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História A Cobra E A Grifinória - Capítulo 26


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 26 - Capítulo - 26


*Alan

Decido não ir embora do hospital por mais que tenham implorado, eu me sento na cadeira de espera, Snape havia meio que feito um tipo de ilusão ao meu redor, para que ninguém me reconhecesse. Eu durmo sentado, me acordo assustado no meio da noite com o ronco de alguém, parecia ser o ronco da senhora negra que estava na cadeira ao meu lado. Eu estava dolorido, e aproveitei que meu sono não estava capaz de ser exercido para ver como ela estava. Eu vou até o quarto dela, estava escuro, abro a porta devagar e entro sem fazer muito barulho, ela estava dormindo como um anjo, seus cabelos pareciam uma nascente subindo e descendo sobre o travesseiro, eu fiquei a admirando, sentei no chão, pois estava gelado e bem mais confortável que a cadeira e acabei dormindo lá. Acordo com alguém me balançando devagar.

- Senhor... Senhor acorde! - Uma enfermeira gata diz me balançando eu a olho enquanto me desperto e me levanto com dificuldade, meu corpo estava doendo. Queria ter dormido no meu colchão de penas de ganso, ou naquele meu colchão d'água. Eu olho para a cama e a vejo vazia. - Senhor preciso que você se sente, e conte se viu algo em relação a paciente que estava aqui ontem. - Ela pergunta e eu entro em desespero.

- São que horas? - Pergunto me lembrando de ontem, aquele velho disse algo sobre as dez horas de hoje para ela. Talvez Severo saiba.

- São sete horas e oito minutos da manhã. - Ela diz me levando até a cama. Eu sento na mesma. Ainda não era tempo, será que a sequestraram?! Eu fico nervoso. E fico imaginando Snape me dizendo:

***Imaginação On

- Que decepção Alan! Se ao menos você fosse valente para combater esses invasores, eu sumiria da vida dela como recompensa! - Ele diz apontando para doze bandidos mascarados e amarrados no chão com roupas de presídio, ela estava nos braços dele, sorrindo tão linda.

- Me perdoe Snape! Eu sou um preguiçoso inútil! - Digo me rebaixando, ela vem na minha direção e pisa em mim.

- Você deixou que eles me levassem?! Eu sou uma garota indefesa! Eu te odeio, Alan Rickman! Te odeio, odeio, odeio... - Ela falou várias vezes até alguém da vida real bater na minha cara.

Imaginação Off***

Snape estava em pé me olhando irritado, eu estava com os olhos e o rosto molhado.

- Depois você se martiriza psicologicamente. Agora quero que você me diga o que aconteceu aqui. - Ele diz com a voz seca e grossa, eu sorrio sem graça.

- Eu não sei, eu vim para cá, ela ainda estava dormindo, me sentei no chão para dormir e dormir. - Digo e Snape me encara impaciente.

- Droga..! - Ele diz como quem estava pensando em algo. - Ontem, ontem à noite, você a viu conversando com um velho gordo e baixinho? - Ele pergunta me olhando.

- Sim, a propósito, antes dele ir embora, ele disse que era para ela ir para Não-Sei-Aonde às dez da manhã. - Ele parece entender tudo.

- Alan, eu vou retirar o feitiço de você, quero que comece os testes das enfermeiras, eu sei onde ela deve estar, OK? - Ele me pergunta e pega aquela vareta estranha dele, ele pega e toca com a mesma em mim, confesso que nas duas vezes em que ele fez isso, eu fiquei com um pouco de medo.

- OK. - Confirmo, ele guarda o pedaço de pau.

- Irei embora, vá para casa e faça o que eu mandei. - Ele diz com autoridade, eu faço uma careta, mas me levanto, eu vou até a porta e toco na maçaneta.

- A propósito Snape, seria uma boa se... - Eu me viro e encontro a sala vazia. - Snape? - Pergunto chamando por ele, mas ele deve ter usado algum tipo de mágica para sair de lá tão rapidamente. Eu me viro e vou embora.

*Júlia

Acordo com os primeiros raios de Sol inundando o quarto, eu me levanto e procuro por meus pertences com o olhar, assim que me viro vejo um velho gordo e careca sentado no chão ao lado da porta, eu me assusto. Ando devagar até o que acho que seja um armário, pego a minha varinha sem fazer barulho, e agora com a mesma em mãos, eu pego as minhas coisas, mudo de roupa, e aparato para que nem Alan, e nem Severo, caso estejam me esperando lá fora, me vejam. Se eles me vissem, iam me trancar num quarto novamente. Eu desço em frente a minha casa, queria ficar um tempo lendo livros livremente, enquanto não dava a hora para que eu tivesse que ir ao Ministério. Abro a porta e sinto uma presença dentro da casa, eu fico um pouco desconfiada.

- Júlia, que bom que chegou, estava com saudades de comer com minha filha. - Uma voz masculina, que reconheço como a de Dumbledore fala da cozinha, eu vou até a mesma.

- Bom dia, pai. - Digo chegando na cozinha e me sentando a mesa.

- Bom dia, não irá se servir? - Ele pergunta e a mesa se enche de comida. Eu estava pensando sobre a decisão que havia tomado ontem.

- Sim, irei. - Falo e começo a me servir devagar.

- Como você está? - Ele me pergunta e percebo que ele me observa.

