História A confusão do meu coração - Capítulo 41


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Escola, Lesbicas, Orientadora, Professora
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Palavras 3.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não levem tanto em consideração o título e não me abandonem.
Olá, gente, meu nome é Beatriz Rodrigues e eu vim aqui ensinar vocês a transar. Sim, claro, tenho todo o direito de fazer isso como uma moça de 17 anos muito virgem e hidratada e vou contar a vocês toda a experiência que eu não tenho e espero que tirem um bom proveito das aulas que seguem.
Beijos.

Capítulo 41 - Fundamentos do sexo lésbico (para iniciantes)


Sabe quando uma pessoa muito legal da sua família (pode ser sua mãe, tia, tio ou algum primo) te leva pra sair, vocês entram numa loja e ela oferece “olha, pode escolher o que quiser que eu compro pra você”? Se você nunca passou por isso, não se preocupe, só fui conhecer esse sentimento há pouco tempo quando minha tia me adotou. E pra você que sabe bem como é, imagina o quanto isso é legal e ao mesmo tempo constrangedor — pelo menos pra mim. Você tem a liberdade de ganhar algo muito legal, mas é meio chato sentir como se estivesse abusando da bondade do outro.

Aí fica com os sentimentos ambíguos, você quer tanto comprar o presente, mas não quer agir como se fosse um explorador. Pensa até em escolher algo de preço baixo, mas sabe que depois se arrependerá por não ter pedido o que realmente queria. Era assim mesmo que eu me sentia naquela noite com a Maria Luísa em cima de mim.

Não vou mentir, estava me corroendo de felicidade por dentro devido àquela chuva estar caindo. Por causa dela Malu e eu ficamos sozinhas e agora ela estava me beijando como se essa fosse sua última vontade na Terra.

Porém... sempre tem esse porém... Eu não queria usá-la, não queria somente fazer sexo com ela, olhar nos seus olhos e dizer “ah, valeu, foi ótimo, agora não me procura mais”.

Meu interesse e o da Luísa eram distintos. Ela me amava e queria ser minha namorada, visava uma vida para nós além daquela noite. Já eu... bem, minha prioridade era não magoá-la, só que se tornava difícil interromper seus toques porque todas as vezes em que eu tentava me lembrava da foto que ela havia me enviado semanas atrás e o quanto eu desejava vê-la ao vivo e a cores sem roupa.

Eu sei, eu sei, isso me tornava uma garota muito superficial e má intencionada, só que eu gostava muito da Malu, de verdade. Não tanto quanto ela gostava de mim, mas eu sentia algo sim.

Não conseguia ver a hora devido a escuridão da sala, somente a luz que vinha da televisão me fazia enxergar o rosto da Maria. Presumi ser umas oito e meia. Mas e daí? Desde quando sexo tem hora? Tentei me remexer para ficar mais confortável no sofá, mas não dava pra fazer tantos movimentos já que a Maria estava sentada no meu colo, com a boca na minha e qualquer atrito era quase um orgasmo.

Exagero? Talvez sim. Talvez não. Minha cabeça estava cheia demais de pensamentos que não deveriam estar nela. Geralmente não era de ficar dispersa nessas situações, mas sentia que aquela em específico seria diferente das outras.

— Desculpa — Malu sussurrou afastando um pouco nossos rostos e percebi uma lágrima descendo por sua bochecha. — Eu não tava suportando mais. Te ver todos os dias, falar contigo todos os dias, simplesmente te ter por perto é uma tortura e hoje eu decidi dar um basta. Eu te quero e você sabe disso, e não vão ser somente beijos que irão me satisfazer nessa noite.

Apesar da ousadia, da coragem súbita de me fazer carinhos e me beijar com autoridade, ela estava nervosa. Deixei escapar um sorriso percebendo isso, Maria Luísa era muito fofa até quando mudava para uma postura mais ativa.

Minhas mãos estavam na sua cintura e as subi devagar até passar por seus ombros e encaixar seu rosto nas minhas mãos. Com o polegar enxuguei as poucas lágrimas que caíram e a beijei com carinho. Maria colocou os braços no meu pescoço e me abraçou.

— Acho que hoje a gente pode subir um pouco o nível — declarei.

— Vamos pro seu quarto? — perguntou com esperança.

