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História A Cobra E A Grifinória - Capítulo 36


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 36 - Capítulo - 36


Um dia depois...

*Júlia

Acordo com falta de ar, e vejo tudo escuro, eu aperto os meus braços e seguro com força concentrando as minhas últimas forças para aparatar dali. Eu saio de lá, e vejo o que seria o meu túmulo; um losango grande "em 3D", uns quatro metros de altura, e de largura, não sei o que havia nele que fazia o brilho da lua espelhar, sendo que não era vidro, talvez era algum feitiço para manter mais belo. E na frente, havia um pedestal, falando minha pequena biografia, uma foto minha que eu nem lembrava que existia, e aos pés do túmulo estavam cheias de rosas, mensagens, cartões, e outras coisas. Eu estava com um vestido fino comprido, de seda branco, meio perolado, estava descalça e com os cabelos soltos. Eu aparato para a minha casa na floresta, assim que chego lá, sinto a magia me encher novamente com tudo. Eu abro a mão, e a minha varinha vem com tudo, eu conjuro um pergaminho e uma pena, e começo a escrever.

" Pai, "

— Melhor não... Se alguém pegar, vão desconfiar, ou ele vai ter que mentir para se livrar. – Pego o pergaminho, amasso e jogo no chão, eu conjuro outro.

" Alvo, "

— Também não... Muito pessoal!  – Amasso e jogo no chão, conjuro outro e tento outra vez, escrever sem parecer suspeita.

*Narrador

Enquanto isso, em Hogwarts...

Em tanto tempo de vida, Snape pensou que havia vivido de um tudo, sentindo as piores dores, chorado as mais dolorosas lágrimas, sofrido para morrer por amor. Mas aí estava ele, enganado, enquanto a vida lhe provava que a pior dor que ele estava sentindo era a de agora, a de culpa. Pelo assassinato frio do amor da vida dele. Agora aí está o mesmo. Sentado no canto da parede, com o rosto molhado, com olheiras começando a se formarem, por não ter dormido faz dois dias, se ele pudesse ter barba, garanto que estaria aquelas feiosas, mas como não o tem, ele apenas fica com os olhos caídos, vermelhos, inchados. Pensando em cada momento que teve com ela. E as paranóias começam a ficar mais fortes, quando ele se imagina a matando, falando coisas horríveis, como: "Sua trouxa!" . Entre outras...

Já, nosso amigo Dumbledore. Andava de um lado para o outro na própria sala de casa, ansioso pela chegada de uma carta. Assim que um pedaço de pergaminho dobrado uma vez entra pela janela que estava aberta e vai na sua direção, ele solta um sorriso.

— Finalmente! – Pega o papel e começa a ler:

" Deu tudo certo. Vou organizar tudo, e fazer o que pediu. "

Ele sorri pegando a varinha e marca um losango na mesma, ele envia para ela novamente, para provar que foi ele quem recebeu e viu.

— Deu tudo certo!! – Ele pula de alegria e respira fundo ao sentir as costas doerem. — Eu não a perdi...

Ele ri sozinho com seus botões, pois ele realmente achou que aquela invenção dela não fosse dar certo.

Enfim, voltando para a nossa... Bem, para a protagonista, que agora está arrumando uma mochila.

— "Apenas não vá para os locais perigosos..." – Ela debocha com a voz de Alvo. — Ele me pede para procurar Horcrucx, pegar memórias comprometedoras a respeito de Voldemort, e me pede isso?! Perdão papai, mas não está feito... – Ela diz olhando para uma foto dele acenando para ela e sorrindo.

Ela fecha a mochila, põe nas costas e alisa a fotografia ao lado, que pertencia a Snape.

— Perdão meu amor... Por tudo... – Uma lágrima dela cai, pois a visão de Snape chorando ao túmulo da mesma a invade com força. — Ok! Sem corpo mole! Agora você é uma espiã morta, e sim, não deixa de ser espiã, deixe-me ver uma coisa... – Ela tira a mochila das costas, a abre e procura por algo. — Ufa.. Ainda bem que está aqui.. – Ela se refere a pequena maleta cheia de poções Polissuco, que como vimos no livro anterior, pode durar um tempo inteiro. Ela abre a porta e vê a floresta, calma, calada, talvez até de luto profundo por causa dela. Ela vai andando e para antes da barreira protetora que ela havia colocado para que ninguém percebesse que havia uma casa ali. Ela respira fundo, conjura um boné e muda a cor dos cabelos e olhos. Assim que ela vai dar o primeiro passo para sair, ela ouve um barulho. A mesma se arma rapidamente com a varinha e olha assustada para os lados.

