História A Clean Soul - Capítulo 1


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Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Helena, Kira Manning, Mark Rollins, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cloneclub, Cophine, Cosima, Delphine, Felix, Helena, Orphan Black
Visualizações 106
Palavras 1.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Orange, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Diretamente do Wtt para o Spirit. Boa leitura <3

Capítulo 1 - Dor lastimável - I


 

POV Cosima Niehaus

Eu estava em frente a Shay, minha namorada, ao menos eu almejava que ainda fosse. 

Da mesma forma única que se encaixou em minha vida, se foi.

Já era nossa terceira briga na semana. Hoje é quarta-feira.

Meu corpo não se movia, minha mente vagava por lembranças de nossas noites de amor, pisava lentamente em nossas juras e nossas in(agora finitas) promessas, que foram se tornando finos e letais cacos de vidro.

Eu não podia sequer ouvir o que ela dizia, ou melhor, o que berrava.

Fiz esforço, para até então, tentar entender o por que ela ainda insistia em gritar algo que para mim fora silencio.

Silêncio perturbador.

Não havia provado dor nenhuma dês de a morte de minha irmã Helena, tornando-me fria. Mas ainda sim, Shay tentava me acertar com suas palavras de dor lastimável. 

Sentia o frio da parede em minhas costas, me cercando.

O cheiro de Shay, que um dia foi tão desejado, hoje me enjoava.

Seus pequenos olhos me incomodavam.

Mas eu não queria continuar sem ela.

Como disse, almejava que Shay ainda fosse minha namorada, mas não essa mulher que agora se encontrara em minha frente.

Uma mulher infantil, mesquinha e insuportável segurava meus pulsos de maneira bastante agressiva, deixando marcas em minha pele magra e branca.
Precisei recobrar a consciência, não tinha me dado conta até então, de como uma noite de sexo tinha se tornado uma briga avassaladora.

Antes, minha mente divagava nos momentos bons para que eu não perdesse o controle e a chutasse para fora de minha casa, pois sabia que ela não tinha ninguém além de mim, mas tinha seu apartamento.

Relutei.

Eu gostava da companhia de Shay, até jurava sentir amor, mas longe disso.

Sentia carinho, sentia que poderia contar com ela para tudo, sentia que tinha encontrado meu porto seguro.

E ela? 

Não sentia nada.

Me apaixonei por uma mulher dos cabelos loiros, rosto singular e angelical, de personalidade doce. 

Exceto quando brigávamos pelo mesmo motivo de sempre.

Então eu já me encontrava em frente a um monstro de sete cabeças que cuspia fogo com certa fúria.

O motivo fora cobranças, das quais nada poderia pagar.
Todos em minha volta; Felix, Donnie, Mark, Scott, Paul, e até mesmo Gracie, sabiam que Shay me cobrava um amor inexistente, das duas partes.

Ela não me amava, conseguia ver em seus olhos, então fiz questão de tornar toda a paixão em compaixão.

Ela queria filhos, uma família grande, todos os animais possíveis e uma casa absurdamente gigante.

Eu queria continuar em meu laboratório, morar em meu loft pequeno, de aparência rústica e ainda sim, muito aconchegante.
Plantar minhas ervas, viver amores e provar de sabores, curtir a vida.
Não queria o mesmo que ela, ela sabia.

Fui acordada de meus devaneios e passeios pelo subconsciente com um estalo e logo em seguida um ardor ao lado direito de meu rosto.

    ⁃    Você não pode mais fazer isso comigo!!! Decida algo, Cosima! - Shay esbravejou após desferir o tapa em meu rosto. Eu não consegui escutar o que ela disse anteriormente, mas me recordava de tudo ter começado após ela dizer em alto e bom tom que me amava.

Eu não lhe respondi, e ela queria resposta.

Queria que eu correspondesse de forma válida, visto justo para ela.

    ⁃    Me desculpe, Shay. Mas não posso dar o que você quer, você precisa lidar com isso! Me deixe livre, Shay. Me deixe livre! - Disse a ultima frase quase como um sussurro, para que apenas a loira em minha frente escutasse. 

Ela nada disse, me soltou, vestiu suas roupas que estavam  no chão e foi embora.

Nós fazíamos sexo em todos os lugares da casa, ela dizia que me amava e novamente despejava em cima de mim seus desejos e vontades totalmente contrários dos meus, acabávamos brigando.

Dessa vez não foi diferente, nem da outra, e nem da outra.

Eu lembrava-me dos bons momentos para tentar tornar esse relacionamento um pouco menos tóxico.

Falho.

Falho em fazer algo impossível.

Eu havia me cansado de Shay mas ela era especial, mesmo Scott dizendo que ainda namorávamos apenas por que ela esteve comigo em momentos difíceis, e minha alma piedosa não queria que ela sofresse com um término.

Mas ela dificultava. Era bom estar em um relacionamento cômodo, eu me sentia bem.

Passei apenas a sentir que as coisas haviam desandado. Eu não sabia dizer quando, como, ou em qual noite de prazer isso aconteceu.

Permaneci imóvel, era minha reação pós-ataque-Shay. 

Tentava assimilar o ocorrido, mesmo sabendo que fora exatamente como os outros, ainda parecia uma briga nova.

Mas dessa vez eu a respondi, disse para ela me deixar livre, me deixar ir. Eu não fazia isso, pois sabia que em algumas horas ela me ligaria e resolveríamos tudo, ou quase tudo.

Ela saiu pela porta de madeira escura levando sua raiva junto, sem trocar uma palavra decente comigo, nem olhar nos meus olhos.

Mas eu podia sentir ali, que minhas palavras, pela primeira vez em uma briga, direcionadas a ela, rasgaram seu ego em mil e uma tiras.

Ela realmente partiu, acabando com tudo.

Me sentei á poltrona bege e confortável, mas ela não me ligou, não mandou mensagem, nem postou algo relacionado a desavenças em suas redes sociais.

Ela havia sumido.

Desaparecido.

E eu não senti mais nada.

E depois me senti péssima, um caos.

Não por ela ter me deixado.

Me senti péssima, por segundos atrás ter sentido alivio daquilo finalmente ter acabado, e não foi por minha culpa, totalmente.

Em minha cabeça, se Shay fora embora por vontade própria, sem meu pedido, eu não era culpada. 

Mas havia acabado.

Me deixara livre para seguir.

Eu senti naquele momento que Shay tinha ido embora pra sempre, e estranhamente, quase não me importei.

Quase, pois por mais que eu não tivesse sentido nada romanticamente relacionado a ela, senti que perdi uma grande amiga, se não, uma melhor amiga.

Da mesma forma única que se encaixou em minha vida, se foi.

Era nossa ultima briga na semana.

Pra sempre.

Agora, a dor lastimável torna-se alivio em meu interior.

Meu ser ganha a liberdade tão almejada, mas tão desconhecida. 

Eu era uma alma livre.

Uma alma, agora limpa.

Livre de Shay.


Notas Finais


O que acharam? Logo mais o nosso casal aparece viu??


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