorrindo ao ver o alívio no rosto das duas.

Lillia ri, abrindo a porta por completo.

-Poderia ser mesmo. Esse lugar ainda é um maldito labirinto.

-Vocês estão animadas?- pergunto, ficando de pé em um salto para abraçá-las.

Maddie se afasta para me olhar com um biquinho, seu cabelo loiro-claro acompanhando sua expressão cabisbaixa.

(n/a: troquei algumas características por conta das pessoas que eu substitui do livro original)

-Segunda viagem seguida sem você.

É verdade. Essa não é a primeira vez que a fibrose cística me faz perder uma excursão, férias ensolaradas ou um evento escolar. Em mais ou menos setenta porcento do tempo, levo uma vida bem normal. Vou para escola, saio com Maddie e Lillia e trabalho no meu aplicativo. Só faço tudo isso com uma baixa capacidade pulmonar. Mas nos outros trinta por cento,a fibrose cística controla minha vida. O que significa que, quando preciso voltar ao hospital para uma revisão, perco coisas como uma excursão para o museu de arte ou, como agora, a nossa viagem de formatura para Cabo San Lucas.

Essa revisão em particular tem a ver com o fato de que eu preciso de doses cavalares de antibióticos para finalmente me livrar de uma dor de garganta e febre que não passam nunca.

Isso e o fato de que minha capacidade pulmonar está despencando.

Lillia se joga na cama, soltando um suspiro dramático ao se deitar.

-São só duas semanas. Tem certeza que você não pode ir? É a nossa viagem de formatura, Millie!

-Certeza absoluta- digo com firmeza, e elas veem que estou falando sério. Somos amigas desde o Ensino Fundamental, e elas sabem a essa altura que, quando se trata de planos, minha FC (FIBROSE CÍSTICA) é quem da a palavra final.

Não é que eu não queira ir. É só, literalmente, uma questão de vida ou morte . Não posso viajar para Cabo San Lucas- ou para qualquer outro lugar, na verdade- e correr o risco de não voltar viva. Não posso fazer isso com os meus pais. Não agora. 

-Mas você foi a chefe do comitê de planejamento esse ano! Não dá pra pedir pra ele remarcarem? Não queremos que fique presa aqui- Maddie diz, apontando o quarto de hospital ao seu redor, que decorei com tanto cuidado.

Faço que não com a cabeça.

-Mas ainda temos as férias do meio do ano! E eu nunca perdi nenhum "fim de semana das BFF's" das férias desde a oitava série, quando peguei aquela gripe- digo com um sorriso esperançoso, olhando para Maddie e Lillia. Nenhuma retribuiu meu sorriso, no entanto, e preferem continuar me encarando como se eu tivesse assassinado seus bichinhos de estimação. 

Percebo que as duas estão segurando assacolas com roupas de praia que pedi para trazerem, então agarro as de Maddie em uma tentativa desesperada de mudar de assunto.

-Uuuh, biquínis! Temos que escolher os melhores- digo

 

 

 


Notas Finais


Por favor, comentem, favoritem para saber o que estão achando!!!

xoxo- Vihh


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