História A Cortesã e a Baronesa - Capítulo 1


Escrita por: e Nanda_Mills

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiii pessoas!!! Odeio notas iniciais,mas lá vai kkk
Eu e Nanda ( Mulher mais linda do mundo kkkkk) estamos escrevendo essa história original juntas 👏👏👏
Já estamos por aqui com fics pana, então creio que alguém por aqui já ouviu falar da gente hahahaha


Espero que gostem da ideia...

Bjossss

Capítulo 1 - Baronesa


Fanfic / Fanfiction A Cortesã e a Baronesa - Capítulo 1 - Baronesa


 

Eu passei os olhos por toda a extensão de terra a minha frente,eram campos de se perder de vista. Do outro lado,uma grande extensão dessa terra era tomada por um vasta plantação de café. Eu de cima do meu cavalo, observava todo aquele imenso território.

Eu era dona. Única herdeira do grande Barão de Vassouras,um dos fazendeiros mais ricos do Vale do Paraíba. Criada pelo meu pai,que ao contrário da maioria homens da minha época,não achava que uma mulher era incapaz de comandar seus patrimônios. Fui criada no meio dos cafés,e da parte burocrática da administração de uma fazenda. Minha educação como dama,foi ficando para trás cada vez que dava sinais ao meu pai,que era muito mais inteligente do que seus melhores administradores.

Ele se foi,e todas as suas fazendas e propriedades na capital passaram para o meu nome. A boa reputação da minha família me acompanhou.Por vezes,eu acho que eles esquecem que estão lidando com uma mulher. Meu pai ganhou o respeito de todos, e eu ao longo do tempo conquistei o meu.

-Dona Isabel! - Virei a cabeça na direção em que me chamavam. - Visita pra você na casa da fazenda.

-Quem é?! - Perguntei ao rapaz que corria em minha direção.

-Acho que a senhorita Amanda. - Corri com o cavalo assim que ouvi seu nome.

 

Amanda era a filha mais nova de um falido comerciante da capital. O pai tentava a todo custo forçar um relacionamento entre nós duas,e para sorte dele,eu era apaixonada pela menina.

Assim que cheguei a entrada da casa,eu escutei sua risada. Aquele som era música para os meus ouvidos. Desci correndo do cavalo e entrei na casa.

-Olha ela aí! - A governanta da casa, Lucília,falou assim que me viu.

Amanda estava de costas para a porta e seu longo cabelo loiro,sempre impecável,brilhava com o contato de alguns raios de sol.

Ela se virou devagar e abriu um largo sorriso assim que me viu.

-Isabel! - Disse vindo em minha direção. Tomei ela em um abraço apertado.

-Porque não me disse que vinha?! Eu ficaria aqui te esperando…

Ela se soltou e me deu um leve beijo no rosto.

-Não queria atrapalhar,querida!

-Você nunca atrapalha! - ela sorriu. - Então o que traz você aqui?!

Amanda odiava a fazenda,geralmente me visitava quando ficava na casa da cidade,no Bairro de Botafogo.

-Papai convidou você para jantar hoje a noite! - Revirei os olhos. - Por favor, Isabel…

Odiava visitar a família dela na capital. Seu pai só faltava lamber o chão por onde eu pisava,um claro puxa saco,que me empurrava a filha para o meu colo,sem vergonha nenhuma. Aturava muitas vezes,por causa de Amanda,ela não tinha culpa do pai ser um imbecil.

-Não mesmo! - Disse me afastando. - Tenho coisas para resolver na fazenda.

Ela se aproximou e me abraçou pela cintura.

-Por favor… faça isso por mim… - Pediu me olhando com aqueles grandes olhos azuis e como sempre eu não resistia.

Respirei fundo.

-Ok! - Ela me abraçou mais forte. - Obrigada!

Eu sabia o motivo daquele jantar. O homem estava falido,no mínimo era mais um empréstimo,para tentar manter de pé sua loja na rua do Ouvidor.

-Vamos partir daqui a pouco,não quero pegar essa estrada a noite,ainda mais com você - Ela sorriu boba com a minha preocupação.

-Não vejo a hora de ficar com você o tempo inteiro… - Eu sabia que ela queria casar,mas por mais que gostasse da menina,eu não consegui me ver casada com ela.

 

Ao final da tarde chegamos ao Rio de Janeiro. A capital do império sempre muita movimentada. Eu adorava o campo,mas tinha minha paixão pela cidade. Seguimos direto para a casa dela,sua família já nos aguardava,mas o que me chamou atenção foi a grande quantidade de pessoas na casa.

-Bem vinda Isabel! - Antônio, seu pai, me recebeu com um grande abraço,até exagerado demais. Odeio puxa sacos.

-Ola Antônio - falei tentando me livrar dos seus braços.

Sua esposa veio em seguida me cumprimentar.

-Quanto tempo minha querida! - Flávia disse me abraçando. A mulher ate que era agradável,mas tão interesseira quanto o marido.

-Sim… A fazenda não pode ficar muito tempo sem ninguém na administração…

-Como tanto dinheiro,porque não deixa ela nas mãos de algum administrador e se muda de vez para a cidade.

