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História A Cor do Amor - Capítulo 13


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Notas do Autor


Boa noite gente, espero que estejam todos se sentindo bem. E que tenham uma boa leitura

Capítulo 13 - Pós-Encontro


–Onde elas estão?– Perguntou Olivia, andando com pressa ao redor do fliperama. As duas talvez nem precisassem ter pressa. Afinal de contas, era possível que aquilo nem acontecesse. Tanto Gowon quanto Olivia pediram para Heejin ter calma e de formas diferentes aconselharam Hyunjin a se abrir ou tratar a sua namorada da forma que deveria. Talvez ao menos uma das duas ouvisse o conselho das amigas. Mas Olivia e Gowon não queriam arriscar. Era possível que as suas duas amigas se machucassem naquele dia. Seria pior ainda, se enquanto isso as duas estavam tendo um momento delas. Um momento bom, sem se importar com o que ocorria ao seu redor.


–Caralho, eu odeio não saber distinguir se isso que estou tendo é um exemplo de sensação provocada por pensamentos negativos ou se eu realmente estou pressentindo que precisamos encontrar elas logo.– Na pressa, Gowon não era capaz de compreender direito o que sua paixão falava. Não precisava, era mais um desabafo para si mesma do que para ela. 


O conflito entre a lógica e os sentimentos… Algum dia poderia alguém abrandar este conflito fatal? Talvez. Infelizmente, para o que poderia ter sido uma relação amorosa muito positiva, não foi daquela vez que as duas forças se equilibraram, encontrando um ponto comum ao que os dois lados diziam.


Heejin iria ter desfrutado muito, caso tivesse conseguido manter seu controle. Ouvir a lógica, ou pelo menos, uma pequena fração dela. Aquilo teria sido bom para ela, Hyunjin sabia lhe agradar bem quando queria. Mas esse tal de “quando quer” ser um evento tão raro… Já tinha ido longe demais.


–Faz o que você achar melhor pra você, ué.– No calor do momento, os sentimentos sempre vão vencer a lógica. E a emoção sempre toma controle.


–Caralho, Kim Hyunjin! Você não pode nem fingir que se importa com o que eu digo? Eu falo tão pouco pra você, me contenho tanto, tenho que evitar ser carinhosa contigo porque você se afasta, me ignora… Por que você aceitou namorar comigo, se você me odeia tanto? Você queria mesmo me fazer sofrer desse jeito?–


Os olhos da Hyun foram tomados de culpa e medo. Era a primeira vez que sua namorada explodia assim. E reagia ao seu modo indiferente. Os olhos da Hee estavam umidecidos. Em uma postura defensiva, a mais alta tentou se pronunciar:


–Heejin, eu não queria isso, mas...– Apenas para ser interrompida. Aquele era o limite para Jo Heejin, que sentia tanto raiva quanto tristeza.


–Mas você fez. Esse tempo todo, você fez. Com raras exceções, você fez. Eu não aguento mais isso, tá legal? Eu não posso ficar sendo tratada desse jeito. Nem sei como aguentei tanto tempo, na esperança de que você ia ter ao menos um pouco de simpatia comigo. Eu me humilhei por você, está me ouvindo? Algo que eu nunca fiz por ninguém, você teve. E teve muito. Só que agora sua brincadeirinha acabou. Porque eu não sou brinquedo.–


Heejin se levantou do banco, com uma das mãos sobre o dedo anelar retirando daquele o anel de compromisso que ela mesmo comprou. Hyunjin também se levantou, seus olhos também estavam um pouco marejados e ela pegou nos dois pulsos daquela em sua frente, que se afastou de imediato.


–Eu não sei o que você quer dizer. Eu não sei o que essa cara triste que você está fazendo significa. Mas me solta. E não me segura mais. Eu vou embora sem saber o que isso significa, sabe por que? Porque estou terminando com você. Fim.–


E cada passo de Heejin era uma lágrima escorrendo em seu rosto. Pela primeira vez, ela não era correspondida em uma relação. Ela sempre soube que doía, mas sentir na pele… Era completamente diferente. E cada passo de Heejin era uma pequena gota de arrependimento caindo dentro da jarra. Um lembrete de tudo aquilo que Olivia e Gowon disseram e ela não ouviu. Heejin não sabia o que era pior. Se era o medo de descobrir tarde demais que Hyunjin na verdade lhe corresponderia após mais um tempo ou se era a dor que ela aguentou até aquele momento e que já não lhe cabia mais. A aluna exemplar sempre foi sensível, coisa que nunca foi o forte da atleta. 