- Bem, e o senhor? - Pergunto o olhando brevemente.

- Um pouco velho, mas ótimo. - Ele diz sorrindo e calmo como sempre. Eu decido contar a ele sobre a minha decisão, eu respiro fundo e me concentro.

- É... Pai. - Digo e ele me olha com atenção. - Tenho uma coisa para te contar. - Falo buscando concentração, bem ele tem que respeitar a minha decisão, por mais que a mesma tinha sido num impulso. - Eu aceitei a oferta do Fudge. - Falo calmamente. Ele me levanta as sobrancelhas e sorri.

- Eu sei. - Ele diz sorrindo ainda mais. Eu o olho e lembro que tomarei o lugar dele, então tá óbvio que ele seria um dos primeiros a saber.

- Humn... - Digo pensativa e começo a comer.

- Ainda anda brincando de esconde-esconde com Severo? - Ele pergunta e eu engulo em seco o olhando.

- Como assim? - Me faço de desentendida.

- Apenas me responda. - Ele diz sorrindo calmamente, eu penso um pouco.

- Só às vezes, por exemplo, agora. - Digo levantando um pouco os ombros. Ele ri e eu rio também.

- Tome cuidado para quando o jogo virar, você não estiver despreparada. - Ele diz e eu paro de rir, e termino de comer. Ainda eram seis horas, tenho tempo de ler vários livros e ainda de estudar para os malditos NOM's. Eu o ajudo a arrumar a cozinha.

- Irei ler algo, estarei lá em cima caso queira chamar por mim. - O informo e vou embora. Eu vou "manualmente" ao banheiro, tomo um rápido banho, me visto, vou até a biblioteca. Me sento e começo a ler alguns livros; quando dá umas sete horas eu decido descer para pegar um café e ficar o tomando enquanto leio, o Sol e o mundo ainda estavam frios. Enquanto a água esquenta eu decido meditar um pouco, me concentrar, sentir tudo ao meu redor, e talvez ficar mais poderosa. Eu sinto a água começar a evaporar, e logo sinto também alguém aparatar no meu quarto. Eu me concentro mais e vejo Snape.

- Júlia! Sei que está aqui! Eu estou lhe sentindo! - Ele diz olhando ao redor e saindo do quarto. Eu desligo o fogo e procuro minha varinha, mas ela não estava comigo, estava marcando o meu livro lá em cima! Droga! Eu ando devagar e ouço os passos aumentarem.

- Severo! - Alvo diz lá em cima. Eu suspiro aliviada. - Júlia está por aqui? Ouvi você a chamar... - Ele pergunta num tom pensativo.

- Provavelmente sim, bem, eu não sei, ela fugiu do hospital há pouco tempo, caso você a veja, me chame ou a avise que eu estou a procurando. - Ele diz e a voz dele começa a ficar mais próxima.

- Quer alguma ajuda? - Alvo pergunta.

- Sim, se possível. - Ele diz se aproximando ainda mais de onde eu estava, eu vou andando para trás, me viro e corro para outro lugar, saio pela porta dos fundos. Vou o olhando pela janela, ele quase me olha, eu me abaixo e saio dali abaixada.

- Droga... - Sussurro agachada. Ouço o som da janela abrindo, mas agora eu já estava escondida.

- Pensei ter visto algo. - Severo diz e logo a janela se fecha novamente. Eu vou o olhando por outra janelas, agachada, olho para Dumbledore, ele me olha e aponta para cima. Eu confirmo rapidamente e vou para onde Severo já olhou, abro a janela e entro pela mesma, sem fazer barulho, eu abro a porta devagar, e ela faz um pequeno barulho, eu a abro logo e olho no lado de fora, para ver se ele estava no caminho, eu o vejo de costas e me escondo devagar, ele entra numa sala próxima da escada, eu aponto para a porta da sala e a tranco. - Hey!! - Ele grita enquanto eu corro para a escada, eu subo e ouço a porta abrir, chego na biblioteca, pego minha varinha e Alvo estava perto da janela, fui até ele, eu fechei a porta com a varinha, abri a janela.

- Pai, eu tenho que ir, tente atrasá-lo para mim... - Do lado de fora ele bate na porta.

- Júlia! Eu sei que você está aí! - Ele grita e começa a girar a maçaneta. Alvo me empurra pela janela, eu grito caindo pela mesma e aparato no ar, no primeiro lugar que pensei: Largo Grimauld. Eu corro para o prédio que logo aparece para mim, olho ao meu redor e entro. A velha mãe de Sirius começa a gritar, pois havia derrubado o pano de cima do seu quadro.

- AAAAAHHHHH!! SUA TROUXA IMUNDA!! VOCÊS E O MEU FILHO NÃO MERECEM PISAR NESSA CASA!! TRAIDOREESSS!!!! - Eu me assusto batendo na outra parede, um pano aparece sobre ela.

- O que faz aqui? - Um homem pergunta eu olho para o lado e vejo Sirius guardando a varinha no bolso me olhando.

- Estou fugindo. - Digo e me recomponho, pois eu estava meio torta pelo susto que essa maldita Black havia me dado. Eu guardo a minha varinha e sorrio.

- Ainda brinca disso? - Ele pergunta e dá as costas para mim.

- Pode-se dizer que sim. - Digo e vou atrás dele, ele estava indo para a cozinha.

