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História A comida está boa! (Mas eu quero vomitar) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Bem, talvez vocês não tenham visto, mas eu postei na timeline que ficaria sem enviar histórias por um tempo. Sim, vou mesmo. Entretanto, escrevi esta, gostei e pensei que alguém poderia... não sei explicar, mas me fez bem, então talvez também faça a outra pessoa.
É um texto curto que retrata aquela situação: algo ruim acontecendo, você precisa comer, mas o seu estômago se revira...

Bem, é isso. Nos vemos daqui a algum tempo, então -^)/

Capítulo 1 - Único; carne mastigada e enjoada.


Fanfic / Fanfiction A comida está boa! (Mas eu quero vomitar) - Capítulo 1 - Único; carne mastigada e enjoada.

A sala se intrometia na cozinha; a mesa ficava entre esses dois cômodos. À direita, o piso era lindo, escuro, de mármore. À esquerda, sujo de óleo. Ainda, a televisão entretia o vácuo; ligada com seu volume bastante alto, apenas servia para bagunçar os ouvidos com a cantoria de algum programa famoso.

Mesa redonda, de madeira, havia um lascadinho naquele canto. Aquela mancha na toalha estava ali desde de manhã — culpa de quem não a limpou! O suco, já pela metade, bem como a salada, que somente a mãe se serviu com. Chegando a passos desengonçados, a criança corria pelo corredor, saindo do quarto, e tropeçava em uma tábua alguns milímetros solta. Chora, a mulher vai até ela, a pega no colo, faz graça, e vem um sorrisinho da pequenina, que, em sua inocência, já se contenta.

Voltam ambas aos acentos, a menor ficando de pé, alegando querer comer nesta posição — coisa da infância, criancice. O pai reprova, lança aquele palavrão em um sussurro, recebe uma testa franzida da esposa, a baixinha ri sem compreender. Calado, há mais alguém nessa cena: o irmão revira os olhos, aperta a testa com as sobrancelhas, sente aquele frio no peito sair como um arrepio pelo braço até a ponta dos dedos — quer chorar mas não pode agora.

A janta se inicia, os talheres fazem escândalo ao baterem contra os pratos, uma buzina soa forte na rua abaixo. O homem olha, seu semblante rígido de sempre. Não se diverte por tempo o suficiente; dá de ombros e mete uma garfada exagerada na boca, fazendo um som incomodante para mastigar. Agora, o garoto quer chorar mais ainda: se fala, leva um tapa na orelha; se fica como está, ah… apenas fica, não importa para ninguém mesmo.

Os minutos passam, pessoa nenhuma se atreve a iniciar uma conversa — o velho não gosta de falatório enquanto está comendo. Um poste atrasado é acendido e a sua luz vai direto ao piso marrom da sala ao lado. Bonito: um pássaro se aventura e sua sombra transcende a janela, chama a atenção do menino, ele sorri minimamente.

A mulher é um doce: mostra aquele riso amarelo e pergunta se a comida está boa, toda meiga, forçando as bochechas. O filho se desfigura; uma face feliz tenta ser modelada, porém parecia mais a de um monstro.

"A comida está ótima!" — mas todo o resto o faz querer vomitar a cada salivada...



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