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História A Comédia Dramática da Minha Vida (baseado em fatos reais) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - A única certeza da vida é a morte... e a puberdade (parte 2)


Cara, ser uma garota adolescente não é nada fácil. Tive que amadurecer uns 5 anos depois do que a minha mãe me disse. Mas na minha opinião, ela explicou MAL! Ela nem ao menos disse que tudo aquilo ia acontecer de novo, todos os meses! Só disse que eu tinha acabado de "virar uma mulher", e que ia acontecer algumas outras mudanças em mim. Mas ela só falou de duas...

Bom, depois de 5 dias no inferno, rezando pra isso parar logo, eu voltei ao "normal", e fui encontrar a minha amiga Vitória, que morava do meu lado.  Era uma colega de sala minha, era a minha melhor amiga, desde o prezinho.  Eu cheguei na casa dela, e falei um pouco com ela sobre o que eu tinha ganhado de Natal (nesse ano foi um daqueles kits de maquiagem), e ela perguntou pra mim o que que a minha mãe tava falando com a mãe dela umas 9 da noite e disse que só lembrava que era sobre mim. Meu coração disparou. Eu na hora inventei  que era porque eu passei com 100 pontos na maioria das matérias. Graças a Deus ela acreditou.

Eu continuei brincando com ela a manhã toda, até que a minha mãe me chamou pra almoçar, e a Vitória perguntou se ela podia ir junto, eu disse só "ok", bem inexpressiva mesmo, não conseguia tirar da cabeça aquele natal, e eu ficava me perguntando o tempo todo o que mais me aguardava, e tinha medo do que poderia ser...

Minhas férias foram bem normais, tirando o fato de eu ter xingado a minha mãe com todos os palavrões que eu conhecia, por ela não ter me contado que "aquilo" acontecia todo mês. Eu fui para a casa das minhas primas, fui no cinema, e até na praia. Eu tomei uma onda que mais parecia um TSUNAMI, girei como se eu tivesse dentro de uma máquina de lavar roupa e bati a cabeça na areia de baixo da água. 

Bom, depois que voltaram as aulas, finalmente arrumei uma desculpa pra não ficar em casa o dia todo. Eram os mesmos colegas, na mesma sala. Nas agora um menino novato chamado Daniel ficava na cadeira do meu lado. simplesmente aceitei, sem falar nada. Eu jurava que ele seria mais um menino que só falaria comigo se o diálogo fosse: "me empresta um lápis?" 

Mas surpreendentemente,  não foi essa a primeira frase que ele falou comigo, mas sim essa:

-Seu cabelo é bonito.  

Eu me senti com vergonha, ele também, tava vermelho como um tomate. Não que eu queira transformar isso numa comédia romântica cafona, mas foi isso mesmo que aconteceu. Só  nos falamos depois disso umas semanas depois. 

Bom, naquele dia eu tava determinada a fazer todas as garotas que eu era amiga aproveitassem, enquanto o que aconteceu comigo não acontecesse com elas. Mas eu tinha um obstáculo, e ele se chama Maria Eduarda. De novo ela implicou comigo, e dessa vez falou que eu e o Daniel eram um casal de esquisitões, o casal do "emo" e da "bruxa". Eu ignorei e continuei andando no corredor, mas ela passou a perna na minha frente e eu caí. Ela riu de mim, e eu levantei e continuei andando. Depois de um tempo, eu acho que ela desistiu de tentar echer a minha paciência aquele dia. Mas quando eu cheguei perto das minhas amigas, minha voz meio que sumiu. Eu fiquei envergonhada DO NADA. E não falei. Me arrependo de não "fazer juz ao meu signo" e ter coragem de falar, e do mesmo jeito que eu, todas elas enfrentaram isso sozinhas e sem preparo nenhum.

Eu não tava fazendo menos que a minha obrigação, estudando, tentando tirar notas boas nas provas. Mas a partir de um mês em específico daquele ano  que eu não lembro, quando eu ia trocar de roupa e eu olhava pra mim no espelho, alguns dias eu percebia que o meu corpo tava  ficando um pouco diferente do que era antes. Eu sentia que eu tava ficando "maior", e que o meu quadril parecia ficar mais largo. E tudo isso foi em dias bem distantes um do outro, não aconteceu tudo de uma vez como no natal. As vezes eu me achava diferente, outros não muito. Aí outros eu me achava mais diferente ainda, e novamente, outros não.

Até que depois de muitas vezes que eu achei que o meu corpo tava diferente, um dia eu fiu vestir uma calça de pijama, e depois de acordar no outro  dia eu senti que ela tava apertando muito o meu quadril, e vi que ela me marcou toda nesse mesmo lugar do corpo, mas ela era tamanho 10! Eu usava tamanho 10 direto! 

De fato, meu corpo tava mudando.Tive que falar pra minha mãe comprar outra calça de pijama pra mim. Ela tinha me dito naquele natal que eu ia mudar, mas ela não disse que precisaria GASTAR DINHEIRO! 

Tudo isso, que já tava ruim, começou a piorar quando eu já tinha 12 anos, e eu reparei que toda vez que eu colcava uma camisa um pouco mais justa, eu ficava com um pequeno volume a mais no meu peito, como se fossem dois "caroços" na camisa. Mas isso eu já sabia o que era, então o que eu fiz? Ignorei! 

Mas não foi nada inteligente fazer isso, depois que esses "caroços da camisa" ficaram maiores, e eu ia participar da aula de educação física (que na minha escola somos obrigados a usar camisas sem manga nenhuma, que eram um pouco justas) e eu fui correr da bola, já que estávamos jogando queimada,eu me senti muito desconfortável, como se o meu peito tivesse "pulando" ou algo assim. E os meninos me olhavam de um jeito um pouco diferente, e parecia que essa mesma parte do meu corpo era sempre o centro das atenções. 

O pior é quando eu descobri TUDO que uma menina precisa saber nesse momento da vida, e comecei a tentar mudar a mente machista de muitos desses garotos, eles achavam que tudo que eu sofria não passava de "mimimi"!






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