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História A Cobra E A Grifinória - Capítulo 37


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 37 - Capítulo - 37


*Julia

— Eu não sou! E pra começo de conversa, bruxas não existem! – Eu dou as minhas costas pra ela e tento não parecer nervosa.

— Sei que não vais conseguir fazer muito sem isso aqui.

Eu me viro e a vejo segurando minha varinha.

— Isso é meu.

— Porque andas com um graveto no bolso, já que não és uma bruxa?

Eu mordo os lábios.

— Puta merda... Quem é você? – Pergunto me aproximando dela.

— Sou um Aborto.

— Devolva-me.

— Estás doente, quero cuidar de você.

— Nem te conheço! – Pego a minha varinha, dou as costas e vou andando.

— Mas conheço o seu pai.

Eu paro e volto na direção dela.

— Então, quem é meu pai?

— Quer mesmo falar disso aqui? O efeito da poção encurtou depois dessa parada cardíaca.

— Sim, não tenho nada pra esconder.

— Tem certeza, falecida Chefe?

Minha pressão cai, eu engulo em seco.

— O que você quer? Quer dinheiro? Eu posso lhe dar todo o dinheiro que possuo.

— Você está morta, e eu quero cuidar de você.

— Você quer, ou só está sendo paga pra isso?

— Nem tudo vale dinheiro...

— Ah, eu sei.

— Venha logo comigo, e pare de chamar tanta atenção. O Ministério surtaria se soubesse que você está viva e anda viajando em outros tempos.

— Espera, você está me espionando?

— Pode-se dizer que sim, e não é nada fácil te espionar, viu?

— Tá, que seja... Onde você mora?

— Segure-se em mim, que lhe mostrarei.

Ela abre a bolsa de braço, e pega um Vira-Tempo.

— Melhor irmos para um canto mais escuro... – Digo olhando receosa para os lados.

— Então, venha cá. – Ela me puxa e vamos andando por uma rua sem asfalto, paramos na frente de um beco, onde tinha um pessoal fumando e eu acenei pra eles.

— Opa... – Falo como se fossem conhecidos.

— Agora, segure o cordão com firmeza. Pronto?

— Sim.

Ela coloca para a data em que eu estava antes de vir me visitar. E nós estávamos no mesmo local. Estava tudo tão diferente, mas mesmo assim ainda havia fumantes e drogados lá.

— Que viagem... – Um deles fala atrás de uma nuvem de fumaça.

— Agora preciso que segure em mim. Sabe aparatar, não sabe? – Ela guarda o Vira-Tempo.

— Sim, claro.

Eu seguro nela, e uma mão segura os nossos ombros. Aqueles maconheiros zumbis estavam aqui.

— Me solte.

— Melhor fazer o que ela manda...

— Uuuhhh... E o que é que a garotinha estranha pode fazer?

— Quer mesmo ver?

— Melhor não, viu camarada?

— Ha ha ha ha! Você e a vovó são a maior piada!

Outros vêm na nossa direção, um pega a senhora, e esse me empurra contra a parede.

— Vou matá-los!

— Não! Não podes! Vão sentir sua magia!

— Cala a boca, vovó!

Um apaga ela, usando um pano com algo provavelmente tóxico e barato, com um cheiro forte, claro, na boca e nariz dela.

— Nããããoooooo!!

— Essa aqui quero apagada não...

— Solte-me!! Ou sentirá a fúria que tenho!

— Quero sentir sua fúria! Quero sentir você!

— Vai! Vai!

Um começa a baixar minha roupa, enquanto o outro segura o meu pescoço com força, estava praticamente me estrangulando. Eu arranho a mão dele enquanto ele tenta colocar o cigarro de maconha na minha boca.

— Segura pra mim, bebê. E toma leitinho...

Ele começa a me tocar. Meus olhos se enchem de raiva. Eu olho para o corpo jogado da senhora no chão. E explodo.

— Saiam!!

Eles se assustam, e batem na minha cara. A mão dele entorta, pois havia me coberto com um escudo invisível, claro.

— AAAAAAAHHHH!! – Ele grita olhando para as próprias mãos.

— Corre Berg!!

