História A condemned by the sun... - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Colton Haynes, Dove Cameron, Ian Somerhalder, Paul Wesley, Sofia Carson, Teen Wolf, The Vampire Diaries, Tyler Hoechlin, Tyler Posey
Personagens Alaric Saltzman, Chris Argent, Damon Salvatore, Derek Hale, Dove Cameron, Elijah Mikaelson, Enzo, Isobel Flemming, Jenna Sommers, Jeremy Gilbert, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Lexi Branson, Lilian "Lily" Salvatore, Melissa McCall, Personagens Originais, Scott McCall, Sofia Carson, Stefan Salvatore
Visualizações 21
Palavras 7.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - A neve vermelha....


Fanfic / Fanfiction A condemned by the sun... - Capítulo 23 - A neve vermelha....

- Voltei crianças. - Sorri abrindo a porta da sala do Lysandre e da Anastácia. Ambos me olharam chocados, como se eu fosse apenas um fantasma. - Que olhares são esses? Quero wisky, gritos, euforia e.... Mais nomes!


- Dimitri, o que faz aqui?


- Vim tomar um banho, está sem água no resto do mundo... - Respondi de forma sarcástica vendo ambos revirarem os olhos. Que pergunta idiota foi essa? - Vim voltar para um lugar aonde eu não tenho sentimentos, sacou?


- Por quê?


- Aconteceu alguma coisa?


- Muitas, agora preciso da Juno e de nomes para voltar a vida de antigamente.


- A Cris não lhe deu bola? - Lysandre perguntou me fazendo bufar.


- Na verdade eu voltei, porque eu sou um grande idiota que não sabe o que fazer da vida, eu não mereço ela, mas eu estava conseguindo me enganar até o titio Klaus aparecer e me contar uma linda historinha sobre eu ser hibrido, conhecem? Creio que sim, todos ficam guardando coisas de mim, não é mesmo?


- Sim, nós sabíamos.


- Que bom saber, e vão me ajudar a cuidar disso.


- E o que você quer fazer?


- Liberar essa droga, mas creio que vocês não sabem aonde a Juno está, não é? É sempre assim, quando você está resolvendo a vida, boom! Vem aquele obstáculo para dar emoção a história. Você já deveria saber disso.


- Está falando com quem?


- Com os leitores! Meu Deus, vocês são tão lerdos as vezes... - Murmurei olhando para os gêmeos. - Certo, me deem a lista dos próximos nomes, mas lugares bem longe de Charlotte, okay?


- Aqui estão.


- Perfeito, já estou in...


- Dimitri, você vai ter um novo parceiro.


- Perdão, eu acho e não quero ter ouvido isso.


- Você vai ter que trabalhar com um novato, aproveita e ensina ele.


- Tenho cara de professor?


- Teve para a Cristina.


- Cala a boca, Lysandre! - Mandei revirando os olhos fazendo ambos rirem. - Que seja, vamos lá. - Murmurei me virando e dando de cara com um garoto um pouco mais novo. - Em nome de Deus, manda para o infer...


- Prazer senhor, eu sou Francis.


- Francis? Saiu do filme Deadpool?


- Não senhor...


- Vamos nessa, pirralho! - Mandei começando a andar para fora da mansão.


- Senhor, vamos para aonde?


- Primeiro, esquece esse lance de senhor. Segundo, por que quando eu te chamei de pirralho, você não rebateu com outro insulto?


- Sou menos forte e experiente, não tem lógica sen... Digo, Dimitri.


- Meu Deus, seja homem e debate "Francis".


- Okay, irei tentar.


- Então, Francis veio de Francisca ou algo do tipo? Porque sem querer ofender é nome de mulher e...


- Não sei lhe dizer...


- Droga, o meu antigo parceiro era melhor.


- O tal do Enzo, que desertou?


- Ah, cala a boca! - Mandei começando a dirigir.


P.O.V.  Cristina
- Então, viemos para o meio da floresta para treinar?


- Isso mesmo, agora corre de lá para cá 567 vezes. - Meu pai pediu cruzando os braços.


- Eu te odeio... - Murmurei começando a correr. - Olha, eu não entendo porque eu tive que correr e você veio de carro.


- Você tem que saber fugir, vampiros são rápido e lobos principalmente em lua cheia, okay?


- Sim, senhor... - Murmurei já sentindo meus pulmões queimarem.


- Certo, agora vai para aquele tronco e pague 456.


- É o quê?


- Você é fraca.


- Não sou, não! Que eu saiba quase matei um vampiro!


- Dimitri lhe salvou, se não fosse ele... Você estaria morta, pois errou o coração. 


- Para, eu estou tentando.


- Você é fraca e só reclama!


- Eu já disse que não sou!


- Não é? Então, me derruba.


- Pena que o senhor é meu pai... Poderia usar outros métodos... - Murmurei o vendo rir.


- Nem todos caem nessa, principalmente quando eles estão com fom... - De imediato tentei acertar o rosto do mesmo, mas ele segurou com firmeza em minha perna, bloqueando meu golpe. - Tentou me distrair?


- Não me culpe por tentar... - Murmurei tentando me soltar.


- Isso foi bom, mas lento demais. - O mesmo sorriu largando a minha perna e me jogando no chão. - Agora, pague 456.


- Okay... - Murmurei começando a fazer. - Meu braços estão doendo....


- Não reclame, pois quando um vampiro estiver correndo atrás de você. E a sua única opção for escalar algo, sua dor não vai importar... - O mesmo disse segurando as minhas pernas e começando a me puxar para baixo.


- Assim não va.... Droga.. - Murmurei sentindo minha bunda entrar em contado com o chão duro e frio. - Isso não foi legal.


- Não? Legal é viver, agora de novo.


- Não, eu não sinto meu corpo....


- Primeiro dia e você já está reclamando? Quem quis entrar nisso, foi você.


- Mas....


