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História A Clínica - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi!

Segundo capítulo.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Shion


Fanfic / Fanfiction A Clínica - Capítulo 2 - Shion

Naruto Uzumaki:

 

            Fiquei surpreso ao saber que o moreno irritante é paciente da clínica, afinal mesmo eu sabia que essa é uma clínica para menores que sofreram abusos, não pensava conhecer a algum, pelo menos não tão cedo e menos que este fosse um garoto, pensava que só haviam garotas ali, pelo visto estava enganado.

            Depois disso, Shizune terminou de nos explicar como funcionava a clínica e disse que ficaríamos quatro horas do dia ali. Na primeira hora, nós participaríamos das reuniões diárias de um dos grupos, o que nos deixou completamente surpresos, não pensávamos que veríamos ou ouviríamos os pacientes. Mas ela disse que a diretora decidiu nos fazer ouvir os relatos dos pacientes para ver se assim “criávamos juízo e nos tornávamos pessoas descentes” e nas outras três horas, realizaríamos o nosso trabalho.

            Shizune nos levou até uma sala, que segundo ela, era onde realizava os encontros com seus próprios pacientes, já que ela também era psicóloga, e nós entramos lá, nos deparando com um grupo de oito adolescentes, três garotas e cinco garotos, entre eles, o irritante que havia esbarrado comigo mais cedo e que me olhou com uma sobrancelha erguida e os braços cruzados.

 

- Boa tarde meus queridos, antes de mais nada eu gostaria de apresentá-los Sakura, Kiba, Naruto e Rock Lee. – Shizune falou, apontando a cada um de nós – Eles irão prestar serviço comunitário aqui e a diretora achou bom eles os escutarem, ouvirem suas histórias, para que possam refletir sobre seus próprios atos. Então... quem gostaria de dar seu relato hoje? – olhou para o grupo.

- Por que isso? Todos nós já nos conhecemos e sabemos a história de cada um. – o Uchiha irritante falou e a maior deu um suspiro.

- Nossos visitantes não conhecem, Sasuke. – ela falou e o menor revirou os olhos e deu uma risadinha sarcástica – Por isso eu quero que cada um de vocês conte sua história. Um por dia, para não assustá-los demais. Isso inclui você Sasuke. – o adolescente bufou, cruzando os braços irritado – Então... quem deseja começar?

- Eu posso começar? – uma garota loira, de olhos lilases falou.

- Muito bem Shion, pode começar. – a psicóloga sorriu e a menina balançou a cabeça em positivo.

- Boa tarde, meu nome é Shion, tenho 17 anos. Quando eu tinha cinco anos, minha mãe ficou muito doente e acabou falecendo. Eu fiquei extremamente triste na época e meu pai, para me alegrar, adotou um cachorrinho, um pequeno filhote. – ela parou por um instante e deu um longo suspiro – Eu fiquei encantada com o bichinho e não desgrudei mais dele. No entanto, no ano passado...

 

Flashback on:

 

            Eu cheguei da escola, jogando minha mochila de qualquer jeito, indo à procura de Yuki, meu cachorrinho, porém quando cheguei à cozinha, o vi deitado e quando me aproximei, ele me olhou com os olhinhos caídos e balançou o rabinho, tentando se levantar, porém não conseguindo. Me assustei, coloquei novamente minha mochila e o peguei no colo, para levá-lo ao veterinário.

            Corri feito uma louca, estava com pressa e acabei decidindo cortar caminho, entrando em uma rua deserta. Esse foi o meu maior erro.

            Passei por aquela rua desconfiada, correndo ainda mais rápido, com medo e quando estava quase no fim dela, senti meu corpo ser puxado e alguém me arrastar até um bequinho.

            Olhei apavorada para as três figuras à minha frente. Eram três garotos, mais ou menos da minha idade e me olhavam maliciosos, lambendo os beiços, fiquei assustada e comecei a tremer.

 

- Olha só gente, o que encontramos aqui. – o que segurava meu braço falou, enquanto encurtava ainda mais a distância.

- Sim, é linda. O que faz aqui sozinha gatinha? – o segundo falou e eu me encolhi, sentindo o primeiro se aproximar ainda mais.

- E-eu... p-preciso levar meu c-cachorrinho ao v-veterinário. M-me deixem ir, p-por favor. – falei gaguejando e eles riram.

- Deixar ir? Pode deixar gatinha, nós vamos te deixar ir. Depois que brincarmos um pouquinho com você, é claro. – o terceiro finalmente se pronunciou.