Esse corre, e os outros correm com medo, todos subindo suas bermudas. Um para e pega uma arma. Ele aponta pra mim e atira. Eu estendo a mão, e a bala para, eu jogo a bala de volta pra ele, com o movimento do indicador. Ele leva o meu tiro, e morre. Eu me arrumo, e corro para o corpo da senhora, ela estava dormindo. Eu a levanto, com o esquerdo da mesma, sobre os meus ombros, e aparato para a minha casa na floresta.

— Perdão...

Eu chego logo em frente da minha cama, e a coloco com cuidado lá. Eu começo a ficar preocupada. Meus passos começam a se limitar de um lado para o outro da parede. Eu estou suando frio, minhas mãos e testa estão suando. Meus lábios sangram de tanto mordê-los. Eu pego o pulso dela, e sinto uma leve pulsação. Eu passo a mão pela cabeça, implorando para que ninguém batesse na porta novamente.

*Narrador

O tempo se apegou tanto àquela jovem, que decidiu passar bem devagar, para aproveitar cada vez mais da agonia preocupante que ela sentia. A mesma se sentou, ela se fez de vencida, o sono estava a conquistando, e o cansaço, Ah! Nem se fala... Ela se jogou no sofá e o fez flutuar para o meio da pequena sala, para que pudesse ficar olhando a senhora que dormia calmamente. Já a tão querida senhora, não estava dormindo, apenas estava esperando a hora certa para agir. Assim que o sono carrega a jovem bruxa para uma terra distante e inconsciente, a velha se vira e se levanta.

— Está acordada?

Ela vai acenando enquanto anda na direção da jovem. Ela sorri e alisa uma mão rugosa na outra sucessivamente.

— Agora sim nós vamos brincar, Dumbledore.

Ela abre a porta e Lucius Malfoy entra pela mesma.

— Está dispensada.

— Primeiro, o meu pagamento. – Ela estende a mão na frente do loiro.

— Seu pagamento será continuar viva e de boca calada quanto a isso. – Ele cospe todas as letras e passa por ela, indo em direção a jovem adormecida. — Eu sabia... Sempre soube! Era tudo uma farsa! Eu não estou louco! – Ele vibra os braços para o ar.

A velha fica o olhando, e desviava para a porta quase aberta, era uma decisão difícil, ou era pegar seu pagamento o enfrentando, ou sair e ser livre. Ela faz algo que ainda não havia feito, ela olha para a vítima, para a jovem que lhe salvou, enquanto ela estava deitada, se "fingindo de morta" naquele beco. Ela grita em plenos pulmões e vai em cima dele pelas costas, a jovem se acorda assustada, e se levanta ao ver a confusa cena.

— Mas que porra é essa?! – Ela pula da cadeira e reclama de algumas dores, Malfoy joga a velha das suas costas, Julia a pega estendendo a sua palma na direção da mesma, e a coloca no chão.

— Eu tentei impedir..!

— Não se preocupe, eu vi.

— Ha ha ha! São amigas agora?

— Cale a boca, seu merda!

— Ah, mas é claro... Claro que ela não teria contado!

— Contado o quê?

— Não acredite nele, apenas me ouça...

— Fique quieta, seu aborto inútil! – Ele se vira pra mim — Ela te enganou, foi ela quem me mandou isso, dizendo que era verdade.

— O quê que era verdade?

— Que você está viva.

— E qual o seu interesse nisso?

— Ha.. Ha ha ha ha ha ha ha! Vim matá-la de vez, claro!

— Apenas tente.

— Não me provoca, garota. – Ele reembolsa sua varinha.

— Você! Fique bem aí onde está! Preciso de mais uma lembrança fora a minha... – Ela abre a mão, e a varinha vem em cheio.

— Não vai me assustar com esse truque barato...

— Que truque? – Ela ri — Eu mal comecei e já estás com medo?

— Realmente não estou com medo, apenas quero que você comece, pois quando eu começar... Não haverá mais ninguém que me impeça de parar! Só me saciarei quando ver a sua cabeça rolando pelo chão...

— Legal, bem criativo... Espero que sonhes com essa, eu não tô com a menor vontade de te matar, porque meu tempo não vale a sua morte...

— Calada! – Ele manda o primeiro feitiço na direção dela.

O feitiço a atinge, mas nada acontece. Lucius inconformado, lança mais cinco feitiços diferentes. A jovem cruza os braços olhando para os próprios pés, e olha pra ele, que está boquiaberto, e um pouco ofegante.

— Uau! Quase balançou o meu cabelo... – Ela ironiza.

