História A Corrida Para O Amor - Daryl Ortega (Temporada 2) - Capítulo 134


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii Meus Amores! Tudo bom?! Então né...Mais um capítulo pra vocês💗💗💗Não sei quando vai sair o próximo mas farei o possível para postar na sexta ou no sábado. Segurem os corações que vem treta...☻

~ Boa Leitura

Capítulo 134 - Felicidade Passageira?!


CATHERINE HARRIS

Já passavam das sete e meia da noite e nenhum sinal de Sophie ou Daryl. Eu sabia que Sam não estava em casa porque tinha ido ver a namorada; desde que se assumiram, eles não se desgrudam mais e isso é bonito de se ver. Meu filho e a filha da minha melhor amiga...Eu Não podia dizer a mesma coisa de Sophie.

Deus sabe lá onde estava essa garota e o quão perto Daryl estava de descobrir a verdade sobre Liam. Eu temia pela minha própria filha...Tanto, que liguei para ela o dia inteiro. Provavelmente deveria estar aproveitando o Dia Dos Namorados com Liam mas ainda assim era perigoso, e eu desisti de ligar após falhas tentativas toscas ligando para um celular que estava em seu quarto, a algumas escadas de distância.

Além do mais, Adam tinha acabado de chegar de mais uma de suas viagens, aventureiro como é. Depois de um tour pela Tailândia, era normal que ele quisesse ver os afilhados mais uma vez, e eu precisava garantir que isso acontecesse, só que nada estava no meu controle dessa vez. Talvez Sam sim, Mas Sophie...

Dar atenção a meu amigo e lhe preparar algo rápido e útil para comer enquanto esperávamos, não aplacava minhas preocupações. E conversar com ele e ouvir suas aventuras no meu sofá, não me impedia de querer obter respostas. Angélica brinca no chão enquanto isso, despreocupada e fora dessas preocupações, do jeito que eu queria estar...

Suspiro e tento me concentrar pela milésima vez nas criaturas esquisitas que Adam descreveu encontrar nas inúmeras, esguias e úmidas florestas da Tailândia, um lugar que eu apreciaria conhecer por fotos apenas, segundo ele me disse. Ocasionalmente, um barulho do lado de fora da casa, denunciando a chegada de um carro, me tira do meu transe. Me sinto aliviada, embora culpada por ter que interromper Adam. Infelizmente, eu nem preciso fazer nada pra isso.

Quando Daryl abre a porta quase derrubando a casa junto, não sei se ainda carrego o mesmo alívio. A violência, mesmo contida, que ele ainda usa na Madeira me choca e eu franzo o cenho. Adam para de falar imediatamente e se concentra em meu marido, que não tem uma cara nada Boa. Na minha cabeça, eu só tenho uma pergunta gritante: “O QUE HOUVE?!”. Ver Sophie responde tudo.

Daryl segura seu braço e a guia para dentro de casa, fechando a porta atrás de si, ecoando aquele barulho ensurdecedor de novo, que faz até mesmo Angélica se assustar. Me levanto imediatamente, cética enquanto Sophie se atira no sofá e Daryl trinca a mandíbula. Ah Não...Eu vejo os olhos inchados e vermelhos de minha menina, o que passa desapercebido por Adam, que ainda não percebeu a raiva tênue de Daryl. Angélica faz o mesmo.

- Papa! Papa! Papa! – Ela grita repetida vezes até que o pai a perceba, mas ele a olha brevemente e nada faz.

- Daryl! Pensei que não fosse chegar! – Adam o cumprimenta, alegre como sempre.

Eu acompanho cada passo e gesto de meu marido enquanto ele anda. Bebo em suas expressões, cada uma delas e não me choca ver o quão rabugento ele está. O pior de tudo foi ver como ele ignorou Angélica e agora tudo que ele faz é olhar para Adam, abrindo e fechando os punhos. A voz rouca quando pergunta:

- Aceita um drinque? – Adam parece surpreso mas agradavelmente nada diz. Ele apenas exibe seus dentes brancos e prefeitos em um sorriso categórico e natural.

- Claro! – Ele segue meu marido até o mini bar. – Está ensaiando um novo jeito de cumprimentar, é?

- Estou. – É tudo que diz. Rouco, como se houvesse gritado horrores.

