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História A Cobra E A Grifinória - Capítulo 19


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 19 - Capítulo - 19


*Snape

Ela havia aparatado. Eu corro até o local onde ela estava e caio de joelho no chão molhado, onde eu estava descongelando a neve para correr mais rápido, minhas pernas doíam, e meu corpo todo também, mas nada doía mais do que o meu coração, agora partido por ela ter me abandonado. Eu começo a perceber o frio entrar dentro de mim, a neve começa a cair mais densa, e não demora para ela me cobrir por inteiro. Eu fico deprimido, parado, de joelhos, com os olhos na neve, mas olhando para o nada, pensando em nada, havia voltado a ficar como antes, tinha me esquecido como aquilo era prazeroso. Sinto um ar quente me envolver, e a grama ao meu redor aparece, alguém estava me aquecendo, mas eu ainda estava molhado. Eu não movo a minha retina, estava angustiado demais para aquilo.

- Severo... Venha, vamos tomar algo quente, antes que eu vá embora. - Alvo diz do meu lado, e toca no meu ombro. Eu olho para ele, e ele me estende a mão. Eu fico olhando para a mão dele, estava fascinado com aquilo, eu olhava sem parar, minha atenção estava sendo tirada tão fácil. Ele se abaixou e pegou a minha mão. - Vamos, Severo. - Ele diz me levantando e eu vou andando junto con ele, sem saber para onde estava indo, ele aparata na sala dele comigo, e me coloca sentado. O meu ponto fixo agora era uma parte da escrivaninha de madeira bruta dele, que era um pouco mais polida do que o resto, para mim. - Aceita chá? - Dumbledore me pergunta e eu não tenho coragem de responder.

- Eu quero Whisky. - Consigo falar depois de um tempo, e o olho, ele sorri, e conjura dois copos com conteúdos cor de mel dentro deles.

- Saúde! - Ele diz erguendo o copo, assim que pego o meu, eu o ergo um pouco por educação e o bebo de uma só vez. Ele entra queimando, e chega como labareda no meu fígado, sinto meu corpo se corroído por dentro. Eu bato o copo vazio na mesa, e Dumbledore olha sob os óculos meia lua, primeiro para mim, depois para o copo vazio em cima da mesa, ele não fala nada, e só coloca mais, o enchendo novamente. Eu o olhei surpreso, ele queria me embriagar? Dane-se! Tomei mais aquela, e depois bebi mais três. Eu não estava mais raciocinando.

*Dumbledore

Depois de vê-lo naquele estado, na neve, não seria mau ele se embriagar para esquecer momentaneamente os seus problemas. Ele até agora havia tomado cinco doses de puro Whisky.

- Eu a amo... Amo muito! Ela é uma ninfeta! Mas eu amo muito a ninfeta que ela é! - Ele dizia com o copo na mão, já havia quebrado o copo uma vez, na quarta dose, disse que ele aparatou como Júlia, ele começou a chorar e estava se lamentando e dizendo o quanto a ama até agora, xingando-a de vez em quando. Eu só o olhava, e balançava metade da minha primeira dose no copo. Assim que ele começou a dormir, eu o coloquei nos aposentos dele, e fui para a minha sala, limpar a bagunça que ele havia feito.

*Snape

Eu acordo com uma miserável dor de cabeça, eu estava fedendo a puro álcool, minha cama estava molhada de suor, eu cuidei do meu corpo, e tentei me lembrar da noite passada, lembrei até a parte em que bebi uma terceira dose de Whisky, depois tive alguns relances de memória, estava tudo bagunçado, minha cabeça doía o bastante para que eu pudesse a ouvir latejando. Eu coloco um roupão, e fico parado na frente do espelho, me olhando com olheiras, o cabelo úmido e bagunçado, cara de cansaço, e algumas rugas aparecendo, eu tento sorrir, mas me acho mais horrível sorrindo do que com minha costumeira carranca, eu vou para minha cama, e fico lá sentado, pensando nela, eu conjuro uma taça, e para pegar leve, uma garrafa de vinho.

*Júlia

Eu o olho correndo, me olhando desesperado, eu sinto um remorso ao vê-lo daquele jeito por mim. Eu sorrio de lado uma última vez para ele e aparato para o único local em que reconheço como casa: Abreu e Lima. Eu aparato no que devia ser a entrada dela, não tinha o portal, eu estranho, e vejo que também não tinha pista para carros, eu começo a sentir uma ponta de desespero, eu corro procurando por alguém, e acho um bando de crianças brincando.

