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História A Clínica - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Trocando o Trabalho


Fanfic / Fanfiction A Clínica - Capítulo 12 - Trocando o Trabalho

Naruto Uzumaki:

 

Depois que concordamos com a louca proposta de Shizune, esta mandou nos trocarmos, levando-nos até sua sala, onde havia uma mesa, algumas cadeiras e poltronas, um armário grande e muitos, muitos livros. A morena mandou-nos sentar, indo então até sua própria cadeira, do outro lado da mesa, onde abriu uma gaveta, retirando quatro fichas, as quais provavelmente são de seus pacientes.

 

- Aqui, essas são as fichas dos meus quatro pacientes mais graves. É claro que qualquer coisa vocês podem perguntar para mim. – ela mostrou os papéis em sua mão – Vocês já ouviram o que eles falaram, então será mais fácil. Naruto, como você disse que queria cuidar de Sasuke, eu vou deixar ele com você, aqui tem a ficha dele. – estendi a mão, tomando os papéis os quais ela me alcançava.

- Sasuke Uchiha, 16 anos, nascido no dia 23 de Julho de 2000. Aqui diz que ele estudou até o primeiro ano do Ensino Médio... – ela me interrompeu.

- Sim, depois disso ele ficou internado no hospital e depois veio para cá. Ele não chegou a concluir o Ensino Médio, o que é uma pena, porque esse garoto é extremamente inteligente. – mais uma vez, enquanto ela fazia tais afirmações, me senti mal, a vida dele foi tão difícil e ainda assim, depois que sair daqui, provavelmente também não será muito fácil – Naruto, eu vou deixar você cuidar dele, mas se o tratamento dele regredir ou se acontecer algo a ele, ele volta para cá e eu não vou permitir que você se aproxime desse garoto. Só estou fazendo essa loucura, porque eu quero que eles tenham uma vida normal.

- Shizune, pode ficar tranquila, eu vou ajudá-lo, vou fazer ele se recuperar. – a mencionada assentiu, séria.

- Bom, quanto aos outros, os casos deles são um pouco mais simples e eles estão um pouco melhores que o Sasuke, o problema é que todos são anti-sociais e não permitem que ninguém se aproxime, e é nisso que eu quero que vocês os ajudem. – ela mostrou as três fichas restantes – Aqui, Gaara No Sabaku, Hinata e Neji Hyuuga, juntamente com o Sasuke são os meus pacientes mais difíceis. Hinata e Neji não se misturam muito com os outros, eles são muito dependentes um do outro e não se desgrudam e isso não é muito saudável. As únicas pessoas que eles realmente permitem se aproximar são a irmãzinha da Hinata, Hanabi e a tutora deles, Kurenai. Gaara é ainda pior, assim como o Sasuke, ele prefere se isolar, nem mesmo os irmãos ele permite que se aproximem muito. Eu quero que vocês passem o tempo com eles, os ajudem a se misturar com as outras pessoas.

- Tudo bem, pode deixar que eu cuido do Gaara. – Shizune encarou desconfiada à meu amigo sobrancelhudo, o qual acabara de se pronunciar.

- Vou dizer o mesmo que disse a Naruto, Lee, se você fizer esse garoto regredir no tratamento, eu não vou permitir que se aproxime dele novamente, e se fizer algo a ele, vou arrumar um jeito de que a próxima vez que você aprontar algo, não consiga fazer serviço comunitário, entendeu? – seu olhar era ameaçador, enquanto entregava a ficha do ruivo para meu amigo, que assentiu, com uma expressão de pavor – Quanto a vocês dois, sobrou os primos Hyuuga. Como são uma menina e um menino, acho melhor Hinata ficar com você Sakura, e Neji com você Kiba.

- Ok. – os dois disseram em uníssono, pegando as fichas restantes de suas mãos.

- Podem ir agora e boa sorte. – nos despedimos com uma leve reverência e saímos da sala, indo todos direto para minha casa, dessa vez meus pais não me haviam buscado, por termos saído mais cedo.

- Então... o que faremos? – Sakura perguntou, ninguém respondeu nada, todos estávamos meio perdidos.

- Será que isso foi uma boa ideia mesmo? Quer dizer... e se nós acabarmos prejudicando mais o tratamento deles? Eu não sei o que fazer, nunca estive em uma situação como essa e não sei como minha mãe vai reagir quando eu contar que tenho que levar um desconhecido para nossa casa. – Kiba parecia o mais relutante dentre nós, mesmo eu também não sabia como meus pais reagiriam.

- Pois... eu estou empolgado. Vocês vão ver, vai ser legal, é um desafio. – Lee como sempre parecia animado, Kiba porém apenas rolou os olhos.

- Por que será que eu achei que você diria algo desse tipo? – meu amigo de olhos verticais foi irônico, recebendo uma careta em resposta, o ambiente agora era mais leve, estávamos tão submersos na conversa que nem vimos a hora passar, menos quando a porta foi aberta e meus pais entraram, nos observando desconfiados e irritados, até que finalmente se pronunciaram.

- Muito bonito... vocês não deveriam estar no serviço comunitário a essa hora? – minha mãe perguntou, nos deixando nervosos, dona Kushina sabia ser muito ameaçadora quando ficava brava.

- Deveríamos mãe, mas fomos liberados para nos prepararmos para amanhã. – ela me olhou ainda desconfiada.

- O que você quer dizer com isso? Se prepararem para quê? O que está aprontado agora Naruto? – a encarei nervoso, levantando minhas mãos em sinal de que não havia feito nada, ao mesmo tempo em que olhava nervoso para o meu pai, que me encarava, ao final tomei coragem, respirando fundo, antes de terminar o que tinha que falar.

- Mãe, pai... tem algo que eu preciso falar com vocês. – minha mãe me cortou.

- O que aprontou agora? – a ruiva perguntou, seu olhar me assustou, não sabia como ela reagiria ao que tinha para falar, olhei a meus amigos pedindo socorro, mas eles não falaram nada, também tinham medo da minha mãe, então respirei fundo novamente e disse de uma vez.

- Mãe... pai... nós vamos ter visitas essa semana. Na verdade visitas não, visita, uma pessoa só. – eles me olharam cada vez mais desconfiados.

- Que história é essa Naruto, você está de castigo, esqueceu? – minha mãe falou e eu juntei toda a coragem que tinha, antes de continuar.

- Eu sei, mas é justamente por isso, faz parte da nossa punição. Uma das psicólogas lá da clínica, que também é a assistente da diretora, resolveu trocar o nosso trabalho, e agora ao invés de pintar a clínica, nós vamos ter que cuidar dos pacientes, andar com eles e ajudá-los. E bom... um deles vai ficar aqui em casa. – terminei de falar finalmente, meio receoso e levantando meu olhar ao de meus progenitores percebi sua expressão de espanto, estavam paralisados. E agora, o que será que eles irão dizer? Será que eles irão deixar?

 


Notas Finais


Continua...


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