História A Conquista - Bughead - Capítulo 35


Escrita por:

Postado
Categorias Riverdale
Personagens Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III
Visualizações 159
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura❤

Capítulo 35 - 36


BETTY

Estava nervosa de encontrar os amigos de Jughead, mas na verdade não tinha com que mepreocupar, porque eles são demais. Hannah e Grace são ótimas de papo. Sweetpea e Fangs são hilários e muito mais descontraídos do que eu imaginava. Quer dizer, os dois são jogadores de hóquei lindos de morrer. Eles não são todos supervaidosos como…

“A gente precisa conversar.”

… como esse cara?

Fico rígida quando ArchieAndrews aparece na porta. Jughead acabou de sair para se despedir de Fitzy, me deixando para trás para esvaziar a última gaveta da cômoda por minha conta, mas paro tudo o que estou fazendo quando ele entra e fecha a porta atrás de si.

A simples visão dele me irrita. Não é justo um sujeito tão babaca ser tão ridiculamente atraente. Para ser sincera, Archue talvez seja o cara mais bonito que já vi fora de uma tela de cinema. É ruivo, tem um rosto esculpido de modelo e um corpo espetacular. E é charmoso pra burro — foi assim que me levou para a cama, para começo de conversa. Bem, isso e os três daiquiris que eu tinha bebido. Eu podia até ter saído com ele de novo, se não tivesse descoberto que estava dormindo com a nossa professora assistente em troca de notas boas.

“Ah, precisa, é?”, resmungo. “Sobre o quê, hein, Richie?”

Ele estremece, como sempre faz quando uso o apelido debochado. Passei a chamá-lo de Richie Rich, aquele personagem do desenho Riquinho, depois que descobri que ele usa o dinheiro e a aparência para ir mais longe.

“Você sabe exatamente sobre o quê.”

Franzo a testa. “Se está falando disto…”, aponto minha barriga, “… então não temos nada a discutir. Minha bebê e eu não somos da sua conta.”

“Jughead é da minha conta”, diz, com frieza, cruzando os braços sobre o peito musculoso.

“Sério, Betty, sempre soube que você era uma megera ambiciosa, mas não imaginei que fosse egoísta.”

A raiva me sobe até a garganta. “Uau. Beau sempre tentou me convencer de que você era um cara decente, mas tá na cara que ele estava errado.”

Archie bufa por entre os dentes. “Deixa o Beau fora disso. Estamos falando de você e de Jug.”

“Quer mesmo comprar uma briga com uma grávida agora? Porque vou logo avisando — meus hormônios estão uma loucura. Posso arrancar seus olhos fora.” Ele não parece se incomodar. “Você tá acabando com a vida do meu garoto. Acha mesmo que vou ficar aqui parado e deixar você fazer isso?”

Rangendo os dentes, fecho a gaveta com força e imito sua pose, apertando os braços sobre os seios inchados. "Jughear é adulto. E por acaso é também o pai desta criança. Se ele quer participar da criação dela, não posso impedi-lo.”

A frustração turva sua expressão. “Isso vai acabar com a vida dele. Você não enxerga? Ele tá abrindo mão de tudo pelo que batalhou por causa de uma garota que nem o ama.”

Meu queixo quase bate no chão. Como ele se atreve a me dizer uma coisa dessas?

“De onde você tirou que eu não o amo?”, retruco, desafiadora.

“Se amasse, então já teria uma aliança no dedo. Jug não faz as coisas pela metade. Ele te ama, você vai ter a filha dele — se ele achasse por um momento que você também o ama, vocês estariam no cartório se casando antes dessa criança nascer. Em vez disso, ele está indo morar em Boston, quando sempre falou desde o primeiro ano que ia voltar pro Texas…”

A culpa arde em minha garganta. Forte.

“E agora ele vai aceitar o primeiro trabalho que arrumar, em vez de abrir um negócio sobre o qual pesquisou e pensou com calma.” Archie balança a cabeça. “Você não enxerga isso?”

Vacilo diante do argumento. Ele tem razão. Jughead não faz nada pela metade. E, no entanto, aqui está ele, indo morar com um cara de que mal gosta, considerando comprar franquias vagabundas pelas quais não tem o menor interesse, e tudo porque fiquei tão descontrolada de desejo uma noite que esqueci que “só a pontinha” pode ser tão eficiente em te engravidar quanto um cara gozando dentro você.

Ele está mudando a vida toda por mim. Está mudando seus objetivos, planos e estilo de vida para acomodar essa criança. E eu sou a responsável por isso.

Apesar da ameaça de arrancar os olhos de Archie fora, não me sinto mais tão indócil. Me sinto… arrasada.

Tão arrasada que não consigo conter o soluço. Tão arrasada que desmorono bem na frente do babaca do Archie Andrews.

Desabo no chão e escondo o rosto nas mãos, chorando tanto que não consigo nem respirar.

Arfo em busca de ar, enquanto lágrimas quentes deslizam pelas minhas bochechas e molham minhas palmas. Sou uma pilha de nervos confusa, trêmula, patética e grávida, e só quando sinto sua mão firme apertando meu ombro é que percebo que Archie está sentado no chão ao meu lado.

 “Merda”, murmura ele, soando tão indefeso quanto me sinto. “Não queria fazer você  chorar.”

“Eu mereço chorar”, exclamo por entre soluços.

“Betty…” Ele segura meu ombro de novo.

“Não!” Me afasto do seu toque e o encaro com os olhos cheios de lágrimas. “Você tem razão, tá legal? Tô acabando com a vida dele! Acha que tô feliz com isso? Porque não tô!”