- Hey! - Eu paro para respirar e eles vêm até mim.

- Oi moça. - Um rapaz com quase minha idade fica a frente do grupo me olhando desconfiado.

- Que cidade é essa? - Pergunto os olhando.

- Maricota, quer dizer... Abreu e Lima. - Ele se corrige assim que um outro menino empurra a cabeça dele. Eu sinto um frio na espinha.

- Sério? - Pergunto e eles confirmam rindo da minha cara, eu sorrio um pouco. - É.., só uma dúvida, vocês por acaso tem algum calendário? Eu gostaria de ver que dia é hoje... - Digo dando um tapinha na testa, e eles me olham estranho.

- Vem por aqui moça, a minha mãe tem um calendário. - O mais velho diz e logo fomos andando, eles me cercam e começamos a andar. Eu estava desconfiada, mas qualquer coisa, eu poderia usar magia fora da escola, eu já sou da maior no mundo bruxo. Depois de quase meia hora andando, a noite foi ficando mais fria. Eu me agarrei mais a minha capa, e eles que estavam sem camisa e suados, estavam começando a reclamar dos arrepios que o vento frio causava.

- Você não é daqui não, é? - Uma garota pergunta.

- Não, não. - Digo depois de pensar um pouco, o caminho que estávamos fazendo era conhecido, mas eu ainda não sabia o por quê. Assim que chegamos, eu me deparo com a casa da minha avó, meu corpo treme, eu olho para eles, eles eram meus tios. Eu paro os olhando.

- Que foi? - O menino mais velho, que era o meu tio "Dinossauro", pergunta me olhando.

- Nada, foi só o frio que me pegou de jeito. - Eu sorrio e me agarro mais a minha capa. Eu olho para o menor rapaz, que era o meu pai, ele estava de bermuda, bem cabeludo, brincando com um coleguinha do outro lado da rua, ele devia ter uns cinco anos.

- Lucas!! - Ouço uma mulher o chamar, eu vejo a minha vó, ela para me olhando. - Opa minha filha, é a amiga de vocês? - Ela pergunta olhando pra tio Dinossauro, ele confirma. - Entra pra jantar! - Ela diz e meu pai passo por mim, eu toco nos cabelos dele, e sinto uma pequena queimação nas pontas dos dedos. - Já jantou? - Ela me pergunta, e eu nego com a cabeça. - Então venha jantar, venha minha filha. - Ela diz me empurrando para dentro e fechando a grade.

- Mamãe, a senhora tem um calendário? - Tio Dinossauro pergunta e ela confirma e o pega e entrega o calendário para ele. - Aqui. - Ele me entrega. E eu começo a ver.

-"1985?!" - Começo a juntar as peças do quebra-cabeça, Harry Potter começou a se passar em 1980! Lógico que eu estava em 1985! Mas... Como eu posso existir, se nem a minha mãe existe?! Eu começo a ficar preocupada. Depois do jantar, e de algumas perguntas sobre a minha família, que consegui driblar com sucesso, eu dormi lá mesmo, dividindo a cama com minha tia que era gêmea do meu tio Dinossauro. Passei a noite em claro, ouvindo alguns roncos, e sendo esmagada por minha tia, brigando pelo espaço na cama. Até que o cansaço finalmente me pega, eu olho uma última vez pra minha mochila, e pego no sono. Acordo com várias pessoas falando ao meu redor, eu abro o olho devagar e me assusto com todos me olhando. Eu sento rapidamente e vejo que a minha mochila está aberta e a minha varinha está na mão da minha vó. Ela balançava de um lado para o outro, mas nada acontecia, meu pai o pegou e começou a sair um pequeno lampejo verde, eu abro os olhos o olhando, então é isso!

- "O meu pai é bruxo! Por isso que sou bruxa também!" - Eu me levanto e pego a minha varinha.

- Quem é você? - Minha vó me pergunta.

- Eu? Eu sou uma bruxa. - Ela me olha com ódio, os meus tios me olham surpresos e impressionados. Eu arrumo as minhas coisas e coloco tudo na mochila.

- Saia da minha casa! - Ela diz e eu coloco a mochila nas costas. - Não volte nunca mais!! - Ela grita e eu saio calmamente, sendo seguida pelos meus jovens tios.