Mas, naquele dia, naquele momento, cada passo de Heejin era uma pequena agulha entrando no coração de Hyunjin, que via a bela garota se afastar sem olhar para trás nem ao menos uma vez.


Gowon e Olivia não receberam resposta via mensagem ou ligação de nenhuma das duas. Apenas pararam de andar apressadas por aí após encontrarem Hyunjin, imóvel e sozinha sentada em um banco olhando fixamente para o colo. Na perna, estava o anel que Heejin antes usava e que tirou em sua frente, lhe dando antes de ir embora.


As duas pararam de pé na frente dela e a atleta solitária reconheceu os calçados. Ela suspirou, antes de erguer sua cabeça para olhar nos olhos do casal.


–Eu devia ter ouvido seu conselho, Hyejoo… Me aberto para ela assim que a vi depois de sair do banheiro. Porém eu deixei mais tempo passar como se tudo estivesse normal. Agora é tarde demais. Gowon… Desculpe avançar perto de você daquela forma. Eu não queria só te intimidar, por um momento eu perdi mesmo meu controle. Porque eu sabia que era verdade. Heejin não estava tentando tanto esses dias. Ela soava afastada. Diferente. E eu sabia, só que eu não pude fazer nada. Você sabia o que Heejin planejava?– Olivia balançou a cabeça, negando. –Você sabia o que eu sentia por ela?– Gowon negou, balançando a cabeça.


–Sinto muito, Hyun.– Olivia disse, apenas. Em um momento um tanto triste, Gowon e Olivia levaram sua amiga que recebeu o término de carona para sua casa. 


–Vamos descer aqui também? Eu não moro longe. Vai ser rápido demais se continuarmos a corrida até lá. Vamos andando!– Olivia queria tanto dizer que não, naquele momento. A morena odiava andar e praticar exercícios. Lhe parecia a coisa mais inútil, chata e desnecessária. Mal sabia ela que se arrependeria caso tivesse o feito. Mas é claro, ela não negou. Da mesma forma que Gowon lhe fez comparecer ao encontro duplo, a loira lhe convencia a fazer as coisas. E lá estavam as duas andando na direção da casa da mais velha após se despedirem de Hyunjin. 


–Oli...– A voz da loira soava um tanto incerta. Talvez, ela nem devesse entrar mais naquele assunto.


–Chae...–


–Será que fizemos a coisa certa?– A mais alta ergueu uma das sobrancelhas, olhando para o seu lado, onde Gowon se encontrava.


–Como assim?–


–A Heejin ainda não sabe o que a Hyun sente por ela. E quando a Hyunjin disse o que aconteceu, nós não dissemos para ela que a Heejin só não queria mais por causa da forma com que estava sendo tratada. E se a Hyunjin percebesse isso quando a gente falasse? Talvez elas ainda tivessem uma chance de ficarem juntas. Heejin ainda gosta da Hyunjin!–


–Certo, isso eu entendi. Qual a sua dúvida?–


–Eu não sei se nós fizemos o certo, Oli. Talvez a gente devesse ter falado pra Hyunjin.– 


–Nós fizemos, Chae. Imagine como teria sido entre nós duas se ao invés de eu ter levado tempo para me preparar e puxar assunto com você, e você fazer o mesmo para me retribuir, alguém tivesse aparecido e dito logo que nós gostávamos uma da outra. Mesmo que a intenção da pessoa fosse boa, as coisas teriam sido diferentes, não dá para prever como nós iríamos reagir. Eu acho que cada um tem seu tempo de lidar com as coisas e organizar tudo direitinho. Eu também quero, igual a você, que as Jins sejam felizes. Se formassem um bom casal, melhor ainda. Mas nós não temos o direito de influenciar o jogo delas.–


–E se a Hyunjin não perceber e por causa disso não tentar de novo? E se ela desistir? As duas nunca vão ficar juntas assim!– Gowon não estava convencida, não mesmo. É claro que não: a pequena era acostumada a falar essas coisas mesmo se influenciasse tudo. Do ponto de vista dela, tudo podia ser resolvido mais facilmente assim.


