História A Court of Fear and Hope - ACOTAR fanfic - Capítulo 10


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Categorias Corte de Espinhos e Rosas
Personagens Amren, Azriel, Cassian, Elain, Feyre, Lucien, Morrigan, Nesta, Personagens Originais, Rhysand, Tamlin
Tags Acotar, Feysand, Romance
Visualizações 21
Palavras 2.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Sweet Memories - Parte 2


Rhys se levantou imediatamente. Seu rosto expressava a mais pura e profunda preocupação.

Feyre levantou os olhos para ele, como se pedisse silenciosamente por ajuda.

O laço entre os dois estava mudo, a única coisa que podia ser sentida era um lampejo da dor que a Grã-Senhora estava sentindo.

- Rhys! Feyre! Que bom que voltaram. Temos um problema na... – Mor se calou assim que olhou para Feyre, que segurava uma das mãos de Rhys e estava com a cabeça recostada no sofá. Os olhos fechados e a respiração irregular.

- Qual é o problema, Mor? – Feyre perguntou, levantando. Rhys a segurou pela cintura e ela passou um dos braços por trás do pescoço dele.

- Keir está causando problemas na Cidade Escavada. Aparentemente, a filha de um de seus “amigos” acabou de atingir a idade do casamento e... – Mor engasgou com as palavras. – E ela tentou fugir para escapar do macho escolhido. Keir a torturou até a morte.

Feyre se curvou quando uma nova contração a atingiu. Rhys a segurou com mais força.

- Você, Cassian, Azriel e Amren terão de lidar com isso sem mim. – ele disse.

- Rhys, você sabe que meu pai não vai me ouvir, principalmente nessa situação. Sabe que ele só vai ouvir você. – Mor falou, aproximando-se.

- Vá. – Feyre disse para o parceiro assim que conseguiu estabilizar sua respiração novamente, depois da contração ter se dissipado. – Vá cuidar disso. Eu ficarei bem.

- Não sairei do seu lado.

- Vá e resolva isso. Acabe com isso antes que se torne um habito de Keir. Mostre a ele quem manda, e depois volte para casa, para mim. Eu não iria muito longe, de qualquer forma.

- Não sairei do seu lado. – Rhys repetiu.

- Então eu vou com você.

- Nem pensar! – Mor e Rhys disseram em uníssono.

- Rhys, as contrações estão espaçadas o bastante. Eu aguento. Acho que seria melhor se eu fosse com você, posso tê-lo do meu lado.

- Feyre, por favor.. Sabe que não vou te obrigar a ficar, mas estou pedindo, estou implorando, por favor, meu amor.

- Irei com você. – ela disse. A decisão de uma Grã-Senhora. – Iremos resolver isso juntos. E depois voltaremos para casa.

Rhys respirou fundo, apertando a mão de Feyre e olhando-lhe profundamente nos olhos.

Tem certeza? Ele perguntou pelo laço.

- Tenho. – ela respondeu em voz alta, acariciando a mão dele.

E aquilo foi o suficiente. Eles atravessaram para a Cidade Escavada. Ao colocarem os pés na residência particular de Rhys acima da montanha, Feyre precisou de alguns segundos para se recompor depois de uma contração.

Cassian e Azriel olharam para Rhys como se perguntassem: “Por que diabos concordou em trazê-la? Perdeu completamente o juízo? ”

Feyre reparou no olhar dos dois e respondeu simplesmente:

- Eu disse para ele vir resolver isso, mas ele não queria me deixar, então eu decidi vir junto.

- Não sei, sinceramente, qual dos dois é mais inconsequente. Se é Feyre por ter pedido para vir, mesmo sabendo que está literalmente parindo, ou se é Rhys por ter concordado em trazê-la! – Cassian disse, recebendo algo como um rosnado de Rhys em resposta.

- Acho que o mais inconsequente entre nós, nesse momento, é você, Cassian, por falar dessa forma conosco.

Cassian abaixou a cabeça, mas logo ergueu-a novamente e lançou para Rhys um olhar de desculpas. O Grão-Senhor assentiu.

- Estão todos prontos? – Mor perguntou, adentrando o cômodo no qual estavam os outros.

- Sim. – Feyre respondeu.

- Tem certeza que quer mesmo fazer isso? – Rhys perguntou a parceira, que assentiu.

Ela tomou o braço dele e acertou a postura, soltando um grunhido de dor em seguida. Todos a olharam com preocupação, mas ela simplesmente os ignorou.

Feyre e Rhys caminhavam mais rápido que o normal, não só com o intuito de mostrar ao povo da Cidade Escavada que seus governantes estavam ali, mas para que Feyre não precisasse ficar em pé mais tempo que o extremo necessário.

Todos se ajoelharam, como de costume. Assim que Rhys e Feyre se sentaram, o Grão-Senhor disse:

- Levantem-se. Façamos isso rápido, sim? Keir, um passo à frente.

O macho aproximou-se, ficando sobre um joelho diante de Rhysand, reconhecendo sua pequenez.