- Harry e os outros estão lá em cima. - Ele diz apontando para a escada e indo embora.

- Se quiser conversar Sirius, estarei sempre aqui. - Digo indo em direção da escada.

- Não minta para mim, Júlia, sabemos que você nunca estará disponível e principalmente aqui, e quando estiver, eu já estarei morto! - Ele diz e eu paro antes de subir a escada.

- Nem tudo está perdido, Sirius. - Digo e começo a subir as escadas.

- Me avise quando for embora, não quero lhe procurar novamente. - Ele diz e eu paro no meio da escada.

- Não pretendo lhe dar esse trabalho, Black. - Viro o meu rosto e ele estava olhando para mim.

- O trabalho não será meu e sim de Molly por ter que contar com uma pessoa a mais e ela não aparecer para o almoço! - Ele diz se aproximando mais da escada.

- Ah, claro, até por que seria uma surpresa se você fizesse algo! - Digo descendo um degrau um pouco mais irritada.

- Pelo menos eu não fujo desnecessariamente das pessoas que me amam! - Ele diz subindo mais um degrau e com um ar irritado.

- Pelo menos eu não sou um peso morto! - Falo irritada e desço mais um degrau ficando na altura dele, cara a cara, eu estava bufando, o olhando no olho.

- Covarde!! - Ele quase grita e olha para a minha boca, mas logo olha para os meus olhos novamente.

- Inútil!! - Quase grito e ele me puxa e me beija, eu me assusto.

- Que tal terminarmos essa briga no meu quarto? - Ele pergunta segurando na minha mão, eu confirmo, ainda tenho tempo o suficiente. Ele me leva para o quarto dele, e ele abre a porta e entra.

- Júlia? - Uma garota pergunta, eu me viro rapidamente e olho para Gina, ela estava com um rabo de cavalo, um short jeans e uma camisa laranja. Eu empurro Sirius e fecho a porta instantaneamente.

- Gina! - Sorrio e vou até a mesma. Ela olha para a porta.

- O que você..? - Eu interrompo a pergunta dela, a levando para longe.

- Me leve aos outros. Decidi vim visitá los antes que o ano termine! - Digo sorrindo enquanto a empurro.

- Humnn... Bem, eles vão pirar ao saber que você voltou! - Ela diz animada e me puxa, eu olho para trás e vejo Sirius parado coçando a cabeça me olhando. Ele sorri e acena, eu sorrio de lado, e logo ele some por detrás de uma curva. Nós paramos em frente a uma porta. Ela bate, e a porta se abre. - Olha quem voltou! - Gina diz ficando na minha frente e me puxando para a frente dela, eu sorrio sem graça e aceno.

- Oi... - Digo sorrindo e todos me olham surpreso.

- Júlia! - Eles falam em uníssono.

- Droga... - Fred ou Jorge paga para o outro gêmeo que sorria contente com a minha presença.

- Onde você estava? - Rony pergunta se levantando da cama.

- Bem, eu... - Harry me interrompe.

- Você chegou agora? - Harry pergunta me olhando curioso.

- Ela estava na frente do quarto de Sirius. - Gina diz e eu a olho incrédula, Harry me olha e levanta as sobrancelhas.

- Você o viu, Júlia? - Harry pergunta se levantando.

- Ainda não. - Minto e sorrio para passar confiança. Ele pega a própria varinha e a guarda no bolso.

- Irei procurá-lo. - Ele diz passando por mim e indo embora.

- Só eu que percebi... - Jorge ou Fred diz.

- O climão que houve entre os dois quando perguntaram sobre Sirius? - Fred ou Jorge completa a frase do outro, e me olham.

- Sim, só vocês. - Digo os olhando entediada.

- A propósito, o que você estava fazendo no quarto de Sirius? - Jorge ou Fred pergunta se aproximando de mim.

- Primeiramente que eu não estava no quarto, e sim na frente, e em segundo lugar, eu estava procurando vocês, só que no lugar errado. - Digo com um tom convicente.

- Você sabia muito bem onde estávamos... - Jorge ou Fred diz me olhando.

- Pois você estava conosco há algumas semanas atrás. - Fred ou Jorge completa o que o outro diz.

- Olha, eu não vou discutir com vocês, na verdade eu nem sei qual de vocês é o Fred ou o Jorge. - Falo os encarando.

- Eu sou o Fred. - Fred diz no meu lado esquerdo.

- E eu sou o Jorge. - Jorge diz no meu lado direito.

- Obrigada, e bem vocês já me conhecem. - Digo tentando mudar de assunto.

- Não tente fugir da nossa pergunta. - Fred diz.

- Que pergunta? - Pergunto os olhando.

- Você sabe muito bem qual... - Ele é interrompido.

- Finalmente! - Uma mulher diz quase gritando e entra no quarto e me abraça. - Júlia, você está bem? Soube que havia ficado doente! Você quer nos matar de susto?! Arthur e eu ficamos desesperados! - Molly diz me abraçando, me cheirando, alisando a minha cabeça e me afastando de si para me olhar.

- Ãn... Desculpa... - Digo a olhando e sorrindo.

- Vem, vamos comer algo, você está muito magrinha. Dumbledore não vem cuidando da sua alimentação? - Ela pergunta me puxando.

- Bem, ele... - Sou interrompida.