Sempre essa insistência em me trazer para a cidade.

-Porque aprendi com o meu pai,que são os olhos do dono que engordam o gado. - Ri sem vontade sendo acompanhado pelos dois.

-Sempre com uma resposta na ponta da língua - Antônio disse me dando tapas nas costas.

Amanda grudou no meu braço,desfilando comigo pelo salão da casa,por vezes parecia que eu era o troféu que ela exibia com orgulho.

-Ainda não entendi,o porque desse jantar tão exagerado! Achei que fosse alguma coisa mais familiar…

Ela se remexeu um pouco do meu lado. Eu sabia que ela escondia alguma coisa.

-O que você está…. - Fui cortada pela voz do seu pai chamando a todos para a mesa.

 

A elite carioca era uma piada. Por isso sempre gostei mais da fazenda. Os bichos eram mais sinceros que todas essas pessoas juntas. Forcei o meu melhor sorriso e conversei com todos. Amanda era só sorrisos, até demais. Seu pai levantou ao final do jantar com uma taça de champanhe na mão.

-Gostaria da atenção de todos! - Disse batendo na taça,o que era um gesto de muito mal gosto.

Todo se viraram para o anfitrião do jantar curiosos. - Eu queria dizer que estou imensamente feliz com a notícia que darei a todos… - Ainda sem entender,esperei suas próximas palavras. - E com muito orgulho e felicidade que anuncio o noivado da minha querida filha Amanda,com uma das fazendeiros mais bem sucedidas do império… - Ele me olhou e levantou a taça. - Isabel! - Um falatório começou,com desejos de felicidades e sorrisos.

Eu olhei diretamente para Amanda,que estava na minha frente com um sorriso sem graça e um medo no olhar.

-Fala alguma coisa Isabel! - Uma das pessoas gritou em meio ao grande de falatório.

Eu ainda estava atônita e sem acreditar. Olhei para Antônio que também esperava alguma reação minha,mesmo sabendo que não seria das melhores.

Eu levantei jogando o guardanapo e batendo minha mão fechada contra a mesa,fazendo os outros se assustarem.

Meus olhos demonstravam toda a raiva do momento,e Antônio deu um passo para trás com medo. Eu sabia,que se começasse a falar eu iria perder minha razão. Amanda segurou no meu braço assustada.

Me soltei na mesma hora e sai da sua casa sem olhar para trás.

-Isabel! - Escutei Amanda me chamando.

-Vai embora! - Gritei assim que entrei na carruagem.

Amanda entrou pelo outro lado.

-Me escuta!

-Sai daqui,por favor… - disse entredentes.

-Eu não quis pressionar você…

Nesse hora explodi.

-Imagina! Só armou essa armadilha para mim! Acho que sou alguma espécie de idiota,garota! - Gritei.

Ela recuou assustada.

-Eu não queria…

-Queria sim,tanto me colocou nessa situação ridícula! Quando eu quiser casar,EU VOU CASAR! - disse mais alto. - Não será você nem o crápula do seu pai,que vão me obrigar a isso! - Respirei fundo. - Saia daqui! - Disse irritada.

Ela tentou encostar no meu braço,mas recuou ao meu olhar furioso.

Amanda saiu e em seguida mandei o cocheiro sair em disparada para qualquer lugar.

Eu estava espumando de raiva. Olhei para fora da janela,observando a movimentação nas ruas. Uma casa enorme mais a frente,me chamou atenção. Ouvia música alta e várias pessoas entrando no lugar. Bati três vezes na janela e o cocheiro parou.

Olhei de novo para a frente da casa,que parecia um palacete,no mínimo devia ser uma festa de alguém influente na cidade.

Entrei movida pela curiosidade,e assim que coloquei meus olhos no local e nas mulheres,reparei que não se tratava da casa de nenhum nobre. Mulheres em poucas roupas,e muitas sentadas no colo de velhos bem arrumados.

Segui em frente até um pequeno bar.

-Whisky,por favor!  

Assim que levei o copo a boca fui abordada por um senhora elegante.

-Isabel Teixeira Leite! Filha do Barão de Vassouras - Fiquei surpresa . - Não fique assustada! - ela riu. - Seu pai foi um grande amigo… E você tem os olhos dele! - Falou me admirando,ela ajeitou a postura e continuou - É uma grande honra a presença da Baronesa,na minha casa…

-Nada de Baronesa,por favor! Me chame de Isabel. - Ela estendeu a mão apertando delicadamente a minha.

-Madame Margot,mas pode me chamar de Margot. - Disse piscando. - A que devo a honra da sua presença?! Procura algo em especial…

-Não! - Disse um pouco sem graça. - Só estou de passagem,o local chamou minha atenção e…

Foi quando a música parou e as pessoas se calaram.

Olhei para a escada onde todos os olhares estavam atentos. A cada barulho do salto contra o piso de mármore eu ficava mais curiosa.

Deixei Margot sozinha e me aproximei da escada. Meus olhos se arregalaram e minha boca abriu em surpresa,porque jamais vi tamanha beleza em uma pessoa.





 


Notas Finais


😉😉😘😘


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