- Você é fraca para isso, vou chamar a sua mãe. Talvez magia possa ser o seu único modo... De viver. - Ele murmurou demostrando despreço enquanto ia embora, me deixando lá sozinha.


Com um pouco de raiva e orgulho, comecei a fazer abdominais sem parar, de forma rápida. Depois corri de lá para cá umas 78 vezes, por sorte consegui. Já completamente esgotada retirei o meu casaco o amarrando na minha cintura ficando apenas de tope, tomei um gole de água. Antes que eu pudesse voltar, fui interrompida por ouvir alguns passos. 


- Okay, se isso é um treino fale logo... - Pedi sentindo meu coração disparar cada vez mais, minha respiração estava ofegante pelo cansaço. Aquela mesma sensação que eu senti na noite em que o Henrique me atacou, vou de forma estranha.


- Eu faço parte do seu treino....


- Quem é você?- Perguntei dando alguns passos para trás, conforme ele começava a se aproximar. 


- Um vampiro que disse que não mataria você, mas só lhe daria um susto.


- Só pode ser brincadeira... - Murmurei nervosa.


- Infelizmente, ele não disse que eu não poderia beliscar um pouco. - O mesmo sorriu mostrando suas presas. 


De imediato comecei a correr sem parar. Depois de um tempo olhei para trás e o vi parar para sorrir, de repente perdi meu equilíbrio e acabei caindo com tudo. Foi tão ruim a queda, que dei uma cambalhota e ralei toda a minha perna.


- Assim só fica mais fácil, querida. - O vampirou gritou de forma tranquila. 


- Droga... - Murmurei voltando a correr, no inicio manquei um pouco ao sentir mais do meu sangue escorrer, mas depois voltei ao meu ritmo. Eu sabia que por mais que eu corresse, se minha perna continuasse sangrando não iria resolver nada. Então, de imediato peguei o meu casaco que estava na minha cintura seguei minha perna e o joguei em qualquer lugar para distraí-lo. Antes de voltar a correr, pude ouvir os passos apressados dele, mas eu precisava manter a calma e tentar pelo menos pensar para aonde ir. 


De repente pude ouvir o barulho da água, de imediato corri para lá. Ao chegar no local, me escondi atrás de uma grande pedra, sentei na beira e quando fui limpar meus ferimentos, vi marcas de sal seco nas rochas. Tinha que ser água salgada, seria bom para cuidar dos meus ferimentos, mas não tinha tempo para isso. Logo ouvi o mesmo gritar furioso se aproximando cada vez mais. Recuperei meu fôlego, forças e pulei. Logo senti a ardência ao entrar em contato com a água. Sem tempo para a dor, voltei a superfície e nadei até a margem. Peguei um pedaço de madeira, minha faca presa na minha coxa e comecei a fazer uma estaca.


- Cadê você? - O mesmo perguntou passando por cima da pedra aonde eu estava me escondendo. Acelerei mais o processo, mas o mesmo me pegou pelo pescoço, me puxando para cima da pedra. - Lenta demais! - Antes que ele me mordesse, enfiei a estaca no peito dele, o vi sufocar com o próprio sangue, em seguida sua pele ficou cinza e suas veias do corpo todo ficaram ressaltadas. Eu ainda estava chocada, com o que havia acontecido, principalmente com o que poderia ter acontecido se ele tivesse me mordido. Poucos minutos depois o corpo caiu sobre mim, me causando arrepios. De imediato o joguei para o lado e pude ouvir aplausos. Dirigi o olhar para quem estava fazendo isso e bufei de raiva.


- Como pode fazer isso? Ele iria me matar! - Gritei dando tapas no peito do meu pai.


- Mas não matou, pois você provou que é uma verdadeira Versano.


- Se eu não fosse seria o quê? Adotada? - Debochei furiosa enquanto caminhava de volta.


- Okay, está com raiva. Mas sabe que foi pelo seu bem e...


- Eu poderia ter morrido, entende isso?  - Perguntei cuidando dos meus ferimentos.


- Sim, mas...


- Quer saber, vamos voltar logo com isso. - Pedi finalmente terminando e me levantando.


- Pensei que você iria querer ir embora.


- Como o senhor disse, sou uma Versano. E não quero ser a menina indefesa da família.


- Isso filha, vamos do começo. - Ele pediu ficando em posição de ataque.


- Lembrando que eu quero créditos, por matar um vampiro no primeiro dia de treino. - Pedi desviando dos golpes do mesmo.


- Hum, mas tenta ser menos lenta da próxima vez. - O mesmo fez deboche rindo, enquanto me jogava no chão com tudo.


- Só pode ser brincadeira.


- Concentração é...


- Tudo... Clichê demais... - Murmurei me levantando com a ajuda do mesmo. - Vamos de novo.


- Okay.


P.O.V.  Dimitri
Um ano depois


- Senhor, por que sempre se alimenta de vampiras com pele um pouco bronzeada e de cabelos castanhos um pouco escuro?


- Por que você existe? - Perguntei jogando o corpo da mulher para o lado.


- Não sei.... Na verdade é um boa pergunta... - Francis se perguntou enquanto entravamos no carro.


- Ótimo, anote tudo no seu bloquinho idiota e estude mais em casa. Pode chamar isso de... Dever de casa. - Pisquei para o mesmo de forma sarcástica enquanto continuava a dirigir. 


Pude perceber que o mesmo ficou cabisbaixo com o que eu disse, me deixando um pouco culpado. Okay, eu fui rude com o moleque, mas ele fica me chamando de senhor como se eu fosse um velho ricaço, e sempre me fazendo perguntas estranhas por um ano, só pode ser tortura. Por mais que eu tivesse sido grosso... Eu, sei que tinha passado dos limites e tinha que me desculpar, como um bom menino para ter presentinho de Natal!


- Me desculpe... - Suspirei ao ver o mesmo sorrir.