- Mãe! - Gina diz me segurando. - Ela estava comigo primeiro. - Molly a olha seriamente.

- Não importa, se querem mesmo conversar com ela, virão para a cozinha, não está vendo que ela está desnutrida?! - Ela diz asperamente e aponta para mim, eu faço cara de surpresa ao ver o meu corpo totalmente em forma, e não esquelético, como ela estava insinuando. Ela puxa o eu braço e vai nos levando embora. Gina bufa.

- Não sei quanto a você, Gina, mas eu irei. - Hermione diz nos seguindo. Estamos andando em direção à cozinha.

- Então querida, Dumbledore tem ficado muito tempo fora de casa? - Ela pergunta alisando a minha mão.

- Sim, mas, não tenho ficado sozinha. - Digo e Sirius aparece nos olhando, ele para e coloca as mãos na cintura.

- Vejam só, quem decidiu voltar para o ninho. - Sirius diz sorrindo e olhando para mim.

- Sirius! Como vai? - Digo me soltando de Molly e o abraçando. Ele sorri me abraçando.

- Não lembro de terem falado que teria reunião da Ordem... - Uma mulher fala, nós nos viramos e vemos Ninfadora Tonks com cabelos verdes vivos, e com uma roupa bem colorida e chamativa.

- Tonks!! - Eles falam em uníssono. Ela fica um tempo olhando e sorrindo para Sirius, e desvia o olhar rapidamente.

- Como está querida? - Molly pergunta ajeitando o cabelo bagunçado e curto dela, ela sorri travessa.

- Estou ótima, mas claro que não estaria melhor se não fosse por vocês! - Ela diz abraçando Molly, e logo Gina, e logo Hermione, e logo vem me abraçar. - Olhem só, se não é a Garota Prodígio! - Ela diz e me abraça sorrindo.

- Acredite ou não, mas eu quase chorei quando você morreu... - Digo e ela ri.

- É bom saber que uma pessoa importante se importa com você. - Ela diz e me solta, ela passa por mim e fica na frente de Sirius, ela abre os braços. - Não pense que ficará de fora, Lobinho... - Ela diz o abraçando. Ele sorri a abraçando. Bem, o dele demora bem mais do que os da gente. Ele para o abraço e me olha, ele pisca o olho para mim, e eu finjo não perceber. Estava na cara que Tonks gostava dele, então por que não deixá-lo livre, eu já estou ocupada demais com Severo, e sem falar do Alan, que ainda tem esperança de algo que não existe.

- Hey! - Fred grita colocando a cabeça para fora da cozinha. - A comida já está esfriando. - Ele completa e todos os olham.

- Vocês não vem? - Jorge pergunta colocando a própria cabeça um pouco acima da do irmão.

- É verdade, eles têm razão! - Molly diz e começa a empurrar as meninas, eu tento me esvair. - Principalmente você, mocinha. - Ela diz me puxando e me empurrando. - Vamos, vamos, vamos, sem reclamar! - Ela diz e Sirius ri da minha cara, Tonks o acompanha. Acho que Sirius talvez não tenha percebido por minha culpa. Eu tenho que avisar para ele, talvez ele possa se sentir completo antes da sua morte.

- É... Eu já comi... Eu comi antes de vir! - Digo enquanto sou empurrada junto com Mione e Gina, Molly para e quase caímos, nós nos ajeitamos.

- Não quero saber! Irá comer e ponto final! - Ela diz e recomeça a nos empurrar, eu entro na cozinha e me vejo sem saída, a mesa estava vazia, só com os pratos sobre a mesma, os gêmeos estavam lá dentro, sentados e mexendo em algo parecidos com pílulas, Jorge toma uma e Fred guarda as pílulas ao notar que estávamos entrando. Eu entro e me sento, vencida. Eles se sentam, Molly coloca as mãos na cintura olhando para a mesa.

- Sirius! Viu Harry? Ele estava lhe procurando. - Gina diz se sentando ao meu lado e falando quase por cima de mim, já que ele havia se sentado ao meu lado, e Tonks estava do outro lado dele.

- Não, não o vi. - Ele diz olhando para mim, e colocando a mão sobre a minha. Eu tento não dar uma expressão sadia para aquela situação. Ele fica quieto no próprio lugar. - E então, Garota Prodígio, nos diga, enquanto Arthur e Harry não chegam, o que estava fazendo durante esse tempo fora? - Ele pergunta me olhando e logo todos começam a para de conversar e focam em mim.

- Eu... Bem, eu venho estudado muito, e me aprimorado ainda mais para a magia em si. - Digo tocando rapidamente a mesa com meus dedos, não gostava muito de ser o centro dessas atenções.

- Eu também devia ter pedido aulas pessoais para Dumbledore! - Um homem fala e nós nos viramos, Arthur havia chegado.

- Pai! - Os filhos dele falam.

- Arthur! - Os outros dizem.

- Senhor Weasley! - Eu digo o olhando, eu sorrio a ver que fui a única que falei daquele modo tão formal.

- Como vão? Como estão? - Ele  pergunta adentrando ainda mais, ele estava com um ar cansado em volta de si, com um pouco de olheiras, mas com um largo sorriso no rosto, ele cumprimenta intimamente sua esposa, e se junta a mesa. Depois de várias respostas aleatórias, eu decido entrar na conversa.