Nosso quarto. — Segurei suas mãos enquanto ela saía de cima de mim e me levantei junto.

É meio esquisito você subir uma dezena de degraus da escada sabendo que vai transar com alguém, até porque o percurso feito corta um pouco o clima e... eu não sei, só acho esquisito.

Alcançamos nosso quarto e eu tranquei a porta mesmo sabendo que estávamos sozinhas e ninguém chegaria naquela hora. Maria Luísa me abraçou por trás e beijou meu pescoço. Girei o corpo, puxei sua cintura e a beijei.

—Eu te amo — dessa vez sentia estar sendo sincera.

♀♀

POV Maria Luísa

Eu não sabia o que estava fazendo. Não sabia onde estava com a cabeça quando ultrapassei os limites. Se me arrependia? Não, claro que não. Caramba, era a Raquel! Minha Quel, a garota dos meus sonhos, como podia estar arrependida de tê-la beijado e sugerido que fôssemos para o quarto? Só que eu não queria repetir o que aconteceu depois do nosso primeiro beijo meses atrás.

Eu não queria que tudo fosse fruto de um impulso e que eu me arrependesse depois por ter me entregado inteiramente para alguém que não me valorizaria. Não seria nossa primeira vez, mas, para mim, era como se fosse.

Seria a primeira vez que faríamos as coisas “direito” e eu estava bastante ansiosa para isso. E disposta a não ser subjugada com tanta facilidade.

Ainda com os lábios colados com os da Raquel e pressionando-a contra a porta do quarto, levei as mãos para a base da sua camisa e a puxei para cima. Nos afastamos para que a peça fosse retirada. Pedi desculpas mentalmente para o pica-pau estampado e conduzi meus dedos ao primeiro botão da minha roupa, desabotoei cada um devagar. O olhar da Raquel seguia meus movimentos com as mãos, ela queria que eu fosse mais rápida, mas eu pretendia brincar um pouquinho.

Ela tentou me ajudar a me despir, mas a afastei.

— Não seja apressada — falei sorrindo maliciosa. — Deixa eu administrar o tempo hoje.

— Ah, não me venha com esse papo. — Rapidamente retirou com habilidade todos os botões da minha camisa, levou meu corpo para mais perto do seu e beijou meu pescoço. Senti seu abdômen tocando o meu e como nossos corpos emitiam calor uma para a outra. Caminhamos até a ponta da cama e Raquel me fez cais sobre ela. Me beijou a boca até me fazer deitar de vez. Minhas mãos exploraram sua costa e retiraram seu sutiã.

Inutilmente tentei me sentar. Raquel avançou sobre mim e ficou entre minhas pernas. Nos seus olhos o desejo transbordava. Puxou minha calça para baixo e a jogou no chão.

— Até aqui, nenhuma novidade — falou não tirando os olhos do meu corpo.

Se sentou na minha frente e entendi que deveria fazer o mesmo. Meu corpo tremeu ao sentir seus dedos percorrerem a extensão da alça do único tecido que cobria meus seios. Raquel sabia muito bem o que estava fazendo e eu tentava disfarçar o quão nervosa e apreensiva estava.

Colocou as mãos nos meus ombros e desceu com os dedos indicadores até a região superior dos meus peitos que apareciam. Não era culpa da chuva, a janela estava fechada, mesmo assim senti o frio percorrer minha espinha. Eu queria ser tocada. Muito mais. Esperei tanto por isso e agora parecia que estava mergulhada num sonho perfeito.

Raquel desatou o feixe do meu sutiã e o deixou escapulir aos poucos. Odiei o fato da luz do quarto estar acessa, isso aumentava minha vergonha. Nunca havia ficado nua para uma garota. E Raquel não era qualquer garota, era a garota que eu queria.

A sensação de estar com os seios à mostra para alguém que realmente desejava vê-los é como entregar uma parte de você para o outro. Agora Raquel me conhecia mais que antes e não hesitou em me tocar na região com as palmas quentes e me acariciar. Me apoiei com as duas mãos na cama quando senti meu corpo entrar em combustão. Aquele toque acabou comigo, isso porque era só o princípio.

— Estou prestes a zerar o jogo da vida — Raquel disse fitando minha calcinha.

