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História A Corrida Para O Amor - Daryl Ortega (Temporada 2) - Capítulo 145


Escrita por:


Notas do Autor


Segundo da Semana! Espero realmente que gostem💗💗💗💗Uma decisão foi tomada...Vamos ver se tudo permanecerá em paz!
~ Boa Leitura

Capítulo 145 - Decisão Final


NOITE

SOPHIE ORTEGA

Minha animação estava em seu limite máximo. Eu não podia dizer que a notícia e a mudança repentina nas atitudes de papai não tinham me feito ficar eufórica, e mais que isso, eu acreditava em um real futuro para mim e para Liam. Um futuro onde nós dois poderíamos estar juntos sem medo de que meu pai se opusesse ou simplesmente nos encontrasse às escondidas. Sem restrições nem brigas e nem ódios. Eu sonhava com o dia em que esse momento chegaria e ele Finalmente chegou...

Por isso, desço as escadas com certa pressa e até descuido por vir tão rápido. Liam já deve estar chegando e eu quero estar pronta para receber meu namorado. Escolhi uma linda blusinha amarela canário, ombro a ombro, de mangas curtas e um pouco abaixo do meu umbigo e um short jeans curto e fofo. Deixo meus cabelos soltos e vendo a sala ainda vazia, corro até a cozinha, de onde um cheiro forte vem.

Quando chego à sala de jantar, a mesa está posta. Forrada com uma toalha de linho fino, uma das mais lindas que mamãe tem. Taças, talheres e pratos de porcelana e um vaso de rosas vermelhas para enfeitar. Não posso dizer que isso não me surpreende, com certeza foi obra de mamãe, eu não imaginava que ela estivesse tão animada para receber Liam. Me apresso em ir até a cozinha, seguindo novamente o cheiro que serpenteia a casa.

- Hmm...O que é isso? – Sigo minha intuição e Murmuro a primeira coisa que me vem à mente, isso está bom demais!

Sorridente como nunca, minha mãe se vira para mim, enxugando as mãos em um pano de prato. Ela parece confortável em seu território, que é a cozinha, cercada de tantos temperos e sabores.

- Isso, minha menina, é uma receita inventada por mim, que acabo de preparar pela primeira vez. – Ergo o cenho, novamente pega de surpresa.

Eu sempre soube que minha mãe gostava de arriscar e criar pratos novos, às vezes ela pegava receitas já criadas e as reinventava ao seu modo, o que sempre achei muito criativo de sua parte. Eu não imaginava que mamãe quisesse testar uma de suas receitas em nosso jantar mas suspeitava que ela iria caprichar somente para nos ver felizes. Eu sorrio e me aproximo assim que ela ergue a tampa da panela.

- Está com um cheiro e uma cara ótima, mãe. – Ela encolhe os ombros com simplicidade, um gesto que por muitas vezes reconheço em mim mesma.

- Obrigada, filha. Espero que os demais pensem o mesmo, ou pelo menos parecido. – Ergo os braços em rendição.

- Ahh, com certeza vão! Papai e Sam simplesmente amam e o Liam é muito simples. Ele não liga pra muitos enfeites. – Admito, reunindo as coisas que sei sobre o paladar de meu namorado. – Falando nisso, onde ele está?

- Seu pai? – Concordo com a cabeça. – No banho. Se eu fosse você, aproveitava o tempo antes que ele saia do banheiro.

- Está bem então. Vou ver se o Liam chegou.

Deixo a cozinha à passos lentos e calmos, mas como que para reverter essa situação, um motor alto e imponente ressoa ao longe, então trato de acelerar o ritmo e alcançar a porta. Pela janela, consigo ver a carroceria preta do Corvette, o que faz meu coração palpitar tão loucamente quanto o motor que está trazendo vida a ele. Suspiro e corro em direção ao jardim.

Seria impossível não reconhecer a cabeleira loira em meio à escuridão da noite, da jaqueta de couro e das botas impiedosas que ele usa. Sorrio apaixonadamente, como uma adolescente excitada, e reconheço que me tornei uma desde que o conheci. Respiro fundo e faço charme, andando lentamente em direção à ele, sem que sequer me perceba. Liam parece ocupado garantindo que fechou o carro.