- Não poderia estar melhor. - Digo sorrindo e me sentindo por ver todos eles como se fôssem a minha família.

- Ah, sim, eu já ia me esquecendo. - Ele diz se levantando e pigarreando bem alto para chamar a atenção de todos. - Eu tenho uma ótima, boa, excelente notícia para dar! - Ele diz de olhos fechados.

- Não é melhor esperar todo mundo chegar? - Gina pergunta.

- É verdade, mas, quem falta? - Jorge pergunta.

- A única pessoa da qual nossa irmã sente falta... - Fred responde sorrindo.

- Ah! Harry! - Jorge diz e Arthur pigarreia abrindo os olhos e os encarando.

- Ele chegará ainda na parte da comemoração, poderá aproveitar grande coisa. - Arthur fala e volta a fechar os olhos. - A notícia é... - Ele é interrompido.

- Eu vou ganhar uma vassoura? - Gina pergunta esperançosa.

- Não. - Ele respondo secamente.

- Tem uma nova edição dos livros de Amanda Roberts? - Hermione pergunta ansiosa.

- Não, nem conheço essa escritora. - Arthur responde franzindo as sobrancelhas.

- É uma bruxa... - Hermione o corrige.

- Foi promovido? - Molly pergunta se sentando.

- Não. - Ele responde rapidamente.

- Percy foi demitido? - Fred pergunta com os olhos brilhando, Arthur abre os olhos e o encara.

- Não! - Ele diz e volta a encortinar suas pálpebras. Eu sinto uma presença vindo, olho para a porta e vejo Harry.

- Você foi demitido?! - Jorge pergunta e Molly o olha preocupada, ele abre os olhos o olhando, Harry se senta.

- Também não! - Ele diz e volta a fechar os olhos, com um pouco das sobrancelhas curvadas.

- Vai comemorar o Ano Novo em casa? - Molly pergunta novamente.

- Sim, - Todos comemoram - mas ainda não é essa notícia que quero dar. - Ele completa e alguns murcham voltando a pensar.

- Acreditaram que Voldemort voltou? - Harry pergunta. Arthur contorce os lábios.

- Infelizmente não. - Ele diz.

- Eu sei qual é a grande notícia que ele dará! - Tonks diz se levantando, todos os olham.

- Então qual é? - Alguns perguntam.

- É, fala logo que meu pai é um enrolão! - Gina diz e Arthur a olha descrente.

- Ginnevra! - Molly a repreende.

- A culpa não é minha se estavam me interrompendo de milésimo em milésimo! - Ele diz a olhando.

- Júlia, a Garota Prodígio, se tornará Chefe do Departamento Internacional de Magia. - Ela diz e todos me olham surpresos. O murmúrio começa.

- Espera, esse não é o cargo de Dumbledore? - Ouço alguém perguntar no meio dos murmúrios.

- O que significa isso? - Alguém pergunta, eu me afundo ainda mais na cadeira, tentando me esconder.

- Pensei que Dumbledore fosse apenas diretor e professor! - Alguém comenta também.

- Ela é muito jovem para isso! - Outro alguém protesta.

- Júlia, o que você andou fazendo? - Sirius pergunta com um ar preocupado, me olhando, eu o ignoro e me sento com mais postura.

- Que tal comermos? - Pergunto e todos me olham. Percebo o olhar de Sirius sobre mim, ele agora tem razão de que eu estou o evitando.

- Essa é uma ótima ideia, estou morto de fome! - Rony diz esfregando as mãos e mordendo os lábios.

- Se quiser, pode nos fazer o favor? - Fred pergunta oferecendo a mesa. Jorge pigarreia.

- Senhorita Chefe do Departamento International de Magia. - Jorge diz e os dois sorriem.

- Fred! Jorge! Olhem os modos! Olhem o respeito! - Molly diz e os repreende irritada.

- Já que vocês insistem... - Eu me levanto e pego a minha varinha, eu aceno e faço um rodopio com a mesma em mãos, imaginando um café da manhã bem farto. A comida se materializa e os gêmeos me olham atônitos.

- Estão vendo? Nunca nos subestime! - Gina diz enquanto se senta.

- Não se coloque no meio, Gina. - Jorge diz colocando comida no prato do Fred.

- É, pois diferentes de você, ela tem algo útil na cabeça. - Fred diz colocando comida no prato do Jorge. Gina os encara.

- Meninos! Parem de brincar com a comida! - Molly diz e Gina chuta Fred e Jorge na perna pra debaixo da mesa. - Gina, pare com isso! - Molly a olha.

- Eles que começaram. - Ela diz fazendo um biquinho e começa a colocar comida no próprio prato.

- E eu é que vou terminar, se vocês continuarem! - Ela diz e eu sorrio um pouco. Nós comemos calmamente, Molly estava dando vidas aos cabelos ruivos de raiva de tanto ficar observando seus filhos se implicarem entre si. Assim que terminou eu ajudei a arrumar a cozinha. E sai pela porta.

- Júlia! - Sirius me chama, eu me viro devagar o olhando.

- Oi. - Digo e ele sorri.

- Pensei que ia me ignorar novamente. - Ele diz sorrindo, eu vejo Ninfadora nos olhando ao longe.

- Não, não, olha... Sirius, eu... Eu preciso te contar uma coisa. - Digo e ele fica nervoso, eu o puxo para um canto mais reservado.