- Conte o que aconteceu, e faça-o rápido, não temos tempo para enrolação.

- A filha de Preston, Naomi, havia chego na idade apropriada para o casamento. Um macho foi escolhido. Ela tentou fugir, dizendo que não queria se casar. Nós a pegamos, a torturamos e ela cedeu à morte.

- Keir... – Rhys disse com uma calma surpreendente. – Você é um inútil desgraçado que só está vivo por causa da minha misericórdia. Nunca fez sequer uma coisa boa. Digo, talvez a única coisa realmente boa que fez foi Morrigan, mas, além disso, nada. Você é desprovido de caráter, Keir. Desprovido de altruísmo e empatia. Por mim, você já estaria morto, mas não vou matá-lo hoje porque quero que, quando esse dia chegar, você tenha uma morte tão dolorosa quanto as que proporcionou a feéricos inocentes. Quero que esteja consciente até o último segundo e que sinta tudo. Tudo. Por enquanto, vou deixa-lo apenas com isto.

Ouviu-se um estalo antes de Keir cair no chão com um grito de dor. Um osso de sua perna havia sido completamente destruído.

No trono ao lado do de Rhys, Feyre começou a sentir outra contração. Uma lágrima ameaçava sair, mas a Grã-Senhora não deixou e apertou os braços do trono com mais força. Cada segundo parecia – e era – agonizante. Ela tentou controlar a respiração, mas acabou soltando um grunhido baixo. Baixo o bastante para que apenas Rhys ouvisse, graças ao Caldeirão.

- Não direi mais nada a vocês por hoje. – ele falou – Apenas que a vontade das fêmeas deve ser respeitada. Elas se casarão se quiserem. Caso contrário, os machos deverão esperar. Nenhuma deverá sofrer nenhum tipo de agressão, seja ela física ou psicológica. Não é um pedido, é uma ordem. Se não for seguida, haverão consequências muito, muito piores.

Dito isso, Rhys tomou sua parceira nos braços e atravessou para fora dali. Atravessou para seu quarto na mansão acima daquele lugar odioso.

Feyre gritou de dor assim que pôs os pés no lugar, apoiando-se em Rhys.

- Temos que atravessar para Velaris. – ele disse.

- Não, Rhys. Eu não sei se consigo aguentar a travessia. - falou Feyre. E foi sincera em cada palavra.

Rhysand olhou nos olhos de sua parceira, sentiu a dor dela pelo laço. Ele sabia que ela estava certa.

Mor, Cassian e Azriel entraram no quarto.

- Tragam Madja para cá imediatamente. Diga a ela que a Grã-Senhora está tendo o bebê.

Um segundo depois, Mor sumiu.

- Tragam... – Feyre começou a dizer, mas sua voz falhou. Ela soltou um grito abafado, seguido por um gemido de dor. – Minhas irmãs. As duas.

Os dois Illyrianos saíram naquele instante e Mor voltou no instante seguinte.

Com meio pensamento de Rhys, o vestido azul de Feyre estava pendurado num cabide e ela estava usando um vestido branco – quase transparente – de algodão.

Madja já estava quase alcançando Feyre naquele momento. A Grã-Senhora estava apoiada em seu parceiro, que a segurava com cuidado, mas de forma que ela pudesse colocar todo seu peso contra ele.

- Minha senhora, preciso ver sua dilatação. – disse a curandeira.

Feyre assentiu. Rhys a deitou na cama com calma, sendo o mais cuidadoso que podia.

A curandeira levantou a saia do vestido e olhou, checando a dilatação.

- Não está na hora ainda, minha querida. – ela disse. – Você precisa dilatar 10cm, mas está só com 6.

- O quê?! – Rhys perguntou num rosnado.

Ele não queria ser mal-educado com a curandeira, mas odiava ver sua parceira sentir dor.

- Não há nada que possamos dar a ela para amenizar a dor? – ele pediu.

- Ter filhos dói, a natureza é assim, Grão-Senhor. Tanto a natureza humana quanto a feérica.

- O que podemos fazer para ajudá-la? – Mor perguntou.

- Não há uma forma de eliminar a dor por completo, mas sempre se pode aliviar um pouco. Controlar a respiração é uma boa ideia para começar. – disse Madja ao olhar para Feyre, que estava com a respiração irregular e descompassada. – Também se pode caminhar, o que ajuda a posicionar o bebê e, sendo assim, torna as coisas mais rápidas. – ela lançou um olhar para Rhys antes de continuar. – Pode preparar uma banheira com água morna, fazer massagens, usar panos molhados em água quente para diminuir a tensão em alguns pontos e existem também algumas posições que ajudam a aliviar a dor.

- Vamos tentar tudo, então. – falou Rhys.

E eles realmente fizeram de tudo. Passaram-se horas até que Feyre não aguentasse mais a dor. Madja se aproximou para fazer o chamado exame de toque e sorriu.

- Dez centímetros. – disse ela. – Pronta para empurrar esse bebê para fora?