- Está desculpado, e como demostração de trégua... Peguei isso para o senhor. - O moreno sorriu pegando uma garrafa de whisky de sua mochila.


- Francis, eu te amo! - Sorri pegando a garrafa e tomando um longo gole. - Quer um pouco?


- Só porque estamos comemorando. - Ele concordou pegando e tomando um gole. Ri ao vê-lo fazer careta, como a minha Cris fez ao tomar pela primeira vez. - É forte demais....


 - Sei disso, mas logo se acostuma. - Sorri pegando novamente a garrafa e tomando um gole. - Então, para lhe responder a pergunta sobre minhas vitimas... Bom, porque essas pequenas características me lembram um garota...


- Você odiava ela?


- Sabe que antes de me alimentar transo com elas, não é?


- É por isso que você demora tanto para vir embora... - Ele murmurou calculando tudo na cabeça, me fazendo gargalhar.


- Você realmente é muito novo...


- Então, essa tal garota era...


- O amor da minha vida? Isso mesmo, mas tive que deixá-la....


- Por quê? Se eu amasse alguém, ficaria com ela, e bem longe dessa vida corrida.


- Somos dois, mas eu sou um idiota quando bebo e.... Na lua cheia...


- Se eu não fosse idiota, diria que o senhor é...


- Hibrido? Bom, eu sou. Só que tenho que libertar a minha parte lobo, pois fiz quase um massacre na lua cheia, pois está com ódio e... Naquele dia quando vi meus olhos dorados e completamente assustadores, percebi que se não descobrisse o que é... Poderia ferir a Cris...


- Cris? Tipo, Cristina?


- Hum, então se não quer morrer e da pior forma possível, fique longe dela Francis, pois acredite em mim.... Faço da sua vida o inferno mais melhorado. - Sorri de canto o fazendo engolir em seco, seus olhos arregalados e pele mais pálida do que o normal, demostrava que ele tinha entendido. 


- Quero ajudar você com.. Isso tudo.


- Sério? E como?


- Não sei, fale como que eu ajudo.


- Juno disse que para liberar tudo isso, tinha que ter uma bruxa que conseguisse ver " o futuro" em forma de imagens e desenhos, e isso... Digamos que todo esse ano que passou, eu procurava.


- Por isso que você sempre dava aquela desviada?


- Isso, e está difícil... - Murmurei estacionando o carro. - E eu tenho uma pista bem aqui...


- Nesse bar?


P.O.V.  Cristina
- Não fique nervosa... - Meu pai pediu de forma calma pelo comunicador.


- Estou tentando, mas parece impossível... - Murmurei antes de alguém me atender, me causando um susto.


- Está tudo bem, moça?


- Hum, eu só... Estou pensando na minha prova da faculdade.. - Respondi sem graça.


- Super entendo, já passei por isso. - O mesmo riu sem graça. - Certo, vai querer beber o quê?


- Uma água, por favor. - Pedi vendo o mesmo assentir antes de se retirar. 


- Ele é o seu alvo.


- O garçom?


- Isso mesmo, boa sorte.


- Okay... - Murmurei desligando o comunicador antes do homem se aproximar.


- Aqui a sua água.


- Obrigada.. - Agradeci pegando e "sem querer" derrubando o copo no chão. - Ah, me Deus... Me desculpe, eu sou muito desastrada.. - Murmurei começando a catar os cacos e cortando a minha mão. - Droga... - Murmurei o vendo ficar com os olhos cinzas pro breves segundos. - Poderia me ajudar, está sangrando muito.


- Sem problema, na sala dos funcionários temos uma maleta de curativos. - O mesmo disse me ajudando a levantar. Ao entrarmos na sala, o mesmo pediu para eu ficar parada, que ele iria pegar a maleta. Assim que ele se virou, tentou me morder, mas eu fui rápida o suficiente para desviar e o acertar com um chute na cara. Logo depois enfiei um estaca no peito do mesmo. - Q-quem é você?


- Uma Versano. - Sorri antes de enfiar toda a estaca em seu coração, por fim sai da sala e fui até o meu pai. - Consegui.


P.O.V.  Dimitri
- Isso mesmo. - Concordei adentrando o lugar, vendo uma jovem mulher, pele levemente morena, cabelo castanho cacheado, um vestido sexy preto. Ela estava sozinha, bebendo um Cocktail - martini de morango. Fiz sinal para que Francis ficasse na porta dos fundos, antes que eu caminhasse até a mesma. 


- Sinto cheiro de rato.... - A mesma murmurou de forma fria.


- Oi, amor.... - Sorri de forma sarcástica.


P.O.V.  Cristina
- Ele te machucou?


- Não. - Respondi sorrindo.


- Mandou bem, caçadora. - O mesmo sorriu me dando um toca aqui e um abraço. - Certo, menos um.


- Qual vai ser o próximo?


- Seu primo está vindo para lhe ajudar, o trabalho é um pouco maior.


- Sério?


- Sim, vai ser em um restaurante, mas difícil de localizar...


- Mas eu consigo, relaxa pai.


- Okay, vamos para casa. - O mesmo pediu me abraçando de lado.


- Sabe a melhor coisa de ser caçadora? É colocar roupas de couro preto. - Sorri ao ver meu pai revirar os olhos com meu comentário.


- Sem comentários filha.


- Eu sei! - Ri adentrando a minha casa e recebendo um abraço esmagador da minha mãe. - Eu estou viva mãe...


- Graça a Deus, precisou usar alguma feitiço?


- Não, era apenas um... - Afirmei vendo orgulho nos olhos da minha mãe. 


Confesso, que adoro essa vida de caçadora/bruxa, mas sinto falta de ver Anne e Mike. Faz um ano que não nos falamos, pois eu estava usando cada segundo do meu dia para estudar magia e treinar pesado com meu pai. Número de quantos vampiros eu já matei, 34. Sim, eu conto, por mais que eles sejam assassinos, creio que nem sempre foi assim para alguns deles, ás vezes eu me perguntava se eu só pensava isso pelo Dimitri ou se eu sempre pensaria isso.