- P-por f-favor, me d-deixem ir. – podia sentir meu corpo tremer ainda mais, apertava inconscientemente Yuki fortemente em meus braços, que rosnou, quando o rapaz que segurava meu braço se aproximou ainda mais, o que fez o garoto olhá-lo irritado e arrancá-lo de meus braços, entregando-o ao segundo rapaz, que foi mordido por Yuki.

- Ai! Desgraçado. – o garoto falou, soltando meu cãozinho e chutando-o, o fazendo bater a cabeça, eu gritei.

- YUKI! – gritei com força, tentando ir até onde ele estava se debatendo, porém fui jogada no chão.

- Não mesmo gatinha, agora nós vamos brincar. – o primeiro garoto falou, rasgando minhas roupas, um desespero tomou conta de mim e eu comecei a chorar, implorando que me deixassem em paz, que me deixassem ir e levar Yuki ao veterinário. Porém, nada adiantou e eu senti o rapaz abrindo minhas pernas e ouvi um barulho de zíper, tentei me levantar, mas os outros me seguravam. Me desesperei e me debati, recebendo um forte tapa no rosto, antes de ser penetrada sem aviso algum.

 

            Gritei desesperada de dor, implorando que parassem, mas eles somente riam e me batiam, quando eu me debatia, tentando fugir, pareciam drogados, seus olhos estavam visivelmente vermelhos. O garoto se mexia violentamente dentro de mim e eu quase não enxergava nada, me sentindo tonta, pelos tapas que havia recebido e devido às lágrimas que escorriam sem cessar por meu rosto.

            Eu olhei um momento para o lado e vi a Yuki com os olhinhos abertos, sem vida. Ele já não se debatia mais, estava morto.

            Essa visão, só aumentou o meu desespero e eu me debati novamente, chorando ainda mais e recebendo outro tapa, perdendo a consciência.

            Acordei, sentindo meu rosto molhado. Eles haviam jogado água em mim, para me acordar. Chorei desesperadamente, sentindo o garoto, que ainda estava dentro de mim, voltar a se mover brutalmente. Sentia minha cabeça girar, as lágrimas caírem por meu rosto e o sangue escorrer pelas minhas pernas.

            Uns minutos depois, ele finalmente terminou, gozando dentro de mim e em seguida veio o segundo, que me penetrou novamente sem aviso algum, de forma violenta e rápida, enquanto me xingava de diversas coisas, como vagabunda, vadia, cachorra, entre outras coisas.

            Logo ele também se desfez dentro de mim e o terceiro veio e me penetrou, enquanto lambia meu corpo e me beijava, acabei engolindo meu próprio vômito e me engasgando, recebendo como resposta um novo tapa.

            Uns minutos depois, ele também gozou em mim e vestiu as calças novamente, me dando um chute no estômago, antes dos três saírem dali, rindo.

            Eu me arrastei com dificuldade até o corpinho sem vida de Yuki e o abracei, chorando, até a inconsciência e quando acordei, estava em um hospital e meu pai chorava, abraçado a mim.

            Eu me sentia um lixo, suja, entrei em depressão e meu pai me levou a uma psicóloga, que me indicou essa clínica e hoje eu estou aqui. Bem melhor e recuperada, com a auto-estima bem mais elevada do que quando entrei e com amigos que vou levar para o resto de minha vida.

 

Flashback off

 

            A menina terminou de falar, com o rosto coberto de lágrimas. Eu estava em choque, nunca havia ouvido uma história tão horrível. Quer dizer, eu sabia do que se tratava essa clínica e sabia que todos ali deveriam ter histórias bem tristes, mas não imaginava que as ouviria e muito menos que me sentiria tão mal ao ouvi-las, até então os pacientes ou suas histórias não me importavam no mais mínimo.

            Olhei para os lados e vi que meus amigos estavam iguais a mim ou talvez em pior estado. Kiba estava atônito, Lee tremia de raiva, provavelmente dos caras da história de Shion e Sakura chorava. Ainda sem saber como reagir, me aproximei a ela e a abracei, enquanto Shizune trazia uma água para a rosada e outra pessoa levava para Shion, que ainda chorava.

 

- Eu tinha razão, é melhor pararmos por aqui. Vamos contar uma história por dia, para não assustá-los.

- Se eles já ficaram assim com a história dela, imagina quando ouvirem a de Sasuke, não irão querer nunca mais voltar. – um dos garotos falou e eu olhei para mencionado, que tinha os braços cruzados e a expressão indecifrável. Não pude deixar de pensar, que se falaram isso, é porque algo de muito grave aconteceu a ele. Mas... o que será? 


Notas Finais


Continua...


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