Engulo em seco rapidamente, tentando me lembrar de como respirar. “Ele é gentil, cuidadoso, incrível e não merece ter o mundo virado de ponta-cabeça desse jeito! Ele devia estar fazendo todos esses planos agora e estar animado com a formatura e em começar um novo capítulo na vida, e em vez disso é game over, porra. O melhor cara do mundo tá preso comigo — para sempre — só por causa do que era pra ser um caso de uma noite só!”

Termino ofegante, limpando as lágrimas com violência. Ao meu lado, Dean parece total e absolutamente atordoado.

“Ah, merda”, diz, afinal. “Você o ama.”

Deixo a cabeça cair. “Amo.”

“Mas não falou pra ele.”

“Não.”

“Por que não?”

“Porque…” Meu rosto se desfaz novamente. “Porque estou tentando tornar isto o mais fácil possível pra ele. Amor complica as coisas, e a merda já tá complicada o suficiente agora. E…”

“E o quê?”, pergunta Archie.

E não sei se ele também me ama.

Às vezes, acho que sim, mas lá no fundo sempre tem uma pequena sombra de dúvida. Não sei ao certo se Jughead quer ficar comigo porque me ama ou porque acha que a gente tem que ficar junto pelo bem da criança.

“Não importa”, digo, com a voz rouca. “Você tem razão. Este bebê está acabando com todos os planos dele.” Limpo o rosto de novo. “O mínimo que posso fazer é tomar o cuidado de não estragar mais do que o necessário. Vou assumir a maior parte da responsabilidade. Isso vai dar bastante tempo para ele abrir um negócio que ama.”

Archie hesita. “E Harvard?”

“Continua de pé.” A amargura se junta à tristeza na minha garganta. “Não se preocupe, você vai ter mais três anos pra me odiar e me chamar de bruxa.”

“Na verdade, não vou pra Harvard”, confessa ele.

Franzo o cenho. “Desde quando?”

“Aceitei um emprego de professor numa escola particular em Manhattan.” Ele dá de ombros. “Descobri que não quero estudar direito.”

“Ah.” Eu me pergunto por que Jughear não comentou sobre isso, mas acho que não chega a ser uma surpresa. Ele já admitiu que Archie não aceitou muito bem essa gravidez.

“Depois que o Reggie morreu”, começa, mas sua voz falha, e ele para e limpa a garganta.

“Depois que ele morreu, eu meio que pirei por um tempo. Mas saí do buraco que cavei pra mim mesmo e fiz um balanço da minha vida, sabe?”

Concordo com a cabeça lentamente. Joanna Mantle fez a mesma coisa. Eu também. A morte de Reggie me fez perceber como a vida é importante, como pode ser curta. Pergunto-me se perder ele foi um divisor de águas para todos que o conheciam e gostavam dele.

“Isso também mudou as coisas pra mim”, confesso.

É a vez de Archie assentir. “Dá pra ver.” Ele faz uma pausa, triste. “Às vezes, não acredito que a gente chegou a ficar. Parece que faz um milhão de anos.”

Solto uma risada. “É.”

“Você ama mesmo o Jug, é?”

“Amo.”

Ele deixa escapar um suspiro pesado. “Você tem que contar pra ele.”

“Não.” Engulo em seco. “E você também não vai dizer nada.”

“Ele precisa saber…”

“Não”, repito, mais firme desta vez. “É sério, Archie. Não conta nada pra ele. Você me deve isso.”

Seus olhos brilham, bem-humorados. “Como assim?”

Ergo o queixo para ele. “Você não merecia aquele dez na aula de estatística do segundo ano.”

“Ah. Então, ficar de boca fechada é meu castigo pela nota indevida?”

“Então você admite que não mereceu a nota!”

“Claro que admito.” Seu tom se torna conturbado. “Vai por mim, fiz o que pude pro professor me reprovar.”

“Mentira.”

“Verdade. Depois que tirei dez no projeto que a gente fez junto e você ficou só com oito, percebi que a professora assistente tava mexendo nas minhas notas. Pedi pro professor rever todas as minhas provas e trabalhos, e acontece que eu devia ter reprovado a matéria.”

“Meu Deus. Eu sabia.” Mas não me sinto tão altiva sobre isso quanto imaginei que me sentiria. Minha rixa com Archie de repente soa incrivelmente banal. E, como ele disse, parece que aconteceu há um milhão de anos.

“Acontece que não reprovei”, diz ele, com franqueza. “Sei que você acha que eu tava pegando a professora assistente por causa das notas…”, ele me abre um sorriso, “… mas era porque ela tinha um peitão e uma bunda deliciosa.”

Finjo arfar, antes de ficar séria de novo. “Por que você nunca me falou isso?”

Ele ri. “Porque não somos amigos.”

Rio também. “Verdade.” Penso por um instante. “Mas talvez a gente devesse concordar com um cessar-fogo.”

“Meu Deus. Tem alguma vaca tossindo por aí?”

Sinto a vergonha arder na minha barriga. “Você é um dos melhores amigos do Jughead.

Estou prestes a ter uma filha com ele. Faz sentido a gente tentar coexistir.”

“Verdade”, concorda.

Archie levanta do chão e estende a mão para mim.

Hesito por apenas um segundo antes de o deixar me ajudar a levantar. “Obrigada.”

Um silêncio constrangedor cai sobre nós, e não tento quebrá-lo. Ainda acho que Archie não passa de um playboy superficial, e tenho certeza de que uma parte dele ainda pensa que sou uma bruxa. Mas a hostilidade se foi, e, embora a gente nunca vá virar melhores amigos, sei que

Jughead vai gostar se eu fizer um esforço para me dar bem com Archie.

É o mínimo que posso fazer, considerando o quanto Jughea já sacrificou por mim.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...