- Bem, gostei de ver vocês mais jovens, Tchau tios, - Vou em direção aos dois rapazes e dou um beijo na testa. - Tchau tias, - Vou em direção às moças e dou um beijo na bochecha. - Tchau vó, - Aceno em direção dela, eles estavam perplexos, e desentendidos. - Tchau titia, - Aliso a barriga dela. - Tchau pai, até os meu doze, em 2013. - Digo bagunçando o cabelo dele, eu dou as costas, e percebo que todos me olhavam curiosos, eu olho ao redor. Eu não podia aparatar aqui. Eu pego a minha capa, e visto. Eu vou andando até a construção do que futuramente seria um mercadinho, eu passo por uma coluna e desapareço para eles. Eu aparato em Londres, em frente ao Caldeirão Furado, eu entro e logo o cheiro de bebidas e perfumes entram em minhas narinas, eu passo pelo balcão, fazendo um copo girar, permitindo assim o meu acesso, eu toco nos tijolos e logo eles se mexem, eu estava no Beco Diagonal, ele estava bem mais vazio do que antes, eu olho para os lados, e entro numa loja para comprar um sorvete enquanto Dumbledore não aparece. Eu escolho os sabores do meu sorvete, e tento caçar o dinheiro na minha mochila, eu pego pego a varinha e dou um "Accio" nela, e começo a pegar o dinheiro devagar, me confundindo um pouco com o dinheiro bruxo, alguém paga alguma coisa, e o vendedor me entrega o sorvete. Eu o pego e coloco o dinheiro sob o balcão.

- Moça, o seu já está pago. - Ele me devolve o dinheiro, eu olho para trás e vejo Dumbledore sorrindo para mim.

- Professor! - Digo surpresa entregando o meu dinheiro para ele. - Desculpe por não ter me explicado muito bem, ontem à noite, mas acho que voltarei em breve. Minha família... Bem, pode dizer que ainda não existo para ela. - Eu sorrio e ele me devolve o dinheiro.

- Eu lhe paguei um sorvete, não precisa me pagar. - Ele diz sorrindo e saindo da loja, eu o sigo. - Creio que você já saiba aparatar? - Ele me pergunta e eu limpo a minha boca.

- Sim, sim. Aprendi lendo alguns livros e treinando com Dobby, um elfo doméstico. - Digo e ele parece interessado. Ele levanta o próprio braço, e eu o seguro. - Parece que vou ter que acelerar meu ritmo... - Digo percebendo que ele queria aparatar comigo até o Ministério. - Professor, faz um favor para mim? - Pergunto e ele confirma.

- Sim, Snape gostará de receber uma mensagem sua. - Ele diz e eu sinto os meus lábios congelarem por pararem por tanto tempo no sorvete, eu os lambo.

- Diga a ele que eu o amo, mas que eu preciso de um tempo para absorver todos os acontecimentos repentinos que estão ocorrendo nesse exato momento. Diga que, que eu sei me cuidar e que voltarei o quanto antes. - Ele sorri para mim e eu sorrio. Eu termino em poucos minutos, e assim que me limpo com um toque de varinha de Dumbledore, ele sorri, e aperta o meu braço com o esquerdo dele.

- Pronta? - Ele pergunta.

- Já nasci pronta. - Digo e ele ri e aparata. Em menos de um instante, eu me vejo dentro do Ministério. Várias pessoas andavam de um lado para o outro, parecia um verdadeiro formigueiro humano, fiquei pensando se no Japão era assim ou pior. Com o decorrer do tempo, achamos a sala em que fui registrada, fizeram exames e tiraram sangue meu, e descobri que vim de uma linhagem bruxa de puro sangue, bem, era puro até uns cento e cinquenta anos atrás. E que consegui a sorte de exercer o meu cargo no mundo bruxo, dando volta a minha linhagem, mesmo sendo mestiça. Eu peguei os meus documentos, Dumbledore ficou como meu responsável na sociedade trouxa. Minha data de nascimento foi alterada de dois mil e um, para mil novecentos e sessenta e oito. Eu fiquei um pouco assustada por ser um ano mais velha que a minha vó materna. Assim que saímos do Ministério, eu senti que estava sendo vigiada, e Dumbledore percebe isso.

- Você deve estar se sentindo vigiada agora, né? - Ele me pergunta e eu confirmo com a cabeça olhando para os lados desconfiada. - Você está se sentindo assim por que eles já fizeram um feitiço de rastreamento, mas não se preocupe, não é nada eficaz. - Ele ri e eu rio.

- Bem, professor. Obrigada por tudo,  você é realmente um bom e grande bruxo. - Digo e o abraço. Dou uns tapinhas nas costas dele. Ele ri. Eu o solto do abraço. - Agora eu tenho que ir, tenho um passado para visitar. E creio que o senhor também deve estar bem ocupado. - Digo sorrindo e imaginando como deveria ser o meu passado materno.