Ele se abaixa, observando alguma coisa na roda e eu saltito silenciosamente até próximo dele. Por sorte, meus chinelos não são barulhentos. Logo, estou ao seu lado sem que ele perceba e somente quando ele olha pra mim, que se dá conta. Eu sorrio com uma inocência, disfarçando minha malícia superior e cruzo as mãos.

Liam sorri maliciosamente com o canto da boca e lentamente se levanta, não sem antes olhar demoradamente para minhas pernas, até que seus olhos parem na minha boca ou simplesmente nos meus. Olho para ele com inocência, umedecendo e mordendo meus lábios. Meu namorado enfia as mãos nos bolsos.

- Isso é o que eu chamo de boas vindas. – Comenta baixinho.

- Eu não podia deixar que você se perdesse do caminho. – Provoco.

- Pode acreditar, eu conheço bem desde a última vez em que vim aqui. – Ele olha em volta falsamente antes de parar em meus olhos e minha boca de novo. – Embora seja sempre bom ter esse tipo de comissão...

Arregalo os olhos, incrédula, mas deixo que um sorrisinho presunçoso e arrogante cruze meus lábios. Liam ergue o queixo em desafio e seus olhos recaem sobre meus braços. Ele sorri novamente antes de perguntar, sem intenções inocentes.

- E os seus cotovelos? Como estão? – Giro um pouco um de meus braços para ver, já podendo notar o início de uma possível cicatrização.

- Meus cotovelos? Eles estão...

Abro a boca para responder algo mas ao invés de falar ou ouvir uma resposta, tudo que recebo é a boca de Liam. Meu namorado me beija com uma precisão feroz, sua boca é bruta sobre a minha, seus lábios são exigentes e vorazes, seus movimentos impiedosos e calculados. Cada ação projetada para me dar prazer.

Agarro primeiramente seu braço, depois subo minhas mãos por seu pescoço, sua nuca...Até enrolar Meus dois braços nele e o puxar com meu peso. Minhas sobrancelhas se juntam em um elo de prazer e eu gemo baixinho, sentindo falta desse contato. Suas mãos seguram meus quadris, me puxando para ele com certa intensidade e pressa.

Liam pede passagem com a língua, a qual eu cedo sem pestanejar. Tudo que Quero é me entregar a ele...De novo e de novo. O loiro parece querer o mesmo, ele instiga sua língua a explorar tudo mais intensamente em mim. Fecho meus braços em volta de seu pescoço enquanto suas mãos apertam brevemente minha bunda e sobem para minha cintura de novo, como se ele soubesse que estamos em território perigoso.

O desejo incurável de sairmos daqui e irmos para um lugar mais reservado é tentador. Eu quase poderia sugerir a ele que fôssemos para seu carro ou que subisse na minha janela de novo...Mas Não sei se acabaria bem. De todos os modos, eu só me preocupo em continuar beijando Liam e tirar o melhor proveito de seus lábios.

DARYL ORTEGA

- E então? – Paro em frente à entrada da cozinha, secando meu cabelo molhado.

- O Liam já deve ter chegado, então a Sophie disse que ia ver. – Catherine diz enquanto cobre a comida.

- Eles estão lá fora? – Cath passa por mim para ir até as escadas.

- Eu acho que sim. Vou pedir para o Sam ficar com a Angélica enquanto me banho. Você vai chama-los?

- Farei isso exatamente agora. – Ela sorri calorosamente e assente, prosseguindo com sua subida pelos degraus.

Dou uma última e demorada olhada em sua bunda e Rio como um cachorro antes de andar até a porta. Fisicamente cansado mas mentalmente me preparando para essa conversa que terei com Liam. Abro a porta lentamente e deixo meu corpo tão fresco quanto a brisa, ser recebido e beijado pela noite, embora vestido.