–Chae, se você acha que é melhor contar, não tem problema. Eu não acho. Nós discordamos aqui. Não vou te impedir de fazer nada, mas será que não é melhor você pensar nisso com cuidado? Como a Hyunjin, que acabou de receber um término e quebrar a cara, vai lidar com alguém sugerindo que ela se esforce mais?–


–Um tempo, então. Um tempo e eu falo para ela. Acho bom Hyunjin não desistir.– A vozinha da garota parecia irritada só de pensar na Hyunjin deixando sua amiga. Irônico que ela ficasse brava com isso já que, tecnicamente, Hyunjin era quem havia sido deixada. Mas o tom fez Olivia sorrir. Ela nunca tinha deixado Gowon brava, mas talvez testasse isso logo logo. A loira parecia ser fofa não importando a situação.


–Só para dizer… Eu não desistiria de você, Gowon. É claro que, para começo de conversa, eu não te trataria daquele jeito para você terminar comigo. Mas ainda assim, eu não desistiria de você.– 


–Sério?– Após ouvir poucas palavras, Gowon parecia ter perdido a irritação que sentia. Havia se dissipado, dando lugar para aquela sensação que agora era a sua favorita no mundo.


–Aham.– 


–Eu também. Eu... Eu não terminaria contigo. Pelo menos, não tão rápido. E te aceitaria de volta se você persistisse tentando.–


–Você gostou de hoje?– Olivia perguntou. As duas estavam meio sem assunto, talvez por causa da tensão que tiveram hoje. O clima entre elas sempre era tão agradável, mas naquele dia Heejin e Hyunjin pareciam ter transmitido para elas o estresse que aquele casal tanto passava. Ambas andavam sem falar em excesso, se sentindo um tanto quanto cansadas mentalmente. 


–Minha melhor amiga terminou com uma de suas melhores amigas, ambas saíram com os corações partidos. E é claro que isso não foi antes de serem frias e grossas o tempo inteiro uma com a outra e atrapalharem nosso encontro de forma indireta. Desculpa, Hye… Eu sei que você não é fã de encontros então eu queria que nosso primeiro fosse algo especial, só que algumas coisas estavam fora do meu controle.– Aquela não era a única razão para Gowon querer aquilo, na realidade. 


–Eu gostei de hoje, Gowon.– A loira novamente tirou o olhar do caminho na frente das duas por onde andavam para observar a feição da mais alta.


–Sério? Como? Por que?–


–Sim. Ah, eu não sei explicar, mas os momentos entre nós duas foram bons. Compensaram por todo o clima tenso entre as Jins. Simplesmente bons. Eu não tenho muito como descrever a sensação dentro de mim quando estamos só nós duas, juntinhas.–


–Haha. Essa sensação eu conheço. Fico feliz que você gostou, Hyejoo, porque eu também gostei. Por causa do seu jeito, eu temia que você sentisse os impactos negativos mais forte que eu e isso te impedisse de aproveitar o que tivemos. É um alívio pra mim saber que você também gostou. Já estava até pensando em considerar aquela visita na sua mansão como o primeiro encontro, sabe? Mas lá também tiveram partes que não te agradaram, e… E… Bem, deixa pra lá. O importante é você ter gostado.– 


A loira estava aliviada. Enquanto as duas andavam, se aproximando mais da casa dela, Gowon tinha uma das mãos no bolso de sua calça jeans. Essa tocava de forma um pouco ansiosa o pingente de colar caseiro que estava ali guardado.