Quando fez menção de retirar a única peça de roupa que eu tinha no corpo, a impedi. Recordei do meu plano inicial e não iria abandoná-lo só porque Raquel estava conseguindo me fazer perder o controle tão rapidamente. Quer dizer, o controle eu já havia perdido fazia séculos.

Antes que ela conseguisse o que queria, segurei seus pulsos e a beijei.

— Eu primeiro — disse somente.

— Tem certeza? —Ergueu uma sobrancelha.

— Nunca tive tanta na vida.

Raquel sorriu e permitiu que eu voltasse a beijá-la e inverti as posições.

Estar com os olhos fechados facilitava o trabalho para mim. Encontrei seus seios sem nenhuma dificuldade de massageei-os lentamente enquanto mordia seu lábio inferior. Fui contemplada com um pequeno e baixo gemido, mas o suficiente para atiçar em mim uma vontade maior de explorar seu corpo com as mãos. Lembrei de uma dúvida que tive anos atrás quando ainda estava no processo de aceitação própria. Eu pensava se seria capaz de sentir todas essas emoções ao beijar um garoto, se seria capaz de ser feliz com um e me sentir completa. A verdade é que não, que somente beijar garotas me deixava assim e que não via um futuro para mim com a presença de nenhuma figura masculina para me dar prazer.

Eu não precisava de um pênis.

Sorri, desfiz o beijo e, ainda com os olhos fechados, inalei o perfume da Raquel aumentando assim meu contato com o seu pescoço e voltei a beijá-la na área. Minhas mãos desceram por sua barriga e a acariciaram. Deitei a garota na cama e fiquei por cima.

Ok, até aí tudo bem. Estava tudo seguindo de forma maravilhosa. O problema seria o que fazer a partir daí. Quer dizer, não era como se eu não fizesse a menor ideia de como funciona o sexo entre duas mulheres, era só que minha falta de prática e a timidez dificultavam tudo.

Fitei a última peça íntima que Raquel vestia e a segurei pela lateral. Tira logo isso, minha mente me obrigava. Permaneci parada.

— O que foi, Malu? — Raquel perguntou ao notar minha demora. Não respondi, encontrei seus olhos e pedi socorro silenciosamente. Quel riu. — Ei, tá tudo bem, não precisa ficar paralisada, não é como se fosse sua primeira vez.

— Ah, é sim — eu disse. — Não estou contando com aquela vez, no seu antigo quarto.

— Vai me dizer que não sabe o que fazer?

— Sei, claro que sei, mas... Ah, sei lá, Quel, eu tô com medo!

Raquel riu outra vez.

— Medo de quê?

— De não ser bom pra você, de eu fazer besteira, te machucar, ser insuficiente, sei lá. Muitas possibilidades.

Raquel parou de rir. Meus dedos tremiam de nervosismo.

— Ei. Vem cá — me chamou. — Chega mais perto.

Me aproximei como foi pedido e me deitei ao seu lado. Estávamos tão próximas que sentia seu seio em contato com o meu. Isso era tão bom...

—Se parece difícil, pode começar com um beijo — me aconselhou.

Dei uma breve olhada para o quarto ao redor. A cortina que cobria a janela fechada, a chuva que escutava cair insistentemente, a lâmpada acessa no teto, a porta do banheiro trancada próxima ao guarda-roupa, o criado mudo com uns cadernos e canetas espalhadas. Um deles eu reconheci como sendo meu caderno de espanhol. Estava sob outro, mas consegui identificar a página que estava aberta.

Teu corpo é minha poesia preferida

Teu amor é o estopim

Tão clichê, mas és minha querida

E te quero só para mim

Escrevi aquele trecho em português mesmo naquela tarde, no cursinho. Para ser sincera, eu não tinha nenhuma garota específica em mente. Ou teria? Entranhei duas opções me virem à cabeça.

Voltei a olhar para a Raquel e acatei seu conselho. Comecei com um beijo. A beijei porque queria e devia. A beijei porque necessitava e sabia que ela também. A beijei principalmente porque o beijo nos fazia fechar os olhos e a escuridão me era mais familiar para os toques. Aproveitei que seus seios estavam bem próximos e direcionei a eles meus carinhos. Beijei sua bochecha, seu queixo, seu pescoço, seus ombros e fui cobrindo-a de beijos por onde meus lábios passavam até chegar ao local desejado. Nessa hora eu já me sentia inquieta demais com minha calcinha molhada. Resisti ao impulso de levar aos dedos à região e chupei o bico dos peitos da Raquel com avidez.