*Júlia

Fico procurando de onde veio, acho que talvez tenha sido algum animal, como um esquilo. Eu recuo um passo.

— Não, tinha que ter algo aqui... Eu lembro de estar aqui, e depois eu lembro de mais nada. – Draco diz andando e parando atrás de mim, eu me viro assustada e mal respiro, eu aparato para cima da minha casa e me transformo em salamandra.

A minha mochila cai, fazendo barulho e eu a transporto para o meu quarto.

— Ouviu isso? – Goyle pergunta assustado.

— Sim... – Crabbe concorda com medo o olhando.

— Parem de ser covardes, seus maricas. – Pansy diz dando um murro no braço dos patetas, ela para ao lado de Draco. — Isso significa que chegamos?

— Sim... Eu lembro dessas árvores.

— Então vamos olhar mais afundo... Ela diz e atravessa a barreira, e vê a minha casa. — Ora, ora...

Eu rapidamente entro em casa, e vou apagando tudo que me compromete, eu coloco as fotografias na mochila, e os observo do telhado.

— De quem pode ser essa casa?

— Não sei de quem é, mas tem um ótimo bom gosto...

— Fala o humilde...

— Cala a boca!

Eles riem e se batem um pouco, eu olho para a porta e a tranco. Ela se fecha com força.

— Aaaahh! Quem está aí?!

— Responda, ou vamos matar você!

Eu sorrio comigo mesma e abro a boca.

— Tentem! Ha ha ha ha ha ha!! – Minha voz ecoa pela casa em alto e bom som.

Eles empunham as varinhas com medo e ficam olhando para os lados assustados.

— Agora saiam!

— Não machuca a gente, só estávamos brincando.

— Desculpa!

— Vão!! – Eu faço a casa tremer e a porta se abre, eles correm desesperados. — E nunca mais voltem!! – Digo dentro da cabeça deles.

Eu rio comigo mesma ao ver que eles foram embora como crianças. Então eu vou pro lado de fora da casa, vejo que a área tá limpa, e me transformo em humana novamente. Eu pego a minha mochila e a minha varinha com um estalar de dedos, e coloco um feitiço de Não-Invasão na minha casa. Sei que ela não é muita coisa, mas agora ela é tudo que tenho. Eu ajeito a mochila e vou andando, eu olho alguns pássaros voarem, enquanto passo pelas árvores, alguns esquilos correrem, ou corujas piarem anunciando que eu estava ali. Eu paro na beira de um rio, e olho o meu reflexo me encarando e dizendo "Você precisa cuidar mais de si mesma." . Eu então crio uma ideia. Já que posso viajar no tempo, então eu irei me conhecer. Mas aí eu lembrei do terceiro filme de Harry Potter, onde eles não podiam se ver. Então acho que é a mesma coisa, só muda que sem o Vira-Tempo. Mas, espera... E se eu tomar uma poção Polissuco e me olhar, ou pegar algum contato comigo, será que dá certo? Eu abro a mochila e pego uma poção, aparato para meados de dois mil e dez.

Aparato na frente do que imaginei, ou seja, da minha antiga casa, ela era toda gradeada, era abaixo do nível da rua, tinha espaço para um carro e duas motos, eu olho mais para dentro e vejo o terraço com algumas bonecas, a janela de madeira estava aberta, eu ouço risadas, e assim que vejo a minha pequena silhueta, me viro e corro para a casa ao lado, para não me ver. Eu vejo algumas pessoas me olhando assustadas, e mudando o olhar assim que as encaro, eu pego rapidamente a minha varinha.

— Accio Polissuco. – Sussurro e a poção aparece na minha mão, eu olho ao redor e atraio um fio de cabelo de uma outra mulher, eu tomo logo a poção, e ouço o que devia ser a grade do terraço abrir, sinto passos na minha direção, eu olho para mim mesma, e percebo que a poção deu certo. Uma pequena menina, de cabelos lisos pretos, bem curtos, e cheios, vestindo uma camisa e short pequenos, com uma boneca na mão e a chave na outra me olha com curiosidade. Os grandes olhos negros, caídos, assustados, fazem com que ela recue um passo, e abrace a boneca.