–Sabe o que é engraçado? Mesmo se considerar como primeiro encontro qualquer momento que compartilhamos juntas sem estarmos no local onde convivemos, o nosso foi quando você foi lá pra mansão, né. Igual você disse. E tanto naquele dia quanto hoje, tivemos contratempos e fomos interrompidas do tempo perfeito que queríamos ter, só entre nós duas. Ainda assim, quando tivemos nossos pequenos momentos, sempre ocorreu da forma certa. Quase que de forma perfeita. Sempre foi bom. Então eu estou pensando… Talvez seja uma coisa nossa, sabe? Enquanto nem tudo ao nosso redor será da forma que queremos, nós teremos uma a outra para compensar. Acho que sempre será diferente entre nós duas. Sempre é diferente pra mim quando eu estou com você.–


Gowon negou com a cabeça, dando uma risada. Ela mal podia acreditar nas palavras doces da outra. Essa Olivia esteve sempre ali perto, tendo a mesma classe de literatura que ela? Era inacreditável, visto que sua forma de tratar Chae parecia vinda de algum livro. Decidida, a loira parou de andar assim que chegaram ao portão da casa das Park. A tarde já havia ido embora, o Sol se pôs e as duas estavam sobre a luz de um poste qualquer.


–Você não devia ter me consolado e dito que o encontro foi bom, Olivia Hye. Você ser tão boa pra mim não estava no script.– Quando a loira se aproximou da morena , ela tinha um colar em mãos e a maior doçura no olhar. –Você devia ter perguntado porque eu queria tanto que o encontro fosse bom, sabia?– Olivia engoliu em seco, observando o colar sem nem saber que havia sido feito manualmente pela sua ficante e sem ter ideia do que significava.


–Eu não… Não sabia que você tinha algo planejado. Mas se eu tivesse perguntado o porquê… O que você responderia?– O clima havia se instalado rápido entre as duas. Olivia sabia que aquilo não era algo rotineiro apesar de não saber ainda o que era. Gowon sentia o coração palpitar forte com os olhos fixos nos dá mais alta.


–Eu explicaria que depois de um ótimo encontro, com você muito satisfeita… Eu ia ter coragem e segurança para fazer algo com que venho pensando mais e mais nos últimos dias. Depois de uma pequena caminhada juntas, eu te contaria algo que eu sinto. Hyejoo, eu gosto muito de você. Eu sei que demorei um tempo para que isso acontecesse, mas acho que a hora chegou. O momento é agora. Eu não quero mais estar no risco de te perder para outra. E não quero mais me segurar para não sentir ciúmes. Eu quero ter esse direito. Eu não quero mais me preocupar de não passar muito tempo com você na sua mansão ou aqui em casa. Eu quero ter esse direito. Hyejoo, eu quero que você seja minha. Porque eu já sou sua.–


“Merda, eu esqueci alguma parte das minhas falas.” Pensou Gowon, um pouco nervosa e crítica com a própria confissão que acabou de fazer. Olivia tinha os lábios levemente separados um do outro, com o rosto parado. Ela estava basicamente em um pane interno. O que era bom, pois a menor ainda não tinha terminado. Ela ergueu com as duas mãos o colar que segurava. Era uma corrente simples pintada de dourado e o pingente era um coração aberto em uma ponta, que demonstrava que aquele um dia foi um brinco.


–Eu pensei em anéis de compromisso, como os de Heejin e Hyunjin, mas achei algo tão… Sem graça. E você sabe como eu sou, né? As demonstrações de amor e esforço me admiram muito, tanto que eu sempre faço por ti. Esse brinco foi o último presente que meu pai me deu. Eu o usei por uma boa parte da minha infância e até hoje é uma recordação única. É algo importante pra mim e é algo que eu gostaria de entregar a você e vê-la usando. Para me recordar o quanto você é especial e o quanto eu confio em ti.– 


Olivia se virou um tanto nervosa e com uma das mãos pegou o cabelo e levantou da nuca, esperando Gowon lhe colocar o colar. Isso fez a loirinha dar uma risada espontânea, o que apenas deixou a outra mais nervosa. As pequenas mãos viraram-lhe pelos ombros, fazendo com que as duas ficassem frente a frente de novo.