Ah, como já havia sonhado tanto em fazer isso... ela arqueou as costas e entendi que queria mais. Beijei um pouco mais acima e depois voltei a descer deixando minha mão direita tocando ainda os médios seios.

Beijei sua barriga, me aproximei do seu umbigo e aceitei que adiar não era a solução. Levei a mão livre para dentro da calcinha de Quel e senti poucos pelos da sua púbis nos meus dedos. Desci um pouco mais e senti a textura que desejava. Escutei sua respiração ficar mais pesada e um breve gemido escapar dos seus lábios quando movimentei os dedos no local. Ela estava bastante molhada e isso facilitava meu trabalho.

Posicionei um dedo na sua entrada e conectei nossos olhos mais uma vez. Precisava de uma permissão. Raquel somente assentiu e a invadi com meu dedo do meio. Meu corpo estremeceu. Foi minha vez de não segurar o gemido e meu coração perdeu o compasso.

Eu a senti. Não era a primeira vez, mas a emoção sempre seria a mesma. Estava quente, úmida e apertada. Arrisquei o primeiro movimento. Meu rosto esquentou, fiquei com raiva de mim mesma, de onde tinha tirado tanta timidez em tão pouco tempo? Movimentei meu dedo devagar e me certifiquei de que Raquel estava gostando.

— Não precisa ficar tão acanhada — falou com um pouco de dificuldade porque sua respiração cortava sua fala. Colocou uma mão sobre a minha e pressionou. — Também não vou me contentar só com um.

Introduzi o segundo dedo e aumentei o ritmo. Raquel me puxou para um beijo e eu consegui escutar o som do seu coração no silencio do quarto.

Quando pensei que seria prudente colocar o terceiro dedo, Raquel me parou.

— Não — gemeu. Assustada, retirei os dois dedos. Ela riu. — Não precisa me fazer gozar tão depressa, temos muito tempo ainda.

Não entendi logo o que ela queria dizer.

—Ora, Malu, não me diga que você só pretende fazer isso? — perguntou apelativa.

Ahhhhhh! Minha mente respondeu.

Com mais coragem retirei sua calcinha e me posicionei entre suas pernas as afastando mais. Assim tive uma visão privilegiada do seu sexo. Umedeci os lábios e a admirei completamente nua pela primeira vez.

— Você é linda — falei. Subi um pouco e a beijei no rosto.

Novamente usei os dedos e bastou encostar um levemente sobre seu clitóris que recebi um pequeno grito como resposta. Estava captando seus sinais. Beijei sua coxa interna permanecendo com o dedo no lugar de antes. Raquel se mexeu na cama, bom sinal, ela estava excitada com meu toque. Continuei beijando-a até alcançar sua virilha e inalei o odor da sua excitação. Levantei os olhos para a Raquel e ela já estava completamente rendida.

— Maria Luísa, se você não me chupar agora eu vou te odiar pro resto da minha vida! — reclamou e foi minha vez de rir.

Meu temor tomava conta de mim, mas não pretendia me deixar ser vencida por ele.

— Ok, expert — eu disse. —Só me dê uma sutil dica.

— Aff — sussurrou. — Agora quer que eu te ensine a fazer sexo oral? — ela ainda reclamava e eu sorria porque sabia que não estava com raiva de mim, somente inquieta e ansiando pelo orgasmo. — Pensei que as lésbicas já vinham com a habilidade natural de chupar boceta.

— Nossa, Raquel, você é tão romântica.

— Não há romantismo quando sua boca tá tão próxima do meu ponto fraco.

— Também te amo.

Para acabar com suas reclamações utilizei a dica mais comum: “é como beijar” e de fato a beijei onde mais queria.

Seu sabor me levou ao delírio. Minha língua passeou por toda a extensão da sua vagina e como recompensa Raquel gemeu gostosamente. Para uma primeira vez, estava até achando que estava indo bem. Fiz movimentos circulares e de baixo para cima. Provei sua entrada e enlacei suas pernas nos meus braços. Mordi levemente os grandes e pequenos lábios e me senti dona daquela garota. Só minha. Pelo menos por essa noite. Só minha. Só minha, Raquel, você é.