*Julia

— Você é um monstro... Não é normal!

— Só porque você é fraco, não significa que eu sou algo sobrenatural.  E se você se mover de novo, eu te congelo. – Me dirijo de Malfoy pra velha que nem sei o nome.

— S-sim...

— Avada Kedavra!

Eu rio comigo mesma, e olho para o meu cabelo.

— Agora ele balançou... Bem, você já brincou, se divertiu, agora é minha vez... E nem pense em aparatar, pois eu impedi que você fizesse tal feito enquanto você tentava me atingir com o que você chama de feitiço. Preparado?

— Por favor! Por favor! Eu imploro! Não me machuque! Tome! Fique pra você! Quer dinheiro também? Eu dou tudo o que tenho, mas poupe a minha vida! Eu ainda quero cuidar do meu filho... O Draco, ele sempre falou tão bem de você..! A gente te admira! Fomos pro seu enterro! Fiquei triste, até... – Ele se ajoelha e se rasteja até mim, me dando a própria varinha e chorando.

— Até?

— Agora...

— Espera, como foi que vocês suspeitaram que eu estou viva?

— Boatos... Sempre são os boatos, fake news!

Eu leio a mente dele e vejo Draco contando ao mesmo sobre o que eu havia feito na casa quando eles vieram, e eu descubro também que foi ele quem veio no dia em que eu estava aqui com Dumbledore. Eu saio da mente dele, e recuo um passo.

— Não devia ter feito isso. – Ele para de chorar e fala grosso, como homem.

— Você tem um milésimo para sair daqui. Um. – Eu coloco a mão na cabeça dele.

— Espera... O quê?! – Eu entro na cabeça dele, e o mesmo desmaia, ficando inteiramente dentro de si, eu o amarro dentro da própria mente, e apago todas as memórias comprometedoras, e faço outras falsas no lugar.

*Narrador

Enquanto Julia fazia o árduo trabalho de se livrar, mais uma vez da sociedade, a cara senhora, estava realmente dormindo agora, sentada na cadeira, com os olhos caindo, mas as retinas estavam vidradas em Julia que olhava pra ela com repreensão, e com Malfoy caído nas pernas da jovem. Ela acaba dormindo.

*Julia

Assim que termino o meu trabalho, eu levo o corpo de Lucius até a casa dele, aparatando e deixando a velha trancada, pois a mesma se não estava fingindo novamente, estava realmente dormindo. Eu volto, e a encontro no mesmo local, eu pego tudo o que me pertence e coloco dentro da mochila. Eu acordo a velha:

— Hey! Acorda! – A balanço.

— Isso lá são modos?

— Cale a sua boca, pois a sua moral não existe mais para mim. – Ela engole em seco.

— O que você quer?

— Você, a partir de agora vai cuidar de mim, e será tudo na sua casa.

— Eu sou pobre! Não tenho com o que me alimentar! Não posso cuidar de você!

— Olhe para os seus dentes, sua mentirosa! Pobres não têm dentição perfeita, e muito menos roupas de marca.

— E se eu não levar?

— Aí eu te tranco, e eu juro que vou te torturar com as minhas próprias mãos, até você enlouquecer.

— Você é tão ruim e perversa quanto eles!

— Eles quem?

— Os outros Dumbledore, claro. – Fico sem entender. — Depois eu te conto, vamos logo.

— Quem manda aqui sou eu, então sou eu quem diz quando devemos ir... – Eu cruzo os braços atrás dela, ela se vira e fica me olhando. — Vamos. – Eu tranco a porta e paro no meio da sala.

— Como vai aparatar aqui dentro?

— Fui eu quem colocou o feitiço, lembra?

— Que seja, vamos logo com isso. – Ela vem e fica na minha frente, e estende um braço. — Segure firme.

— Espera, qual o seu nome?

— Ariana.

— Ariana de quê ou o quê?

— Você quer ir logo ou não?

— Vamos.

Eu seguro no braço dela e nós aparatamos. Chegamos em frente de uma casa grande, ela passa a varinha de baixo a cima do seu corpo, e o muda completamente, mas continua velha, porém um pouco loira, e grisalha, claro, e sem tantas rugas.

— Venha. Se quer ficar, precisa conhecer com quem mora.

— Eu não vou ficar aqui. – Olho para os lados.

— Por quê não?

