História A Corrida Para O Amor - Daryl Ortega (Temporada 2) - Capítulo 97


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Categorias Is It Love?
Personagens Adam, Colin, Gabriel, Mark, Personagens Originais
Tags Brigas, Drama, Hot, Is-it Love Daryl, Romance
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Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem o atraso meus amoreessss💖💖💖💖💖Demorou mas saiu!
》Próximo na segunda
~ Boa Leitura

Capítulo 97 - A Chegada de Judy


Fanfic / Fanfiction A Corrida Para O Amor - Daryl Ortega (Temporada 2) - Capítulo 97 - A Chegada de Judy

JUDY PARKER

NATAL

 

Era cedo. Pouco mais de 19:00 hrs, e eu nunca tinha passado um natal tão solitária. Embora a casa estivesse cheia de pessoas. Sim, aqui estavam meu tio Bryan que tem pouco mais da minha idade, minha avó Annabeth Parker e seu esposo. Também meus avós paternos; Mayana e Oliver. Apesar de tudo, nunca foi um feriado tão sozinho. 

Eu estava feliz por minha mãe ter tomado a iniciativa de preparar um jantar em família, mas apesar de tudo, não me deixava menos mal-humorada e abatida. E pior, me peguei pensando várias vezes no quanto os gêmeos estão longe. Minha melhor amiga está em Porto-Rico nesse exato momento, assim como seu irmão...O pior era sentir que embora ele estivesse colado em mim, ainda assim ele Poderia estar distante.

Não é como se eu estivesse radiante como as demais pessoas da sala. Meu tio e meus primos que vieram com meus avós, parecem estar se divertindo muito, até o John está no meio da bagunça. Isso é incomum e até inédito. Minha mãe não é de abrir a casa para tantas pessoas, mesmo sendo família. E o meu pai...Ele é muito na dele. Sempre cheio de trabalho e tudo o mais, embora isso não afete seu carinho de pai conosco. 

O pior de tudo é saber o quanto quero ficar sozinha e o quanto meus parentes dificultam isso. Até agora, a única coisa que tenho feito é me sentar no sofá e observar a gigantesca árvore de Natal, quase na minha frente. É a única coisa que me faz pensar na beleza do Natal. De resto, todos conversam animadamente. 

Eu não teria me importado de continuar exalando meu mal-humor habitual, embora maior que de costume. Qualquer coisa era melhor que aturar meu tio Bryan e suas brincadeiras, direcionadas a mim. Mas eu sou claramente o seu alvo quando ele se aproxima e me olha. Tento não explodir assim que ele se joga no sofá ao meu lado e agarra meus ombros. 

- Iae Judy! Como é que tá a minha sobrinha mais linda do tio Bryan?! Hum? 

 Eu poderia ter a decência de lhe dar uma resposta pelo menos cordial, se ele não fingisse ser o que não é; meu tio Bryan tem 20 anos! Ele é dois anos mais velhos que eu! Encaro-o de forma mortífera. 

- Não aja como se fosse muito mais velho que eu ou como se fosse um tio responsável. – Cuspo as palavras com uma calma implacável mas um olhar que fala muito.

- Calma! – Ergue os braços com uma diversão sádica. – O que você tem, minha roqueirazinha? Conta pra o tio! 

 Reviro os olhos. Ele me deu esse apelido idiota desde que eu era uma garotinha. Por que? Ele diz que eu pareço aquelas garotas malvadas que ouvem Rock nas alturas até pifarem os fones de ouvido e pintam as unhas de preto, e a boca de vermelho escarlate. E sinceramente...Isso me irrita! Desde aquela época. Eu resmungo:

- Para. – Mas ele é incansável e insistente. Terrivelmente insistente.

- Qual é a dessa roupa preta? Quer virar uma gótica, anjinho? – Ahh Sim! Outro apelidinho que eu odeio! Odeio com todas as minhas forças. Mas esse é muito melhor que o outro.

- Me deixa. – Me desvencilho de seu toque. 

- Não seja chata. Faz um biquinho! – Ele segura minha boca, me obrigando a fazer o que disse. 

Mas que raiva! Eu tento me soltar bruscamente, me debatendo em seus braços e tentando desferir tapas nele. Por sorte, minha mãe intervém:

- Deixa ela, Bryan. – Meu tio finalmente me solta e eu mexo minha boca para saber se estou mesmo bem. Uma careta me escapa.

- Ahh Qual é, Lisa?! Estou tentando animar ela! Sua filha está claramente com um problema! – Reviro os olhos novamente. Eu posso estar realmente com um problema, mas nem minha mãe e nem ninguém precisa saber disso.

Apesar de tudo e involuntariamente, consigo atrair todos os olhares da sala para mim. Assim como o foco. O silêncio é nítido, a não ser pelas crianças. Não me movo. Eu jamais vou me abrir com alguém aqui! Por sorte, minha avó parece ter piedade de mim, embora eu não goste de bancar a vítima. 