Com um copo em mãos, Daryl serve o uísque; conhecido pela cor e o cheiro forte; pouco menos que a metade para Adam e apanha a garrafa para si, onde ele toma um gole de uma só vez. Embasbacada, eu percebo o quanto ele está se afundando na bebida. Não...Daryl não é assim...Não pode ser.

Eu assisto tudo, atordoada. Meus olhos recaem sobre Angélica; até mesmo ela foi ignorada...E Ele também nunca fez isso. Me volto para Sophie, em busca de uma resposta, uma simples frase ou fato que possa me ajudar a ter respostas...Mas quando olho para ela, minha filha está chorando silenciosamente, as lágrimas pingando no tapete da sala enquanto se inclina no assento, agarrando as bordas do sofá.

- Sophie... – Eu sequer percebi o quanto ela está descabelada. Afago seus cabelos, tentando acalma-la.

Ouço Adam murmurar, atrás de nós:

- Cara, você tá estranho. O que houve?

Mas Daryl não parece disposto a sanar as dúvidas de nosso amigo nem de ninguém. Aliás, ele não parece disposto a nada que não seja beber a garrafa inteira de uísque. Eu nego com a cabeça, tentando acalmar minha filha enquanto toco suas costas. Estou prestes a perguntar o que houve a ela, mas Adam se dá conta da situação e quando menos percebo, ele está agachado na frente de Sophie. O copo de uísque facilmente deixado de lado.

- O que houve, princesa? Por que está chorando, querida? – Ele tenta consolar a afilhada.

Estou começando a ficar sem fôlego; vendo Sophie chorar inconsolavelmente, sem que eu saiba a causa e Daryl beber igual um psicopata, quase secando a garrafa. Eu me levanto, em busca de respostas. Adam sabe pouco mais que eu e Soph não está em condições de me responder nada. Eu então enfrento quem deveria, desde que pisou nessa casa:

- O que você fez com a nossa filha? – Franzo o cenho.

Daryl dá mais um gole generoso na garrafa e limpa a boca com as costas da mão. Ele me dá pena nesse estado. Sei que o único horário em que bebe é quando está com raiva. Mas por que?! Estou A ponto de enlouquecer, frustrada com toda essa situação. Meu marido me encara com uma frieza calculada. E inocentemente achei que não veria essa expressão em seu rosto nunca mais. Me enganei...

- Por Que não pergunta o que ela fez? Você sabia onde ela estava? Com quem? – Pergunta com uma ironia dançante e uma lentidão irritante. Então entendo que ele descobriu...

Me viro para Sophie, atordoada; Adam ao seu lado no sofá, enquanto ela ainda chora e Angélica no chão, longe dessa monstruosa realidade. Eu percebo que embora seja de grande ajuda, não posso envolver Adam em nossos problemas e dificilmente teremos um jantar em paz, agora que Daryl descobriu tudo.

- Adam? Pode voltar outra hora? Acho que precisamos conversar melhor. – O loiro me encara e assente, se levantando.

- Claro. Tudo bem. Voltarei quando puder.

- Obrigada. E do fundo do meu coração, me desculpe. – Ele acena.

- Não se preocupe.

Eu assisto, perplexa e atônita, Adam deixar nossa casa. Tudo parece desmoronando ao redor e agora sei que temos problemas de verdade. A tensão que impera nesse lugar está me deixando sem ar. Mal começamos a falar e já nem tenho certeza se vou conseguir. É como se as palavras tivessem ficado entaladas em minha garganta.

- Eu não entendo... – Murmuro e olho minha filha, ainda chorando no sofá. Em seguida, me volto para Daryl. – Quero saber o que houve.

Meu marido roda a garrafa em suas mãos; embora tenha bebido goles generosos, ele não apresenta sinais de embriaguez ou coisa do tipo. A garrafa contém pouco mais que a metade do uísque. Ele se desencosta da pequena mesa do mini bar e caminha lentamente até a sala, onde estamos. Daryl olha de Sophie para mim.

- É simples. Basicamente se resume na nossa filha abusando da confiança dos tios dela e da nossa. – Nego com a cabeça, afetada. Embora esteja entendendo, quero ouvir de sua boca o que houve ao invés de supor.

- Do que está falando? – Daryl olha novamente para Sophie, de forma breve mas não menos intimidante.