Escoro a porta atrás de mim e ando em direção aos dois, abraçados como posso ver de longe. Os cabelos longos e castanhos de Sophie, os loiros dele, os corpos abraçados. Difícil não ver, embora me deixe um pouco enciumado. Bastante enciumado. Eu ainda não aceitei que Sophie cresceu e que já é adulta. Que faz coisas de adultos. Como eu e Catherine. Suspiro, tentando não quebrar o clima conforme me aproximo.

Eu esperava que eles fossem me ver de longe e se soltassem de uma vez para que eu não tivesse que fazer isso. Pelo contrário, mesmo quando estou suficientemente perto, os dois ainda estão abraçados. Sophie ergue a cabeça do peito dele e o beija, o que o leva a retribuir. Talvez eu tenha sido silencioso demais...Suspiro. Eu não vou ficar vendo minha filha beijando um cara bem diante do meu nariz! Limpo a garganta alto o suficiente para que ouçam.

Sophie e Liam se afastam, lentamente no início, mas demasiado apressados quando minha filha me vê. Soph fica vermelha no mesmo instante, as bochechas denunciam seu posto. Ela agarra o braço do namorado e me olha com inocência que sei que não tem, mas que ficará para sempre estampada em seu rosto. Mesmo que eu já tenha visto outras cenas piores. Enfim...

Liam olha para mim, sério e até com banalidade, eu diria. O fato de ele não ter medo de mim me alivia, não quero esse tipo de relação entre nós. Ao passo que denota que ele poderia sequestrar Sophie se quisesse, sem nenhum peso na consciência. Espero estar errado...Eu Olho para minha filha e aceno para que ela nos deixe a sós.

Sophie olha pra Liam com doçura e se afasta caminhando em minha direção com a mesma doçura e graciosidade que sempre teve. Ela sussurra em meu ouvido antes de ir, e eu me inclino para lhe ceder atenção.

- Pegue leve com ele. – Sorrio, divertido por seu pedido. Simples como ela.

- Não se preocupe. – Sussurro de volta.

Sophie assente e olha uma última vez para nós dois antes de ir. Acompanho sua caminhada até nossa casa, com o olhar até que ela entre. Quando me viro de novo, percebo que o loiro fazia o mesmo, seus olhos marcados de um sentimento passivo, como se minha filha tivesse levado um pedaço dele junto consigo. Eu começo a caminhar, apontando o caminho para ele, que me segue em silêncio.

O que pretendo é muito simples; seguirei o exemplo de Rick e o levarei para dar uma volta no quarteirão enquanto conversamos. Não quero me estender, irei direto ao ponto, sem rodeios nem hesitações. Eu começo:

- Primeiramente, gostaria de me desculpar pela forma como tenho abordado você. Não fui muito gentil ou sequer cordial desde antes de nos virmos e isso não mudou desde a última vez. – Para minha surpresa, ele não demora muito para me responder. E o faz em mesmo tom.

- Eu concordo. Mas também admito que não fui dos mais exemplares no meu jeito. Acho que fui um pouco rebelde e pretensioso. Também não sou o melhor em pedir desculpas. – Me viro para ele, depois de absorver bem suas respostas.

- Eu imagino que não esteja aqui porque pedi. – Liam me olha e concorda. Sua sinceridade é uma peça chave a seu favor, embora cortante.

- Sim. Eu nada mais nada menos vim por causa de Sophie. É a única razão que me fez vir até aqui. – Rio silenciosamente. Direto.

- E não o julgo por isso. Mas me vejo na necessidade de saber se em algum momento sua hostilidade em relação à mim poderia passar para Sophie. Preciso saber com quem minha filha está lidando. – Liam encolhe os ombros e as sobrancelhas com simplicidade.

- Só porque não nos engolimos, não quer dizer que ela não seja o contrário para mim. – Paro, o que o instiga a parar também. A calçada parece minúscula sob meus pés.

- O que sente por ela? – Já sei a resposta. Mas preciso olhar no fundo de seus olhos para extrair o grau de verdade. E Liam me responde sem muitos protestos quando tornamos a andar.

- Eu a amo. Achei que já soubesse disso. – Solto mais uma. Preciso analisa-lo pelas respostas.