- Judy, querida, conte pra nós como anda a escola! – Aprecio, agradecida, sua decisão de esquivar as perguntas. Mas isso não ajuda em muito meu ânimo. Eu respondo, sem muita alegria:

- Uma droga. Nada demais. – Resmungo. No fim das contas, eu não sou a aluna mais querida e esforçada. Alguns detalhes podem modificar meus resultados. 

- Não é verdade. Você é uma ótima aluna, querida. – Meu pai intervém. Ele acredita que eu tenho um futuro promissor pela frente, assim como ele, embora nunca tenha me obrigado a ser médica.

- Isso é maravilhoso! – Minha avó Mayana comenta. 

- É sim. Judy é muito inteligente. O sr. Dashwood até mesmo me contou que ela auxiliou alguns colegas na aula de história.

Meu pai diz isso com um tamanho orgulho que eu me sinto constrangida por ser direcionada mim. Não é como se eu fosse a filha que ele e minha mãe merecem ou a neta que meus avós queriam. Ou a sobrinha que tio Bryan espera, ou a irmã que John precisa. O amor de todos me constrange e isso me faz recordar outro cenário. 

Eu penso no momento em que Sam se declarou pra mim. Quando eu vi o jeito em que ele estava, eu quis enfrenta-lo, mas quando ele me confessou tudo aquilo, amoleci. Me constrangi por seu amor. Tudo que ele expressou, não em suas palavras mas sim em seus olhos. Eu podia ver que ele não estava mentindo. 

Ele nunca foi assim. Sam nunca fingiu seus sentimentos. A única pessoa que atuou todo esse tempo, fui eu. E talvez por minha causa, esses sentimentos tivessem sido nutridos. Eu não sabia. Eram perguntas que nunca teriam respostas. Porque eu estava ciente de que aquele gêmeo nunca mais iria olhar na minha cara novamente.

Então me dei conta de que o problema era eu. A frieza era minha. Eu era realmente incapaz de amar? Incapaz de sentir algo? Eu era fria com todos. Até com Sophie, as vezes. Minha família, meus amigos...O cara que eu fiquei...Mas...Eu estava me sentindo péssima agora, não estava? Por Sam eu me sentia culpada. Por ele eu tinha amolecido. Então...Eu não era de todo uma pedra, era? E só percebi que estava prestes a chorar, quando senti uma coisa quente no meu rosto.

Felizmente, todos conversavam. Concentrados em suas próprias palavras, suas próprias conversas. E eu tive tempo o suficiente para enxugar o que restara das lágrimas que estavam espalhadas no meu rosto, durante longos e intermináveis dias, invisíveis para todos, mas muito reais para mim. Então me levanto.

Eu não precisava de mais nada para ter certeza de que estava mal e que queria sair daquela sala o mais rápido possível. Apenas pus em prática o que minha mente gritava para fazer, mas apesar de tudo, a firmeza era algo que eu não podia escolher. Não podia simplesmente desabar na frente de todos. 

Subir para o quarto foi minha melhor e mais viável opção. Eu queria estar sozinha, isso era um fato. O jantar continuava rolando, mas evidentemente meu estado estava acima de tudo isso. Por isso me sentar àquela janela não me pareceu tão ruim, nem tão entediante. Estava no meu quarto, no silêncio...Teria tempo para refletir, embora eu soubesse que já tinha feito isso o suficiente. Só não esperava que minha mãe quisesse fazer parte dessa reflexão. 

Reconheço imediatamente a cabeleira loira e os olhos azuis determinados, a postura implacável e os punhos cerrados. Minha mãe fecha a porta atrás de si e se volta para mim. A determinação suaviza, mas não perde seu objetivo. Me pego pensando se ela percebeu algo que eu não queria...A julgar por seu olhar, eu temo que sim.

- Tudo bem, Judy. Já chega de adiar essa conversa com você. – Ela se aproxima. – O que tá acontecendo? 

Engulo seco, surpresa por sua atitude direta. Minha mãe nunca foi mulher de andar em círculos ou rodeios, ela sempre vai direto ao ponto. Mas então, achar que eu soltaria tudo tão fácil é demasiado precipitado...

- Nada. Eu só... – Encolho os ombros como se não estivesse vivenciando uma crise dentro de mim. – Subi pra tomar um ar. 

- Jura? – Em toda a sua postura elegante, minha mãe se senta calmamente ao meu lado. – Eu só achei que quisesse saber da ligação hoje de manhã. E pra isso você precisa estar calma.

Sua frase é como um imã de atração, atirado em meu peito. A dor é tão tal que eu me viro brusco e ininterruptamente em sua direção. Como assim?! Levanto do mini sofá como se tivessem me espetado.