–Então, Hyejoo… Eu gostaria que você usasse esse colar como um símbolo. Para que todos saibam que você é minha namorada. Mas não agora. Primeiro, caso você também queira isso, você também precisa se esforçar um pouco. Eu quero que você faça igual a mim. Monte um colar, usando como pingente qualquer coisa que lhe tenha valor sentimental. Não ouse comprar nada caro e bonito! Está me ouvindo? Eu quero algo que seja importante pra você. A aparência não importa. E quero que você me dê. Assim, eu vou saber que o que eu sinto por você é parecido com o que eu sinto por ti. E mesmo que não seja a mesma coisa, mesmo que você só goste de mim um pouquinho, você vai me ver e também verá em mim algum objeto importante pra ti. Talvez, desse jeito, eu me torne um pouquinho mais especial para você.–


–Ya, larga esse script!– Interrompeu Olivia, pondo suas duas mãos nos pulsos de Chaewon. A loira se surpreendeu com a atitude da morena e reparou em seus olhos marejados. –Você é a pessoa mais gentil que eu conheci, como você ousa diminuir o seu próprio papel na minha vida, sua doidinha? Eu gosto muito, muito, muito de você, Park Chaewon.– Talvez por fenômeno de espelho, mais provavelmente pela resposta de Olivia, os olhos de Gowon também começaram a umidecer. A mais velha soltou-se das mãos da outra e com as duas mãos, depositou o pingente em uma das mãos dela.


–Ha Hyejoo… Não me responda ainda, okay? Eu só quero saber sua resposta, caso você me devolva meu pingente ou me apresente o seu feito por você. Tem que ser desse jeito, com valor sentimental e não material. Nada de ouro ou pedras preciosas, ouviu? Quero algo importante e eu sei bem que nada dessas coisas importam pra você.– A morena se conteve, compreendendo o desejo da namorada.


–Chae, isso foi lindo. Obrigada, de verdade. Eu… Pensei que te pediria primeiro, mas fico feliz de não ter feito. Você tem o seu jeitinho com as coisas, que torna tudo especial.– Gowon não chorou com as palavras da outra. Na verdade, até ali ela conseguiu se controlar muito bem. Mas com suas próprias palavras, ditas a seguir, não seria nada fácil.


–Eu faço isso por você, Oli. Não se esqueça, okay? E por favor, tome cuidado comigo… Eu estou mais frágil do que nunca. Porque agora, tem um pedacinho de mim com você. Cuida bem disso, tá?–


As lágrimas caíram pelo rosto da loira, mas não eram de tristeza. Óbvio que não, ambas sorriam mais do que tudo. Após ouvir essas palavras, Olivia fechou o pingente em sua mão e se aproximou da menor, lhe abraçando. Como de costume, os braços desta lhe envolviam, passando ao redor dos seus ombros. Gowon fechou os olhos por um momento, sentindo o calor e o perfume caro da outra e passando seus braços pela cintura dela. Se sentia confortável naquele momento, que para a loira, podia nunca terminar.


–Eu vou cuidar de você, pode ficar tranquila. Eu te protejo.– E a menor realmente sentia isso.


–Hum… Seu abraço é tão bom...– O tempo voou e as duas permaneceram ali por mais do que imaginaram que fariam. Apenas… Abraçadas. Olivia não queria soltar Gowon. E Gowon não queria que lhe soltasse. Mas é claro, em determinado momento aconteceu e elas se despediram timidamente com um selinho.


Vivi estava sentada na sala lendo o livro “A mente vencendo o humor”, que introduz alguns conceitos relevantes no mundo da psicologia e da terapia cognitiva, quando sua filha abriu a porta. A adulta ergueu uma das sobrancelhas vendo o sorriso abobado da garota. Naquele dia, a professora nem precisou perguntar nada para a menina, que logo após entrar e ver a mulher, pôs as palmas das mãos nas bochechas, sentindo o calor delas e disse:


–Mãe… Eu acho que eu estou apaixonada…–


Gowon não parava de crescer. E Vivi não parava de se orgulhar e se alegrar pela menina e suas novas experiências. A adulta respirou fundo, guardando o livro enquanto a adolescente se sentou no sofá ao seu lado, pronta para lhe contar tudo.


–Minha Chaewon está tão grande… Mas continua com a mesma carinha de bebê, não é? Cuti-cuti...–


–Para, mãe...– 


Notas Finais


Obrigada por ler mais um capítulo! Se quiser, sinta-se livre para comentar, eu tenho interesse em saber o que você achou, tanto deste capítulo quanto da fic em si e sempre respondo u.u

Esses dias eu tenho visto mais gente valorizando minha fic, eu sou grata por isso também, porque essa é meu amorzinho, e eu estou mesmo engajada nessa história que tem sido uma terapia pra mim.

Amanhã tem mais, viu?


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