Como tacada final, suguei o clitóris com um pouco mais de força. Raquel soltou o ar das narinas e acariciou meus cabelos pressionando, assim, meu rosto contra seu corpo. Suas pernas se uniram me trazendo para mais perto e eu a chupei com força outra vez sentindo seus espasmos iniciais. Com maior ousadia a introduzi três dedos de uma vez.

— Porra, Malu, assim tu me fodes e acaba comigo!

Conhecia Raquel e sabia que ela não era de chamar palavrões. Para ter escutado dois saindo da sua fala deveria ter feito um belo trabalho.

O resultado foi o esperado, ela gozou na minha boca e eu a lambi para finalizar. Voltei a me deitar ao seu lado e tomei seus lábios num beijo feroz. Sua língua guerreou com a minha e fui surpreendida com sua capacidade de se recuperar tão rapidamente.

Raquel me deixou sob si e parou de me beijar.

— Você foi maravilhosa, Maria Luísa, só que agora é a minha vez de te mostrar tudo o que eu sei fazer.

♀♀

POV Raquel

Eu era uma farsa. Não tanto, mas ainda era.

Maria Luísa era uma garota maravilhosa, dona de um corpo esplendoroso e me deixava a mercê dos seus toques íntimos. Essa realmente foi nossa primeira vez, trabalharia para esquecer a verdadeira primeira transa e focaria nessa.

Mas eu ainda era uma farsa.

Não estava arrependida, não estava me sentindo mal, muito pelo contrário, gozar despertou em mim meu lado mais pervertido e agora eu pretendia me “vingar” — no bom sentido — devolvendo todas essas sensações para a Luísa.

Mas... — outra vez essa palavra na minha vida — meu cérebro começou a trabalhar contra. Na verdade ele estava nesse processo desde quando Malu me beijou pela primeira vez na sala. Sentia como se algo estivesse fora do lugar, como se ela fosse a errada e não eu. Só que sabia que era o contrário.

Durante todos os minutos que se passaram eu procurei focar no que estava sentindo e não no que estava pensando. Focar nas suas mãos nos meus seios, na sua boca me beijando, chupando e não na minha mente me traindo.

Raquel, você deveria estar com outra pessoa.

Raquel, você quer beijar outra, você sente falta de outra.

Raquel, você vai permitir que outra mulher te toque desse jeito? Vai mesmo transar com alguém que você não ama de verdade?

Minha consciência pesou, porém eu insisti. Gostei. Não impedi. Ser passiva por primeiro foi até bom, me fez concentrar bastante na Malu e dar as coordenadas sempre que ela se sentia perdida. No entanto, subjugando-a, eu saberia muito bem o que fazer e também que provavelmente não deveria estar fazendo. Não com ela.

De todos os meus erros com essa garota, esse com certeza seria o pior. Terminaríamos essa transa e uma carga se colocaria sobre mim: o namoro. Maria Luísa é a pessoa mais fofa e gentil que conheço, mas não me vejo com ela dessa maneira. Sei que sou uma idiota e pisei na bola feio, mas agora não tinha mais como voltar atrás. O que eu poderia fazer? Sentar na cama e dizer “olha, Malu, sinto muito, mas não dá mais, a Elisa não sai da minha cabeça”?

Claro que não.

Então deixei pra lá meus pensamentos e foquei na Maria. Tão entregue como sempre, sussurrando o quanto me amava e me queria perto dela. Doía escutá-la, queria pedir para ela calar a boca, eu não seria capaz de retribuir tudo no mesmo nível.

Mesmo assim, a beijei, a toquei, senti seus seios na minha boca, nas minhas mãos e adorei estar na cama com ela. Adorei escutar seus gemidos de prazer, sua respiração descompassada e suas mãos pelo meu corpo como forma de agradecimento por eu satisfazê-la.

Chegando à região do quadril, tirei sua calcinha e finalmente a vi completamente despida. Busquei na mente uma lembrança e a encontrei de quando um cara muito escroto, o orientador que queria assumir o lugar da Elisa, tentou abusar da minha amiga e eu apareci bem na hora. Maria Luísa estava sem roupa, mas não era a mesma coisa que vê-la assim, na minha cama esperando pelo próximo passo.