Rhys estava atrás de Feyre enquanto ela estava agachada. Os braços dele serviam de suporte extra para ela e as mãos dos dois estavam unidas com força.

A Grã-Senhora respirou fundo.

- Você consegue, Feyre. – Rhys sussurrou ao ouvido dela.

Durante alguns minutos, o esforço de Feyre parecia não fazer efeito, até que, quase vinte minutos, Madja disse:

- Posso ver a cabeça dele. Faça um pouco mais de força, Feyre, só um pouco mais.

Ela fez. Alguns empurrões depois, Madja anunciou a criança, que chorava escandalosamente.

Um menino. Forte e saudável.

Feyre desabou em lágrimas, assim como Rhys. O Grão-Senhor beijou a testa suada de sua parceira, que virou e deu-lhe um beijo carinhoso nos lábios.

Você conseguiu, meu amor. Conseguiu. Rhys disse pelo laço.

Nós conseguimos. Eu não teria aguentado sem você. Ela respondeu.

- Eu te amo. – ele disse.

- Eu te amo. – ela sorriu, aproximando-se para beijá-lo.

Madja colocou o menino – já enrolado em uma manta branca – nos braços de Feyre, que chorou mais e mais.

- Oi... – ela sussurrou entre as lágrimas.

- Oi, pequeno... – Rhys sussurrou para o bebê nos braços de sua parceira antes de beijá-la na testa.

- Como vamos chamá-lo? – Feyre perguntou.

Antes que qualquer um deles falasse mais alguma coisa, as portas se abriram devagar e revelaram uma Mor extremamente preocupada.

- Oi.. – ela disse, abrindo mais a porta e revelando Nestha e Elain.

- Feyre... – Nestha entrou no quarto e se aproximou um pouco.

- Você conseguiu, Feyre. – Elain falou.

Os guerreiros Illyrianos apareceram à porta.

- Parabéns a vocês dois. – disse Azriel.

- Obrigada. – Feyre respondeu.

- Alguma sugestão de nomes? – Rhys perguntou.

- Cassian Jr. – respondeu Cass, recebendo uma cara feia de Rhys, seguida de um sorriso brincalhão.

- James – sugeriu Mor.

- Arthie – Nestha sugeriu.

- Elijah. – Azriel falou.

Os olhos de Rhys se fixaram no Encantador de Sombras, assim como os de Feyre e Nestha e Elain.

Todos se calaram.

Feyre e Rhys trocaram um olhar intenso. Contudo, não precisaram dizer uma palavra aos outros, eles já tinham saído.

- O nome do meu pai... – ela sussurrou.

- Elijah Archeron. É um bom nome, um nome forte. Em homenagem a um homem que cruzou a muralha e barganhou com o carcereiro de uma rainha amaldiçoada e se sacrificou por suas filhas.

- Elijah... – Feyre repetiu o nome enquanto acariciava o rostinho de seu filho.

- É perfeito, Feyre.

- Então será Elijah.

- Bem vindo, Elijah. – Rhys sussurrou, acariciando com um dedo o bracinho de seu filho.

۞

Alice estava olhando para o irmão mais velho, que dormia tranquilamente na barraca. Ela, no entanto, não conseguia pegar no sono, então, para não acordar Elijah, ela decidiu sair e respirar o ar noturno.

Quando saiu, encontrou Maxwell sentado numa pedra perto de onde estava a fogueira, que estava quase apagada.

- O que faz acordado? – ela perguntou.

- O que você faz acordada? – ele retrucou.

- Sou a “Princesa da Noite”, lembra? – ironizou. – Mas eu perguntei primeiro.

- É a primeira noite que passo fora de casa. – ele respondeu.

- Está com medo do escuro, florzinha de primavera?

- Não! – ele respondeu imediatamente. – E não me chame assim.

- Como queira, Senhor das Flores. – ela sorriu em deboche.

- Já te disseram que...

- Já me disseram muita coisa. – interrompeu ela.

- Você não me deixou...

- Nem vou deixar.

O rosto de Maxwell não expressava nada além de pura frieza. Uma máscara de inexpressividade fria.

- Vá dormir, Alice. Se for para ficar me ridicularizando, vá dormir.

- Só estava brincando com você, mas agora vejo que é igual ao seu pai: um covarde imbecil!

- Não ouse falar do meu pai.

- Você não manda em mim. Eu ouso falar aquilo que eu quiser.

Max se levantou e foi para sua barraca.

- Nos vemos ao amanhecer, Alice.

- Espero que não. – ela cuspiu as palavras nele antes de abrir as asas e voar noite acima, em direção ao vasto céu estrelado sobre suas cabeças.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Essa foi a explicação do nome Elijah, eu sei que provavelmente quando a maravilhosa Sara J. Maas escreveu a coleção ela não pensou nesse nome específico para o Sr. Archeron, mas eu acho que seria uma homenagem interessante.
Um beijão pra vocês. Até o próximo capítulo.


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