- O que?! – Olho-a com mais atenção. – Que ligação?! Do que está falando?! 

- O Sam te ligou agora de manhã. – Ela responde. 

- O que? Como assim? Por que você não me avisou?! Por que não me passou o celular? Por que não me disse nada?! 

É o cúmulo. Como o Sam tinha me ligado, de Porto-Rico e a minha mãe não tinha me dito nada?! Como?! De Porto-Rico?! Há 2000 quilômetros de distância?! A raiva me consome e eu ando pelo quarto, indignada com a minha Própria mãe. Tendo a ser explosiva e cuspo as palavras como nunca:

- Quando ele ligou?! Por que não me chamou?! Eu podia ter atendido! Por que só me diz isso agora?! Você...

Então de repente eu paro. O olhar da minha mãe e seu sorriso malicioso me fazem perceber que eu cai na maior das suas armadilhas. Eu imediatamente entendo seu ardil. A expressão perdida em meu rosto, a faz rir. E eu me sento aos poucos, absorvendo o choque de realidade. Não acredito nisso...

- Era isso que eu precisava ouvir. – Diz com um sorriso vitorioso que expressa toda a minha derrota e me deixa de cara no chão. 

- O que... – Gaguejo. Minha mãe sorri largamente.

- Sinceramente, Judy...Eu não entendo o que você ainda está fazendo em Nova York. Vai logo atrás dele! – Nego com a cabeça, inacreditável pelo comentário da minha mãe. Um bolo imediatamente se forma na minha garganta.

- O que?! – Ela nega com a cabeça também. Mas o objetivo das duas é totalmente diferente. Eu estou negando, de fato, mas ela simplesmente parece reprovar minha ação. 

- Está na cara o que você sente. Eu sei que o ama, Judy. Você ama aquele garoto. E isso não é nenhuma novidade...

Engulo seco, a ansiedade me toma, meus sentidos se tornam alertas. Eu não sei o que pensar. Dor e raiva e ressentimento corroem minha mente. O medo se transforma no meu pior pesadelo. A insegurança golpeia meu ego, as incertezas vem sobre mim. Então não sei mais o que pensar, o que fazer...Não sei o que dizer...

- Você...

- Você ama o Sam. Aquele mesmo Sam que te ajudou com o Billy, que te defendeu e que esteve por um bom tempo ao seu lado. – Nego lentamente. A falta de ar asfixia minha respiração. Eu tento me esquivar, buscar uma saída. 

- Você mentiu pra mim?! – Mas a minha mãe é tão esperta e persuasiva como eu. Ela não desiste fácil. 

- Isso não vem ao caso. – Lhe dou as costas. – Pare de mentir para si mesma. Percebe como acabou de reagir? 

- Não...Eu não...

- Quer mesmo falar sobre isso? – Ouço quando seus saltos batem no chão. – Não precisa nem esconder isso, Judy. Eu sei porque você tem estado assim e sei que ele tem sido a razão de tudo isso. Sei que está arrasada por ele ter ido à Porto-Rico, mas você ainda tem tempo. Não o deixe ir.

Então eu cai. Permiti de uma vez por todas que o meu orgulho desabasse e junto com ele, levasse minhas últimas defesas. A quem eu queria enganar? Minha mãe tinha razão. Ela estava certa. Minha reação Diante da sua mentira, minha tristeza inexplicável, minha saudade incontrolável, o que sentia a cada vez que pensava nele...

Estava claro mas eu tinha sido cega demais para perceber. Eu amava Sam. Eu. Amava. Sam! Todo esse tempo, nada nunca tinha sido em vão. Eu não sentia tudo aquilo, aquele turbilhão de sentimentos por acaso. Sempre houve algo mais. Apenas não queria admitir. Não queria aceitar e nem me acostumar com o fato de que estava completamente apaixonada por aquele gêmeo. 

Eu amava seu cheiro, seu corpo, seu jeito masculino e seu modo de me dizer as coisas. Amava seus olhos, a profundidade que via neles, o sorriso sincero e juvenil que ele abria quase todas as vezes em que estávamos juntos. Sem mencionar o modo como ele me fazia gemer e gritar loucamente, implorando por mais...Então um estalo me tira dos meus pensamentos. 

- Judy! O que está esperando?! Vai atrás do seu homem!

- Mas...Como?!

- Vamos achar um voo pra você agora! – Paro por um momento. 

- Mãe...

- O que?

- Obrigada! 

- Não me agradeça ainda!

E em menos de algumas horas, eu estaria em Porto-Rico, ainda a tempo de comemorar o natal. Imediatamente apanho o celular e vou para minha lista de contatos.

- Alô?

- Sophie! Me escuta!

- Judy? O que foi?

- Preciso que me ajude...


Notas Finais


Então? O que acharam? Lisa? Judy? E o Sam? Como vai reagir?


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