A palavra amar para mim em relação ao Dimitri, para mim era pouco. Naquela vez eu estava com raiva de mais para enxergar meus verdadeiros sentimentos pelo moreno. Sempre pensava nele, sorri ao lembrar das vezes que ele se importou comigo, que me salvou. Principalmente pela vez que ele me hipnotizou por pensar que não era digno do meu amor, mas a raiva volta ao pensar no sumiço dele. Simplesmente foi embora como um covarde ao conhecer meu pai, como se nada do que ele sente ou sentia por mim foi algo na vida dele.


- Papai disse que eu vou ter uma missão amanhã.


- Sério? Quantos vão ser?


- Boa pergunta, quantos pai?


- Quatro, dois para você e dois para seu primo.


- Sério? O pirralho está nessa? - Perguntei rindo.


- Sim, eu estou. - Nikki disse aparecendo atrás de mim.


- Como você está? - Perguntei o abraçando.


- Tirando a minha orelha quente, estou ótimo! - O moreno debochou rindo. 


- Desde quando você está nessa?


- Pouco tempo.


- Já matou quantos?


- Nenhum, pois ele acham que sou novo demais.... - Meu primo murmurou fazendo um tipo de bico, enquanto franzia o cenho. - E você?


- 34.


- Já?


- Hum, sou uma mulher boa de ação! - Brinquei fingindo acertar a cabeça do mesmo com um chute.


- Nossa... Que chute alto.


- Graças ao meu pai... - Sorri o vendo rir.


- Certo, eu vou me arrumar...


- Mas é para ás 21:30, certo?


- Hum.


- Mas ainda são 16:56.


- Verdade, eu vou arrumar apenas minhas armas.


- Okay, mãe.


- Sim?


- Como eu sou boa no que faço, sempre tenho cuidado.... Eu posso ir ver a Anne, o Mike e o Scott?


- Pode, mas não se atrase para a missão.


- E não conte nada para eles. 


- Pode deixar, amo vocês. - Me despedi dos meus pais com um abraço, antes de ir para o meu carro. Sim, eu finalmente ganhei um carro. Um jeep azul, maravilhoso. No caminho, fiquei pensando no que disse para ambos, pois eles iriam me interrogar, mas talvez o Scott pudesse me ajudar. Esse ano de treino, ele esteve do meu lado sempre me ajudando, e protegendo. Eu não precisava de proteção, mas o ato era fofo. Ao chegar na casa da Anne, bati na porta um pouco nervosa. - Boa tarde....


- Cris, quanto tempo...


- Verdade, senti saudades. - Sorri abraçando a avó de Anne.


- Meryl, quem é?


- É a Cris, Don. - A mesma gritou sorrindo.


- A amiga da Anne?


- Sim, ela mesma.


- Minha querida, quanto tempo...


- Senti saudades, Don! - Sorri o abraçando. 


- Que roupa bonita, virou uma motoqueira?


- Não, isso é... Algo da minha faculdade.... - Menti me sentindo sem graça, pois os considerava meus avós. - A Anne está?


- Ela e o Mike...

 
- Sério?


- Sim, estão lá no telhado namorando.


- Pera... Namorando?


- Querido, não fale besteiras! Eles estão observando as estrelas.


- Bem que eles poderiam namorar, o garoto é muito legal.


- Querido, a Cris já namorou ele.


- Sem problemas... - Ri sem graça. - Bom, eu posso ir ver eles?


- Claro vai lá. - Os dois pediram sorrindo. Logo subi, mas quando eu estava próxima tentei sem silenciosa, caso eles realmente estejam tento algo. Quando chego para ver alguma coisa, só vejo eles observando as estrelas.


- Sabe, eu sinto falta da Cristina... - Anne murmurou com a voz embargada. - Não tem graça viver sem ela, rindo de nós dois, nossas brigas, ouvindo meus segredos, indo ao shopping comigo, tentando andar de bicicleta comigo....


- Eu também... - Mike murmurou chateado.


- Acho que é a minha deixa para entrar... - Ri subindo no telhado.


- Cris! - Ambos gritaram me abraçando. 


- Oi, senti saudades... - Ri me sentando com eles ainda os abraçando. - Acredite, não foi fácil ficar longe de vocês...


P.O.V.  Dimitri
- Vai pro inferno. - Ela ordeno de forma fria e rígida. Fingi me importar antes de me sentar ao lado dela.


- Ei, por que tanta raiva?


- Você matou o meu marido, seu irmão! - Ela gritou antes de se levantar.


- Quer desculpas?


- Já disse o que eu quero.


- Ah... spoiler, eu vou... Um dia, não hoje. - Sorri me sentando ao lado da mesma. - Agora, por favor, se acalma e vamos conversar.


- Não, sei muito bem o que você quer.


- E o que eu quero?


- Quer eu liberte seu lado lobo, mas não o farei. Pronto, aqui está sua resposta. - Ela terminou saindo pela porta da frente, mas de imediato corri até ela.


- Ah, qual é? Vai ser sempre assim? Brigas e discussões...?


- Você matou o home que eu amo, tirou a vida dele de forma fria e grosseira! Tirou de mim a chance de ser feliz, e quer ajuda? Bom, minha resposta é não.


- Morena, você não tem escolha. - Sorri mostrando minhas presas. De repente ela estendeu sua mão me trazendo grande dor. - O que você está faze....?


- Acabando com a sua vida, desgraçado.


- Francis.... - Pedi, o vendo surgir e acerta bem na cabeça da vadia. - Nossa, belo golpe.... - O elogiei enquanto me levanta. De imediato a joguei sobre o meu ombro e comecei a caminhar para o carro.