- Eu não sei o que você espera que eu diga, mas eu... – Aponta o próprio peito e olha a filha pela milésima vez. – Eu esperava tudo, menos encontrar a minha filha, na cama, com um cara. O cara de quem eu a mandei ficar longe. Aparentemente isso não teve importância. Porque está nítido de se ver que ela ignorou isso.

Olho para baixo, me sentindo levemente culpada. Engulo seco, porque no fundo eu também sempre soube disso e me calei. E consequentemente cooperei para essa desobediência, mesmo sendo mãe. Olho para Sophie, inconsolável em seu choro mais silencioso e contido, depois para Daryl, que me examina como se eu fosse um verme.

- Você sabia disso, não sabia? – Ele estreita os olhos. – Você concordou com isso. Ajudou ela a manter essa farsa idiota, a mentir...E Eu estupidamente acreditei!

Meu marido está em seu estado mais sério e extremo de raiva. Seu corpo está tenso, seus punhos, dentes e mandíbula cerrados e aquela veia odiosa saltada em sua testa. Sophie se encolhe mais no sofá e Angélica olha para nós, assustada. Engulo seco, não posso mentir. Mas também não vou concordar com ele. Olho em seus olhos.

- Você sabe que odeio mentiras, Catherine. Sabe que odeio omissão e odeio que descumpram minhas ordens e você fez isso! Você sendo a mãe! Apoiou essa merda, cedeu espaço e seja lá o que caralhos tenha feito! – Ergo a voz e trinco os dentes. Ele não vai me dizer o que fazer!

- Eu não tenho razões para não aceitar esse namoro. E não tenho a menor intenção de deixar você me culpar por isso.

Daryl parece surpreso com minha atitude, ele certamente esperava que eu fosse concordar mas não. Eu não tenho porque mentir ou omitir minhas decisões e ele tem de entender isso. Meu marido semicerra os olhos e põe as mãos nos quadris.

- Como é? Você não tem razões para não aceitar? Catherine, será que tudo já não foi suficiente?! Tudo isso, já não está bom?! Todas as merdas que aconteceram por causa disso?!

- Não, Daryl. Não aconteceu nada. Você está confundindo as coisas. – Ele solta um riso mordaz.

- Confundindo? Eu estou sendo realista e aceitando que nada disso funciona. Esse namoro é um erro, e esse garoto só vai trazer problemas pra nossa filha! – Eu o encaro, rindo perplexamente, como se a verdade estivesse diante de seus olhos e ele não pudesse enxergar.

- Daryl, eles se amam! Estão apaixonados! Eles precisam ser felizes!

- Uma merda de felicidade passageira que vai fazer a Sophie chorar e se machucar mais cedo ou mais tarde! – Rebate, possesso.

- Não dá pra impedir todos os sofrimentos que nossos filhos irão passar! Eles estão crescidos, irão lidar com isso.

- É, mas na hora certa! Não antes do tempo, quando ainda são inocentes demais pra isso! – Ele olha brevemente para Sophie, cheio de amargura e diz baixo: - Ou pelo menos eu acho que são.

- Eles têm 18 anos. O que você quer segurar mais? – Indago, sarcasticamente.

- Eu não quero segurar porra nenhuma! Eu quero que eles sejam felizes e que acima de tudo, tenham um futuro. Não que morram antes disso.

- Você está exagerando!

- Ah Claro! Sinto muito proteger nosso filhos e me preocupar com o que vai acontecer com eles! – Rosna.

- Isso não é se preocupar!

Novamente aquele barulho irritante na porta. A primeira parte da nossa discussão se encerra assim que Sam aparece atrás da porta. Daryl olha para ele com raiva e caminha em sua direção. Eu os observo.

- O que tá acontecendo aqui? Ouvi os gritos de vocês do lado de fora...

Antes que o gêmeo possa concluir a frase, Daryl agarra o colarinho de sua camisa. Fico imediatamente surpresa. Por que ele está fazendo isso?!

- Ae! Me solta! O que acha que tá fazendo, pai?! – Daryl trinca os dentes de novo. A raiva corre através dele como droga na veia.

- Você sabia! Também estava escondendo tudo e levando sua irmã pra se encontrar com ele!