- Júlia, quando chegar lá, não me procure mais por hoje, e só me agradeça em Hogwarts. - Ele diz e eu sorrio acenando para ele, sem entender o que ele quiz dizer com isso, e aparato na entrada da cidade de Camaragibe, meu segundo lar. Alguns curiosos me olham, eu coloco uma roupa adequada para a época, e guardo a minha capa para parecer mais normal, fui andando pelo o que seria o centro, algumas crianças brincavam, e já que estava em 1985, minha mãe ainda não havia nascido, mas, minha tia sim, com uns três anos, mas sim, e a minha avó deveria estar com a minha idade. Eu vou andando e observando atentamente a qualquer pessoa semelhante. Eu entro na UR-7, e não demora para eu ouvir alguém chamar "Nivaldo Marques!" , que seria o meu avô, eu olho para o local, e o vejo, Nivaldo Marques de Paula, a pessoa que eu mais odiava sem conhecer na minha vida, agora ele devia estar com uns cinquenta e pouco. Eu o olho com atenção, ele estava com uma outra criança em seu colo, devia ter uns dez anos, eu pego a minha varinha e me escondo, eu aponto a varinha para ela. - Imperius. - Digo e sorrio ao ver o efeito. A menina logo começa a espernear, o pai da menina vem e eu falo "O pinto dele está cutucando o meu pipiu!" O pai dela olha para o meu avô, e o meu avô mostra uma arma, todos, inclusive eu me espanto.

- Se você não quer sentir o que há de bom, então... Acho que não tenho mais nada para fazer aqui. - Meu avô diz se levantando e pegando um chapéu. Eu guardo a minha varinha no meu pequeno bolso, e logo sinto alguém prender os meus braços.

- Ha ha ha! Olha só o que temos aqui! - Um cara gordo me abraça e me leva até o meu avô, eu não estava conseguindo me mover, eu esquento a minha pele e ele me solta, e me joga aos pés do Sr. Nivaldo. Eu me levanto e o olho normal, tentando segurar todo ódio que sinto dele.

- Quem é você, garota? - Ele me pergunta.

- Pra quê o interesse? - Revido a pergunta. Ele bate na minha cara.

- Me responda! - Ele manda, e eu viro o rosto com o meu cabelo na frente para ele, bem devagar. Eu olhei para a mão dele, e dei ordem dela queimar de dentro para fora. Ele começa a balançar a mão, e eu sorrio.

- Uma bruxa! - O gordo grita e alguns me olham.

- Nivaldo, me leve até a sua esposa grávida, e a sua pequena filha. - Digo e ele me olha com raiva, ele saca a arma dele, e aponta para mim. Eu faço a arma dele se desarmar. Ele me olha assustado. - Me leve agora! E eu pouparei sua vida. - Digo com autoridade, e ele arruma a própria roupa. E começa a andar. Eu vou o seguindo. Sinto alguém nos seguindo, e penso numa emboscada feita para me matar. Eu aumento a velocidade do vento fazendo com fizesse uma nuvem de poeira só para os perseguidores. - Eles não vão conseguir nos seguir. - Digo e ele para.

- O que você quer? - Ele pergunta e eu paro na frente dele.

- Quero que você sofra, por um século, quero que tudo que você fez volte contra você. - Digo e o vento deixa o meu cabelo em pé, eu recomeço a andar, e ele também. Depois de alguns minutos caminhando no meio do mato, chegamos num sítio, ele abriu o portão, um menino de cabelo power vem correndo na nossa direção.

- Tiana! Onde está a sua sandália? - Ele diz entrando e a menina baixa o olhar, ela era a minha tia!, e para na frente dele.

- Está em casa. - Ela diz e olha para mim. - Oi! - Ela sorri me olhando e eu conjuro uma sandália para ela atrás de mim, e entrego a ela. A sandália era rosa, com estrelas e corações. Ela sorri impressionada pegando a sandália, Nivaldo pega a sandália e joga no chão, tentando a quebrar.

- Não vai conseguir, isso só vai se quebrar se eu quiser. - Digo e ele pega a sandália e joga no meio do mato. Eu conjuro uma outra sandália para ela, e quando ele volta, ela já está calçada. Ela corre quando vê que ele está voltando.