-  Valeu.... - Ele agradeceu de forma tímida me acompanhando.


De imediato a joguei no banco da frente ao meu lado, Francis foi atrás e eu cuidei de dirigir até o mais próximo motel. Não pensem besteira, ela é gostosa, mas é vadia. Um gostinho de esperança compareceu dentro de mim, ao chegarmos finalmente no quarto do motel. A prendi em um cadeira qualquer, e fiquei observando o pequeno anjo dormir. Tão linda, da para entender pelo o que o meu irmão se apaixonou e cuidou de sempre amar, até o seu último suspiro.


- Gosta do que vê? 


- Se eu gosto? - Perguntei de forma maliciosa a vendo revirar os olhos. - Muito, mas....


- Eu não transo como desgraçados, monstros e assassinos.


- E eu não transo com vadias, olha até que concordamos em algo. - Pisquei para a mesma pegando uma garrafa de whisky. - Sabe quando eu vi você dormindo pensei... Olha, entendi pelo o que o meu irmão se apaixonou, mas ai você acorda e começa a falar. Levando todo o encanto embora....


- E você.... A não, seu encanto não aparece nem quando você está dormindo....


- Você se encaixaria na história do meu Malvado favorito. Só que é Minha vadia favorita e.... O único que aturava você, foi para o céu ter paz e sossego.


- Vai pro inferno, Dimitri.


- Um dia, mas agora confessa que eu sou sexy. - Pedi vendo a mesma ignorar a minha pergunta e mostras suas mãos amarradas. 


- Preciso ir ao banheiro.


- Para...? O número 1 ou o 2?


- Preciso tomar um banho, limpar esse sangue na minha testa... - Ela sorriu de forma angelical, tentando me convencer coisa que não rolou. - E ir fazer o número 1.


- Agora sim, por favor querida. - Pedi a soltando. - Vai lá... Ah, você não pode usar seus feitiços, esse comprimido aqui cessou sua magia por um tempo.


- Que seja.... - Ela murmurou entrando o banho. 


Fiquei esperando pelo termino do banho da mesma, até que Francis chega trazendo roupas novas para a mesma e comida. 


- Para que isso? - Perguntei o vendo rir.


- Ela precisa de roupas novas, sem sangue, comida... Que foi? Não era para ter comprado..?


- Não, óbvio que não! Ela é uma prisioneira, não tem que ganhar isso!


- Me desculpe, eu não sabia....


- Sem problemas, agora vai para o carro?


- Por quê?


- A coisa vai ficar feia, não quero você passando mau... - Debochei o vendo bufar e apenas sair. - Vamos, sai logo daí! - Mantei batendo na porta e a vendo abrir. A olhei dos pés a cabeça, vendo a mesma apenas de toalha, com os cabelos e o corpo molhado.


- Quero um roupa nova... - Ela pediu passando por mim.


- Claro, aqui está querida. - Sorri jogando para a mesma de forma bruta. 


- Grosso.... - Ela murmurou revirando os olhos.


- Do jeitinho que você gosta.... - Impliquei de forma maliciosa, tendo o gosto de vê-la revirar os olhos. - Agora se veste logo, que temos muito o que fazer. - Sorri pegando 50 tons de cinza enquanto me sentava em uma das poltronas do quarto.


- Temos é? Okay, então. - Ela sorriu jogando a toalha no meu rosto.


- Ah, isso é sério? - Perguntei retirando a toalha do meu rosto e a vendo completamente vestida. - Foi rápido.


- Então, vamos explicar como tudo vai funcionar... Primeiro eu...


- Aqui tem comida.


- Não era isso o que eu ia dizer, mas obrigada. - Ela sorriu de forma implicante indo até a sacola e pegando uma garrafa de vinho tinto. - Vinho? Iremos fazer amor, depois você irá me fazer um pedido de casamento? Olha, essa eu não esperava....


- Oh não... Você estragou a surpresa.- Debochei de forma calma a fazendo revirar os olhos.


- Que foi amor, parou com os apelidos e piadas?


- Sim, mas se quiser eu volto. - Sorri me levantando e jogando o livro para o lado. - Então, meu amor quer que eu sirva você? 


- Não, eu já fiz isso, mas vamos voltar aos negócios.


- Claro, Srta. Pierce. 


- Se eu libertar o seu lado lobo, o que eu ganho?


- O que quiser.... - Afirmei a vendo se levantar e segurar na gola da minha blusa.


- O que eu quiser...? - Nicole sorriu de forma sexy e perigosa.


- Sim, até sexo eu estou fazendo se você resolver esse problema.


- Não quero isso! Eca.... 


- Olha a grosseria...


- Quero que me transforme.


- Pera o quê? Por quê? Para quê?


- Sem perguntas, okay? Apenas me transforme.


- Pode deixar.


- Promete?


- Sem problemas, aqui está um copo cheio do meu sangue. - Sorri mordendo meu pulso permitindo que uma taça ficasse completamente cheia.


- Ah, também quero folga da sua existência então fica longe de mim.


- Nicole, seus pedidos são fáceis demais de realizar, pode deixar que eu cuido disso tudo.


- Ótimo, agora vamos logo acabar com isso. - A morena pediu cortando um pouco a sua mão e derramando algumas gotas de sangue sobre um outro copo. - Sua mão, por favor.


- Que educa.... Aiii! - Gritei ao sentir a lâmina da faca roçar minha pele de forma rápida causando um grande corte profundo, fazendo uma boa quantidade do meu sangue cair no copo e misturar nossos sangues. Ela começou a recitar algo em latim, fazendo nossos sangues se tornarem azul. 


- Tem o sangue de um lobo?


- Aqui está. - Sorri pegando um frasco e o derramando junto do nosso sangue. Então, ela voltou a recitar umas coisas em latim, misturando novamente o sangue de lobo com o nosso, o deixando preto. 


