História A Corrida dos Leprechauns - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Corrida, Gnomo, Horror, Leprechaun, Morte, Sobrevivencia, Suspense, Terror, Violencia
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Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Adiantei o capitulo a pedidos.
No próximo teremos o inicio oficial da corrida!

Capítulo 2 - Reúnam-se competidores!


Fanfic / Fanfiction A Corrida dos Leprechauns - Capítulo 2 - Reúnam-se competidores!

Em uma sala onde as paredes eram pintadas semelhantes a um tabuleiro de xadrez, nas cores preta e branca, se encontram setes seres humanos. Ana Beatriz, uma pequena menina de apenas seis anos de idade, usava seu pijama cor de rosa com um pequeno unicórnio colorido estampado na camiseta e um short cinza. Seus pés, assim como dos outros, estavam desprovidos de qualquer calçado. Os cabelos na altura do ombro na cor castanho estavam cheios de nós e embraçados pela movimentação enquanto dormia. Em seus braços, ela segurava apertado o bicho de pelúcia na forma de uma coruja marrom manchada, um brinquedo que ela não deixou de lado desde o aniversário de quatro anos, quando ganhara. Seus olhos, um pouco desfocados pelo sono e pela mudança abrupta de cenário, percorriam todos os lados da sala, parando na grande mesa de mogno escuro, larga e alta, que estava coberta de alimentos que pareciam ser deliciosos. Apenas o cheiro fez seu estomago roncar.

Arlete e Antônio, duas pessoas que nunca haviam se visto antes, estavam próximos um do outro. Ambos os mais velhos do grupo presente, com 64 e 73 anos respectivamente, se aproximaram inconscientemente um do outro. Arlete usava uma camisola vermelha e longa, de manga curta e folgada. Seus cabelos já brancos, com algumas poucas mechas acinzentadas, se encontravam presos firmemente em um coque apertado, bem no topo de sua cabeça. A pele morena já enrugada pela idade, encontrava-se com pintas mais escuras na extensão dos braços e pernas. Ela olhava para Antônio, cujos olhos pareciam percorrer todos os cantos do quarto, procurando uma porta, uma saída ou qualquer informação do que poderia estar acontecendo.

Antônio usava uma bermuda larga azul marinha, camiseta branca folgada com os dizeres: “Sorria, estou te filmando!”. Em sua cabeça, nasciam cabelos brancos apenas nas laterais. Os olhos castanhos estavam cerrados pela falta dos óculos, em uma tentativa de enxergar mais claramente o que estava em seu entorno.

Sentada no chão, aparentando desinteresse, mas totalmente histérica por dentro, Elizabeth estava com uma camisola preta de alças finas com renda na barra que chegava ao meio das coxas. Os cabelos escuros que iam até o meio das costas, estavam com ondas suaves, porem pouco bagunçados. Com as pálpebras dos olhos fechados, não deixa ninguém ver o desespero que seu olhar certamente transmitiria. Entretanto, se olhado de perto, era possível observar as pálpebras tremendo pelo movimento constante que sua íris fazia. As pernas longas estendidas a sua frente no chão e os pés balançando de um lado para o outro, Elizabeth com seus 26 anos, parecia a calma em pessoa. Ao contrário do que realmente sentia.

No canto esquerdo da sala, apoiado na parede, estava Fernando. O jovem, de 19 anos de idade, vestia apenas uma samba canção azul escura com pintas na cor branca. De corpo magro, pernas cheia de pelos e cabelos que se estendiam à três dedos acima da cabeça, Fernando olhava para os outros com preocupação. Seus olhos passaram por todos, analisando os outros presentes. De braços cruzados na frente do corpo, ele respirava com calma. Como se ser retirado de seu sono fosse uma ocorrência comum.

Mais ao centro da sala estavam um homem e uma mulher. Victor, com 33 anos de idade, estava com uma calça de tecido fino e confortável na cor cinza claro, camisa regata grudada ao corpo de mesma cor e os braços caído ao lado do corpo. Seus olhos não saiam da mulher ao seu lado.

Bruna, a ultima dos sete presentes a chegar, vestia apenas suas roupas intimas. Uma calcinha roxa de cós alto e um sutiã combinando, sem detalhes ou arame. Os cabelos loiros estavam um pouco úmidos mais próximos do couro cabeludo, as pontas que iam até abaixo dos ombros, já haviam secado. Seu olhar estava direcionado para o chão, seus braços estavam envolta de sua cintura, como se tentasse se proteger, se fazer menor e passar despercebida. As bochechas coradas por conta da situação de vestimenta que se encontrava.

O silêncio perdurou apenas por alguns segundos, até que começaram a se questionar e a questionar aos outros o que estava acontecendo. Quando as respostas começaram a ser as mesmas, sete estalos foram ouvidos na parede mais afastada do grupo, que agora estava próximo a mesa. Todos se viraram e ficaram encarando os diminutos seres que surgiram.