Diferentemente dela, não iniciei com os dedos, a toquei logo com os lábios no seu sexo e fiz o que mais sabia. Minha língua a invadiu brevemente, ela gemeu. Eu me retraí um pouco.

Era para outra mulher estar gemendo.

Beijei sua púbis e toda a área ao meu alcance. Dei leves sugadas e Maria Luísa começou a pedir por mais velocidade. Obedeci.

Ela vai gozar, Raquel. Por você. Quer mesmo isso?

Cala boca, consciência! Comecei a sentir que não conseguiria continuar. De repente senti uma aversão e levantei a cabeça um pouco, mas não o suficiente para deixar Luísa preocupada. A fim de não desisti no meio do caminho, usei dois dedos para estimulá-la. Os movimentei dentro dela o mais rápido que pude esperando que assim ela pudesse ter seu orgasmo sem problemas e eu me livrasse de qualquer culpa posteriormente.

Maria Luísa fechou os olhos e senti seu interior se contrair.

— Vamos, Malu, isso — a encorajei, mas era mais como um encorajamento para mim mesma.

Me odiei por estar fazendo isso. Maria Luísa teve tanto carinho para comigo, eu mesma pedi para ela não me fazer gozar de imediato e era assim que eu retribuía? Que ridícula eu era.

Meu corpo parou de reagir àquele momento. Minhas mãos se movimentavam no automático e de repente o sabor da Maria na minha boca não era mais tão agradável.

O dela é. Você sabe muito bem de quem eu tô falando, certo?

Como um último ato de desespero, voltei a chupá-la com mais vontade e penetrá-la com os dedos. Não queria machucá-la, tomei cuidado para isso na medida que pude.

— Ah, Raquel, não para agora, por favor — ela gemeu fazendo carinho nos próprios seios.

Fechei os olhos e a imagem dela apareceu. Me assustei com o quão real se formou, como se eu a estivesse vendo de verdade. Maria Luísa gemeu mais alto, meus dedos se movimentaram com mais dificuldade, mais um pouco e ela gozaria.

Outra vez a imagem na minha cabeça. A mulher alta, bonita e elegante que conheci na escola quando saía do banheiro.

Você não quer estar com Maria Luísa. Você ama a Elisa. Você quer a Elisa.

Subitamente levantei a cabeça e me afastei.

Maria Luísa ficou assustada com minha ação e uniu as sobrancelhas.

— Que foi, Quel? Eu tava quase lá!

— E-eu sei — ainda tive coragem de responder. — M-me desculpa, Malu, por favor. Mas eu não posso, não consigo continuar com isso.

Com as lágrimas na beira dos olhos saí da cama, peguei minhas roupas do chão e entrei correndo no banheiro.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Maria Luísa é minha crush suprema, amo essa menina e a defenderei de tudo. RAQUEL, EU TE ODEIO, POR QUE CÊ FEZ ISSO COM A MINHA NENÉM!? (esses surtos acontecem quando se é fã da própria fanfic).
Eis aqui, meus queridos, o fim de um shipper que tanto amei. Eu fui team Mariel por tanto tempo que, se não fosse alguns leitores insistirem tanto por Eliel, com certeza eu alteraria muita coisa por aqui.
Felizmente esse momento de fraqueza já passou e agora Eliel é meu foco.
Se doeu escrever esse capítulo? Caramba, vocês nem imaginam. Tava com saudade de narrar um hot, mas não me sentia madura o suficiente para isso — ainda não me sinto — e por isso foi treinar um pouco (escrevendo e lendo porque na vida real eu só treino as lágrimas e o desespero). Nem tava com cabeça pra escrever esse capítulo, reproduzi minha playlist de sexo — sim, eu tenho uma — umas duas vezes e nada da inspiração bater.
Broxei primeiro que a Raquel aqui, mas depois das primeiras mil palavras eu me recuperei. Tô agora em love com esse capítulo compensando o anterior e já planejando o próximo porque agora eu tenho muitas emoções para externar.
É isso, pessoas, comentem aí se ainda não desistiram de mim e esperem pelo próximo que creio que não demorará para ser postado.


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