- Prontinho, agora.... - Ela sorriu ao tomar o meu sangue, enquanto eu tomava a mistura dos nossos sangues.


P.O.V.  Cristina
- Digo o mesmo... - Anne disse me puxando mais para si. - Arrasou na roupa... - Minha loirinha disse com os olhos marejados e o nariz vermelhinho.


- Ei, chora não... - Pedi secando suas lágrimas e a abraçando mais ainda.


- Também quero atenção... - Mike pediu me fazendo rir e o abraçar.


- Senti saudades, Mike.


- Também, como está indo lá na Califórnia?


- Bem, muito bem. Mas e com vocês? Como estão indo na faculdade?


- Muito bem, lá no campus só tem gato!


- Anne!


- Que foi? Okay, as aulas são maravilhosas, mas tem muitos gatos...


- E você Mike? - Perguntei rindo.


- A aulas são muito boas, arranjei amigos e...


- Não está substituindo a gente, não é? - Perguntei o vendo rir.


- Nunca, impossível!


- Acho bom... - Ri aproveitando do momento. - Bom, como eu estou de férias, podemos aproveitá-las juntos, o que acham?


- Sério? 


- Um dia só para a Anne, outro para o Mike, um para o Scott e por fim todos juntos. O que acham?


- Perfeito, vai dar para matar um pouco da saudade.


- Concordo... - Ri pegando na mão dos dois. - Sei que não é muito, mas vai melhorar eu prometo. Eu só preciso de mais tempo para...
- Se acostumar com as aulas?


- Mais o menos isso... - Ri sem graça. Era horrível mentir para eles, mas era para o bem de ambos. 


Eles não mereciam viver nesse mundo louco sobrenatural, então ficaria calada por um tempo. Óbvio que uma hora eu iria contar, mas por enquanto vamos dar um tempo para eles se acostumarem e eu também. Depois de um tempo com eles, vi que eu tinha que voltar para casa, para me arrumar. Com grande dificuldade me despedi, indo para a minha casa. 


Ao chegar lá, adentrei o meu quarto, tomei um banho, me vesti,  prendi uma faca com verbena na minha coxa, soltei meus cabelos deixando eles jogados para as minhas costas. Peguei uma bolsa de festa, coloquei uma estaca cheia de verbena, um pequena granada de verbena disfarçada com um feitiço deixando sua aparência como uma lata de spray de pimenta. Deixando o meu quarto, desci para a sala vendo o meu primo brincando com uma pistola 9mm. Ao me aproximar em silêncio, tomei a arma da mão do mesmo com facilidade, me fazendo rir.


- Foi fácil.... - Sorri o vendo bufar.


- Sem graça.


- Segure com mais firmeza na próxima, assim eu não irei conseguir tomar a arma com tanta facilidade. - Expliquei o vendo guardar a arma. 
Apenas me despedi dos meus pais, entrei no meu carro junto com o mesmo e fui dirigindo. Pude perceber que Nikki estava completamente nervoso ao meu lado, conseguia entender ele, mas sabia que lá no fundo tudo daria certo. Adentrando no restaurante, pude sentir a presença de vários, muito mais que dois para cada.


- Nikki...


- Fala... - O mesmo pediu tomando um gole de água.


- Eu consigo sentir a presença de vários vampiros, são mais do que dois para cada.


- E quantos são?


- Espera, eu não... - De repente foi como se diversos rostos aparecessem em minha mente, enquanto eu desenhava em guardanapo. 


- Cris, está tudo bem? 


- Espera.... - Pedi tentando prestar bastante atenção em cada detalhe do rosto de cada vampiro.


- Seus olhos estão brancos....


- Só um minutinho....


- Seu nariz está sangrando, você tem que parar com isso, agora.


-F-falta poucos, espera... - Pedi continuando a desenhar. 


Minha mãe havia me explicado que as bruxas Versano, tinha  dom de ver o futuro através de desenhos e imagens, por isso eu tinha um grande talento para desenhar pessoas que eu não conhecia o tinha visto, no caso o Dimitri. Mas dessa vez eram muitos rostos, tendo que gastar mais da minha energia e magia. Conforme eu desenhava os rostos restantes, pude sentir meu nariz sangrar um pouco mais, meu corpo fraco e mole. Por sorte terminei de desenhar os rostos, mas acabei caindo nos braços do meu primo.


- Você está bem?


- Sim, não se preocupe... - Pedi limpando o meu nariz com um lenço. 


- Quem são esses?


- Nossos alvos. - Afirmei o deixando chocado. - Entra na minha... - Pedi ainda me sentindo um pouco fraca. 


Antes que ele pudesse perguntar, tudo se apagou para mim. Ao abrir os olhos, vi que estávamos dentro da cozinha com o Nikki lutando com alguns vampiros. Senti certo incomodo no meu braço. Quando eu olhei para ver  que me causava isso, vi um vampiro. Senti nojo naquele momento, enfiando a faca de verbena no coração do mesmo.


- Sério Nikki? - Perguntei pegando uma estaca e acertando um vampiro que estava tentando morder o mesmo.


- Que foi? Eu estou ocupado aqui... - Ele murmurou desviando de um vampiro.


- Ah me desculpe.... A culpa é minha por estar salvando você e eu... - Murmurei acertando um chute em um deles.


- Eles são rápidos demais...


- Não, você é que está nervoso, se concentra em um de cada vez.... - Pedi quebrando uma colher de pau e enfiando no peito de um deles. 


- São dez para cada um.


- Okay, vem para cá. - Pedi pegando na mão dele. 


- Hora do jantar... - Um deles murmurou sorrindo.