- Achei que só tivesse interesse na virgindade dela.

- É um ponto positivo...Mas Não é o mais importante. – É sua vez de me confrontar com os olhos. – O senhor deve saber que quando nós homens queremos esse tipo de coisa, temos muitos meios de conseguir. Eu não o enfrentaria se quisesse apenas desvirginar sua filha.

- Eu confesso que sim. Mas ainda não estou convencido. Os argumentos são muito convenientes, a seu favor. – Liam acena.

- Imaginei que diria isso. – Eu o encaro enquanto andamos.

- Quero que me diga quais são suas reais intenções com Sophie. Você a conhece o suficiente para saber o quanto é extraordinária. O que viu nela, que o levou a abdicar de tantas?

Liam encara o nada, no asfalto. É como se estivesse pensando na resposta. Como se a dúvida tivesse sido levantada agora e ele nunca tivesse parado para pensar nisso. Ele murmura:

- Amor, senhor Daryl. – E de fato, é a primeira vez que me chama pelo nome. – As pessoas dizem que não escolhemos quem amamos e isso é real. Se aplica totalmente a mim. – Liam sorri aos poucos, com os lados da boca, quase como eu. – Começamos como amigos, conversando, brincando com nós mesmos e quando percebi...Estava enciumado e longe de querer me afastar dela. Tem razão quando diz que é extraordinária, porque de fato ela é.

Sua voz se torna mais baixa e rouca conforme admite. E eu posso presenciar um brilho impossível de conter em seus olhos. Um brilho especial, aquele que vi nos meus olhos, nos de Catherine, de meus filhos...E agora dele. Falando da minha Sophie. Pergunto uma última coisa:

- E o que pretende fazer se eu ceder esse namoro? – Poderia dizer muitas coisas mas nada como a resposta convicta que acabo de ouvir:

- Quero cuidar dela. Amar Sophie intensamente como tenho feito. E se me permitir, arrancar um sorriso sincero dela todos dias, sem reservas. – Ele encolhe os ombros. – Não vou dizer que Quero me casar agora. Pra ser sincero, não pretendo fazer isso tão cedo, mas isso jamais vai interferir no meu afeto por ela.

Solto um riso contido e divertido que o impele a me olhar.

- Gostei da parte do casamento. Ainda estou muito novo pra ser avô. – Ele se deixa rir levemente.

- Devo tomar isso como algo positivo?

- Relativamente. – Estendo a mão, deixando de lado as brincadeiras. – Bem-vindo a família Ortega.

- Obrigado. – Ele aperta, sorrindo largamente.

***

Quando entramos novamente em casa, somos recebido por Sophie e Catherine em seus estados mais elevados de ansiedade. Minha filha imediatamente se senta, tão rápida quanto um foguete e olha de mim para Liam. Este último tem um sorriso leve no rosto, sem exibir os dentes. Sophie pergunta, eufórica:

- Então? Como foi?

- O que você acha? – Pergunto. Catherine se levanta também, agitada.

- Por Deus, Daryl! Não nos mate de curiosidade! – Liam e eu trocamos olhares cúmplices.

- Digam boas – Vindas ao Liam.

Sophie e Cath festejam; minha filha solta gritinhos e bate palmas como uma criança, enquanto minha esposa sorri largamente e me olha com orgulho e amor. Sophie não resiste e abraça o namorado, que a aperta em seus braços. Catherine caminha em minha direção e me beija na bochecha, murmurando apenas para que eu possa ouvir.

- Estou orgulhosa de você. – Sussurro em seu ouvido:

- Obrigado.

Quando Sophie se afasta de Liam, corre em minha direção e me abraça. Ela não contém a própria alegria.

- Obrigada, pai!

Em suma, eu não podia reclamar de nada. Estava feliz, me sentia completo e cheio de vida novamente. Sentia que a casa estava de volta ao seu lugar e eu tinha minha filha de volta. A família estava unida outra vez. No momento seguinte, Cath guia todos para a sala de jantar.


Notas Finais


Opinem🤧💗💌


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