— Eu estou morta, lembra?

— Humn... Então me espere aqui, mas não desse jeito, claro, desse jeito. – Ela muda a minha aparência.

— Se estiver zoando com a minha cara, você sentirá o que é bom pra tosse. – Ela ri e vai embora.

Eu conjuro um espelho, e me olho, eu havia me transformado numa puta, eu começo a perder o ar de brincadeira.

- Aquela rapariga velha vai ver só...

Eu fico cochichando comigo mesma, enquanto retiro a maquiagem em excesso com meus dedos. Um segurança se aproxima de mim e cruza os braços me olhando.

— Tá olhando o quê? Quer um autógrafo?

Ele apenas encara com seu óculos e terno escuros. Eu estou loira, com um vestido vermelho colado, bem chamativo e brega, com um salto agulha preto, e sim, a minha mochila virou uma bolsinha de braço, que estão mais para carteirinha, e ou ou porta-documentos.

— Se for pra ficar parado aí pra sempre, é melhor falar algo, se não ficará mais entediante.

Esse cara nem respira, nem se move, parece aqueles soldados da Guarda Real Britânica, e se ele já não foi, acabará se tornando, ou já é. Enfim, só sei que depois que eu conjuro uma cadeira e um coquetel para relaxar, a vovó chega com uma mala de rodinha rosa pink.

— Finalmente! Por um momento, pensei que ia ficar aqui até ter sua idade...

— E pensou certo, estamos com a mesma idade agora, certo?

— Não... Louca.

— Mas porque não?

— Porque você nasceu quando minha tataravó ainda era viva.

— E você nasceu praticamente quando eu nasci...

— Eu nasci em dois mil e um, tá?

— Que seja, somos velhas do mesmo jeito.

— Ah, eu... – Ela para e olha pra mim — Desisto de discutir isso com você.

— Então vamos pra onde?

— Você não tem nenhuma outra casa fora essa?

— Não, e você? Tem outra fora aquela? – Minha primeira casa na floresta vem em mente.

— Tenho, mas não sei se é seguro.

— Então vamos checar.

Ela se aproxima de mim, e segura no meu braço.

— Mamãe! – Uma jovem de olhos claros e cabelos cor de mel corre na direção da velha.

— O que houve, Matilda?

— Pensei que ficaria mais tempo dessa vez...

— Houve imprevistos minha filha.

— É que, eu vou fazer um teste amanhã...

— Humn... O de direção?

— Não, o de Ballet.

— Ballet? Quer ser bailarina?

— Sim... – Ela cora e baixa os olhos envergonhada.

— Então treine e passe amanhã, não invisto em você a toa...

— Sim, mamãe...

— Era só isso?

— Sim.

— Então até mais ver, querida.

Ela segura o meu braço firmemente.

— Vamos?

— Bora.

Eu aparato pra minha casa, e a vejo fechada, havia algumas flores e fotos no meu quintal, tinha vestígios de velas também, eu pego a minha varinha e limpo tudo.

— Falei que não era seguro.

— É melhor que muita coisa! Pensei que ia ser um barraco igual ao outro, mas não, isso aqui é uma mansão!

— Pensei que você fosse mais humilde.

— Com aquela aparência, todos pensam.

— Prefiro você com a aparência e personalidade mais humilde, do que isso aqui. – Aponto pra ela toda.

— Qual o meu problema?

— Você ainda pergunta? – Ela assente, eu bufo incrédula. — Você é uma pessoa horrível tá? Agora, vamos entrar por que eu estou com sono.

— Hey, eu não sou horrível tá?!

— Fale baixo comigo, sua mãe desnaturada.

— Exijo mais respeito!!

— Então me obedeça, pois não tens nenhuma moral aqui, ou em qualquer outro lugar sobre mim! – Eu digo e mudo a minha aparência a olhando, volto a ser eu mesma.

Ela fica em silêncio e parecendo estar em choque.

— Bem, onde vai ficar o meu quarto?

— Nós não vamos ficar aqui.

— O quê?! Mas por quê?

— Tem gente observando esse local, mas por sorte a nossa, eles devem estar um pouco longe...

— Por causa do loiro?

— Claro, você acha mesmo que ele iria sozinho? Mesmo o ato mais ridículo para eles é algo desconfiante.

— Então... Pra onde vamos?

— Para o Brasil.



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