- O que foi? - Ele pergunta um pouco preocupado, mas nervoso.

- Tem uma pessoa aqui que te ama, ou que está apaixonada por você. - Digo e ele ri.

- Eu sei. - Ele diz rindo.

- Sabe? Então... Quem é? - Pergunto o olhando desafiadora. Não creio que até ele percebeu, então isso quer dizer que provavelmente as outras pessoas também perceberam!

- Tonks. - Ele diz e sorri. - Agora poderíamos subir e ter uma conversa rápida no meu quarto? - Ele pergunta olhando ao redor e pegando na minha cintura. Eu tiro a mão dele de lá. - O que foi? - Ele pergunta enquanto eu me afasto um pouco mais dele.

- Eu sinto que estou atrapalhando... - Digo e Tonks anda rapidamente com os cabelos cinza quase branco. Ele olha para trás e a vê chorando. - Droga... Tonks! - Digo a olhando e passando por ele.

- Merda. - Sirius diz dando um murro na parede, eu corro atrás dela. Ela aparata. Eu fico olhando para o local onde ela havia aparatado.

- Que droga... - Digo fechando o punho. - Isso é tudo culpa minha... É por isso que ela fica sofrendo nos próximos filmes... É por causa de Sirius! Claro..! - Sinto alguém tocar meu ombros, eu me viro e o vejo parado me olhando.

- A culpa não é sua... - Ele diz e eu começo a chorar. Ele me abraça, e eu sinto o calor do seu peito me agarrar com força.

- A culpa é minha... A culpa disso tudo é minha... Você não entende... - Digo chorando. - Se eu não estivesse aqui, talvez, talvez... - Eu me coloco a pensar. - Não... Isso tudo iria acontecer de novo... - Eu me separo dele e o olho.

- O quê? - Ele pergunta sem entender.

- Isso tudo iria acontecer novamente, mesmo eu estando aqui ou não, e se não acontecer, é por que eu fiz algo de errado. - Digo enxugando as minhas lágrimas, então quer dizer que estou fazendo o certo. Isso! Eu sorrio e olho para ele. - Estou fazendo o certo... Sirius, isso tinha que ocorrer! - Digo animada.

- E o que acontece se algo que devia acontecer, não ocorre? - Ele pergunta e eu percebo que é sobre a morte dele que o mesmo está falando.

- Eu não sei, talvez mude o rumo da história, bem, só pelo fato da minha pessoa estar falando sobre isso para você, já contém um grande risco da história não correr como devia. - Digo e ele não demonstra expressão. 

- Júlia! É... desculpe atrapalhar, mas tem uma coruja para você. - Uma garota diz atrás de Sirius, o mesmo se vira, Hermione estava com a coruja no ombro esquerdo, vou até a mesma e pego a minha carta, não sabia de quem era aquela coruja, nunca havia a visto na minha vida. Eu pego e pela caligrafia fina, e bem escrita, devia ser ou de Dumbledore ou de Snape. Eu a abro e começo a ler.

Júlia,

Não irei mais atrás de você, tenho que ajudar o inútil do Rickman com a seleção, eu sei que você irá para o Departamento daqui a pouco, mas caso queira que eu lhe acompanhe, é só me informar que eu irei para lá no mesmo instante!, bem, apenas volte para casa, se possível cedo ou ainda hoje.

P. S.: Essa coruja não me pertence, ela é selvagem, então só a mande de volta se for realmente necessário, prefiro que a solte. Lembre-se que eu lhe amo.

S.S.

Eu a fecho e olho para coruja.

- E aí? O que diz na carta? - Hermione pergunta me olhando curiosa.

- Nada, relaxa. - Sorrio e a olho. - Pode fazer um favor para mim? - Pergunto e ela assente. - Solte essa coruja na natureza por mim, por favor? - Pergunto e ela alisa a cabeça da coruja.

- Ela não tem dono? - Hermione pergunta.

- Não. Quer ficar com ela? - Pergunto a olhando.

- Não, não... - Ela diz e vai indo. - Tchau. - Ela diz e desaparece pela curva.

- Tchau... - Digo e me viro para Sirius.

- De quem é a carta? - Sirius pergunta curioso.

- De Snape. - Digo e ele fica um pouco mais sério.

- E o que ele quer? - Sirius pergunta, eu o encaro.

- Ele não quer nada, e sim só perguntou e me deu alguns avisos. - Digo pensando se devia dizer que eu estava doente ou não.

- Quais avisos? - Ele pergunta olhando para a carta, eu faço a mesma desaparecer na minha mão, a levando para o meu quarto, não terá perigo já que foi ele quem mandou.

- Que eu não devia voltar tarde para casa. - Digo e me viro ficando de costas para ele. - São que horas? - Pergunto indo até a cozinha e procurando um relógio.

- Tem um relógio aqui. - Ele diz e eu o sigo, ele vai andando até o quarto do mesmo. Eu paro, ele sorri e se vira me olhando.

- Sério que só tem um relógio nessa casa, e ela fica justamente aqui? - Pergunto incrédula. Ele se aproxima de mim.

- É...Claro que não. - Ele diz perto de mim, eu me afasto dele e levanto a minha varinha.