— Olá... – Digo sorrindo, eu não lembrava desse momento, mas sabia que mesmo assim é estranho eu estar falando comigo mesma.

Ela nada fala, e recua mais um passo, e encosta na parede.

— Cuidado onde pisa... – Sorrio a olhando, ela olha para o chão rapidamente, e logo uma outra pequena, menor que esta, chega me olhando estranhamente.

— Mamãe não está! – Ela diz me olhando, enquanto puxa o braço da outra.

— Vocês estão com quem? – Pergunto olhando para dentro da casa.

— Comigo. Quem é você? – Um jovem homem diz na janela me encarando, era o que eu pensava que devia ser o meu primeiro padrasto.

— Turista. – Sorrio olhando para elas, no caso, para mim e para a minha irmã mais nova.

— Humnn... Se quiser se encontrar, o cemitério local é atrás de você. – Ele diz apontando, e eu me viro e vejo uma parede grande e branca.

— Sim, sei. – Falo e quando me viro para olhá-los, as meninas já estavam dentro de casa, e ele estava me olhando desconfiado da janela.

Eu levanto as sobrancelhas levemente, imitando um pouco a reação de Snape, e me viro. Vou andando até a primeira árvore, cobrindo o muro do cemitério, pra onde vou está coberto de lixo, eu empunho novamente minha varinha, e abro um espaço.

Uma semana depois...

Eu enxugo a minha testa suada, com minha manga, e coloco a memória dentro de um frasco dentro do envelope.

— Nunca imaginei que estar morta me daria tanto trabalho! – Sorrio enquanto entrego o envelope para Dumbledore.

Ele pega o envelope, e o esconde na sua roupa, e eu ainda descobrirei como eles fazem para esconder coisas debaixo de meros panos, parece até magia! Eu rio internamente, mas percebo que algo o perturba.

— Tem mais algo que eu possa fazer?

— Não... Não, o restante será da conta de Harry, ele precisa entender o significado de difícil, já que tem que derrotar Voldemort, filha. – Ele diz mas continua com algo estranho.

— Tem algo estranho com o senhor... Conte-me, ou verei.

Ele engole a seco, e me olha com atenção.

— Snape, ele está piorando.

Meu coração aperta.

— Sabe, que não posso fazer nada em relação disto.

— E quero que continue assim.

— Eu não posso continuar vivendo sabendo que o meu amor está morrendo por mim...

— Então, estude. Tudo que poderás fazer agora, é estudar.

— Estudar? Como eu vou ter cabeça para estudar, sabendo que a qualquer momento você morrerá? Como eu vou me virar sozinha? E se descobrirem que eu estou viva? Lílian está viva e a solta, sabia? E ele sabe disso!

— Lílian Potter? Mas isso é impossível.

Alguém bate na porta, meu coração dispara. Eu abro a minha mão e pego a minha varinha, aparato em seguida. Dumbledore organiza algumas coisas. 
Eu aparato para o topo vazio de um prédio, em algum lugar de Londres. Eu me encosto na parede, com medo da altura, e me mantenho sentada.

*Dumbledore

Alguém bate novamente na porta, eu arrumo tudo que apontaria para a vivência de Júlia, e retiro minha expressão de preocupação.

— Entre.

— Falando sozinho, Dumbledore? – Lucio Malfoy entra e fecha a porta devagar.

— Não lembro de ter marcado visita.

— Não preciso.

— Então o que faz aqui?

— É isso que venho lhe perguntar, o que você faz aqui?

— Essa casa era da minha filha, tenho todo o direito de estar aqui.

— Pensei que a casa dela era numa outra floresta... Pensei não, eu sei que aquela casa era dela... O que me faz perguntar, de quem seria esta casa?

— Por meio da lei, minha. Eu não lhe devo explicações, Lucio. O que faz aqui?

— Apenas queria saber, porque da sua filha poder construir uma casa dentro dos terrenos da escola, de modo proibido e clandestino, e porque o meu filho não pode. – Eu rio com a ingenuidade dele.

— Reveja os fatos. Saia da minha casa, e mande o seu filho e os amigos dele, pararem de entrar na Floresta Negra, sabem que é proibido, porque é perigoso.

— Eu vou descobrir, Dumbledore! – Ele grita abrindo a porta, e fecha com força a mesma assim que sai.