- Phesmatos invisibilia.... - Sorri assim que nós dois ficamos invisíveis. Todos os vampiros ficaram nos procurando chocados, com cuidado me aproximei da pia, abrindo todas as bicas que eu via. Nikki jogou água neles, já entendendo o meu plano. - Phesmatos ignis... - Sorri ao ver toda a cozinha pegando fogo. Logo ouvi o alarme de incêndio, pessoas correndo e gritando para fora do restaurando. Assim que todos os vampiros morreram, apaguei o fogo. - Phesmatos instaurabo.... - No final da minha frase, vi tudo que havia se quebrado novo em folha.


- Por que isso?


- Tínhamos que ser discretos, então aqui está. - Sorri saindo do restaurando com o mesmo. Senti um certo orgulho dentro de mim ao terminar o trabalho, já no meu quarto pronta para dormir, comecei a planejar o que faria amanhã com Anne. 


P.O.V.  Dimitri
Senti minhas pernas vacilarem, me trazendo com força para o chão. A vi sorri, enquanto eu sentia grande dor dentro do meu corpo. A morte de todos que eu tive culpa, vieram atona como um furacão, depois comecei a ouvir tudo mais alto como se tivesse ficado mil vezes mais aguçado do que a de vampiro. Sentia cheiro de sangue, carne humana com a mistura de um cheiro desprezível, no caso a dos vampiros.


- O que você fez comigo? 


- Lhe transformei em hibrido.... Só que como é lua cheia, você é obrigado a se transformar pelo menos um vez, você sempre perdera o controle e matara tudo o que vier na sua frente... Ah, será eu me esqueci de dizer que você tem que quebrar todos os ossos do seu corpo para virar um lobo e que aquele monstro que você tanto odeia vai retornar? Acho que sim, foi mal... - Ela murmurou de forma sarcástica, pegando um faca e enfiando em seu próprio peito.


- Não, espera! - Gritei indo até ela, mas as dores me interromperão trazendo apenas sede de sangue. 


Comecei a me arrastar para fora, quando senti a luz da lua sobre mim, tão forte e brilhante. Senti o suor em meu rosto, minhas presas cresceram de forma rápida, minhas visão ficou vermelha com o entorno preto. As pessoas viraram apenas um forma de calor a minha frente. Desejava a morte de cada uma delas, garras cresceram em minhas mãos de forma assustadora, mantinha meus olhos no chão, para que ninguém percebesse no que eu estava me tornando. Cambalhotava feito um bêbado pela calçada, tentando desviar das pessoas apressadas, mas a cada esbarram era como se tivesse acionando uma válvula de ódio, me fazendo bufar. 


Precisava entrar no carro e procurar a ajuda do Francis, talvez a dos gêmeos, mas a ideia de que a minha mordida podia matar ele, impediu que eu me movesse. Com cuidado dei meia volta, indo para o quarto aonde Nicole estava. Mas, fui interrompido, ao esbarrar em um grupo de adolescentes que usavam drogas, eles se desculparam rindo. Por mais que eu não me importasse, suas vozes eram como um grande apito em meu ouvido, aquele cheiro me deixava enjoado. Apenas os encarei de forma fria, vendo medo nos olhos de cada um.


- Mano, esse baseado aqui é forte demais...


- Que loucura...


- Seu olho está vermelho, pelo visto tu também usa, né?


- Ei, o que é você?


- Podem me chamar de... Pesadelo. - Sorri correndo até o mais próximo e arrancando sua cabeça. 


Depois parti para o segundo tomando do seu sangue até sua cabeça cair, corri para outro a minha direita arrastando sua garganta com minhas garras e por fim abri a barriga de um deles dilacerando todo o seu corpo, deixando apenas da cintura para cima. Lambi o sangue em minhas mãos e me afastei do corpo, voltei a caminhar, trazendo mais gritos de pessoas pelo sangue em meu corpo, mãos e boca. 


Peguei no pescoço do primeiro policial que tentou falar algo,  seu medo em seus olhos, foi como um gatilho para fazer o que eu desejava. Enfiei a mão em seu peito o fazendo gritar em desespero. Aos poucos fui descendo a minha mão o abrindo de forma lenta e dolosa, sem perder o contato com seus olhos que temiam em me encarar, virei o rosto ao ver finalmente seu corpo sem vida. Voltei a caminhar por fim vendo uma mulher paralisada de medo. 


Sorri com a situação, acelerando meus passos. Segurei em sua cabeça de forma carinhosa, antes de arrebentar ela com minhas próprias mãos. Vendo o belo estrago que foi feito, percebi que grande parte da cabeça dela havia espirrado em uma vitrine. Ao olhar para a vitrine em busca de mais vitimas, vi meu reflexo. Tão monstruoso e nojento, olhei em volta sentindo remorso, fechando meus olhos, pude ver o rosto dos que eu havia acabado de matar essa noite. 


Concentrei todo o meu ódio tentando me conter, acalmei minha sede por sangue. Por fim, ouvi meu coração bater de forma calma, minha respiração leve. Passei meu dedão sobre meus outros dedos não sentindo mais as garrafas, passei a língua sobre meus dentes caninos, não sentindo nada fora do normal, com toda coragem reunida, abri meus olhos vendo apenas um suave e intenso azul nas minhas íris, pele perfeitamente normal. Ver que eu havia conseguido me conter, abri um sorriso de canto, sentindo grande alivio de ter me contido. Fui preenchido pela felicidade, como uma dorfina.


Antes que eu pudesse sentir  mais algum tipo de alegria, meus olhos voltaram a ficar vermelhos com um leve tom preto, veias ressaltadas em torno dos meus olhos da mesma cor. Garras afiadas, grossas, grandes, podendo cortar mais rápido que uma faca com lâmina quente. Dentes caninos maiores que o normal, capaz até de dilacerar qualquer coisa, até mesmo couro de crocodilo, como se a pele dele fosse um fio prestes arrebentar. Meu coração voltou a bater forte e rápido. 