Meu filho imediatamente parece se dar conta da gravidade e engole suas palavras, ele olha brevemente para a irmã e nada diz ou faz, a não ser encarar o pai com determinação e coragem. Eu o aprecio...Mas Daryl precisa se controlar, ele vai ficar louco se não parar. Agarro seu braço.

- Deixa ele, Daryl. Resolva isso comigo.

Ele larga o filho, ainda com raiva. Sam ajeita a camisa e anda em direção à irmã, se sentando ao seu lado. Daryl suspira e amassa as têmporas, cansado. Meu marido anda em direção a seu escritório e eu o sigo a passos longos. Não vou descansar enquanto não acabar com isso. Sophie ainda está inconsolável.

Daryl entra no escritório e percebo; Ele ainda está com a maldita garrafa em mãos, o que é péssimo. Um Daryl com raiva é menos insuportável que um Daryl bêbado; alguém que não estou pronto pra aturar, embora isso nunca tenha acontecido. Pelo contrário, perdi a conta de quantas vezes eu já fiquei bêbada e Daryl não.

Eu suspiro e adentro o escritório sem ser convidada, fechando a porta atrás de mim. Não importa se ele não me quer aqui, estou na minha casa e faço o que quero. Além do mais, não acabamos a discussão. Reprimo os lábios, em frente à sua mesa enquanto ele senta e torna a beber. É óbvio que ele se enfiaria aqui. Isso sempre acontece quando ele está com raiva.

- Daryl, o que você disse a ela? – Olho em volta, como se isso me ajudasse na espera para que aquelas palavras tão aguardadas deixassem sua boca. – Por que está chorando tanto? O que você fez?

Eu o entupo de perguntas sem me preocupar com nada em especial. Só quero que ele me responda e o mais rápido possível de preferência. Daryl aperta uma caneta em mãos, como se isso fosse acalma-lo. Em seguida, seu olhar se volta pra mim.

- Fiz o que era preciso. – Ele responde simplesmente.

- Do que está falando? – Quase engasgo.

- Disse pra se afastar dela. Que não se veriam mais e que a partir de agora haveriam regras. - Minha expressão perplexa não o assombra.

- Mas...Por que?! Daryl...Como Você...

- Vai ser melhor pra ela. Quanto menos ver esse cara, mais rápido se esquecerá dele. Será o melhor pra todo mundo e assim estaremos mais relaxados e despreocupados.

- Daryl, ela o ama! Está apaixonada por ele! Como eu...Como Você! – Meu marido nega.

- Não, não está. Ela Não sabe o que é amor. Não tem ideia do que significa. – Eu o olho com raiva.

- Como pode dizer isso?! É claro que ela sabe! – Meus olhos marejam. – Ela tem sentimentos tanto quanto nós, Daryl. O que você sentiria se me afastassem de você? Se não tivéssemos nos casado? Se meu pai se recusasse a te aceitar por causa do seu passado?

- Não é a mesma coisa. Eu mudei por você e abandonei aquilo! - Destaca.

- E quem te garante que não seria assim com ele também? Que não mudaria por Sophie? – Daryl se levanta.

- Eu sei que não. Ele é jovem, não vai abandonar tudo por ela. – Balanço a cabeça e uma lágrima atrevida me escorre.

- Eu perdi um bebê por causa dessa merda toda, e embora Zack tenha tido a maior parcela de culpa nisso, sei que Nill também. Então não diga que ele não pode mudar por ela, porque eu poderia ter dito a mesma coisa de você, e eu não fiz isso! Eu amei você acima de tudo e passei por cima do passado e dos problemas! Que te custaria fazer o mesmo?

Sem dizer mais nada, me retiro da sala imediatamente, chorando. Eu odeio discutir com ele...Sempre me deixa sensível e vulnerável. Mas o pior...Ver Sophie naquele estado me chocou, e ver Daryl tão agressivo também. Todos deveriam ser livres para amar, inclusive ela...

Quando entro na sala, nem Sophie e nem Sam estão mais lá. Supostamente foram para seus quartos. Angélica também não está aqui, então também a levaram. Eu suspiro e aproveito pra tomar um banho antes de subir e falar com meus filhos. Essa discussão mexeu muito comigo e preciso urgentemente de um descanso...


Notas Finais


Quem errou na história?🤔 Me digam vocês...🤐


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...