"Ele está blefando!" Penso comigo mesmo, e olho para a mochila dela, no pé da cama, espero que ele não tenha visto isso.

*Julia

Eu recebo uma carta de Dumbledore, depois de passar algum tempo sentada, e olhando os pombos dormirem, e as luzes da cidade se apagarem ao decorrer da noite. Eu a abro.

"Cuidado por onde passa, está tudo livre, mas nem tudo está seguro."

Eu queimo o bilhete, na ponta da minha varinha, e aparato novamente para a minha casa. Eu a vejo vazia. Sorrio, mas me sinto mais uma vez sozinha. Eu pego a minha mochila, e decido me ver mais uma vez. Eu aparato para o mesmo canto em dois mil e dez, mas agora um pouco mais tarde, de cinco horas da tarde. Eu olho para dentro da casa, e vejo nada. Vejo apenas uma vasilha no chão da garagem com água, e alguns ossos do lado. Eu começo a andar, tentando me lembrar do caminho, lembro do carro da casa ao lado, já velho que tinha um cachorro louco, doente e cego. Eu vou andando e me aproximo do carro. O cachorro rosna e tenta me morder.

— Eu não faria isso se fosse você. – Digo olhando para o cachorro.

Ele fica me encarando com um olho cego e o outro com catarata.

— Se eu quisesse, eu te curava agora mesmo, mas precisa me prometer que não vai machucar as crianças que moram ao lado, tudo bem?

Ele recua e fica embaixo do carro.

— Devia tomar mais cuidado, moça. Esse aí é virado. – Uma senhora diz abrindo o portão e me olhando, e apontando com o queixo para o carro.

— Garanto que ele vai se comportar mais.

Ela me olha incrédula e sorri ainda me olhando.

— Você me lembra alguém, só não sei quem é.

Eu me recordo da poção, e meu corpo gela, eu olho ao redor, e vejo nenhum sinal de ninguém. Eu dou adeus àquela pobre senhora, e vou andando, até me esconder atrás de uma árvore, lá eu tomo a poção, e conjuro um grande óculos no rosto, junto com um chapéu um pouco extravagante. Vou andando seguindo pelas ruas que me recordava. Eu lembro do caminho da escola, e o sigo, pois pelo horário, eu devia estar voltando se fosse dia de semana. Eu entro numa rua, e vou seguindo caminho, eu vejo uma garota correr. Eu paro e disfarço, a olhando com atenção. Uma outra garota aparece. Era eu. Eu e a minha irmã correndo pela calçada, e vejo minha mãe, com um bebê nos braços, e uma mochila no outro. Ela pega a menor, e me deixa andar só. Eu estou andando, sem olhar para trás, tão linda estava de uniforme e tênis branco, e com uma bolsa nas costas. Eu me viro e fico procurando algo atrás dos carros estacionados. Minha mãe havia se escondido com a outra e o bebê. Eu paro e fico olhando.

— Estou te vendo! – Digo apontando para um carro. — Está depois do carro branco! Desse aqui "ó"! – Eu aponto e a minha mãe não sai de lá.

Eu me viro e ando sozinha. Aperto a mochila na minha mão, e fico olhando para a pista, eu me encosto na parede, e presto atenção a cena. Estou andando, e vou atravessando a rua. Com um andar rápido, minha mãe sai do esconderijo e grita o meu nome. Uma moto rapidamente surge, e vai na minha direção. Eu abro a minha mão na direção daquele movimento e a paro, meu coração lateja. Eu caio de joelhos no chão. Um grupo de senhoras vai na direção do meu outro eu, parada em frente a moto.

— Minha filha! Você está bem?!

— Estou... – Digo pensando que é comigo, mas percebo que ali o momento é outro.

Eu me levanto com dificuldade, a dor está muito forte, eu tenho que tomar o meu remédio, abro a minha mochila.

— Quer ajuda, moça? – Uma senhora de tranças grisalhas me pergunta estendendo a mão rugosa.

— Frasco azul... – Digo apontando para a mochila.

Ela pega e me entrega aberto rapidamente, eu o viro na minha boca, e respiro fundo.

— Obrigada, muito obrigada. – Digo me levantando e colocando a mochila nas costas.

— Eu vi o que fizeste.

Eu coro e a olho sem entender.

— Não entendi.

— Você é uma bruxa... – Ela diz e meu coração acelera.



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