Minha respiração pesada e completamente acelerada, o barulho que cada carro fazia, celulares, pessoas, até o vendo que batia nas folhas das árvores, me deixando mais do que atordoado. As luzes dos prédios, farol e até mesmo do quartos mais distantes de mim, traziam dor aos meus olhos, como um grande flash sendo disparado no meu rosto milhões e milhões de vezes sem parar. 


Com rapidez subi em um prédio, com medo de ferir mais alguém. Sabia que minha mordida era fatal para os vampiros pelo veneno de lobo, como a minha cede de sangue não estava ajudando no momento. 


Olhando em volta, vi tudo vermelho com um turvo preto no meu alcance. Pessoas que passavam pela minha visão, apenas viravam uma sombra de calor, não importava se estivesse dentro de carros, em um túnel, ou a 4.567.890 quilômetros de mim, eu os via. 


Parecia impossível, concentrar a minha visão com tanto de barulho e pessoas por perto, me fazendo fechar os olhos. Sentia diversos cheiros estranho, mas o que me chamou a atenção foi de sangue fresco, com certa intuição corri a direção do sangue. O que me deu raiva, foi percebe que eu corria em quatro patas, feito um cachorro sobre os telhados. Por fim parando sobre o telhado da onde eu sentia o cheiro de sangue. 
Olhei pela janela vi Nicole bebendo o sangue de uma mulher qualquer. Como a esperança de saber como controlar tudo isso era duas pessoas. Uma Nicole e outra Klaus, escolhi a minha vadia preferida. 


Peguei uma seringa dentro do meu bolso, injetando verbena em mim, mas infelizmente nada funcionou. Parecia que eu havia apenas tomado um remédio com gosto horrível. Sem muito o que fazer desci do telhado, adentrando o quarto pela porta, vi a mesma se alimentando.


- O jantar está gostoso....? - Perguntei adentrando o lugar.


- Olha só, você ficou assustador... Te deixou tão... sexy.. - Ela sorriu largando o corpo da mulher.


- Como eu controlo isso?


- Aqui, toma essa coisinha aqui....


- O que é? - Perguntei sentindo ela injetar algo na minha veia.


- Mata lobo com verbena... No caso um derruba hibrido.


- Deu... Pra fazer piada? - Perguntei sentindo minhas pernas vacilarem me trazendo para o chão, sentindo meu corpo entrar em contado com o chão, apenas tombei minhas cabeça para trás tentando sentir o macio da cama. - Eu me sinto tão.... Fraco...


- Essa é a ideia.... - Ela sorriu de forma inocente me deixando bravo. - Que foi, meu amor? Bateu o soninho ou está apenas.... Drogado?


- Sua vadia.... - Murmurei tentando puxar ela para mim


- Ei, eu apenas fiz o que você queria. O tornei hibrido, agora, pode me agradecer.


- Por que não me contou tudo?


- Pensei que soubesse, agora pare de ser um Dimitri chato. Você era tão divertido, sinceramente eu queria ter escolhido você, mas Scar viu primeiro...


- Me escolhido...? Só pode estar de brincadeira...


- E por que eu estaria? Um homem sexy, gostoso, divertido, charmoso, engraçado, gentil.... Você era perfeito, mas agora é esse chato, pior que o Stefan.


- Você desligou?


- Sim, tão fácil. Sem problemas internos, mais divertida, e sem problemas nas costas.


- Droga, vadia maluca a solta... 


- Não, pense um pouco... - Ela pediu se agachando. - Você poderia esquecer a Cris, deixar ela ter uma vida normal. Esquece sua família, os gêmeos e viva a sua vida.


- Sozinho, como você?


- Quem disse que eu estou sozinha? Ainda sou bonita, terei a eternidade para pegar quem eu quiser, e você também podia, mas prefere ficar ai sofrendo, resolvendo tudo correndo para ficar ao lado de um garota que pode morrer a qualquer momento. Tão gostoso, mas muito burro...


- Nicole, volta a aqui!


- Eu não, tchauzinho Dimitri. Divirta-se com a sua vida ridícula e completamente dolorosa....


- O gêmeos vão me matar... - Murmurei sentindo um forte cansaço. Por fim cai no chã. Comecei a senti minha visão turva, apenas me dando a imagem dos saltos da mesma se direcionado até a porta.


- Adeus Dimitri.... - E essas foram as últimas palavras que fui capaz de ouvir.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!!
Comentem o que acharam!!!
Quem surtou com tais reviras voltas kkkk?
O que acham que vai acontecer com Dimitri?
E quem não amooouuuu Nicole?
Mais tretas.....
Mas relaxem, vai dar tudo certo!
Quem gostou de saber que a Cris está indo muito bem com o trabalho de caçadora/bruxa?

Músicas do cap!!!

Carmen (Cristina)
https://www.youtube.com/watch?v=ywE7lhCHgho

Wildside (Cristina)
https://www.youtube.com/watch?v=qz6_ETehLpQ

Hold on (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=8ofCZObsnOo
https://www.youtube.com/watch?v=KLq-OtEjZfc

I'll be good. (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=z5AtR9YW_6Q

Monster (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=h46XWCGjtYQ

Seven nation army (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=f1svu2zvMQg

Sucker for pain (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=27Yk755Py_E

Gangsta (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=fIWYfaqY-hA

Psycho (Dimitri)
https://www.youtube.com/watch?v=bVieOIdNpHY

Look what you made me do (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=BoMuwk6vmKE

New rules (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=sp7_QOALy2M

Crying in the Club (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=w3pVdRUAFCM

Horns Like the Devil ♕ (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=7dlazKlbiQs

Miss me? (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=XSHTsrxSXhQ

Boss (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=pxG6xqoLCeY

Gimme More (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=85H0OSEeqiU

Dangerous woman (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=83ymmKTBVns

Bitch, you crazy (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=pFuZtHisgoQ

Watch Me (Nicole)
https://www.youtube.com/watch?v=iHIguKKTuPM

Bjs de Mel e biscoito!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...