Os Leprechauns haviam chegado.

- Sejam todos bem vindos a mais uma Corrida dos Leprechauns! – o primeiro a se pronunciar foi Laranja, que esticou seus pequenos bracinhos para os lados. Seus olhos brilhavam e seu bigode se mexeu, evidenciando que por trás dos pelos havia um sorriso.

- Vocês foram todos escolhidos por nós, para terem a chance de ganhar o maior, - a cada palavra proferida por Anil, seu irmão Azul fazia uma mimica para expressar a mesma ideia, enfatizando as palavras ditas – mais incrível e inteiramente livre de impostos... – ele fez uma pausa, passando seus pequenos olhos cor de âmbar em cada um dos humanos na sala. Então sorriu aquele sorriso assustador. – tesouro Leprechaun!

Quando terminou de falar, batidas de palmas ecoaram pela sala, sem haver nenhuma saída de som, os humanos começaram a olhar de um lado para o outro, tentando descobrir da onde os sons estavam vindo. Quando os gritos de “Viva!” começaram a soar, olharam para os seres estranhos que estavam sorrindo, como se algo levemente engraçado houvesse sido dito.

- Cadê meu pai? Quero ir para casa... – Ana Beatriz estava assustada.

- Pequena Bia... – Vermelho se aproximou da criança. Sendo ele aquele que havia escolhido a mesma como competidora, cabia a ele fazer com que ela realmente participasse das provas. – Você quer aquela boneca linda, com roupinha cor de rosa... - enquanto ele falava, ao seu lado a imagem de uma boneca ia se formando, seguindo as descrições fornecidas pelo Leprechaun, até que no final, uma linda boneca estava flutuando ao seu lado. – Você não a quer? – Apenas para atiçar ainda mais a garota, Vermelho fez com que a boneca flutuasse até a frente da menina, mas quando a mesma foi agarrar o brinquedo, ele desapareceu em uma nuvem de purpurina avermelhada, deixando o chão a frente com os brilhos que caiam. – Você só tem que competir! E então... – passou a sussurrar, como se estivesse contando o segredo mais bem guardado. Ana Beatriz, diferente dos outros na sala, não sabia que estava sendo manipulada. Os demais humanos, mesmo sabendo do que o Leprechaun fazia, não ousaram interferir, não quando os outros seres diminutos e coloridos, os encaravam sem piscar. – Você pode comprar várias bonecas... Melhor ainda! Pode comprar muitas bonecas e muitos doces! – Vermelho terminou sua fala com um sorriso nos lábios.

A pequena garota sorriu em resposta.

- Não há volta... – Laranja começou a falar, sem desgrudar o olho de seu competidor.

- Vocês devem competir... – Continuou seu irmão Anil, sem descolar o olho da forma relaxada de Elizabeth, que neste ponto, já estava de pé, se aproximando aos poucos de Ana Beatriz.

- Vocês não tem escolha... – Disseram Amarelo e Violeta juntos, sorrindo em seguida para o par de idosos que ainda estavam próximos um do outro.

- Serão sete provas... – Verde olhou para Bruna e, por um pequeno instante, seus olhos brilharam e seus dentes brancos aparecerem por de trás da barba e bigode.

- Quem tiver mais moedas no final da sétima prova... – Azul sucedeu a fala de seu irmão. Com movimentos lentos, ele ergueu sua mão direita na altura de seus olhos e virou a palma para cima. Um pequeno pontinho dourado apareceu, até que foi aumentando de tamanho, até que uma moeda feita de ouro estava flutuando em cima de sua palma. Do tamanho da moeda de um real, a moeda dourada tinha de um lado um arco-íris gravado e, logo abaixo deste, os números 1827, o ano em que os irmãos começaram a Corrida. Do outro lado, havia um trevo de quatro folhas dentro de sete círculos finos. Os olhos dos humanos estavam na moeda, por não estarem acostumados com demonstrações de magia fora da tela da televisão. A moeda emitiu um brilho colorido sete vezes, cada vez com uma cor diferente do arco-íris. Após o último brilho, Azul fechou os dedos da mão levantada e a moeda desapareceu.

- Será o grande vencedor! - Prosseguiu Vermelho enquanto dava alguns passos para trás, permitindo que Elizabeth chegasse perto da única criança na sala. Ficou ao lado de seus irmãos, formando uma linha na frente dos outros seres na sala de paredes tão exóticas que causarias dores na cabeça de qualquer um que olhasse muito tempo para elas.

Os sete Leprechauns bateram as mãos uma vez. Uma única palma que despertou os humanos do transe que pareciam estar.

- E a primeira prova será minha! – Verde deu um passo à frente e, futuramente, os humanos poderiam jurar que quando ele sorriu, seus dentes eram pontiagudos.



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