- Accio relógio! - Digo e um relógio de pulso vem na minha direção. Eu o olho. São dez e meia?! Eu me assusto com a velocidade na qual o tempo estava andando. - Eu tenho que ir! - Digo pegando o relógio e o entregando no peito dele. Eu me viro e vou andando rapidamente.

- De novo? Para onde? - Ele pergunta, eu me viro e paro.

- Irei ser dona da porra toda! - Digo sorrindo e me viro. - Diga a todos que mandei um abraço. Harry, Rony e Gina aparecem na minha frente. Eu paro e sorrio sem graça.

- Já vai embora? - Gina pergunta num tom triste.

- Sim, eu tenho uma reunião no Ministério. - Digo ficando um pouco mais séria, com um ar adulto.

- Está do lado do Fudge, agora? Mesmo ele xingando praticamente todos nós, e nos colocando contra a parede? - Harry pergunta irritado.

- Não... Harry... - Digo tentando explicar.

- Pois parece, por que não vai tomar logo um chá com a Umbridge?! - Ele pergunta quase gritando, eu suspiro pacientemente.

- Harry!! - Sirius grita ficando do meu lado, todos os olham. Devia ser uma das primeira vezes em que ele havia gritado. Harry o olha assustado, ele o encara.

- Vai me dizer que o senhor também vai ficar do lado dela? - Harry pergunta incrédulo, Sirius segura a minha mão e me puxa passando por eles.

- Não diga mais nada! - Sirius ordena assim que passa por Harry.

- Mas... - Ele insiste.

- Não. - Sirius diz segurando a minha mão e andando.

- Ela... - Ele tenta novamente.

- Não! - Sirius diz o olhando de lado, e logo recomeçamos a andar. Ele me leva até a porta. - Me desculpe por isso... Nem sei por que ele está assim, geralmente ele vêm andando muito estressado... - Sirius diz envergonhado assim que chego na porta. Eu o olho e sorrio.

- Não precisa se desculpar, ele está assim por que ele e Voldemort estão conectados, então o que o carinha sente lá, ele sente aqui. Então, não precisa pegar pesado com ele, tá bom? - Pergunto enquanto ele abre a porta. Eu saio e sorrio.

- Está bom. - Ele diz sorrindo. - Júlia, se, bem, sei que você voltará para a escola logo, e então ficará mais difícil de nos falarmos, então se você puder vir para cá, para curtir o Ano Novo conosco e para Você-Sabe-O-Quê, eu ficaria agradecido de coração e, também do resto meu corpo. - Ele sorri me olhando, eu sorrio o olhando também.

- Quem sabe... Mas, eu não irei lhe prometer nada! Feliz Ano Novo! - Digo sorrindo desafiadora, e aceno em seguida para ele e aparato, torcendo para não estar atrasada, eu chego em frente a uma cabine telefônica vermelha, estilo inglês, já que eu estava em Londres, não era uma coisa rara de se ver. Eu entro na cabine, uma mulher pergunta sobre os meus dados pessoais, eu os respondo, coloco a minha varinha num local e logo o chão some, eu desço num túnel imenso, faço algumas piruetas e caio no meio de um monte de gente, eu me levanto, tentando disfarçar, limpando a minha roupa e pego a minha varinha ao lado, aquilo parecia um verdadeiro formigueiro humano, havia cartas com asas voando para todo canto, um homem me aborda.

- Júlia Beatriz Marques Dumbledore? - Ele pergunta me olhando seriamente.

- Sim? - Pergunto o olhando.

- Acompanhe-me, por favor. - Ele diz e vai andando. Eu vou o seguindo com dificuldade pois estava esbarrando no tanto de gente que havia por lá. Nós entramos no elevador, tinha algumas cartas voando sobre nossas cabeças. O elevador se fecha e desce.

*Snape

Abro a porta do quarto e ouço um pequeno grito, vejo Dumbledore sorrindo para mim na frente da janela. Eu corro para a janela e vejo nada, nem sinto muito a magia dela, e também não tem rastros na neve. Eu me viro e olho para Dumbledore, me afasto um pouco dele.

- Você estava a ajudando? - Pergunto incrédulo o olhando.

- Severo... Acho que ela quer resolver as coisas sozinha. - Ele diz sorrindo.

- Alvo, você sabe o perigo que faz ela estar por aí, se Lord Voldemort souber que existe alguém tão poderoso quanto você vai querer matá-la! - Digo o olhando num tom desesperado. Ele olha para baixo e sai andando.

- Não gaste mais o seu tempo a procurando, ela não quer se encontrada por você, e, bem... - Ele diz e respira fundo. - Não irei mais atrapalhar vocês dois. - Ele diz e passa por mim. - Já estou velho demais, tenho mais com o que me preocupar. - Ele diz indo embora. Eu o olho ir embora. Ele fecha a porta. Eu me sento na janela, já que ela não quer ser encontrada, irei ver a seleção de enfermeiras. Aparato em frente a casa de Alan. Os guardas vêm na minha direção, eu pego a minha varinha.

- Hey! Hey! Não! - Alan vem gritando ao longe, com uma boina xadrez, uma camisa branca, e uma bermuda listrada, ele vem correndo. Ele para se segurando no ombro dos guardas. - Ele... Amigo... Não... Machucar! - Ele diz ofegante, eu sorrio sarcasticamente para os guardas.