- Tiana! - Ele grita, mas ela corre ainda mais. Ele vai andando pra casa ao longe, eu vou o seguindo. Ele abre a porta, e entra. Eu entro e logo a minha vó, que chamo de mãe, vem grávida na minha direção. - É visita. - Ele diz e ela sorri pra mim.

- Bom dia, você já comeu? Quer um copo d'água? - Ela pergunta.

- Sim, estou faminta. - Digo sorrindo e me sento num sofá antigo, mas novo para aquela época. Ela vai embora, e Nivaldo se senta do meu lado.

- O que você quer com elas? - Ele pergunta me olhando, e eu me aconchego ainda mais no sofá.

- Eu quero... Bem, quero dormir aqui essa noite. - Digo tirando a minha mochila, e conjurando uma outra mochila para mainha, que, pelos meus cálculos, ainda estuda.

- Isso aqui é para Eliane, já dei um presente para Tiana, agora só falta o de Taciana... Já que ela ainda vai nascer, então... Aqui. - Conjuro uma girafa de um metro e vinte, para ela montar, brincar e etc. E coloco no chão. Ele me olha espantado.

- Como você virou bruxa? - Ele me pergunta e mainha vem com uma bandeja cheia de fruta e um copo d'água. Eu sorrio, ela coloca na mesa no centro da sala, eu pego o copo, ignorando totalmente a pergunta dele.

- Obrigada, Eliane. - Digo e tomo um pouco de água, ela sorri.

- Desculpe não ficar pra conversar, é que estou com comida no fogão. - Ela diz, eu confirmo com a cabeça e ela vai novamente para o interior da casa.

- Não deixarei você dormir aqui, enquanto não responder as minhas perguntas. - Ele diz já irritado, eu pego uma maçã vermelha, e coloco o copo pela metade na bandeja, eu mordo a maçã. Havia um diferença enorme entre a comida de dois mil e dezoito, para a comida dos anos oitenta.

- Nossa! Essa maçã é extremamente doce... Vocês têm uma macieira aqui, ou simplesmente compraram? - Pergunto sorrindo e ignorando totalmente o que ele disse. Ele se levanta e faz menção de bater em mim, a mão aberta dele para poucos centímetros e congela, sem gelo.

- Mas o que... - Ele diz olhando para a mão dele parada no ar, e olha para mim. Eu o olho pelo canto dos olhos, com um ar assassino. Ele se arrepia, e engole em seco.

- Não tente bancar o machão comigo. Seria algo totalmente inútil, Nivaldo, posso ser jovem, magra, e totalmente fraca fisicamente, mas o poder que tenho, o poder que adquiri me faz ter a força de um verdadeiro batalhão. - Digo mas ele não se intimida, eu o vejo em mim. Havia herdado a teimosia dele, por causa da minha mãe que também é, foi, ou vai ser teimosa desse jeito. O dia foi se passando lentamente, enquanto o dia se passava eu ajudava mainha em casa, ou simplesmente brincava com minha tia no meio do mato, mas no meio da tarde, eu me sentei no chão, peguei a minha mochila, na qual eu não desgrudava, e peguei os meus livros, comecei a estudá-los, praticando às escondidas. A noite chegou, elas ficaram felizes por eu estar lá, já que no próximo dia será Véspera de Natal. Eu avisei que não passaria a Véspera, nem o Natal lá, por causa da minha família. E logo após me recolhi para dormir.

*Narrador(a)

Júlia estava dormindo calmamente, sonhando com algo agradável pois estava sorrindo, a imagem da jovem sorrindo deitada numa cama e descoberta pela metade, dava a para Nivaldo um ar infantil dela. Ele se aproximou da jovem na calada da noite, eram quase três horas da madrugada. Ele a descobriu um pouco mais e tapou a boca dela devagar, para que ela não gritasse. O problema do plano planejado dele era que ela já havia dormido o bastante, pois estava acostumada com o fuso horário da Inglaterra, e não do Brasil, ou seja, ela estava fingindo que estava dormindo. Assim que ele alisou as pernas dela para a coxa, ela o paralisou e queimou sua mão em segundo grau. Ele gritou. Ela o jogou contra a parede.

- Péssima escolha, tolinho. - Ela disse e quase que o matava se não fosse o choro de sua tia ecoando pela casa. Ela o jogou no chão e se trocou com um estalar de dedos, pegou sua mochila, e aparatou para o Largo Grimauld. Ela se sentiu em casa ao ver o prédio surgir dentre os outros.

*Júlia

Toco a campainha, e espero alguém atender. Ouço alguém resmungar e a porta se abre.



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