- Vocês o ouviram... - Digo e passo por eles sorrindo sarcasticamente, Alan se recupera e nós vamos andando.

- Pensei que não viria. - Ele diz enquanto andamos em direção ao grupo de garotas, havia um cara musculoso com um apito nos lábios, as garotas estavam fazendo algo com um boneco, parecia ser o método trouxa de ressurreição.

- Também pensei o mesmo. - Digo estranhando o que elas estavam fazendo, talvez fosse para ajudar o coração a bater. Que curioso.

- Júlia? - Ele pergunta e eu a procuro com o olhar, e só depois é que entendo a pergunta.

- Sim. - Digo e ele ri.

- Aquela garota é... Ah... - Ele suspira. - Não tenho nem palavras... Você é um homem de sorte, Severo. - Ele para, eu paro o olhando, ele toca no meu ombro e sorri, eu o olho surpreso, era um gesto amigável, eu fico o olhando um pouco espantado, faz tempo que ninguém havia sido tão legal comigo.

- Sim, sou... - Digo surpreso, ele me olha, tira a mão de cima de mim, e continua a andar, eu o acompanho, colocando as mãos enlaçadas atrás do corpo, para dar um ar de quem é acostumado a analisar.

- Bem, é... Essa é a Dona Alberta, ela é formada em enfermagem, já trabalhou trinta anos no mesmo ramo chegou a ser tornar chefe por treze anos, ela foi demitida por ter agredido o chefe depois dele ter a chamado de velha, ela também é dentista, psicóloga, professora, babá, e uma excelente cozinheira. - Ele aponta e nós chegamos na parte agora onde ela estava entregando uns remédios para o boneco, ela nos olha e nos encara cruelmente, eu me arrepio, mas a encaro de volta. Ela era grisalha, quase toda branca, tinha a pele clara, estava com um uniforme branco de enfermeira, com saia, camisa de botões, luvas, o cabelo no coque, e um pequeno chapéu de enfermeira com um sinal de adição vermelho no mesmo, ela tinha rugas, usava um forte batom vermelho e tinha uma pinta em cima da boca, que foi feita com algo riscando e bem forte e chamativo. Nós vamos andando e passando para a próxima. - Essa aqui é a Sky, Sky Burbank, ela é formada em enfermagem, na verdade, todas são formadas em enfermagem, o seu primeiro emprego foi num posto de saúde, e depois ela foi promovida para um hospital, foi demitida por que foi pega usando os remédios de alguns pacientes com problemas psicológicos. Ela também é formada em botânica. - Nós vamos andando e ela estava tomando um remédio e dando o outro para o boneco, ela sorria descontrolada.

- Um pra você, um pra mim, dois pra você, três pra mim! - Ela ri sozinha. - Não, nada disso mocinho, o pote ainda não acabooouu... - Ela sorri balançando o dedo negando para o boneco, ela nos olha, e sorri, mas logo segue o olhar como se estivesse vendo algo voando. Ela estava com o mesmo uniforme da anterior, tinha cabelos castanho claro, bem bagunçados, e olhos verde. Elas também estavam com a mesma maquiagem, o batom vermelho e a pinta preta acima dos lábios. Nós passamos por ela. E vamos para a próxima.

- Essa aqui é a Emily Letcher, tem trinta e quatro anos, trabalhou como bombeira e salvavidas em praias e piscinas, e trabalhou em campanhas para ajudar o próximo, indo até os países mais pobres para poder levar a saúde que eles não tiveram, ela se demitiu por estar entediada. Ela também é veterinária, ciclista, nadadora, alpinista, salvavidas e bombeira. - Vamos passando por ela, ela estava sentada de costas para nós, ela tinha cabelo preto, pintado, o boneco dela estava com um pote de remédio na boca, ela se virou ao notar a nossa presença, olhou para a gente e se virou novamente, ela tinha olhos azuis parecidos com o de Alvo. E era um pouco bronzeada. Nós passamos por ela. - Bem, essa aqui é a Axl Tyler, ela tem vinte e sete anos, trabalhou como garçonete, depois trabalhou num posto de gasolina, depois trabalhou num posto, entrou para um hospital, e saiu de lá há um mês, por ter cirurgiado um paciente estando bêbada. Ela tinha cabelos ruivos, que me lembrava Lilian, e estava dormindo dentro do boneco. - Axl? - Alan pergunta e ela se mexe. - Axl! - Alan a chama. Ela levanta a cabeça e nos olha com sono, ela tinha olhos castanho.

- Que foi? - Ela pergunta nos olhando, nos encara e volta a dormir. Nós vamos passando para a próxima e última, já que são cinco.

- Essa é pessoalmente a minha favorita, ela se chama Lilith Grey, tem vinte e cinco anos, pegou o diploma de enfermagem faz duas semanas, ela é novata comparada à primeira, mas realmente tem um dom. - Ele para em frente à mesa da moça que, que tinha o rosto igual ao de Lilian, eu paraliso a olhando, ela tem cabelos castanho escuro, parecido com o de Júlia, olhos azuis bem claros, parecendo água. A roupa de enfermeira dela estava bem justa e um pouco vulgar, a saia estava curta demais, e a camisa estava mostrando grande parte dos seios da mesma, eu presto atenção no boneco assim que ela me olha, o mesmo estava sentado sobre a mesa, ela estava alisando a cabeça do boneco.



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